Frase da semana

Celebridades no Twitter tornaram possível um sonho de infância: xingar a TV. E ser ouvido. Obrigado Internets.

mrmanson

Que o diga a Xuxa que anda batendo boca com a turminha. Está acostumada em falar pra uma câmera e deixar rolar.

É, Xuxa, bem vinda à coisosfera…

27 Aug 2009, 2 comentários.
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É proibido dizer “internet é barato”

Os professores pardais de fralda e as amigas nerds da maga patológica renovam o paradigma que acomete o mercado de produtores de comunicação e conteúdo na Internet: é mais barato. Ainda grassa o argumento de que investir na Internet significa, antes de praticidade, antes de pertinência, de foco, de abertura de novas interfaces e clientes, economia. (…) Mas o que não orna com a nova geração nem com com os reciclados dinos é continuar comprando na xepa. E se tem xepa é porque tem gente vendendo barato.

20 Aug 2009, Nenhum comentário.
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Descolagem fala sobre convergência e vira gadget, game e aplicativo – Beto Largman: O Globo

Com o tema O impacto da cultura da convergência no entretenimento e na educação, a quarta edição do projeto (outras, menores, já aconteceram) vai apresentar Mark Warshaw, diretor de transmídia e produtor associado do seriado Heroes, Maurício Mota, um dos desenvolvedores do Autoria, premiada plataforma para criar histórias em formato de jogo e Geoffrey Long, pesquisador de Mídia Comparada do Massachusetts Institute of Technology (mais informações sobre eles no final do post). O evento, como todos os anteriores, será transmitido em tempo real pela internet (com um dos canais de áudio transmitindo a tradução simultânea).

E aí, quem vai no Descolagem? (aproveitando para testar o autopost do Posterous…)

18 Aug 2009, Nenhum comentário.
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Todos seremos supers: o vídeo

[ link direto pro ZéTube ]

O moleque invade a Apple Store NYC, grava vídeos em um computador do mostruário e sobre pro YouTube. Já fez vários. Me faz lembrar imediatamente das pessoas que reclamam das fotos toscas do Orkut dizendo “maldita inclusão social”, como se a internet tivesse sido inventada apenas para elas.

E se for um viralzinho da Apple? Melhor ainda. Ótimo exemplo de branded content.

(via @marcosrs, via rapidinha)

12 Aug 2009, 16 comentários.
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Na internet, quando todos forem supers ninguém será super

twitter_do_sindromeOs Incríveis deve ser o meu filme preferido da Pixar… mas pelos motivos errados. Eu acho que o vilão tem a mesma visão que eu sobre o tal fenômeno das redes sociais. Visto assim Incríveis é o item mais reaça da filmografia da turma 3D.

Recapitulada básica se é que alguém realmente nunca viu esse filme: num mundo povoado por super-heróis (simplesmente chamados de supers) acontece uma revolta no governo e na população – no melhor estilo Watchmen – e os supers são banidos, proibidos, marginalizados. O raciocínio é que no meio da pancadaria e destruição fica complicado separar super-heróis de super-vilões e que os supers não podem ter tratamento especial só por serem… supers. Eles então precisam levar vidas comuns em trabalhos chatíssimos e impensáveis para pessoas tão especiais, como agentes de seguro ou donas de casa. Até que o super-vilão, Síndrome, tem uma idéia melhor. Quando moleque ele queria ser um super, queria ser o ajudante do Senhor Incrível, ele era seu maior fã! Chegou a inventar uns aparelhos para lhe dar uns super-poderes e tudo. Mas logo é rejeitado. Ele não é um super, ele só é alguém fingindo ser. Daí a idéia de Síndrome: quando todos forem supers ninguém será super. Ele vai criar geringonças que darão super-poderes para todo mundo, tornando poderes irrelevantes. A idéia é genial, pena que no filme ela é do vilão, é a idéia ruim. A criançada sai achando que quem nasceu super (ou foi mordido por algum inseto radioativo) merece, sim, ser intocável e os não-supers devem ficar no seu canto.

