O fim do Pandora no Brasil

Logotipo do site PandoraConforme anunciado a partir da madrugada de hoje o site Pandora.com fechou as portas para usuários fora dos US and A. O conceito do Pandora é simplesmente sensacional: ajudar o amante da música a descobrir novos artistas de acordo com um “genoma musical”, que é a classificação manual das músicas de acordo com centenas de atributos. (já falamos do serviço no sumido RadarPOP)

O motivo dado é o de pelas regras do jogo copyright e da DMCA os direitos de execução devem ser pagos em cada país, demandando acordos locais entre Pandora e os artistas (ou entidades que os representam) em virtualmente todos os países do mundo. Como sempre é bom lembrar que eu não sou advogado, mas todos os outros sites musicais do mundo simplesmente pagam as taxas em seus países e ponto final. Talvez isso não seja o correto na interpretação purista da lei, mas definitivamente é melhor do que simplesmente não pagar.

Na minha chutada opinião o problema do Pandora (que está tendo outra série de problemas com as taxas de direitos de execução nos EUA) é no modelo de negócio. Além do dinheiro ganho com assinaturas (que costuma ser baixo em negócios desse tipo) o site ganha dinheiro vendendo músicas em formato digital da iTunes Music Store e CDs da Amazon.com. Aí fica fácil entender o porquê do bloqueio a usuários internacionais. Fora dos países onde a Apple tem acordo com as gravadoras não é possível comprar músicas via iTunes Music Store e fora os títulos raríssimos é simplesmente caro demais comprar um CD na Amazon.com se você não está nos US and A, juntando frete e impostos. O problema do site, me parece então, é pura falta de lucratividade para usuários estrangeiros.

Diz a mensagem na homepage do site que eles estão trabalhando com os publishers de música em todo o mundo para “atingir o sonho de um Pandora global”. Mesmo que isso seja totalmente verdade até essa história chegar no nosso país tropical… é melhor esperar sentado. [valeu Alexandre!]


Barenaked Ladies cantando no banheiro

Enquanto a indústria da música continua dizendo que tocar música na Internet — de podcasts a vídeos do YouTube — faz com que as pessoas deixem de comprar CDs (“aí o cara não precisa mais do CD”) a banda canadense Barenaked Ladies, que nunca fez questão de ter grande gravadora e sempre falou direto para o seu público, está colocando todo dia no YouTube vídeos da chamada Bathroom Sessions. Nos clipes curtos o vocalista Ed Robertson canta no banheiro (notoriamente o cômodo mais acústico de qualquer lar) grandes sucessos da banda. Mas de vez em quando seu comparsa Steven Page aparece em edição especial para cantar músicas sensacionais como One Week outrora eleita por este blog a melhor música de 1998 de 2001.

no vídeo de hoje Ed ensina como tocar Crazy no violão. “É moleza.” Sei…

Se você fizer como eu e assinar o feed RSS deles vai ter uma musiquinha nova por dia para curtir. (o que é feed?)


O início do fim do DRM

Slide ilustrativo da coletiva de imprensa EMI-AppleEMI e Apple anunciaram hoje que vão começar a vender músicas da gravadora sem proteção anti-cópia na iTunes Music Store.

O DRM é aquele tipo de tecnologia que penaliza o correto: quem baixa música pirata pode pegar seu arquivinho e tocar no aparelho que quiser, como quiser. Quem paga pela música é obrigado a ouvir o som nas condições estabelecidas pelo distribuidor da música. Tanto é que a Apple reconhece que menos de 3% das músicas dos iPods foram compradas legalmente em sua loja.

As músicas sem DRM custarão mais caro: US$ 1.29 ao invés dos US$ 0.99 atuais (ainda caro pra cacilds) mas pelo menos você sabe que vai poder ouvir aquela música enquanto tiver um backup do arquivo e não enquanto a Apple resolver suportar o formato. O curioso é pensar que músicas compradas na Apple poderão ser ouvidas em aparelhos concorrentes, o que meio vai contra a história de que a Apple vende as músicas com prejuízo a título de subsidiar a venda de iPods. (seria este o motivo dos US$ 0.30 a mais?)

Mais detalhes no TechCrunch.


Kaiser Chiefs: Yours Truly, Angry Mob

Capa do álbum Kaiser Chiefs: Yours Truly, Angry MobDe 2004 pra cá várias bandas novas surgiram com discos arrasadores. Várias trouxeram no segundo álbum uma bela decepção, o que é até compreensível por questões de tempo e expectativa. The Killers é o melhor exemplo, com um segundo disco bem mais fraco que o primeiro.

Mas os Kaiser Chiefs lançaram um segundo disco tão animado e sonoro quanto o primeiro e que, ainda por cima, tem uma música sobre a linguagem de programação do meu coração! :-D


Seu Jorge, o mestre supremo do jabá

É sério isso? O Seu Jorge, o Assassino de Blower’s Daughter, fez uma música em homenagem à cachaça Sagatiba? E a Oi FM está tocando? E logo depois uma propaganda da dita cachaça? De cara lavada?

