Pontos interessante da coletiva:
P: Milhões de pessoas ao redor do mundo protestaram contra a guerra e vêem o senhor e os EUA como uma ameaça à paz tão grande quanto Saddam. O que o senhor acha disso?
R: Eu fico feliz em ver que essas pessoas vivem em um país que permite a liberdade de opinião e expressão. Eu já vi muitos protestos, entre eles contra o livre comércio das nações. Mas infelizmente eu discordo da opinião deles e vou atacar se for necessário.
P: “Vitória” nessa provável guerra significa a captura de Saddam vivo ou morto?
R: Nós vamos mudar o regime do Iraque para o bem do povo iraquiano. O Iraque será uma federação democrática e essa liberdade irá se propagar pelo oriente médio.
P: Mas o senhor não respondeu se a vitória será a captura de Saddam.
R: Nós vamos mudar o regime no Iraque.
P: E a Coréia do Norte?
R: A Coréia do Norte é um problema local. É um problema da China, Japão, Coréia do Sul e Rússia. Eu espero que estes países chamem para si a responsabilidade para a resolução desse problema.
P: O senhor acha que se os EUA forem à guerra sem uma autorização da ONU tal medida será vista como um desrespeito à ONU?
R: Eu não preciso da autorização de ninguém para ir à guerra. Eu quero ver a ONU funcionando bem, eu ajudo e troco idéias, eu fui lá falar mal do Iraque ano passado. Mas para proteger o povo americano eu não preciso da autorização de ninguém.
P: Na guerra do Vietnã o governo deu como justificativa que o regime local ameaçava a paz do povo americano. Milhares de vidas americanas foram perdidas, o regime comunista permaneceu e trinta anos após não houve um ataque sequer vindo do Vietnã. Que garantia o senhor dá às famílias de militares que o mesmo não vai acontecer?
R: [Dane-se a resposta, essa pergunta matou a pau.]
Fora isso repita “armas de destruição em massa” 136 vezes, repita que Saddam atacou seu próprio povo 39 vezes e fale como se a culpa dos ataques de 11-set fosse do Iraque e não do Bin Laden, que ninguém sabe onde está.
Enquanto isso na MTV européia o Primeiro Ministro britânico Tony Blair deu uma entrevista para jovens de vários países onde falou que a idéia de que a guerra contra o Iraque é por causa do interesse de EUA e GB no petróleo local é uma “conspiração”. Mas quando perguntado sobre o porquê de outros países serem contra a guerra Blair foi enfático: eles têm vários interesses em empresas petrolíferas na área.