Quando eu vejo como as tais mídias sociais vão impactar a nova comunicação eu penso nesse filme, eu penso em como o Síndrome estava certo. Com o poder de publicação de conteúdo qualquer pessoa, se quiser, pode ser o que Marcelo Tas chama de “ser o Roberto Marinho de si mesmo”. Quando eu consigo publicar minhas idéias e receber feedback direto delas é como se todo mundo recebesse um kit do Síndrome e virasse um super.

É por isso que eu acho que a coisosfera (blogosfera, twittosfera, flickosfera…) não está aqui para criar um novo grupo de celebridades (que logo ganham um tom pejorativo como sub-celebridade-c-list de quem quer dizer que essas pessoas não são supers de verdade, são só um garoto usando botas com mola). As ferramentas de auto-publicação de conteúdo online (apelidadas de redes sociais para ficar mais sexy) vem acabando com esse conceito criando tantos nichos que teremos um zilhão de pessoas relevantes, uma para cada grupo de interesse. Na prática, para o mercado de comunicação, será impossível identificar e rastrear individualmente cada formador de opinião de cada grupo, porque cada um estará irradiando sua opinião. Todos serão supers (ou, pelo menos, todos que quiserem serão) e, portanto, ninguém será. Não há star-system na coisosfera. Alguns são mais fortes, outros correm mais rápido, mas todos são supers.

As ferramentas sociais já estão encurtando a barreira entre fãs e ídolos. E o comentário mais comum que você encontra por aí é “estou seguindo o Twitter do Fulano e ele é tão… comum!”. Você vai ler entrevistas de pessoas consideradas especialistas e vai pensar “mas isso eu já sabia” porque ao contrário do que acontecia 20 anos atrás você teve, basicamente, acesso às mesmas informações que o suposto especialista. (daí minha piada preferida do GapingVoid “Você é especialista em mídias sociais? Que coincidência, eu também sou especialista em mídias sociais!!!”)

No mundo onde você aparece na mesma telinha que os ricos e famosos as pessoas que “são famosas porque são famosas” vão se tornar obsoletas. Todos seremos supers. Pena que essa idéia é a do vilão.

10 Aug 2009, 28 comentários.
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Pirata quando é pirata é fdp até o fim

Minha fé nos humanos só diminui. Um dos sites hospedados no Vilago, o entretenimentonews.com estourou (de lavada) a cota de transferência de arquivos do mês, que normalmente dava e sobrava.

O Júnior, dono do site, como todo o resto do mundo não usava as estatísticas brutas do servidor para contas os acessos mas sim algo mais inteligente e bonito como o Google Analytics ou, no caso dele, o Woopra. Os acessos ao site não cresceram no mesmo ritmo desse estouro nos acessos.

O motivo? Um site de download de filmes piratas (que, claro, não vai levar link) estava usando as imagens de cartazes de filmes do site dele para ilustrar os downloads. Ou seja, todo aquele papo de que no download pirata ninguém está efetivamente perdendo dinheiro cai bonitinho por terra. O Júnior, para ter o site de volta ao ar, teria que pagar mais pela transferência extra.

Quando o site saiu do ar mais uma vez hoje ele conversou comigo meio perdido. Olhei rápido os logs e achei o problema. Daí foi só:

  • Ligar uma opção do servidor que bloqueia o uso de imagens por sites de fora do servidor. Que legitimamente lê o site em leitores RSS, por exemplo, vai ser sacrificado por causa do piratão ixpertão. (configurei para o Google Reader não ser barrado, mas outros sites vão acabar dançando)
  • Não cobrar do cara o uso a mais de banda, né?

O que me faz perder a esperança na humanidade é que o piratão ixpertão (é um site brasileiro) dorme tranquilamente de noite achando que “o dono do entretenimentonews.com é que é otário de deixar os arquivos assim soltos, eu não estou fazendo nada demais”. Assim como quem manda e-mails com vírus que transformam seus computadores em máquinas zumbis de envio de spam e pessoas que ligam para pais de família simulando sequestros. Todo mundo acha que não está fazendo nada demais, que o cara do outro lado da conta merece aqui. Só pode.

