Também quero senão vou contar para todo mundo
A Intel está mandando para blogueiros brasileiros computadores com o novo processador Core Duo, para brincarem por 30 dias. O Merigo foi um. Eu não. *chuinf*
Procure, encontre ou
feche.
A Intel está mandando para blogueiros brasileiros computadores com o novo processador Core Duo, para brincarem por 30 dias. O Merigo foi um. Eu não. *chuinf*
Pelo visto não sou só eu quem tem mente suja. A campanha “o Itaú está piscando para você” saiu do ar meio prematuramente demais, né não?
Se você não sabe, ela é… Katilce, a bancária que agarrou Bono.
E o que isso tem a ver com o seu negócio? Tudo, é claro.
Atualização: 591.826 recados 700.000 1.293.256 3.180.426 e contando. Três milhões. A maioria nem tem a ver com a Kati, é tudo gente se aproveitando para fazer propaganda. É o metro quadrado mais visto da Internet.
O Google começou a colocar em prática um serviço para anunciantes onde um ícone de telefone aparece ao lado dos anúncios do site. Você entra com seu telefone ali e recebe um telefonema do Google, que transfere sua ligação para o anunciante. (ou seja: o anunciante não fica sabendo qual seu número)
Será que é (ou será um dia) integrado ao GoogleTalk?
Tio Burton lançou essa semana seu novo filme em animação stopmotion (vulgo bonequinhos) A Noiva Cadáver e mandou essa aqui sobre animação computadorizada, que eu tirei do blog da 37signals.
Em Hollywood eles acham que desenhos animados não funcionam mais, que computadores são a maneira certa de se fazer animação. O que eles se esquecem é que os computadores são “a maneira” porque a Pixar faz bons filmes. Então todo mundo tenta copiar a Pixar. Eles apostam muito da tecnologia e pouco nos artistas. (…) Aí um belo dia alguém vai fazer uma animação desenhada e vai ser lindo e emocionar as pessoas e eles vão dizer ‘Oh, temos que fazer assim!’ É ridículo.
Quem sabe faz, quem não sabe vende. (nota: eu trabalho com vendas também, OK?)
Essa semana estou com essa idéia fixa sobre os marketeiros. Um dos meus ídolos é o falecido Bill Hicks e uma das “piadas” do seu show era algo do tipo…
Tem algum marketeiro na platéia? Levantem as mãos. Muito bem, é o seguinte: se mata. Não, sério. Se mata. Você é a culpa desta merda de mundo em que vivemos. Se mata. Agora. O mundo vai ser melhor. Você deve estar pensando que eu estou brincando e bolando para qual mercado pode me vender, mas eu estou falando sério. Se mata pelo bem do mundo.
Os marketeiros do mundo ficam tentando engarrafar o que é bom, como se uma coisa ser boa ou ruim dependesse apenas da maneira como ela é veiculada e nem um pouco ligada à coisa em si. Assim há mais controle.
De repente um filme que veio do nada é um sucesso e os marketeiros vão atrás com suas garrafas achando que o filme fez sucesso por ter uma bruxa ou um pinguim. Porque senão vamos começar a achar que marketeiros não servem para nada.
O Netvibes — que me indicaram num comentário aqui no blog — não fez campanha de lançamento e está, de boca em boca, virando um sucesso. Porque é bom. Você já viu propaganda do Google? Nem eu.
O disco novo do Franz Ferdinand (citado no podcast) já está pronto, mas só vai ser lançado em outubro. O primeiro single só chegou às rádios segunda-feira. (a frase deveria ser “a mesma música chegou a todas as rádios do mundo na segunda-feira”). Os marketeiros desenham suas janelas, seus planos de marketing, o calendário de shows de divulgação, as idas ao Faustão. Precisam, primeiro, mandar uma cópia do disco para a imprensa para gerar ansiedade e antecipação. Para dizerem como o disco é maravilhoso para que em outubro ninguém aguente mais e faça fila na porta da loja para comprar o tal disco.
Mas os fãs não estão preocupados com a taxa de retorno de investimento, a penetração ou o market-share. Eles querem ouvir o som dos caras. E se já está pronto eles querem ouvir agora. Então é melhor os marketeiros se matarem mesmo, ou deixarem de ser parte do problema.
Dependendo do ponto de vista (e do mercado que se pretende atingir) filmes de Richard Linklater são do mesmo diretor de Escola do Rock ou do mesmo diretor de Waking Life.
