Nestlé, Samsung e Adidas são as marcas preferidas da classe C

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (5) pelo instituto Data Popular indica que 46% dos consumidores da nova classe C não têm uma “marca do coração”. Para Renato Meirelles, diretor do instituto, a falta de preferência decorre dos erros cometidos pelas empresas em suas estratégias de marketing. “O mercado publicitário não sabe o que fazer com a classe C ainda. Não entendem que propaganda boa é a que vende e não a que é premiada”, diz.

How copyright enforcement robots killed the Hugo Awards

In the middle of the annual Hugo Awards event at Worldcon, which thousands of people tuned into via video streaming service UStream, the feed cut off — just as Neil Gaiman was giving an acceptance speech for his Doctor Who script, “The Doctor’s Wife.” Where Gaiman’s face had been were the words, “Worldcon banned due to copyright infringement.” What the hell?

Você organiza a 59a edição de uma premiação. Transmite ao vivo pela internet. Nas categorias que envolvem programas de TV e filmes você passa trechos dos concorrentes. Sua conta é banida do UStream.

É a velha história de, pelo sim pelo não, punir o inocente em nome dos direitos de poucos. Um dia os “donos dos direitos de conteúdo” (que normalmente não são as mesmas pessoas que criaram o conteúdo, só aqueles que lucram com o re-empacotamento do conteúdo) descobriram que as pessoas estavam usando sites de compartilhamento de conteúdo social para jogar suas preciosas fontes de renda para todo mundo ver de graça. Processaram Deus e o mundo dizendo “Desenvolvam tecnologias que automaticamente impeçam isto de acontecer ou saiam do ar.” Infelizmente os juízes acharam que eles tinham razão e deu no que deu.

Todo mundo que sobe vídeo no YouTube já passou por isso. Quando eu subi o cinemático de abertura do Diablo III na minha conta do YouTube eu recebi o conteúdo diretamente da assessoria da Blizzard para divulgação. Minutos depois do upload recebi um aviso de que aquele conteúdo “era propriedade da MTV Brasil”. O motivo? O MTV Games do PC Siqueira tinha mostrado um pedaço do trailer (ou tudo, sei lá) e o sistema achou que, obviamente, o conteúdo era deles. O aviso dizia que eu não precisava me preocupar, que por enquanto nada iria acontecer, que a MTV tinha 1 mês para verificar se eu tinha feito algo de errado mas que se eu realmente fosse um menino mau poderia ter minha conta suspensa tipo para sempre. Azar dos vídeos da minha filha que estivessem lá. A MTV mais tarde liberou meu vídeo, mas levou quase que o prazo inteiro para fazê-lo.

Mas o caso mais bizarro aconteceu quando fomos fazer uma transmissão ao vivo antes da gravação de um Braincast. Enquanto arrumávamos a mesa, microfones e tal o Saulo colocou na frente da webcam um bonequinho do Wall-e. Quando olhei para tela vi uma barra vermelha com uma mensagem sinistrona. “Você está transmitindo conteúdo sobre o qual você não tem direitos. Sua transmissão será suspensa em __ minutos.” Será que o boneco do Saulo era falsificado?

A culpa, é claro, não é do YouTube ou do UStream. A culpa é de quem acha que todo mundo é pirata até prova em contrário. A transmissão dos Hugo Awards é só a mais nova vítima dos robôs paranóicos.

Não existe precipitação em São Paulo

Eu adoro São Paulo, que tem sido uma cidade muito boa comigo. Mas aqui falta, em boa parte do ano, uma coisa que eu simplesmente adoro: chuva. Outro dia estava lendo um livro que tinha uma passagem descrevendo uma chuva caindo sobre um rio, lago, mar, não lembro mais. Isso me despertou um monte de lembranças e sensações incríveis. Agora a mesma coisa rolou com essas fotos que esbarrei no Tumblr. Chuva na janela, gato no sofá… O mundo lá fora e eu aqui, nada de tempestade, uma chuva e pronto.

Quando eu morava nos EUA sonhava em ter uma casinha no interior de algum lugar da Nova Inglaterra, perto de um rio navegável, onde chovesse o tempo todo. Já quando eu morei em Winnipeg praticamente nunca chovia: o clima é parecido com o de Brasília e, para complicar mais, metade do ano fica abaixo de zero, portanto a chuva vira neve. Lá comentei com um colega que achava Vancouver um lugar legal, onde eu pensaria em morar (nunca conheci Vancouver), no que ele respondeu “Ah não, lá chove demais.” Tive que responder “Não, né amigo? Aqui que nunca chove. Eu sou do Rio, chuva faz parte da minha vida.”

Não se pode ter tudo na vida. Mas São Paulo podia ter mais chuva batendo na janela.