E, sim, isto é uma propaganda do Vilago. Porque no Vilago se o seu site corre o risco de estourar a banda você recebe um e-mail avisando. Se você estoura o site sai do ar e você escolhe se paga mais ou deixa rolar até a virada do mês. Tem grande provedor por aí (sem citar nomes, é feio) que simplesmente deixa o taxímetro correr e no fim do mês manda uma conta de milhares de reais cobrando o excesso. (já recebi um telefonema de um cliente desesperado com um caso desses, ia parar no SPC e tudo) Além disso em outros provedores você corre o risco de, ao perguntar por que diabos seu site está consumindo tanta banda, receber como resposta “isso é problema seu, não meu, consulte nossos maravilhosos relatórios”.

Plim-plim! :-)


Fazendo mídia online como quem faz offline

No e-mail a divulgação da nova revista Trip, com uma blogueira como tripgirl.
Ao final o aviso:

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Depois eu faço o quê? Apago o post divulgando a sua revista?


Se eu soubesse que web 2.0 era isso…

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Na palestra que dei com o pessoal do Braincast no Interminas sacaneei a idéia de que “fazer uma ação web 2.0″ andava sendo usado por aí como “mande uma cartinha para a caixa postal 1234, as melhores respostas ganham…”.

Esse e-mail aí, recebido ontem pela Anna, mostra que a coisa ainda está bem mal encaminhada em algumas (grandes) empresas. O texto chega ao ponto de falar com orgulho no primeiro parágrafo que é tipo total web 2.0.

Não sei qual a pior parte:

  • Quem escolhe como participar é você! Texto, foto ou vídeo. Incrível essa modernidade, no tempo da web 1.0 eu só podia participar escrevendo uma cartinha.
  • A melhor história vira um banner no site. Porque na web 2.0 as pessoas não querem dinheiro ou prêmios, o importante mesmo é colaborar e aparecer. Eu vou criar conteúdo para uma empresa e ela (acha que) vai me pagar em whuffies. Mas o boleto que ela me manda todo mês precisa ser pago em dinheiro vivo, thankyouverymuch.
  • OK, nós vamos dar um prêmio de verdade. Você vai viajar para o Rio de Janeiro para… conhecer a sede da nossa empresa! Sendo que no cadastro dessa empresa a Anna ainda mora no Rio. Seeeeeeensacional prêmio. A passagem de ônibus pro Centro é por conta de quem?

Então fica a dica: se você não sabe direito o que é web 2.0 (alguém aí sabe?) não saia tirando onda da sua sensacional promoção. É mico certo. Se você tiver sorte e me pegar de bom humor eu ainda me dou ao trabalho de cobrir seu nome na hora de blogar. Outros não são tão generosos quanto eu.


Chupa Ashton Kutcher!

Depois de tentar várias vezes emplacar alguma coisa nos trending topics do Twitter os brasileiros tiveram para apelar para a forma máxima do futebol para conseguir: sacanear o adversário derrotado.

#Chupa, Ashton Kutcher: brasileiros sacaneiam ator no Twitter.

Mais um ponto para o Ashton Kutcher, que mesmo vítima vai provando ser o rei do Twitter.


Explicação sobre os números do meu robozinho de Twitter

baleiamalvadosEstou vendo o pessoal citar meu ranking de Twitter nas palestras por aí como um contador de usuários de Twitter no Brasil. Esse número, é bom dizer, é o motivo de que ainda continuar mantendo o ranking no ar. Desde que criei o bicho mudei de idéia sobre a validade desses rankings. (claro, eu não estou mais no topo RÁ!) Falando sério, conversando com um pessoal no Campus Party revi minha opinião sobre eles, já que tem gente por aí que usa esses rankings como bengala, achando que é só falar com quem está no topo que o serviço está feito.

