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	<title>CrisDias weblog &#187; Filosofia de botequim</title>
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	<description>Muitas perguntas, poucas respostas</description>
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		<title>Facebook poeticuzinho e o vai-e-vem da vida</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Dec 2010 10:41:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.crisdias.com/wp-content/images/2010/12/Google-ChromeScreenSnapz080.jpg"><img src="http://www.crisdias.com/wp-content/images/2010/12/Google-ChromeScreenSnapz080.jpg" alt="" title="Google ChromeScreenSnapz080" width="326" height="128" class="alignnone size-full wp-image-10309948" /></a></p>
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		<title>Tecnologia criativa: Möbius Music Box</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Dec 2010 18:08:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>
		<category><![CDATA[Publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[via youtube.com Vi esse vídeo e fiquei filosofando que ele representa o papel do que eu faço aqui na agência, creative technology…]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='posterous_autopost'>
<div class="posterous_bookmarklet_entry"> <object height="417" width="500"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3iMI_uOM_fY&#038;hl=en&#038;fs=1" /><param name="wmode" value="window" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed allowfullscreen="true" src="http://www.youtube.com/v/3iMI_uOM_fY&#038;hl=en&#038;fs=1" wmode="window" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash" height="417" width="500"></embed></object>
<div class="posterous_quote_citation">via <a href="http://www.youtube.com/watch?v=3iMI_uOM_fY&amp;feature=youtu.be&amp;a">youtube.com</a></div>
<p>Vi esse vídeo e fiquei filosofando que ele representa o papel do que eu faço aqui na agência, <em>creative technology</em>…</p>
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		<title>Eventos, networking e o título de &#8220;TED Brasileiro&#8221;</title>
		<link>http://www.crisdias.com/2009/03/08/eventos-networking-e-o-titulo-de-ted-brasileiro/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 02:09:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>
		<category><![CDATA[Pontocom]]></category>
		<category><![CDATA[Que negócio é esse?]]></category>

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		<description><![CDATA[O Fabio Seixas anda blogando e twittando, e o pessoal anda comentando, sobre o Epicentro, um evento auto-intitulado &#8220;o TED Brasileiro&#8221;. Como desde o ano passado venho conversando por aí sobre o modelo de eventos vou despejar umas idéias aqui nesse domingão de sol. Mas antes&#8230; um aviso. Dia 16 próximo o Braincast (do qual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both">O Fabio Seixas anda blogando e twittando, e o pessoal anda comentando, sobre o <a href="http://blog.fabioseixas.com.br/archives/2009/03/epicentro_o_ted_brasileiro.html">Epicentro</a>, um evento auto-intitulado &#8220;o <a href="http://www.ted.com/"><strong>TED</strong></a> Brasileiro&#8221;. Como desde o ano passado venho conversando por aí sobre o modelo de eventos vou despejar umas idéias aqui nesse domingão de sol. Mas antes&#8230; um aviso.</p>
<p>Dia 16 próximo o Braincast (do qual sou co-apresentador) e o enxame (do qual sou sócio) vão organizar com a Gafanhoto/Pix um evento que pode ser considerado concorrente do Epicentro, chamado <strong>Brainsessions</strong>, que vai ter lá seu formato e abordagem diferentes mas, como veremos a seguir, persegue o mesmo objetivo de ser um bom evento-palestras. O objetivo deste texto não é dizer que o Epicentro é feio e bobo e meu pai é mais forte do que o seu, mas já conhecendo a karma-police-do-pensamento coloco esse aviso aqui antes que dedinhos sejam apontados. O Brainsessions tem, claro, um pouco da minha visão sobre eventos, que é o que vou comentar aqui, mas é só um pequeno primeiro passo.</p>
<p><strong>Sobre o modelo de palestras atual</strong></p>
<p>No início da minha palestra do <strong>Muvuca na Cumbuca</strong> ano passado contei que eventos de <em>trading</em>, congressos, etc. já foram a melhor maneira de as pessoas em um mercado ficarem por dentro das tais últimas novidades. Quando moleque eu contava os dias para a Sucessu, depois, a Fenasoft, quando eu veria de perto as maravilhas do mundo da tecnologia, os últimos lançamentos. O único contato com tecnologia fora dali era via <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Micro_sistemas">uma única revista</a> e meus amigos da rua. O mesmo pode ser dito para qualquer outra categoria profissional. De lá pra cá as coisas mudaram.</p>