Perdoe a heresia, mas esse lance marqueeteiro me fez lembrar dos tempos em que Mozart compunha por encomenda. Veja só você – o carro-chefe do álbum novo de um dos mais conhecidos músicos brasileiros no exterior é, basicamente, um jingle com uma mensagem nada subliminar divulgando uma marca.

A culpa deve ser da pirataria. Que nada. A culpa é de quem ainda é otário de ouvir rádio. Acabo de virar ex-cliente da empresa. Por favor indiquem outra cachaça não-vagabunda para eu poder fazer minhas caipirinhas.

É o prenúncio do fim.

Veja mais no Brainstorm #9.


Rogue Wave

Nem tudo foi uma desgraça com o estouro da bolha.com em 2000.

Rogue Wave is an alternative rock band signed to Sub Pop and headed by Zach Schwartz (aka Zach Rogue), who created the band after losing his job in the dot-com bust.

É deles a música Eyes, que já tocou umas duas vezes na série Heroes. Pretendo tocá-la no RadarPOP assim que conseguir uma versão decente. O curioso é que a música não está em nenhum disco oficial da banda, só na trilha sonora de um filmeco água-com-açúcar-comédia-romântica. Os caras também já apareceram na série The OC.

Esse é o tipo de som que mais tenho curtido ultimamente — muito bem executado pelos Shins — que a Anna chamou de “música dia chuvoso”. Totalmente apropriado, já que o meu cheiro favorito evar é o famoso “cheiro de terra molhada”.


Scherzo para piano e… Windows XP?

Um músico conhecido como “Jim of Seattle” — que deve usar seu computador um pouco demais — compôs esta bela peça que utiliza sons do Windows como partes da melodia. Afinal de contas se Tchaikovsky pode usar canhões


Stand up and run away

Quando é pra falar bem nóis fala. Mas quando é pra meter o malho, nóis afirma que Stand Up é de lavada o pior disco dOs The Dave Matthews Band. Cruz credo, shift-del nele.


Simpatia pelo demônio

Bombeiros atendem 600 e dizem que show dos Stones foi um “inferno”

O Corpo de Bombeiros realizou cerca de 600 atendimentos durante o show dos Rolling Stones, realizado ontem à noite na praia de Copacabana, na zona sul do Rio. O coronel Marcos Silva, subcomandante-geral dos Bombeiros, disse que 90% dos casos era de “coma alcoólico”.

“Foi um inferno. Com “i” maiúsculo. Ninguém sabe o que é ter de fazer um atendimento e não conseguir passar pelo meio da multidão”, disse Silva se referindo ao público de 1,3 milhão de pessoas que assistiu ao show na praia de Copacabana.

Segundo ele, os bombeiros passaram a noite toda “carregando gente desmaiada” em macas. “O pessoal está arrebentado. Nunca carreguei tanta maca nas costas.”

O horror! O horror! — foram as palavras do meu guru espiritual a sua senhora. Voltaram antes do início da “festa”.

E para quem viu na TV (como eu, pode me chamar de velho): apesar de parecer, o show não era ao vivo. A Rádio Cidade estava trasmitindo ao-vivo-de-verdade e as músicas tocavam pelo menos meia hora antes do que na Globo.

Entrando no espírito dos Stones consumi drogas durante o show. Um anti-alérgico no início da trasmissão e algumas horas depois estava dormindo que nem um bebê suado, feliz da vida.


Barenaked on a Stick

Os The Barenaked Ladies, uma das bandas mais batutas que eu conheci por conta da invenção do mp3 vai lançou seu novo disco hoje não em disco, não em CD, DVD ou algo que o valha, mas via um pen drive de 128mb com 29 músicas (incluindo um disco com músicas de natal lançado ano passado).

Faz todo o sentido, já que os caras fizeram sua fama em cima de gravações ao vivo feitas por fãs e fitas demo espalhadas sem o auxílio de mega gravadoras.


Move that .mov

Dois clipes ridículos. Um muito simples, outro bem complicado. Igualmente toscos, o que não necessariamente é uma coisa ruim. ;-) [ via Charles e Hiro ]


Mané pré-venda…

Los Hermanos 4

Biba la Mula. Minha política continua sendo: apoie sua banda favorita indo aos shows.


Muy bueno

Los Orishas - El Kilo

Os cubanos não dão bola fora. Três discos, três petardos no ângulo.


The Ben is back

Songs for Silverman — o novo CD do Ben Folds, desde 2000 sem o Five — deve ser o melhor disco da carreira solo do sujeito. Coisa fina bem no estilo “de volta às origens” que eu tanto gosto.

Ben Folds - Songs for Silverman

O disco sai semana que vem mas a VH1 liberou para a galera ouvir todas as músicas na íntegra no seu site, por uma semana. Quem quiser procurar o disco “por aí” também já encontra. ;-)


Winamp is dead

Long live Winamp.

:-(


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