Interrompemos este blog para uma mensagem de utilidade pública

Shut your pie hole


Desculpa esfarrapada 347

As TVs americanas não podem mostrar imagens de caixões de soldados.

Afinal de contas *cof* *cof* mostrar seria um desrespeito para com *cof* as famílias. *cof*

Tosse maldita.

Notícia tirada do site de notícias mais paranóico dos últimos 15 minutos, o Fearmongers, indicado pelo paranóico-mor Rafa.


Quem avisa amigo é

Se você não quer confusão para o seu lado não vai pros EUA pelo menos até “o caubói” sair de lá. Mas se precisar mesmo ir não vá de American Airlines nem a pau.

“Fui então encaminhada para uma sala, da qual só podia sair para beber água ou ir ao banheiro, acompanhada por um policial. Nesta sala, eu e mais três brasileiros — um médico que também ia para um congresso e dois executivos —, fomos interrogados como criminosos”, conta Márcia.

Após longas discussões entre o pessoal da imigração, decidiu-se que os quatro seriam mandados de volta, sem direito a falar com um advogado. “Só depois de muita insistência nos deixaram telefonar a cobrar para casa. Durante as 13 horas que permanecemos no aeroporto, a American Airlines nos mandou um sanduíche.” Márcia lembra que ela e os outros brasileiros foram embarcados com escolta. “Nunca me senti tão humilhada”, lamenta.


George Messias Bush

Bush’s War Plan Is Scarier Than He’s Saying

If some wishful Americans are still hoping President Bush will acknowledge that his imperial foreign policy has stumbled in Iraq and needs fixing or reining in, they should put aside those reveries. He’s going all the way—and taking us with him.

(…)

People close to the president say that his conversion to evangelical Methodism, after a life of aimless carousing, markedly informs his policies, both foreign and domestic. In the soon-to-be-published The Faith of George W. Bush (Tarcher/Penguin), a sympathetic account of this religious journey, author Stephen Mansfield writes (in the advance proofs) that in the election year 2000, Bush told Texas preacher James Robison, one of his spiritual mentors: “I feel like God wants me to run for president. I can’t explain it, but I sense my country is going to need me. . . . I know it won’t be easy on me or my family, but God wants me to do it.”

Mas livrai-nos do mala-man.


Enquanto isso, na Amazon.com

Dude, you're #1!


George Dude Bush

Michael Moore’s New Book, “Dude Where’s My Country?” Hits the Streets This Tuesday

O livro promete ser tão bombástico que só será entregue nas livrarias hoje à meia-noite. (hype! hype! hype!)

I have written a book that seeks not to defeat the Bush people next year, but to have them removed from Washington right now. I know, I’m not asking for much. But I have spent the better part of the past year researching and writing this new book, and when you read it you’ll see why the current criminal investigation of the White House for outing a CIA agent in revenge is, in my opinion, just the tip of the iceberg. I can only hope that my book will make a small contribution toward that day when we’ll see one long perp walk of administration officials in handcuffs being led out of the White House and into a waiting paddy wagon. Like I said, I’m not asking for much.

Quem comprar o livro levanta o dedo.


Big Brother Bush

EUA escanearão rosto de imigrantes e visitantes

A partir do ano que vem, quem for visitar os Estados Unidos deverá passar por sistemas de biometria para poder entrar no país - as técnicas a serem aplicadas incluem reconhecimento facial, de retina e de impressões digitais.

Definitivamente cancelados meus planos de passar férias por lá no fim do ano. Acho que eles deixaram bem claro que não me querem por perto.

Sendo que a Europa está planejando um sistema parecido.


12 de setembro

Em homenagem ao dia de ontem, que os americanos acham ser o mais importante do mundo de agora em diante, transcreverei um diálogo que reflete bem meu sentimento saco-cheio sobre o assunto.

Meu irmão:
Pai, um amigo meu passou uns dias em Cancún e pagou muito pouco, por que você não vai?

Meu pai:
Poxa, bem interessante. Mas espera… o vôo é por Miami?

Meu irmão:
É.

Meu pai:
Então esquece. Não estou a fim de me sujeitar a um aeroporto americano e sua imigração.

É mais ou menos por aí.


O resgate da soldado Lynch

A versão oficial: a soldado Jessica Lynch foi capturada por soldados iraquianos após levar tiros nas costas, esfaqueada, torturada e presa em um hospital em Nasiriya. Seus bravos companheiros invadiram o hospital tomado por Fedayeen (os soldados-do-deserto) e sob cerrado fogo cruzado resgataram a militar de 19 anos. Câmeras de TV ao vivo acompanharam tudo.

