Os bastidores da campanha do novo orkut
Eu e o @danilomiedi na TV do Bispo.
Procure, encontre ou
feche.
Vamos combinar? Seeding é chato. Tanto para quem executa essa tarefa, quanto para quem é o alvo do seeding, geralmente consumidores finais e “hubs” da mídia social. E também pode ser chato para a imagem de uma empresa que usa esse método para promover seu produto ou serviço.
Mas o que é seeding mesmo? É como as agências chamam o ato de semear as redes sociais, blogs e Twitter com conteúdo de seus clientes. E geralmente é feito pelo analista de mídias sociais, o chão de fábrica das agências.
Não se engane, o que muita gente por aí chama de seeding é spam. É ficar indo de comunidade em comunidade forçando o papo garganta abaixo.
O motivo é descrito no texto do Fugita: a estratégia ainda é pensada num timing de mídia de massa, a mensagem tem que ser espalhada para ontem, para o máximo possível de pessoas.
Só que não é por aí, tudo precisa ser mais planejado. (vai sonhando, Cris… vai)
In what’s believed to be a first for a major ad market, internet advertising has overtaken TV ad spending in the U.K.
Web advertising now accounts for almost 24% of ad spending in the U.K., compared to TV, which has a 22% share. These figures come from a biannual report from Internet Advertising Bureau in the U.K. and were first reported by Reuters.
But before you get too excited, consider that the U.K. TV market is a highly restricted one with a massive player that doesn’t take ads (BBC) and one that’s been particularly battered during the recession. On top of that, online spending in the U.K. has been anything but immune to the recession, with its torrid rates of growth seen as recently as early 2008 falling off dramatically.
Aqui no Brasil a coisa é mais feia: não só o mercado online é menor como boa parte da verba é gasta em banners nos grandes portais. Então nada de comemorar, ainda, amigo.
Eita povinho retrô. Eu me amarrei no comercial, me fez dar uma sonora gargalhada na hora.
Fica cada vez mais claro eu não sou o público da TV.
É gente fina, Vovó Ondina!
Seria a campanha da Unimed em prol da doação de… de… né? (via um monte de gente no Twitter, incluindo a @giannetti)
A computação gráfica ainda beira o bizarro mas e daí? Eu quero jogar isso logoooooo!
Para medir o verdadeiro ROI em uma campanha de marketing online é necessário olhar além dos efeitos imediatos e medir o impacto latente (as mudanças no comportamento do consumidor causadas pela exposição da publicidade com o tempo, como resultado do acúmulo da exposição de um anúncio). Além disso é preciso verificar as mudanças de comportamento que a publicidade causa no ambiente offline (em uma loja do varejo, por exemplo). A pesquisa da comScore mostra que incluindo os dois itens citados acima, o verdadeiro retorno pode ser cinco vezes maior do que o imaginado pela análise imediata dos dados online. Mas para medir o verdadeiro ROI de uma campanha publicitária é necessário usar um painel do consumidor, no qual o comportamento pode ser acompanhado com o tempo de exposição à campanha. Não é possível fazer isso apenas usando uma ferramenta e um web site.
Medir impressões e cliques é moleza mas o relacionamento com uma marca é mais que isso e, portanto, o veículo não pode ser remunerado só com base nessas métricas diretas.

Na palestra que dei com o pessoal do Braincast no Interminas sacaneei a idéia de que “fazer uma ação web 2.0″ andava sendo usado por aí como “mande uma cartinha para a caixa postal 1234, as melhores respostas ganham…”.
Esse e-mail aí, recebido ontem pela Anna, mostra que a coisa ainda está bem mal encaminhada em algumas (grandes) empresas. O texto chega ao ponto de falar com orgulho no primeiro parágrafo que é tipo total web 2.0.
Não sei qual a pior parte:
Então fica a dica: se você não sabe direito o que é web 2.0 (alguém aí sabe?) não saia tirando onda da sua sensacional promoção. É mico certo. Se você tiver sorte e me pegar de bom humor eu ainda me dou ao trabalho de cobrir seu nome na hora de blogar. Outros não são tão generosos quanto eu.
Depois que eu dei minha palestra sempre aparece um engraçadinho perguntando como pagar o aluguel com whuffie.
Eu ainda estou tentando descobrir, mas pelo menos já consegui trocar por cerveja que, parafraseando o Sílvio Santos, vale mais que dinheiro pra muita gente. Olha o que chegou aqui:

