Estive pensando que eu falo muito pouco de MMORPG aqui neste blog, atividade que hoje em dia come mais tempo da minha vida do que deveria e que, afinal de contas, foi o assunto do primeiro texto de todos os tempos neste blog.
Essa semana recebi o boletinzinho do Everquest velho de guerra anunciando outra expansão a caminho (a décima-quarta da série) além dá já comentada aqui em fevereiro. Mas a parte mais legal do e-mail foi o resultado do concurso de fan-videos feitos direto com o jogo. O primeiro colocado é bem divertido, contando a saga do grupo de amigos que exploram o mundo e derrotam os vilões daquela maneira só possível nesses viciantes jogos. Serviu para matar as saudades do jogo e lembrar de como os gráficos eram toscos. Já o segundo e terceiro colocados… bom, eles meio que mostram que o concurso só deve ter tido uns cinco candidatos…
Serginho manda a dica do Gibizada que aponta para um desenho animado da sempre sensacional tirinha Calvin & Haroldo feito por um fã italiano, desenhista profissional.
o italiano Donato Di Carlo resolveu homenageá-los em um curta-metragem animado de dois minutos e 28 segundos produzido para a Escola de Cinema de Milão. Uma beleza que o autor das divertidíssimas tiras do moleque e seu tigre de pelúcia deve repudiar, já que ele nunca permitiu merchandising de sua criação. No desenho animado falado em italiano e com legendas em inglês, Di Carlo conseguiu capturar com maestria o traço e o espiríto dos personagens
Além de um desenho divertidíssimo essa pecinha também é um bom exercício de copyfight. Como toda lei, a lei de copyright não serve para quando tudo vai bem e dá certo, mas sim quando alguém discorda.
Bill Watterson nunca deixou seu personagem ser explorado por terceiros (e, dizem, vive uma vida meio estilo Salinger). Nunca tivemos desenho animado do Calvin, filme, lancheira, bolo de aniversário, videogame… Quando Watterson decidiu que era o fim, assim foi.
Mas será que uma obra do tamanho e sucesso de Calvin & Haroldo pode pertencer ao autor e aos fãs? Se Watterson não gostar do desenho, ele tem o direito de tirá-lo do ar?
O pior é que a resposta, nesse mundão da Internet sem portera, muda de país para país. Nos EUA o trabalho pode ser considerado como fair use, mas esse é um conceito exclusivamente americano, com suas leis de liberdade de expressão acima de tudo. O Brasil não tem nada parecido com essa idéia, assim como a maioria dos países do mundo. Será que isso é certo? Será que um autor tem direito de impedir que qualquer um meta a mão em suas peças? Será que a vontade de um fã é mais importante do que isso?
Ninguém, até agora, mandou o vídeo sair do ar. Mas a discussão e o exemplo são importantes para entendermos melhor toda essa idéia de copyright. Além de a chance de ver um vídeo divertidíssimo, é claro.
Quebrando todas as regras de como fazer um filme. Do roteiro, aos atores, ao posicionamento de câmera e, principalmente, no audio. Tosco, podre, trash. Uma obra prima. Batman: Defenders of the Night.
Uma das minhas máximas profundas que adoro dizer por aí é que o trânsito é um micro-cosmo capaz de dar uma boa idéia de como um lugar funciona. Em países mais educados as pessoas respeitam faixa de pedestre e sinal vermelho mesmo que não haja ninguém por perto, entre outros motivos porque elas podem parar num sinal vermelho de madrugada em segurança. Já aqui perto de casa os carrões decidem quando parar no sinal vermelho. A lei é para os outros. Kombis (peruas, em paulistês) nunca respeitam nada. Mas o micro-cosmo também vale para como os pedestres e oficiais do trânsito se comportam.
Ontem minha mãe mandou este vídeo com 1 minuto num cruzamento movimentado no Iraque, que ajuda bem a reforçar essa minha teoria.
Uns meses atrás tirei o TopLinks no ar, na surdina. Praticamente ninguém sentiu falta, dado o número de indagações. O futuro do robozinho era incerto, mas essa semana o BoingBoing, sempre ele, vazou o que era para ser segredo até que alguma coisa mais concreta acontecesse. O fato é que o TopLinks foi para Hollywood tentar a carreira de ator, mas ainda não conseguiu nada de concreto. Mas você já pode ver um vídeo de teste, onde nosso amigo tenta um lugar no novo filme do Tarantino.
O Channel101 é um site com “séries de TV” enviadas pelos próprios usuários que lutam por espaço na “grade de programação”. A série do Chad Vader já foi cancelada, o que meio que depõe contra a qualidade do programa. Mas eu, como bom SWars-geek, me acabei de rir com as piadas.