A versão real: Jessica não foi baleada ou esfaqueada. Os médicos do hospital deram as melhores camas e enfermeiras disponíveis no local. Dois dias antes do “resgate” os médicos iraquianos tentaram levar Lynch de ambulância para os americanos, mas foram recebidos a bala em um posto de fronteira e obrigados a voltar. Um dia antes do gesgate os Fedayeen deixaram o hospital. Soldados americanos invadiram o hospital à noite, usando câmeras noturnas para transmitir o evento ao vivo para o mundo todo, encontrado médicos atônitos que ouviam balas de festim e explosões pipocando para todos os lados.

Now that’s entertainment.

Entre os consultores do pentágono está o produtor Jerry Bruckheimer, de Armageddon, Pearl Harbor (aquele filme que esquece de mostrar a parte onde os americanos jogam bombas atômicas em cima da cabeça de duas cidades japonesas) e Falcão Negro Em Perigo. Bruckheimer também produz a “reality series” Amazing Race, que outro dia esteve no Rio de Janeiro.

“It was like a Hollywood film. They cried ‘go, go, go’, with guns and blanks without bullets, blanks and the sound of explosions. They made a show for the American attack on the hospital - action movies like Sylvester Stallone or Jackie Chan.”

Quem precisa de cinema quando se tem a *cof* *cof* realidade?


Nobel da porrada

Não se fala em outra coisa: Bush e Blair indicados ao Nobel da Paz.

E daí? Não é novidade nenhuma. Ano passado foi a mesma coisa. Conclusão: tem deputado norueguês querendo aparecer.


Land of the free my ass! Parte II

Produtor da minissérie para TV Hitler é demitido pela CBS e pela produtora canadense Alliance Atlantis (a mesma que financiou Tiros em Columbine) por traçar, em uma entrevista, um paralelo entre a Alemanha dos anos 30 e os EUA atuais.

O jornal direitista New York Post (responsável pelo primeiro capítulo da nossa saga e controlado pelo mega-empresário Rupert Murdoch, sócio da operadora de satélite brasileira SKY e que acaba de comprar a DirecTV) usou a entrevista de Ed Gernon à revista TV Guide como um exemplo do “anti-americanismo” de Hollywood chamando a minissérie de “uma afronta ao presidente dos EUA e, portanto, uma afronta aos EUA”.

A CBS e a Alliance Atlantis colocaram o galho dentro e, com medo de um boicote de anunciantes ao programa, demitiram Gernon.

Assim sendo podemos esperar uma minissérie que vai simplesmente mostrar que Hitler era um homem muito, muito mau.


Não, sério? Conta outra!

O Maron avisou: não dizer se Saddam está vivo ou morto é o truque que todo super-vilão de história em quadrinho aprendeu no primeiro dia do cursinho Como Conquistar o Mundo. Assim ele tem a desculpa de atacar qualquer país que der na telha gritando “saia com as mãos na cabeça e o Saddam à mostra”.

Não demorou muito e o Bush (que deve ler o blog do Maron) já avisou que se a Síria não cooperar e entregar os líderes iraquianos lá escondidos vai “sofrer as consequências”. Mas não é só isso. Pasme: a Síria possui armas de destruição em massa. Aquelas que ainda não acharam no Iraque (mas vão achar, não se preocupe).

É rir pra não chorar.


Bye bye Saddam

TVs e jornais do mundo inteiro mostram iraquianos comemorando a queda de Saddam, para a felicidade dos americanos. O que faltou dizer é que quem está comemorando são os xiitas, que mostram faixas como “Saddam ateu”. Eles (e boa parte do mundo árabe) odeiam Saddam por não respeitar as tradições muçulmanas ao pé da letra. No Iraque, por exemplo, as mulheres têm muito mais liberdades do que na Arábia Saudita.

Não que eu esteja defendendo o Sadão, mas isso é um forte indício de que um novo Talibã vai passar a governar o Iraque no dia em que os amiguinhos do Bush resolverem sair fora.


Estendendo

Coloquei um comentário sobre a guerra no blog de um carinha aqui de Winnipeg dizendo, basicamente, que minha esperança nessa confusão toda do mundo está nas eleições presidenciais americanas de 2004.

Ele me respondeu apontando um detalhe que eu tinha ignorado: o presidente Bush pode alegar estado de guerra e adiar as eleições até que a guerra acabe. Quando ele acabar com o Iraque vai para o Irã, Coréia…

Ave Imperador Bush I !!! :-O


Virada?

A coisa não está indo tão bem quanto esperado pelas forças “libertadoras” do Iraque. Não sei se isso é uma coisa boa ou ruim. Meu medo é que se eles não conseguirem avançar até Bagdá role um Enola Gay na parada.


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