<p style="clear: both">Ano passado fui no <strong>digital age 2.0</strong>, um evento lindamente organizado com gente muito mais importante do que eu na platéia. A palestra de abertura era de ninguém menos do que o Dr. Lawrence Lessig, <em>O Cara</em> quando o assunto é direitos autorais e liberdade digital. Logo depois veio uma tele-palestra de Seth Godin, guru do empreendedorismo web 2.0. E por aí foi. A minha sensação e a da maioria da platéia foi &#8220;não falaram nada que eu já não soubesse&#8221;. O que aconteceu?<span id="more-10308492"></span></p>
<p>Aconteceu, claro, a internet. Os blogs, o YouTube e, por que não dizer, o próprio TED. A palestra do Dr. Lessig já tinha sido vista por todo mundo que se interessa no assunto <a href="http://www.ted.com/index.php/talks/larry_lessig_says_the_law_is_strangling_creativity.html">no site do TED</a>. Sua apresentação no evento em São Paulo era quase idêntica ao que vimos (Lessig foi ao TED em março de 2007 e, claro, muda sua palestra com o passar do tempo) e, além dela, podemos acompanhar <a href="http://www.lessig.org/blog/">o blog do Doutor</a> e outras pessoas da área que pensam parecido, além de participações em programas de TV e <a href="http://twit.tv/tri1">podcasts</a>. Aquilo ali, para quem trabalha com o assunto, não é absolutamente novidade nenhuma. Lessig poderia ter gravado em sua casa um vídeo com a palestra, jogado por aí e o impacto seria quase o mesmo.</p>
<p>O modelo de palestra, assim como tantas outras coisas hoje em dia, precisa portanto se reinventar. Qual o novo modelo? Eu não sei (dã!). Uma das respostas possíveis é &#8220;deixar de existir&#8221;, já que esses encontros viraram literalmente uma reunião de pessoas nos corredores que ficam trocando idéias, cartões de visita e tapinhas nas costas, atividades importantes mas que não precisam de toda uma parafernália (e custos) para se justificar. Para muita gente ainda é extremamente importante ver o palestrante ali, cara-a-cara, mas quando a geração da minha filha for a bola da vez isso vai ter menos importância ainda.</p>
<p>Em suma, fora microfones e PPTs, fazemos nossas palestras da mesma maneira que Sócrates e Platão. Precisamos perder um tempo pensando num novo modelo.</p>
<p><strong>Sobre os palestrantes</strong></p>
<p>São duas as críticas mais comuns sobre os eventos &#8220;de internet&#8221; no Brasil: que são sempre os mesmos palestrantes e que esses normalmente &#8220;não são importantes, não construíram nada&#8221;. A <a href="http://twitter.com/baunilha/statuses/1290454995">@baunilha</a> mesmo, segundo o Fabio, cobrou nomes mais &#8220;de peso&#8221; no <em>lineup</em> do Epicentro.</p>
<p>Eu concordo com a primeira parte. Em termos. O Fabio mesmo é um cara que aparece no palco de vários eventos. E sabe por quê? 1) Porque as palestras dele são boas e 2) porque você, provavelmente, está indo a eventos demais. Se eu estou organizando um evento e vejo uma palestra do Fabio em um outro vou obviamente pensar &#8220;eu tenho que chamar esse cara&#8221;. Além disso os palestrantes não se repetem tanto quanto você acha mas parece haver um inconsciente coletivo de que são sempre as mesmas pessoas. Já ouvi gente dizendo (incluindo um cara nos comentários do texto do Fabio) que <em>eu</em> estou dou palestra toda hora, sendo que em 2008 só dei três: no Intercon em São Paulo, no Interminas em Belo Horizonte (dividindo o palco do Braincast) e no Muvuca na Cumbuca em Belém.</p>
<p>Também há a questão de que os palestrantes devem ser pessoas que &#8220;já construíram algo&#8221;, meio que dizendo que os palestrantes deveriam ter um extenso currículo de realizações para ter o direito de palestrar para outras pessoas. Esta idéia tem um erro fundamental que pode ser resumida roubando uma frase do Neto em um Braincast de outrora, que falava sobre o critério de avaliação de uma competição publicitária: &#8220;Isso aqui é Clube de Criação e não Clube de Resultados&#8221;.</p>
