Chupa Ashton Kutcher!

Depois de tentar várias vezes emplacar alguma coisa nos trending topics do Twitter os brasileiros tiveram para apelar para a forma máxima do futebol para conseguir: sacanear o adversário derrotado.

#Chupa, Ashton Kutcher: brasileiros sacaneiam ator no Twitter.

Mais um ponto para o Ashton Kutcher, que mesmo vítima vai provando ser o rei do Twitter.


Explicação sobre os números do meu robozinho de Twitter

baleiamalvadosEstou vendo o pessoal citar meu ranking de Twitter nas palestras por aí como um contador de usuários de Twitter no Brasil. Esse número, é bom dizer, é o motivo de que ainda continuar mantendo o ranking no ar. Desde que criei o bicho mudei de idéia sobre a validade desses rankings. (claro, eu não estou mais no topo RÁ!) Falando sério, conversando com um pessoal no Campus Party revi minha opinião sobre eles, já que tem gente por aí que usa esses rankings como bengala, achando que é só falar com quem está no topo que o serviço está feito.

Mas não é sobre o ranking que estamos conversando, é sobre o número no final, que diz Perfis pesquisados. Pode parecer que esse é o número de usuários de Twitter no Brasil, mas não é. No fechamento desta edição a listagem acusa 122.552 perfis pesquisados e que o Marcelo Tas tem 98.991 leitores. Isso quer dizer que 8 a cada 10 brasileiros lê o Tas? Não. Explicando: (Continua…)


Dias de Livina

Será possível fazer o tal do branded content sem ficar chato e chapa-branca? Numa pegada cientista-maluco-de-filme coloquei o meu e da minha família no tubo de ensaio e comecei esta semana, numa empreitada da Pólvora e Salem o blog Dias de Livina, para divulgar o novo carro da Nissan. (peraí, lembrei agora que nos filmes o cientista sempre se dá mal, nunca tem um filme “Agora, assistente, vamos testar este soro para a cura do câncer. Hmmm, funcionou! THE END”)

A idéia não é ficar blogando sobre como o carro é lindo, confortável, maravilhoso, cherôso, tchop-tchuras e tal. Você não ia ficar mais de um minuto lá se fosse assim. É fazer o que eu e Anna provavelmente já íamos fazer nos nossos blogs: contar como está sendo essa história de mudar de cidade, achar apartamento, conhecer os bairros, pesquisar escolas… Dar nosso ponto-de-vista pessoal deste momento “num oferecimento Livina”, usando o carro que a Nissan deixou na nossa mão.

O projeto está programado para durar 3 meses, deve contar com uns vídeos feitos com minha camerazinha portátil (nenhuma participação do enxame, a culpa da qualidade dos vídeos é toda minha) e, espero, bastante interação com os leitores já que precisamos dela para ajudar a se achar em São Paulo.

Fazer esse blog vai ser uma baita responsabilidade e sei que muita gente vai estar de olho para jogar suas pedronas de críticas. Como sou o cara que adooooora dizer como se deve fazer conteúdo em “mídias sociais” já espero vários dedos apontados para o lado de cá. Pelo menos eu tenho a ajuda da equipe da Pólvora para carregar os pianos do site, ajudar a subir vídeos, revisar textos, aprovar comentário e negociar com o cliente. Fiquei bem feliz de ter sido o único nome proposto para o projeto.

Espero que o projeto agrade a todo mundo, do leitor ao cliente. Estou botando minha família na linha de tiro. Para fechar o anúncio aqui (imitando apresentador de programa de TV) você fica agora com o primeiro vídeo-log do Dias de Livina. Quando der passa lá.


Eu nos bastidores do Roda Viva da TV Cultura

Hoje de noite vou participar dos bastidores do programa Roda Viva da TV Cultura, que vai colocar no centro do ringue o prefeito do Rio, Eduardo Paes. Também estarão por lá Raphael Prado, Fabiano Angélico e Thais Villela, twittando em tempo reaaaal. (também vai ter uma quarta pessoa tirando fotos e mandando pro Flickr, mas não me avisaram quem é)

Sobre o programa:

O programa ao vivo é transmitido exclusivamente pela internet, na IPTV Cultura. A página de cobertura tem três câmeras de transmissão (Programa Ao Vivo, Bastidores e Charges do Caruso). Abrimos a câmera de bastidores às 17h30, uma hora antes do início do programa. As câmeras Ao Vivo e Caruso entram às 18h30, quando já estamos no estúdio para a gravação do programa.