O marketing não é sensacional?
Ontem estava navegando a procura de informações sobre uns serviços e vi a seguinte tabela de preços: “Investimento: R$ 30,00″. Ano passado fiz um curso que tinha um investimento de R$ 200.
O marketeiro está nos dizendo “Ora ora, isso não é um custo, isso é apenas um investimento! Você desembolsa essa grana mas logo terá retornos incríveis! E esta faca que corta até parafusos.”
O pai dos burros tem mais de uma dezena de definições para investimento dando margem a qualquer intepretação que os marketeiros pensem usar. Mas, desculpe, para mim investimento é uma coisa e despesa é outra. É claro que se eu estou contratando um serviço ou fazendo um curso algum retorno eu espero ter, tangível ou não. “Vou investir na minha carreira, me reciclar.” Mas não venha me servir gato por lebre, ou como dizia um ditado canadense que aprendi “não mije na minha orelha e diga que está chovendo”.
Se eu invisto em alguma coisa eu vou “ter” aquela coisa e um dia vou vendê-la por um valor, espero eu, maior. Quando eu alugo um escritório, por exemplo, não penso “oba, estou fazendo um investimento”. É uma despesa, entendeu seu marketeiro? Despesa. É um mal necessário, eu não tenho um negócio sem alugar uma sala (é claro que tenho, mas isso aqui é só uma comparação) e vai na coluna despesas e não na investimentos.
Portanto não me trate como idiota. Vamos de preço e bola pra frente.
A nova campanha da Intel no rádio (e provavelmente em todas as outras mídias) usa o truque mais barato da publicidade que o pessoal aprende em Enganação I. O sensacional slogan “eu mereço um Intel”.
Que faz regime, quem está tentando economizar dinheiro ou quem participa de qualquer atividade envolvendo “fazer coisas que era melhor não fazer” sabe que uma das piores frases que você pode mandar é o “eu mereço”. Porque “eu mereço” é o inimigo do “eu preciso”. Você não precisa, mas você quer. Você acha que comendo aquele bolo ou comprando aquele processador Intel você vai resolver aquele “vazio interior” (trocadilho maldoso e de triplo sentido proposital). Então você saca o “eu mereço”.
— Minina! Você tem certeza que precisa desse sapato de R$ 5000?
— Eu não estou comprando porque eu preciso. Estou comprando porque eu mereço.
E tome cartão de crédito!
A gente se sente um merd ser insignificante quando pensa que alguém ganhou milhões para bolar o slogan “Brahma, a cerveja oficial do nã nã nã nã”.
Estou definitivamente na profissão errada.
Prestenção que o vizinho BrainStorm #9 está com uma completa cobertura da 18º Semana Internacional da Criação Publicitária.
Adilson Xavier, da Giovanni FCB, perguntou pra Jonathan, se os americanos não estão ficando muito ranzinzas e mau-humorados, já que se ofendem com tudo, desde o peito da Janet Jackson até o peido do cavalo [da propaganda da Budweiser comentada]. Isso estaria resultando numa comunicação chata e perguntou se os ataques terroristas e o medo do povo americano não seriam os responsáveis por isso.Jonathan [Harries, da FCB Chicago] disse que sim. Além de os EUA serem um país ultra-conservador, ainda estão abalados com o terrorismo. Segundo ele, o mau-humor dos americanos é um passo pra trás na publicidade, e que provavelmente mais passos pra trás acontecerão.
Melhor que isso só assistindo ao vivo.
Vi no Todosnoz que as rádios britânicas estão, pelo terceito trimestre consecutivo, quebrando recordes de receita com publicidade.
O fim da crise na propaganda?
Talvez o segredo (e um recado para a web) esteja no fato de que o investimento em promoções e patrocínios cresceu 17,6% em relação ao ano passado. Se os publicitários hoje em dia reclamam que a Internet é um meio muito restrito para a publicidade o que dizer, então, do rádio? Não há imagens, não há animações Flash, não há pop-under… O que os publicitários do rádio britânico estão fazendo é o bom e velho “este programa é um oferecimento de…”. Passa uma mensagem clara e não-intrusiva de que você só está ouvindo aquele programa de graça por que aquela empresa resolveu patrociná-lo.
Simples e eficaz.
OK, estava navegando por aí quando, vários segundos após ter começado a ler a página, aparece do nada uma pessoa gritando e um anúncio do filme Red Dragon na minha tela.
Me borrei de medo.
Legaaal. ![]()