<p>A Bruna disse que Chico Buarque e Maurício de Souza seriam caras muito mais indicados para palestrar em um imaginado &#8220;TED brasileiro&#8221;. Chico e Maurício (tô íntimo já) são, em bom paulistês, <em>umasputacabeças</em>, caras que revolucionaram seus mercados especificamente e a cultura em geral. Trinta anos atrás. O mesmo poderia ser dito de palestras de donos de agência de publicidade, editores-chefe de jornal, mega-empresários, etc. Nenhum deles chegou onde chegou só na base da sorte, alguns devem dar ótimas palestras e seu trabalho deve ser admirado, mas não devemos nos limitar a isso. Vamos a estes eventos para receber idéias e não currículos. Saber o que está sendo criado e pensado hoje para acontecer amanhã. Não importa muito o resultado que o próprio palestrante deu daquilo que está falando (mas ajuda, claro) e sim o que <em>você</em> vai fazer com aquela informação. São, supostamente, <strong>visionários</strong> e nada mais do que isso.</p>
<p>Além disso, você não é nenhum zumbi de sair ali fazendo tudo que o palestrante falou. É uma palestra, não um curso universitário. É a crista da onda, o território inexplorado. Se aquela idéia já foi provada e comprovada já é tarde demais para você usar, você perdeu seu tempo.</p>
<p><strong>Sobre ser o TED brasileiro</strong></p>
<p>É claro que muita gente já pensou &#8220;bem que podia haver um TED brasileiro&#8221;. Muita gente já pensou &#8220;vou fazer um TED brasileiro&#8221;, incluindo este que vos bloga. A maioria ficou só nisso, no pensamento. O perigo é a abordagem e a bengala. Se eu penso em fazer um campeonato de basquete eu não vou sair por aí dizendo que estou organizando &#8220;a NBA brasileira&#8221;, principalmente porque a NBA tem 60 anos e o TED 25. Facilita muito explicar seu evento como &#8220;uma coisa assim no formato do TED ou do Pecha Kucha&#8221;, com certeza, mas não dá para querer muito mais que isso. </p>
<p>Colocar no seu panfleto &#8220;chegou o TED brasileiro&#8221; causa muito impacto e animação mas é preciso cuidado e humildade para seu Oscar não virar Troféu Imprensa. O título de &#8220;TED brasileiro&#8221; deve ser dado por quem vai ao evento.</p>
<p>Ser chamado de &#8220;o TED brasileiro&#8221; é hoje um dos maiores elogios que se pode dar a um evento &#8220;de idéias&#8221; e se há, sinceramente, algum evento no momento que merece esse elogio esse evento é o <strong>Descolagem</strong>, que em nenhum momento saiu por aí dizendo ser o TED brasileiro. (sou moderador do evento mas não passo de um Paquito-de-palco, todo o crédito do evento é do Beto Largman)</p>
<p>E o que é pior do que um evento mal feito? Nenhum evento. É claro que a galera do contra gosta de dizer que não, que só vale fazer alguma coisa quando ela é super-duper-mega-boga mas eu não sou desse time. O Epicentro, com toda a infra que está preparando, está de parabéns pelo simples fato de colocar a cara a tapa e fazer. <a href="http://www.crisdias.com/2009/01/01/o-primeiro-texto-de-2009-vai-la-e-faz/">Lembra</a>? Quem não arrisca não petisca. <strong>Show and tell</strong>. Vai lá e faz. Não gostou faz melhor. Eu, daqui, prefiro o <em>show</em> primeiro e <em>tell</em> depois.</p>
<p><strong>Sobre o TED</strong></p>
<p>Expectativas são uma droga e eu escuto muito depois dos eventos a frase &#8220;eu esperava mais&#8221;. A realidade costuma ser mais dura do que as expectativas.</p>
<p>Você já parou para ver todas as palestras do TED? Já assinou o feed de vídeo e foi vendo uma por uma? Eu já. Estou longe do final da lista mas vou contar uma coisa: muitas são bem chatas e já dei STOP antes do final em algumas. Só que a visão do TED é filtrada por várias pessoas, normalmente blogueiros apaixonados, que se dão ao trabalho de ver todas e só passam adiante o que presta. Você (se não assina o feed completo) só vê o filé. Isso sem falar das pessoas que nunca viram nada do TED mas sabem que ele é &#8220;aquele evento com um monte de palestra fudida que rola todo ano&#8221;, mas você não é uma dessas pessoas. Olha quanta <a href="http://conferences.ted.com/TED2009/program/speakers.php">gente falou em 2009</a>. Quantos links você recebeu? </p>
<p style="clear: both">Então relaxa porque nem mesmo o TED é &#8220;o TED americano&#8221;.</p>
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Profissão: apaixonado por mídias sociais</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 10:55:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu não quero entregar ninguém, fazer intriga ou apontar dedos&#8230; mas outro dia estava vasculhando a coleção de DiVX de um grande amigo meu que hoje estuda em Londres e encontrei o filme dO Segredo lá no meio de um disco cheio de outras tranqueiras. Como eu adoro sacanear esse livro de pseudo-ciência fui dar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both">Eu não quero entregar ninguém, fazer intriga ou apontar dedos&#8230; mas outro dia estava vasculhando a coleção de DiVX de um grande amigo meu que hoje estuda em Londres e encontrei o filme dO Segredo lá no meio de um disco cheio de outras tranqueiras. Como eu adoro sacanear esse livro de pseudo-ciência fui dar uma conferida. Não vi lá muita coisa (por conta da minha <em>atenção parcial constante</em>, como diria o <a href="http://www.luli.com.br/">Luli</a>) mas já posso dizer que o filme marcou a minha vida, mas não dessa maneira que você deve estar pensando.</p>
