Pomplamoose – If You Think You Need Some Lovin
Música nova, yay!
Procure, encontre ou
feche.
O cara perseguia seu cachorro no deserto, caiu num buraco de coelho, bateu com a cabeça e encontrou um cara muito louco que trabalhava num programa secreto do governo americano que explorava dimensões paralelas. Em um destes mundos os Beatles nunca se separaram e o tiozão deu para nosso herói uma fita com o disco mais novo da banda, Everyday Chemistry. É a ciência a serviço da humanidade!
OK, na verdade é um mashup de raridades e músicas dos Beatles em carreira solo. Mas a história das dimensões paralelas é muito mais legal.
É assim que se apresenta o rock brasileiro nos anos 00: como um veículo de satisfação imediata, que por ser baseado em regras de mercado, e não em imaginação e força criativa, não possibilita o estabelecimento de um novo paradigma ou de uma nova percepção. NXZero, Fresno, CPM 22, Leela, Capital Inicial, Cachorro Grande…todos esses grupos apresentam-se apenas como produtos da indústria cultural e como uma caricatura de transgressão e não como proponentes de novas possibilidades de criação.
(…)
“O problema, cara”, grita Marcelo Nova, agitado, “é que o adolescente PRECISA gritar que o mundo é uma merda porque quando você é adolescente o mundo É UMA MERDA. Mas quem quer gritar hoje em dia que o mundo é uma merda? NINGUÉM, PORRA!”
A indústria que tudo estraga.
E aí, vou jogar The Beatles: Rock Band na casa de quem esse fim-de-semana?
Álbum, long-play, disco… a bolacha de plástico com 10 ou 15 músicas é algo inventado para resolver um problema de produção e distribuição e não um problema artístico. Por isso o Radiohead anunciou que não vai mais lançar discões, só músicas avulsas para download e EPs.
Pra muita gente o melhor show da vida de todos os tempos evar. A gente colocou uma câmera de alta definição malocada no gargarejo e deu nisso aqui. Vê em tela cheia, vai?
[ vimeo link ]
(post descaradamente copiado e ligeiramente adaptado daqui)
É isso aí pessoas!!! Nasceu a festa! Depois de algumas datas confirmadas e canceladas, agora teremos a nossa festa tão esperada!

<narrador da sessão da tarde> No próximo dia 22 de novembro acontecerá um evento eletrizante! Pela primeira vez os maiores nomes da blogosfera brasileira serão os DJs de uma festa da pesada, que vai entrar para a história!!! Isso mesmo! Dia 22 de novembro, no Recanto da Lapa, clássico reduto do barulho da boemia carioca, você tem um encontro marcado com uma galerinha radical: Cris Dias, Cardoso, Nick Ellis e Beto Largman no comando da festa (com participação mais do que virtual do Maestro Billy)!!! Muita azaração, música, e uma turma animada curtindo altos agitos!</narrador da sessão da tarde>

Gostou? Apoiou? Quer ir? Passe lá no Crítica Construtiva, que está organizando o evento e fique por dentro dos detalhes sórdidos. (é baratinho, derreal)
A banda islandesa Sigur Rós está promovendo seu novo álbum Með suð í eyrum við spilum endalaust liberando todas as faixas para streaming no seu site e deixando você baixar a música Gobbledigook em mp3 de 320kbps, sem DRM, pelo site. Na mesma página você vai encontrar um link para streaming do clipe da música, que é umas dez vezes mais agitada do que a música típica do Sigur Rós. Mas atenção: o clipe contém cenas de pessoas peladas, então cubra os olhos enquanto estiver vendo.
Não consigo parar de ouvir as Puppini Sisters. Principalmente essa versão de Walking Like an Egyptian, grátis na iTunes Music Store por tempo limitado.
Dava uma ótima cena de filme. Os produtores da MTV pensando em qual seria o ponto bombástico da apresentação 2007 do prêmio.
– Já sei! Já sei! Vamos chamar a Britney e botar ela pra dançar uma coreografia totalmente sexy. Ela vai aparecer gorda, chapada, cheirada, bêbada, de ressaca… Ou todas as opções acima. Vai ficar todo mundo com cara de “momento constrangedor” mas só vão falar nisso por semanas e semanas! Vai ser ridículo e sensacional!
– Esse cara é um gênio! Dá um aumento pra ele!
Corta rápido para o cafofo da ex-musa-teen. Ela desliga o celular.