Mas não é sobre o ranking que estamos conversando, é sobre o número no final, que diz Perfis pesquisados. Pode parecer que esse é o número de usuários de Twitter no Brasil, mas não é. No fechamento desta edição a listagem acusa 122.552 perfis pesquisados e que o Marcelo Tas tem 98.991 leitores. Isso quer dizer que 8 a cada 10 brasileiros lê o Tas? Não. Explicando: (Continua…)


Dias de Livina

Será possível fazer o tal do branded content sem ficar chato e chapa-branca? Numa pegada cientista-maluco-de-filme coloquei o meu e da minha família no tubo de ensaio e comecei esta semana, numa empreitada da Pólvora e Salem o blog Dias de Livina, para divulgar o novo carro da Nissan. (peraí, lembrei agora que nos filmes o cientista sempre se dá mal, nunca tem um filme “Agora, assistente, vamos testar este soro para a cura do câncer. Hmmm, funcionou! THE END”)

A idéia não é ficar blogando sobre como o carro é lindo, confortável, maravilhoso, cherôso, tchop-tchuras e tal. Você não ia ficar mais de um minuto lá se fosse assim. É fazer o que eu e Anna provavelmente já íamos fazer nos nossos blogs: contar como está sendo essa história de mudar de cidade, achar apartamento, conhecer os bairros, pesquisar escolas… Dar nosso ponto-de-vista pessoal deste momento “num oferecimento Livina”, usando o carro que a Nissan deixou na nossa mão.

O projeto está programado para durar 3 meses, deve contar com uns vídeos feitos com minha camerazinha portátil (nenhuma participação do enxame, a culpa da qualidade dos vídeos é toda minha) e, espero, bastante interação com os leitores já que precisamos dela para ajudar a se achar em São Paulo.

Fazer esse blog vai ser uma baita responsabilidade e sei que muita gente vai estar de olho para jogar suas pedronas de críticas. Como sou o cara que adooooora dizer como se deve fazer conteúdo em “mídias sociais” já espero vários dedos apontados para o lado de cá. Pelo menos eu tenho a ajuda da equipe da Pólvora para carregar os pianos do site, ajudar a subir vídeos, revisar textos, aprovar comentário e negociar com o cliente. Fiquei bem feliz de ter sido o único nome proposto para o projeto.

Espero que o projeto agrade a todo mundo, do leitor ao cliente. Estou botando minha família na linha de tiro. Para fechar o anúncio aqui (imitando apresentador de programa de TV) você fica agora com o primeiro vídeo-log do Dias de Livina. Quando der passa lá.


Eu nos bastidores do Roda Viva da TV Cultura

Hoje de noite vou participar dos bastidores do programa Roda Viva da TV Cultura, que vai colocar no centro do ringue o prefeito do Rio, Eduardo Paes. Também estarão por lá Raphael Prado, Fabiano Angélico e Thais Villela, twittando em tempo reaaaal. (também vai ter uma quarta pessoa tirando fotos e mandando pro Flickr, mas não me avisaram quem é)

Sobre o programa:

O programa ao vivo é transmitido exclusivamente pela internet, na IPTV Cultura. A página de cobertura tem três câmeras de transmissão (Programa Ao Vivo, Bastidores e Charges do Caruso). Abrimos a câmera de bastidores às 17h30, uma hora antes do início do programa. As câmeras Ao Vivo e Caruso entram às 18h30, quando já estamos no estúdio para a gravação do programa.

Não perda!


Como o Twitter e o iPhone me ensinaram a não ficar estressado com o excesso de informação

greader-iphoneEu era uma daquelas pessoas que vivia tensa por causa do número crescente de itens não respondidos na caixa de entrada, dos textos não lidos nos feeds assinados, do excesso de coisas jogadas no Twitter que eu não podia acompanhar… Foi então que vi a luz: simplesmente entreguei os pontos, desencanei, desisti de acompanhar tudo. E passei a ser uma pessoa mais calma.

Toda vez que saía da frente do computador para almoçar ou ir ao dentista eu voltava ao Twitter e ficava vendo todas as páginas anteriores de conversa até voltar a estar por dentro de tudo. Isso, claro, era no tempo do Twitter arte, do Twitter moleque, do Twitter de várzea, com uns mil usuários onde todo mundo se conhecia e se encontrava na pracinha no fim da tarde pra falar mal da vida alheia. Até dava pra encarar, mas estava na cara que a coisa ia chegar ao nível dos nossos queridos leitores de RSS com seus eternos “mais de 1000 itens não lidos” e aquela vontade incrível de ler tudo.

