Quando a Internet apareceu os tais especialistas, preocupadíssimos, avisaram que o computador ia nos deixar cada vez mais isolados. A geração do “não sei o nome do meu vizinho” seria consolidada e viveríamos grudados na frente da tela. Como se o fato de uma pessoa morar ao meu lado fosse mais importante do que, por exemplo, seu gosto musical ou preferência política.
Só que com o aparecimento das redes sociais as pessoas acabaram usando a Internet para consolidar seus relacionamentos offline, nem que seja para conhecer novas pessoas com interesses parecidos, amigos dos seus amigos. Se você não pode se encontrar sempre com sua galera para algum evento pode hoje cada vez mais usar ferramentas online para se divertir com eles. Se você mora em um cantão da cidade ou do país onde mais ninguém gosta daquilo que você adora pode literalmente encontrar sua turma por aí, online.
É o que deve acontecer amanhã durante o GP da França de Fórmula 1, quando a galera do Twitter deve se “encontrar” mais uma vez para comentar em tempo real a corrida. Foi o que aconteceu 2 semanas atrás durante o GP do Canadá, que por si só já foi uma das corridas mais emocionantes do ano e que com o uso “sala de chat” do Twitter e ferramentas como o Summize aumentaram a dose de diversão da corrida. (Continua…)
Com a TV cheia de reality shows sobre as maiores tranqueiras do mundo por que não temos um sobre a Nasa? Já tenho até o nome: Os Camisas Azuis. Ou já existe?
A cobertura do site da agência sobre a missão Mars Phoenix pegou a manha e está cheia de conteúdo, sem o lado frio e técnico das outras missões. Este vídeo, por exemplo, mostra o momento da… amartissagem? da sonda dia 25 de maio com todo o foco humano dos tais camisas azuis.
A sonda ainda tem blog, twitter e várias informações espalhadas por todos os tubos do internet.
Isso sim é reality show para acompanhar e não um para decidir quem vai ser a nova namorada do vocalista do Guitar Hero.
A cidade real e a cidade do jogo, lado-a-lado, num photoset do Flickr. Eu preciso jogar GTA4 tipo agora. E preciso de alguém para terminar todo o meu trabalho, claro.
Quantas vezes eu já falei de Star Wars aqui essa semana? O que há com o universo? Mas esta linha de produtos bolados há muito, muito tempo atrás (em 1999… ei é o século passado!) pela Lucasfilm e Pepsi não chegou a ser lançada… e dá para ver bem o porquê.
The Others é uma banda de brincadeira que faz músicas sobre o seriado Lost, com temas como amor, amizade, flash-forwards e fantasmas de cavalos perdidos no meio da floresta.
OK seus chatos que duvidam da minha palavra soberana, aqui vai o screencap da cena onde membros do Planeta E.T. aparecem no Senado Galático no filme Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma. A cena aparece lá pelos 46:50, quando a Rainha Amidala manda o Chanceler Valorum pedir para sair.
É claro que foi uma brincadeira do Jorge Lucas com o Steven Spielberg e muito provavelmente uma brincadeira do dono da mega-boga-collection.
Pausa para os comerciais. Já está nas melhores casas do ramo a super-mega-extra-boga-platinum-edition de Blade Runner, edição do diretor, que vem dentro desta maleta Voight-Kampff. Dizem que o Final Cut de Blade Runner é o único onde Ridley Scott teve controle total. Por módicos R$ 300,00 você pode ver com seus próprios olhos se é verdade ou não.
E se você gosta de comprar DVD, ter a caixinha e não acredita em baixar episódios da Internet como todos os outros leitores deste blog pode comprar a caixa com o episódio especial de Family Guy sacaneando Star Wars que comentei aqui ano passado. Por apenas R$ 30,00 você leva um episódio (que é engraçado mesmo). Dá um pouco mais de R$ 0,60 por minuto.
A Lucasfilm Animation revelou esta semana como será a nova série de animação do universo Star Wars (que eu sempre continuarei chamando de Guerra nas Estrelas, apesar de o nome ter sido mudado oficialmente no Brasil… humpf).
