A Via Crucis do Corpo
Publicados pela primeira vez em 1974, os 13 contos que
compõem "A Via Crucis do Corpo", de Clarice
Lispector, são precedidos por uma explicação
da autora. Ela diz que as histórias foram feitas sob
encomenda e que, contrariando sua vontade inicial, aceitou a
tarefa por puro impulso. Tentou assiná- lo com o
pseudônimo Cláudio Lemos, mas acabou sucumbindo ao
argumento de que deveria ter liberdade para escrever o que
quisesse. E foi o que fez, num único fim de semana. Mas
registrou: "Se há indecências nas
histórias a culpa não é minha".
"A Via Crucis do Corpo" não tem nada de imoral;
é, antes de tudo, uma fresta no cárcere social que
mantém a mulher - condutora de todos os contos -
supostamente distante de seus desejos e fantasias. Ou dos fardos,
como a virgindade. O que Clarice fez foi apenas descrever, de
forma leve e bem- humorada, algumas dessas benditas
transgressões.
Mas como em toda a sua obra, a autora abre espaço para
falar dos sentimentos mais profundos e das sinceras
idiossincrasias da alma. Em "O Homem que Apareceu", ela
se depara com Cláudio Brito, um grande poeta transformado
em lixo humano, e relativiza o fracasso: "Mas quem pode
dizer com sinceridade que se realizou na vida? O sucesso é
uma mentira".
- I.S.B.N.: 8532509509
- Cód. Barras: 9788532509505
- Reduzido: 424188
- Altura: 21 cm.
- Largura: 14 cm.
- Acabamento : Brochura
- edição : 1998
- idioma : Português
- país de Origem : Brasil
- Número de Paginas : 79
Por: R$ 20,00