– Eles me chamaram! Eles me chamaram! Vai ser minha volta por cima. Eles reconheceram que não podem viver sem mim, que um show só é um show com a Britney. Prepara aquele meu biquini preto de lantejoulas, vamos bolar a coreografia, tem que ser sexy… Eles me amam! Eles me amam!
Veja mais: Eles derretem ao vivo e em cores.
Novidade: medo, muito medo. Tomara que seja um ator querendo se promover.
Conforme anunciado a partir da madrugada de hoje o site Pandora.com fechou as portas para usuários fora dos US and A. O conceito do Pandora é simplesmente sensacional: ajudar o amante da música a descobrir novos artistas de acordo com um “genoma musical”, que é a classificação manual das músicas de acordo com centenas de atributos. (já falamos do serviço no sumido RadarPOP)
O motivo dado é o de pelas regras do jogo copyright e da DMCA os direitos de execução devem ser pagos em cada país, demandando acordos locais entre Pandora e os artistas (ou entidades que os representam) em virtualmente todos os países do mundo. Como sempre é bom lembrar que eu não sou advogado, mas todos os outros sites musicais do mundo simplesmente pagam as taxas em seus países e ponto final. Talvez isso não seja o correto na interpretação purista da lei, mas definitivamente é melhor do que simplesmente não pagar.
Na minha chutada opinião o problema do Pandora (que está tendo outra série de problemas com as taxas de direitos de execução nos EUA) é no modelo de negócio. Além do dinheiro ganho com assinaturas (que costuma ser baixo em negócios desse tipo) o site ganha dinheiro vendendo músicas em formato digital da iTunes Music Store e CDs da Amazon.com. Aí fica fácil entender o porquê do bloqueio a usuários internacionais. Fora dos países onde a Apple tem acordo com as gravadoras não é possível comprar músicas via iTunes Music Store e fora os títulos raríssimos é simplesmente caro demais comprar um CD na Amazon.com se você não está nos US and A, juntando frete e impostos. O problema do site, me parece então, é pura falta de lucratividade para usuários estrangeiros.
Diz a mensagem na homepage do site que eles estão trabalhando com os publishers de música em todo o mundo para “atingir o sonho de um Pandora global”. Mesmo que isso seja totalmente verdade até essa história chegar no nosso país tropical… é melhor esperar sentado. [valeu Alexandre!]
Enquanto a indústria da música continua dizendo que tocar música na Internet — de podcasts a vídeos do YouTube — faz com que as pessoas deixem de comprar CDs (“aí o cara não precisa mais do CD”) a banda canadense Barenaked Ladies, que nunca fez questão de ter grande gravadora e sempre falou direto para o seu público, está colocando todo dia no YouTube vídeos da chamada Bathroom Sessions. Nos clipes curtos o vocalista Ed Robertson canta no banheiro (notoriamente o cômodo mais acústico de qualquer lar) grandes sucessos da banda. Mas de vez em quando seu comparsa Steven Page aparece em edição especial para cantar músicas sensacionais como One Week outrora eleita por este blog a melhor música de 1998 de 2001.
Já no vídeo de hoje Ed ensina como tocar Crazy no violão. “É moleza.” Sei…
Se você fizer como eu e assinar o feed RSS deles vai ter uma musiquinha nova por dia para curtir. (o que é feed?)
EMI e Apple anunciaram hoje que vão começar a vender músicas da gravadora sem proteção anti-cópia na iTunes Music Store.
O DRM é aquele tipo de tecnologia que penaliza o correto: quem baixa música pirata pode pegar seu arquivinho e tocar no aparelho que quiser, como quiser. Quem paga pela música é obrigado a ouvir o som nas condições estabelecidas pelo distribuidor da música. Tanto é que a Apple reconhece que menos de 3% das músicas dos iPods foram compradas legalmente em sua loja.
As músicas sem DRM custarão mais caro: US$ 1.29 ao invés dos US$ 0.99 atuais (ainda caro pra cacilds) mas pelo menos você sabe que vai poder ouvir aquela música enquanto tiver um backup do arquivo e não enquanto a Apple resolver suportar o formato. O curioso é pensar que músicas compradas na Apple poderão ser ouvidas em aparelhos concorrentes, o que meio vai contra a história de que a Apple vende as músicas com prejuízo a título de subsidiar a venda de iPods. (seria este o motivo dos US$ 0.30 a mais?)
Mais detalhes no TechCrunch.