A série The Clone Wars (não confundir com Clone Wars, hein?) é uma das duas anunciadas pelo Tio Jorge Lucas depois do fim da pré-trilogia cinematográfica. A outra série, ainda sem detalhes, trará atores de carne-e-osso e será ambientada entre os episódios 3 e 4, que cobre o espaço de uns 20 anos. Os dois projetos são altamente ambiciosos, com Rick McCallum — braço direito de Lucas — sonhando com 100 a 400 episódios para cada série.
A estréia de The Clone Wars será feita com um episódio exibido nos cinemas americanos dia 15 de agosto de 2008 (com direito a tapete vermelho, fanfarra e nerds dormindo na fila) e lançamento no Cartoon Network “a seguir”, sem data definida, muito menos para o Brasil. Narrando eventos da mesma época que a outra Clone Wars a série é feita em animação 3D com desenhos apenas inspiradas na arte original do fodástico Genndy Tartakovsky, de Samurai Jack. O comando desta vez fica com Dave Filoni, que já trabalhou em Avatar e dá uma entrevista sobre The Clone Wars que pode ser vista no site de vídeos oficiais Star Wars, por aqui. Já o trailer oficial fica por aqui.
Sete hábitos de capitães estelares altamente produtivos. Com preciosas dicas como Just because you have a crappy ship doesn’t mean you’re a loser, Don’t be afraid to hook up with a cute spaceman e When you’re about to go genocidal, get a second opinion. Nunca se sabe quando um guia desses pode ser necessário.
Responda rápido: qual o personagem principal de Lost? O tempo, é claro. Desde o primeiro episódio a série brinca com a passagem do tempo. Tempo atual, flashbacks, flash-forwards… Desmond viaja no tempo? Alpert não envelhece? A série é toda recortada com idas e vindas na cronologia, revelando detalhes de personagens enquanto você vai caminhando. A história tem personagens cativantes e é um enorme quebra-cabeças, mas o formato em que é contada é um charme em si só.
Junte isso tudo a uma comunidade de fanáticos pela série e eu estou aqui aguardando ansiosamente pelo dia em que, logo após o último episódio ir ao ar em algum dia de 2010, vão colocar na Internet uma versão final cut com todos os eventos na ordem em que “aconteceram” (seja lá o que acontecer signifique na mitologia maluca da série). Uma prévia do potencial disso pode ser visto neste vídeo do YouTube, com todas a cenas até então conhecidas envolvendo a queda do vôo 815.
Lost voltou na última quinta-feira nos EUA e na madrugada seguinte para todos os viciados que acompanham pela Internet. O futuro desta temporada ainda é incerto com a greve dos roteiristas de Hollywood, mas a série entra em uma nova fase onde também vemos o “futuro” dos personagens da ilha.
Mas o mais importante para mim foi ver como os produtores estão cada vez mais mergulhando de cabeça na idéia de que a série é muito mais do que uma hora por semana na frente da televisão. Se isso é tudo que você quer ver e acompanhar, tudo bem, mas o primeiro episódio do ano tem mensagens que só podem ser vistas se você congelar a imagem no momento exato ou até mesmo alterar a imagem no Photoshop para conseguir ver quem diabos estava sentado naquela cadeira. (só clique se você já viu o episódio, claro)
Você é um grande nerd mas tem dificuldades em entender as sutilezas das artes plásticas? Seus problemas acabaram. Com este curso intensivo você… bom, você não vai aprender nada, mas vai morrer de rir. Se você entendeu todas as piadas você é um über-nerd, é melhor sair um pouco de casa e ver o mundo lá fora.
E não é que fui surpreendido e O Balconista 2 é bem legal? Cheguei a achar que o Kevin Smith tinha esquecido como fazer filme bom. A história não tem nada de mais, claro — o famoso cara conhece garota depois faz besteira e depois sai correndo atrás dela, com um toque de crise dos 30 — mas os diálogos são de primeira linha, Randal é mais Randal do que nunca e até quando o diretor usa truques baratíssimos o faz de maneira tão moleque que fica divertido, como a seqüência do pessoal dançando ABC.
PS: Sim, eu fui ver o filme depois de colocar um link no post anterior sobre A Bússula de Ouro.