Procure, encontre ou
feche.
Antonio Carlos Secchin (Rio de Janeiro, 10 de junho de 1952) é um poeta, ensaísta e crítico literário brasileiro.
É membro da Academia Brasileira de Letras, tendo sido eleito em 3 de junho de 2004. Doutor em Letras e professor titular de Literatura Brasileira da Universidade Federal do Rio de Janeiro desde 1993; ganhador de diversos prêmios literários, organizador de antologias como as de João Cabral de Melo Neto, Cecília Meireles (edicão do centenário), Mário Pederneiras,dentre outros. Enfim, é difícil enumerar a grande contribuição que o escritor Antonio Carlos Secchin vem trazendo à literatura brasileira. Começou a ganhar destaque como crítico literário ao escrever o livro João Cabral: A poesia do menos, vencedor de dois prêmios importantes: o do Instituto Nacional do Livro (MEC) e o Sílvio Romero (ABL). Mais importante do que os prêmios recebidos, o parecer do próprio João Cabral de Melo Neto define a grandeza do crítico Secchin: "Entre todos os professores, pesquisadores e críticos que já se debruçaram sobre minha obra, destaco Antonio Carlos Secchin. Foi quem melhor analisou os desdobramentos daquilo que pude realizar como poeta" (Entrevista concedida a Ricardo Vieira Lima, em 1991).
Além do estudo sobre João Cabral, publicou os livros A ilha (1971), Ária de estação (1973), Movimento (1976), Elementos (1983), Diga-se de passagem (1988), Poesia e desordem (1996), Todos os ventos (2002), Escritos sobre poesia e alguma ficção (2003), Guia de sebos (2003, 4ª edição), 50 poemas escolhidos pelo autor (2006).
Como organizador, foi o responsável pela edição das poesias completas de Cecília Meirelles, por ocasião do centenário da escritora e, mais que isso, a sua experiência em garimpar tesouros literários, trouxe a público o primeiro livro de poesia publicado por Cecília e que estava desaparecido: “Espectros”. Em 2009, encontrou outra raridade: poemas inéditos de Carlos Drummond de Andrade, acompanhados de manuscritos com comentários do poeta, trazendo aos leitores fontes importantes sobre o autor.
Seu trabalho crítico, por sua vez, ao se debruçar nas obras de autores como: Álvares de Azevedo, Cruz e Sousa, Cecília, Drummond, Quintana, João Cabral, Ferreira Gullar ou de ficcionistas como Machado de Assis ou cronistas como Rubem Braga, sempre nos oferece uma visão inovadora dos autores, com sua análise precisa e sua refinada capacidade interpretativa.
Afora esta intensa atividade no mundo das letras, é também um exímio colecionador de livros, especialmente os raros, sendo um dos principais bibliófilos do país. A paixão pelos livros fez dele um freqüentador assíduo e grande conhecedor dos sebos, o que lhe proporcionou a publicação do “Guia de sebos”. Lançado em 2003, logo atingiu a lista dos mais vendidos, se tornando uma publicação de utilidade pública, um guia essencial aos admiradores e colecionadores de livros.
Sua faceta poética ganhou destaque com a publicação de Todos os ventos, que recebeu em 2002 o prêmio da Academia Brasileira de Letras. No livro, o poeta revela sua capacidade de criar, mesclando o rigor estético à criatividade poética. O crítico abre espaço para o poeta, que reflete sobre o ato criativo: "Uma escrita / é uma escuta / feita voz/ mar de mármore/ ou de papel/ lançado a esmo...".
O poeta devora suas próprias metáforas, como num ritual autofágico, ao optar por um hermetismo que transborda em versos de expressões dúbias e sentidos infindos que podem conter o nada e o tudo, o sim ou o não, o excesso ou a falta, a realização ou a eterna luta contra “o gozo zero” ou a solidão. No entanto, nada na poética secchiniana se converte em afirmação categórica. O mesmo “eu” que não se pode dar em espetáculo é também o “outro”, que se põe como espectador - ora distanciado, ora envolvido - que ri de si mesmo. Neste segundo ato do poeta, ele oferece ao leitor, pelas vias do riso, uma reaproximação do palco, um retorno à cena onde acontece o desvelamento do eu-lírico.
Na poética de Antonio Carlos Secchin, como nos versos de Rimbaud, o leitor descobre que je et um autre, já que o “mostrar-se” do poeta pode ser também uma nova estratégia de velar-se atrás de nova máscara. A sua verdadeira face aparece em meio à multiplicidade de outros disfarces, mas como distingui-la?
As várias vozes do crítico, do poeta,do professor, enfim, do homem das letras, se reúnem em "Todos os ventos", mostrando a confluência das várias pessoas que vivem em Antonio Carlos Secchin.
Fonte: Wikipédia
|
Antonio Carlos Secchin Um guia indispensável para quem lidam com livros.Guia sobre lista de Sebos pelo o Brasil contendo os principais estad... |