(Continua…)

16 Apr 2009, 44 comentários.
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Se você segue 10 mil pessoas no Twitter você está enganando 10 mil pessoas

um twitteiroO Twitter é uma rede social diferente. É uma rede assimétrica. No Orkut, Facebook, Linkedin, etc. as duas pontas do relacionamento precisam confirmar a conexão para que ela exista. Se eu sou seu amigo no Orkut você é, automaticamente meu amigo. A abordagem no Twitter é mais parecida com a de um blog: eu posso ler seu blog e você nem saber que eu existo. Mas ao contrário do blog essa relação é mais explícita: eu apareço na sua lista de “seguidores”. (tem gente que odeia a expressão seguidores, dizendo que quem tem seguidor é Jesus mas, ei, é essa a palavra usada pelo Twitter: followers)

Para mim esse é o ponto mais forte do Twitter e o motivo de eu passar mais tempo nele do que em outras redes sociais (e eu nem considero o Twitter uma rede social, para mim ele está mais próximo de um mensageiro instantâneo do que do Orkut). No Twitter eu consigo controlar muito mais a razão ruído-sinal das conversas. Eu sigo e deixo de seguir as pessoas durante o mês de acordo com o volume e qualidade do papo. E, ainda assim, consigo interagir com quem me lê mas eu não leio de volta, já que o Twitter oferece ferramentas (da tela de respostas ao search.twitter.com) para que eu veja quem se comunica comigo.

Daí aparecem os tais especialistas em redes sociais defendendo que você deve seguir de volta todo mundo que segue você. Que é de bom tom, é delicado, é uma gentileza. Guy Kawasaki é o maior defensor dessa abordagem e esse blog chega a dizer que se eu não sigo o cara de volta eu, automaticamente, deixei de ser interessante já que estaria demonstrando que não quero conversar com ele. Essa visão não poderia estar mais errada.

Como bem disse o Danilo “Eu não acredito em ninguem que segue mais de 1.000 pessoas“. Se você segue mais de 1000 pessoas você não está se relacionando com nenhuma delas, você só está recebendo ruído. Ou nem isso, porque se você segue mais de mil pessoas você provavelmente nem abre seu Twitter já que o volume de mensagens é simplesmente impossível de consumir. Só há uma justificativa para seguir todo mundo de volta: se você é uma empresa e quer dar aos seus “consumidores” a possibilidade de mandar mensagens diretas. (e ainda não tenho opinião formada sobre como uma empresa deve abordar o Twitter)

Imagine o cenário dos blogs: “Ei, eu leio seu blog você precisa assinar o RSS do meu blog de volta.” Soa bem imbecil, não? Assimetria: essa palavra resume a beleza do Twitter.

O antropólogo Robin Dunbar defende que só conseguimos manter relações sociais estáveis com, aproximadamente, 150 pessoas. Descontando o número de amigos que quase nunca atualizam seus twitters, quando você acompanha muito mais do que isso as pessoas começam a virar borrões, você não lembra mais a história por detrás daquela carinha, quem é aquela pessoa e o que ela significa. Se você segue mais de 1000 pessoas no Twitter você não está ali para socializar, está ali para aparecer.

Você pode pensar “puxa, que legal, o cara me seguiu de volta, ele está interessado no que eu tenho a dizer” mas é claro que não. Ninguém consegue acompanhar o que 10 mil pessoas estão twittando. Você está sendo tão ignorado quanto é por aquele cara que simplesmente não apertou o follow na sua tela você só acha que tem mais atenção.


31 Mar 2009, 194 comentários.
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Brainsession: Agilidade Mental

Taí o Brainsessions. Pessoas que admiramos dando uma visão pessoal sobre inspiração e criatividade. O trabalho foi duro e a lista de agradecimentos é longa. Merigo, Bruna, Gafanhoto/Pix, Mellancia Studios e principalmente a equipe do enxame que encarou esse novo desafio maluco com sede de sangue, foi lá e fez acontecer. É o primeirinho e agora é daqui pra riba.

O Merigo blogou ontem um pouco sobre como nasceu o projeto. No enxame a gente mede o sucesso de um pod por visualizações, comentários, retweets… No Brainsessions a medida é outra: cabeças explodidas.

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