Matar para Não Morrer
Em 15 de agosto de 1909, Euclides da Cunha invadiu a casa do
bairro carioca da Piedade onde morava o jovem tenente Dilermando
de Assis, amante de Dona Saninha, mulher do escritor, disposto a
matá-lo. Poucos minutos depois, no entanto, foi o autor de
"Os Sertões" quem perdeu a vida, atingido por
três balas do revólver do militar. Este livro relata
os meses que antecederam a tragédia e mostra que,
ignorando fatos, a imprensa da época transformou
Dilermando em vilão, rótulo que o perseguiu
até o fim. A maioria dos jornalistas e escritores que
acompanhou o ocorrido concordava com a idéia de que
Euclides estava no seu direito, quando decidiu tirar a vida do
seu rival. Essa opinião encontrou respaldo na
opinião pública, que crucificou Dilermando, mesmo
depois de ele ter sido considerado inocente pelos tribunais.
Poucos seriam aqueles que, não levando em conta a
versão cristalizada do ocorrido, levantariam
dúvidas sobre a versão dos fatos. "A mim a
tragédia Euclides-Dilermando me abalou profundamente.
Sobre ela meditei muito tempo, dominado pela incerteza. Mas
quando conheci todos os detalhes do processo, só
então vi, senti em tudo a mão glacial e
inexorável da fatalidade - a mesma que levou aos seus
crimes o inocente Orestes. E uma coisa até hoje me
pergunto: haverá uma só criatura normal das que
olham Dilermando com horror, que dentro do quadro daquelas
circunstancias, não fizesse a mesmíssima
coisa?", questionava-se em 1916 o escritor Monteiro
Lobato.
- I.S.B.N.: 9788539000272
- Cód. Barras: 9788539000272
- Reduzido: 2838640
- Altura: 23 cm.
- Largura: 16 cm.
- Profundidade: 1 cm.
- Edição : 1 / 2009
- Idioma : Português
- País de Origem : Brasil
- Número de Paginas : 160
De: R$ 32,90
Por: R$ 29,60