Sim sim, amiguinho, um keg com cinco litros de cerveja! E uma disco ball de verdade, que transformará minha sala em uma pista para incríveis embalos. Tudo parte de uma ação promocional da Heineken para divulgar seu podcast, a Rádio Heineken, comandada por ninguém menos que o homem, o mito, o símbalo sexual, o fornecedor de coxinhas e salgadinhos apimentados, Maestro Billy.
Mais detalhes sobre a ação (incluindo quem mais recebeu essa enorme caixa) no B#9.
Lembra quando, umas 2 semanas atrás, eu comentei do papo amigo-secreto-versus-oculto e da promoção Maior amigo secreto do mundo? Pois eis que uns 15 minutos depois de colocar o texto no ar (e com a little help from my friends) me ligou a Luana, de uma das agências da Olympus, me convidando para participar de uma ação meio que demonstração do sistema do amigo oculto da promoção, o Amigo secreto da blogosfera. Da mesma maneira que o maior do mundo cada participante daria uma foto de presente para outro participante.
Tudo começou lá no dia primeiro de dezembro e hoje é a minha vez. É claro que eu já estou no lucro total nessa brincadeira, porque além de ganhar uma Olympus X-15 para bater a minha foto-presente quem me tirou foi o mega-master Fábio Yabu que me deu de presente esta sensacional ilustração (que, assim que recebida em mãos, será devidamente emoldurada).
Pois bem, chega de enrolar. Hora de revelar (naquele estilão amigo-oculto-do-Fantástico) quem é meu amigo oculto: a Veridiana do Geek Chic!
De presente para ela mais que uma foto, uma revelação. Agora o mundo saberá de onde a Clara tira as dicas para estar sempre chiquerésmica e conectada com o último grito em matéria de gadgets para meninas. Veja esta imagem expressionante.

Viu como é muito fááááácil participar, né? O sorteio da promoção é amanhã, então inscreva-se djá e corra o risco de levar câmeras e vale-presentes, se sua foto for escolhida entre as melhores.
PS: Para quem se importa com o tecniquês da foto, ela foi tirada usando a função de estabilização de imagem para compensar a lampadinha xexelenta aqui do escritório, daquelas econômicas de, sei lá, 15W. Fora corte e redimensionamento a imagem não foi tratada.
O pessoal da agência Bullet colocou hoje no ar um projeto sobre o qual já tinha ouvido falar semanas atrás que eu achei bem bolado e “amarradinho”, o Maior Amigo Secreto do Mundo. Eu todo ano reclamo dessa história de amigo oculto nas empresas, porque eu normalmente sou o sujeito que tira aquela pessoa que entra na brincadeira “porque fica chato se a gente não chamar, né?”. Mas como a promoção não envolve efetivamente a compra de um presente, curti.
Cliquei no link para o site e a palavra “secreto” pulou ao olhos. Pra mim o amigo é oculto e não secreto. Outro dia mesmo estava batendo um papo na casa de um amigo (aqui) em São Paulo quando inocentemente soltei “amigo oculto” e fui imediatamente sacaneado por todos os presentes. O inverso acontece no Rio: falou “amigo secreto” acontece quase um corredor polonês. (principalmente porque a pronúncia de secreto em paulistês é diferente o suficiente do carioquês)
Daí para jogar a pergunta, ou melhor, #pesquisa no Twitter foi moleza: “Onde você mora as pessoas chamam a troca de presentes de fim-de-ano de AMIGO ____.”
Este método completamente científico (NOT!) descobriu que, até o fechamento desta edição, 66 pessoas responderam oculto, 84 disseram secreto enquanto uma meia-dúzia de 15 chama de invisível, que eu não conhecia mas deve ser a forma original, vinda da Europa.
Como já era esperado cada região defende ferrenhamente sua maneira de falar, chamando as outras de errada pra baixo. A Bullet deve ter pensado nesse conflito e, sendo obrigada a escolher uma opção (não dá pra chamar de “amigo vocêsabeoquê”), ficou com a maioria (ou com a opção dita no estado mais rico e com mais uso de internet no país). Mas será que isso vai causar algum tipo de rejeição à campanha? Ou uma promessa de prêmio faz a gente esquecer as briguinhas regionais?
E aí onde você mora, o pessoal chama do quê? Você sacaneia quem fala “errado”?
Atualização em 15-dez-2008: acabou rolando uma mini-brincadeira entre blogueiros, saiba mais.
A Johnson & Johnson colocou uma nova campanha para seu analgésico Motrin, insinuando que as mães usam aqueles “suspensórios de carregar bebê” mais como um fashion statement do que por preocupação com seus filhos e que tal ato causaria terríveis dores nas costas. (numa pegada “vendemos remédios mas estamos preocupados com a causa da doença, somos legaus”)
[ link direto para o vídeo, que é mais um que copia o já-altamente-copiado formato do Pulp Fiction Typography. Veja antes que tirem do ar. ]
Mas, claro, as mães que carregam seus bebês assim não gostaram nada da história e resolveram se revoltar em seus blogs e Twitter, com as palavras-chave motrinmoms e momforce virando os termos mais buscados rapidamente.
O resultado final foi a J&J não só retirando a campanha do ar como colocando um pedido de desculpas no site oficial do produto. Força das massas ou exagero por parte do laboratório?
Valeu a dica, Maria Clara.
Nunca tinha reparado nessa de o Google Maps mostrar uma discreta propaganda nos mapas.
