As Intermitências da Morte
"Não há nada no mundo mais nu que um
esqueleto", escreve José Saramago diante da
representação tradicional da morte. Só mesmo
um grande romancista para desnudar ainda mais a terrível
figura. Apesar da fatalidade, a morte também tem seus
caprichos. Cansada de ser detestada pela humanidade, a ossuda
resolve suspender suas atividades. De repente, num certo
país fabuloso, as pessoas simplesmente param de morrer. E
o que no início provoca um verdadeiro clamor
patriótico logo se revela um grave problema. Idosos e
doentes agonizam em seus leitos sem poder "passar desta para
melhor". Os empresários do serviço
funerário se vêem "brutalmente desprovidos da
sua matéria-prima". Hospitais e asilos
geriátricos enfrentam uma superlotação
crônica, que não pára de aumentar. O
negócio das companhias de seguros entra em crise. O
primeiro-ministro não sabe o que fazer, enquanto o cardeal
se desconsola, porque "sem morte não há
ressurreição, e sem ressurreição
não há igreja". Um por um, ficam expostos os
vínculos que ligam o Estado, as religiões e o
cotidiano à mortalidade comum de todos os cidadãos.
Mas, na sua intermitência, a morte pode a qualquer momento
retomar os afazeres de sempre. Então, o que vai ser da
nação já habituada ao caos da vida eterna?
Ao fim e ao cabo, a própria morte é o personagem
principal desta "ainda que certa, inverídica
história sobre as intermitências da morte".
É o que basta para o autor, misturando o bom humor e a
amargura, tratar da vida e da condição
humana.
- I.S.B.N.: 8535907254
- Cód. Barras: 9788535907254
- Reduzido: 187525
- Altura: 21 cm.
- Largura: 14 cm.
- edição : 01 / 2005
- Idioma : Português
- país de Origem : Brasil
- Número de Paginas : 208
Por: R$ 43,00