<p>Já falei <a href="http://www.crisdias.com/2008/08/27/o-que-voce-faz-mesmo-hein-meu-filho/">outra vez aqui</a> que o mundo mudou e nossa &#8220;profissão&#8221;, nosso rótulo, não é mais aquilo que está escrito no diploma mas sim o que sabemos e fazemos, que é uma grande mistura do aprendido na escola e o aprendido na vida. E lá estava, naquele filme-de-auto-ajuda a minha profissão dos sonhos. Meu ideal. Meu modelo.</p>
<p style="clear: both"><a href="http://www.crisdias.com/wp-content/images/2009/01/rev-michael-beckwith2.jpg" class="image-link"><img class="linked-to-original" src="http://www.crisdias.com/wp-content/images/2009/01/rev-michael-beckwith1.jpg" height="218" width="380" style=" text-align: center; display: block; margin: 0 auto 10px;" /></a><strong>Visionário</strong>. Rev. Dr. Michael Beckwith D.D. (quanto prefixo e sufixo, uau!). <strong>Profissão: visionário</strong>. Porque nada define mais uma pessoa do que a linha que colocam abaixo do nosso nome nos geradores de caractere. Eu não sei quanto a você, mas quando eu canso de ensaiar meu discurso imaginário da entrega do Oscar eu penso em miudezas como essas, o que colocar abaixo do meu nome na minha imaginária entrevista no Jornal Nacional.</p>
<p>Como o cargo de visionário já foi usado pelo reverendo vou, para não saturar o mercado de visionários, escolher outra: <strong>Apaixonado por Mídias Sociais</strong>. Não dá para, sinceramente, ninguém se considerar <em>especialista</em> em mídias sociais, já que &#8220;mídia social&#8221; é uma coisa que existe não tem nem 5 anos. Afinal de contas <a href="http://www.gapingvoid.com/Moveable_Type/archives/004719.html">todo mundo hoje em dia é Especialista em Mídias Sociais</a>.</p>
<p style="clear: both">Eu amo o novo mundo das mídias sociais, seja lá o que isso for. E é por isso mesmo que me apaixonei, porque ninguém sabe o que <em>é </em>mídia social. Primeiro as coisas acontecem e depois a gente tenta dar rótulos como <strong>web 2.0</strong> ou <strong>mídia social</strong> e não o inverso.</p>
<p>Essa história de mídia social é uma revolução. Não é a primeira, não é a última, não é a maior, não é a mais importante, nem a menos&#8230; Mas aqui estou no meio do campo de batalha adorando ver como as coisas evoluem e, quando me dão a chance, dando lá meus palpites e ajudando a apontar a direção pra onde a coisa caminha.</p>
<p>Então se tiver alguém do Jornal Nacional por aí lendo este blog já sabe o que colocar na legenda:</p>
<p><strong>Cristiano Dias<br />Apaixonado por Mídias Sociais</strong></p>
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
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		<title>Malvados, sempre eles</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 11:55:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>
		<category><![CDATA[Gibi]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="clear: both"><a href="http://www.malvados.com.br/index1239.html" class="image-link"><img src="http://www.crisdias.com/wp-content/images/2009/01/tirinha1239.gif" style=" display: inline; float: left; margin: 0 10px 10px 0;" /></a></p>
<p><br class="final-break" style="clear: both" /></p>
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		<title>Comédias românticas podem atrapalhar relacionamento</title>
		<link>http://www.crisdias.com/2008/12/17/comedias-romanticas/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 12:52:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>
		<category><![CDATA[Vida de gado]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo os psicólogos, esse tipo de filme, com argumentos muito pouco plausíveis e finais felizes altamente improváveis, transmite uma falsa sensação de &#8220;relações perfeitas&#8221; e expectativas nada realistas. Ou como disse o Inagaki, que mandou o link&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u479907.shtml">Segundo os psicólogos,</a> esse tipo de filme, com argumentos muito pouco plausíveis e finais felizes altamente improváveis, transmite uma falsa sensação de &#8220;relações perfeitas&#8221; e expectativas nada realistas.</p></blockquote>