Não perda!


Como o Twitter e o iPhone me ensinaram a não ficar estressado com o excesso de informação

greader-iphoneEu era uma daquelas pessoas que vivia tensa por causa do número crescente de itens não respondidos na caixa de entrada, dos textos não lidos nos feeds assinados, do excesso de coisas jogadas no Twitter que eu não podia acompanhar… Foi então que vi a luz: simplesmente entreguei os pontos, desencanei, desisti de acompanhar tudo. E passei a ser uma pessoa mais calma.

Toda vez que saía da frente do computador para almoçar ou ir ao dentista eu voltava ao Twitter e ficava vendo todas as páginas anteriores de conversa até voltar a estar por dentro de tudo. Isso, claro, era no tempo do Twitter arte, do Twitter moleque, do Twitter de várzea, com uns mil usuários onde todo mundo se conhecia e se encontrava na pracinha no fim da tarde pra falar mal da vida alheia. Até dava pra encarar, mas estava na cara que a coisa ia chegar ao nível dos nossos queridos leitores de RSS com seus eternos “mais de 1000 itens não lidos” e aquela vontade incrível de ler tudo.

(Continua…)

16 Apr 2009, 44 comentários.
:: Blogs, Pontocom

Se você segue 10 mil pessoas no Twitter você está enganando 10 mil pessoas

um twitteiroO Twitter é uma rede social diferente. É uma rede assimétrica. No Orkut, Facebook, Linkedin, etc. as duas pontas do relacionamento precisam confirmar a conexão para que ela exista. Se eu sou seu amigo no Orkut você é, automaticamente meu amigo. A abordagem no Twitter é mais parecida com a de um blog: eu posso ler seu blog e você nem saber que eu existo. Mas ao contrário do blog essa relação é mais explícita: eu apareço na sua lista de “seguidores”. (tem gente que odeia a expressão seguidores, dizendo que quem tem seguidor é Jesus mas, ei, é essa a palavra usada pelo Twitter: followers)

Para mim esse é o ponto mais forte do Twitter e o motivo de eu passar mais tempo nele do que em outras redes sociais (e eu nem considero o Twitter uma rede social, para mim ele está mais próximo de um mensageiro instantâneo do que do Orkut). No Twitter eu consigo controlar muito mais a razão ruído-sinal das conversas. Eu sigo e deixo de seguir as pessoas durante o mês de acordo com o volume e qualidade do papo. E, ainda assim, consigo interagir com quem me lê mas eu não leio de volta, já que o Twitter oferece ferramentas (da tela de respostas ao search.twitter.com) para que eu veja quem se comunica comigo.

Daí aparecem os tais especialistas em redes sociais defendendo que você deve seguir de volta todo mundo que segue você. Que é de bom tom, é delicado, é uma gentileza. Guy Kawasaki é o maior defensor dessa abordagem e esse blog chega a dizer que se eu não sigo o cara de volta eu, automaticamente, deixei de ser interessante já que estaria demonstrando que não quero conversar com ele. Essa visão não poderia estar mais errada.

Como bem disse o Danilo “Eu não acredito em ninguem que segue mais de 1.000 pessoas“. Se você segue mais de 1000 pessoas você não está se relacionando com nenhuma delas, você só está recebendo ruído. Ou nem isso, porque se você segue mais de mil pessoas você provavelmente nem abre seu Twitter já que o volume de mensagens é simplesmente impossível de consumir. Só há uma justificativa para seguir todo mundo de volta: se você é uma empresa e quer dar aos seus “consumidores” a possibilidade de mandar mensagens diretas. (e ainda não tenho opinião formada sobre como uma empresa deve abordar o Twitter)

Imagine o cenário dos blogs: “Ei, eu leio seu blog você precisa assinar o RSS do meu blog de volta.” Soa bem imbecil, não? Assimetria: essa palavra resume a beleza do Twitter.

O antropólogo Robin Dunbar defende que só conseguimos manter relações sociais estáveis com, aproximadamente, 150 pessoas. Descontando o número de amigos que quase nunca atualizam seus twitters, quando você acompanha muito mais do que isso as pessoas começam a virar borrões, você não lembra mais a história por detrás daquela carinha, quem é aquela pessoa e o que ela significa. Se você segue mais de 1000 pessoas no Twitter você não está ali para socializar, está ali para aparecer.

Você pode pensar “puxa, que legal, o cara me seguiu de volta, ele está interessado no que eu tenho a dizer” mas é claro que não. Ninguém consegue acompanhar o que 10 mil pessoas estão twittando. Você está sendo tão ignorado quanto é por aquele cara que simplesmente não apertou o follow na sua tela você só acha que tem mais atenção.


31 Mar 2009, 177 comentários.
:: Blogs, Pontocom

Brainsession: Agilidade Mental

Taí o Brainsessions. Pessoas que admiramos dando uma visão pessoal sobre inspiração e criatividade. O trabalho foi duro e a lista de agradecimentos é longa. Merigo, Bruna, Gafanhoto/Pix, Mellancia Studios e principalmente a equipe do enxame que encarou esse novo desafio maluco com sede de sangue, foi lá e fez acontecer. É o primeirinho e agora é daqui pra riba.

O Merigo blogou ontem um pouco sobre como nasceu o projeto. No enxame a gente mede o sucesso de um pod por visualizações, comentários, retweets… No Brainsessions a medida é outra: cabeças explodidas.

[ link direto para o enxame para quem estiver em leitor RSS ou e-mail ]


Como trocar whuffie por cerveja?

Depois que eu dei minha palestra sempre aparece um engraçadinho perguntando como pagar o aluguel com whuffie. :-) Eu ainda estou tentando descobrir, mas pelo menos já consegui trocar por cerveja que, parafraseando o Sílvio Santos, vale mais que dinheiro pra muita gente. Olha o que chegou aqui:

globo_heineken

Sim sim, amiguinho, um keg com cinco litros de cerveja! E uma disco ball de verdade, que transformará minha sala em uma pista para incríveis embalos. Tudo parte de uma ação promocional da Heineken para divulgar seu podcast, a Rádio Heineken, comandada por ninguém menos que o homem, o mito, o símbalo sexual, o fornecedor de coxinhas e salgadinhos apimentados, Maestro Billy.

Mais detalhes sobre a ação (incluindo quem mais recebeu essa enorme caixa) no B#9.


Cadê o conteúdo?

Quem tem mais propaganda? Macacão de piloto de F1 ou a home de um portal?

18 Mar 2009, 7 comentários.
:: Pontocom

Eventos, networking e o título de “TED Brasileiro”

O Fabio Seixas anda blogando e twittando, e o pessoal anda comentando, sobre o Epicentro, um evento auto-intitulado “o TED Brasileiro”. Como desde o ano passado venho conversando por aí sobre o modelo de eventos vou despejar umas idéias aqui nesse domingão de sol. Mas antes… um aviso.

Dia 16 próximo o Braincast (do qual sou co-apresentador) e o enxame (do qual sou sócio) vão organizar com a Gafanhoto/Pix um evento que pode ser considerado concorrente do Epicentro, chamado Brainsessions, que vai ter lá seu formato e abordagem diferentes mas, como veremos a seguir, persegue o mesmo objetivo de ser um bom evento-palestras. O objetivo deste texto não é dizer que o Epicentro é feio e bobo e meu pai é mais forte do que o seu, mas já conhecendo a karma-police-do-pensamento coloco esse aviso aqui antes que dedinhos sejam apontados. O Brainsessions tem, claro, um pouco da minha visão sobre eventos, que é o que vou comentar aqui, mas é só um pequeno primeiro passo.

Sobre o modelo de palestras atual

No início da minha palestra do Muvuca na Cumbuca ano passado contei que eventos de trading, congressos, etc. já foram a melhor maneira de as pessoas em um mercado ficarem por dentro das tais últimas novidades. Quando moleque eu contava os dias para a Sucessu, depois, a Fenasoft, quando eu veria de perto as maravilhas do mundo da tecnologia, os últimos lançamentos. O único contato com tecnologia fora dali era via uma única revista e meus amigos da rua. O mesmo pode ser dito para qualquer outra categoria profissional. De lá pra cá as coisas mudaram.

Ano passado fui no digital age 2.0, um evento lindamente organizado com gente muito mais importante do que eu na platéia. A palestra de abertura era de ninguém menos do que o Dr. Lawrence Lessig, O Cara quando o assunto é direitos autorais e liberdade digital. Logo depois veio uma tele-palestra de Seth Godin, guru do empreendedorismo web 2.0. E por aí foi. A minha sensação e a da maioria da platéia foi “não falaram nada que eu já não soubesse”. O que aconteceu? (Continua…)


© 2000-2008 Cristiano Dias. Alguns direitos reservados. Só alguns, não se preocupe.
Based on a tbeseda & 5ThirtyOne design.
RSS