<p>Ou como disse o <a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki/">Inagaki</a>, que mandou o link&#8230;</p>
<p><img src="/img/orly.jpeg" alt="O RLY?" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Refletir antes de agir</title>
		<link>http://www.crisdias.com/2008/10/20/refletir-antes-de-agir/</link>
		<comments>http://www.crisdias.com/2008/10/20/refletir-antes-de-agir/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 13:36:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[No mundo online poucas coisas são mais acaloradas do que uma discussão via e-mail, principalmente quando ela não faz parte de uma lista de discussão e o papo acaba se dividindo em vários ramos diferentes com só parte da lista oficial sendo copiada. No sábado mandei um e-mail meio filosófico sobre o B#9tv para algumas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No mundo online poucas coisas são mais acaloradas do que uma discussão via e-mail, principalmente quando ela não faz parte de uma lista de discussão e o papo acaba se dividindo em vários ramos diferentes com só parte da lista oficial sendo <em>copiada</em>.</p>
<p>No sábado mandei um e-mail meio filosófico sobre o <a href="http://brainstorm9.com.br/tv/">B#9tv</a> para algumas pessoas que eu chamei de Amigos Sinceros (os que consegui lembrar na hora) que seriam capaz de dar uma resposta sem papas na língua. Depois de mandar lembrei de uma história que o <a href="http://twitter.com/wolf_menke">Wolf</a> me contou na volta de um almoço, que teria sido contada por um daqueles empresários-aposentados-que-viram-palestrantes-de-auto-ajuda-profissionais. (o que faz deste texto, provavelmente, o mais auto-ajuda dos oito anos de história deste blog)</p>
<p>Diz o cara (e a lenda) que uma vez ele foi a uma reunião na oca de uma tribo qualquer no interiorzão desse país grande sem porteira. Lá viu que um membro da tribo falava, falava e falava acaloradamente. Os outros, então, olhavam e ficavam calados por uns 15 minutos, quando outro levantava e começava a falar com a mesma animação do anterior.</p>
<p>Terminada a &#8220;reunião&#8221; nosso herói pergunta ao intérprete que diabos era aquela coisa estranha que tinha acontecido.</p>
<p>&#8211; Não entendi&#8230; Por que todo mundo fica calado um tempão?</p>
<p>&#8211; É para refletir bem antes de falar. Para que a reunião chegue à melhor conclusão, a mais sábia, e não a do ponto de vista daquele com melhor oratória e raciocínio mais rápido.</p>
<p>Eu, que não sou lá muito famoso pela rapidez do meu raciocínio, resolvi usar esta historinha no fim-de-semana. Não responderia a nenhum e-mail sobre o assunto além de coisas como &#8220;obrigado&#8221; e &#8220;é por isso que eu te coloquei nesse papo&#8221;. O pau comeu e eu fiquei refletindo sobre tudo aquilo. Agora, manhã de segunda-feira, tenho uma visão bem completa do problema e uma solução que, creio eu, vai ser bem legal justamente por não ser radical, por ser uma revisão no alinhamento do programa, aquele tipo de coisa que só se enxerga quando você para, respira e olha em volta. Porque a pior maneira de abordar qualquer problema é reagindo, qualquer livrinho de gerência vai dizer ainda no prefácio.</p>
<p>E só agora vou começar a responder a torrente de e-mails sobre o assunto. E parte do assunto vou debater pessoalmente mesmo, que ainda é a melhor maneira. Será que dá pra ter intervalo de 15 minutos entre cada orador?</p>
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		<title>Feliz ano novo</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Feb 2008 11:47:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil-sil-sil]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns povos antigos dividiam o ano em 12 meses de 30 dias cada. Como ficavam sobrando 5 dias para fechar as contas estes dias eram &#8220;de mês nenhum&#8221;, numa festa de fim de ano que acontecia em épocas diferentes de acordo com a cultura. Em muitos lugares do hemisfério norte a data era próxima da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns povos antigos dividiam o ano em 12 meses de 30 dias cada. Como ficavam sobrando 5 dias para fechar as contas estes dias eram &#8220;de mês nenhum&#8221;, numa festa de fim de ano que acontecia em épocas diferentes de acordo com a cultura. Em muitos lugares do hemisfério norte a data era próxima da noite mais longa do ano, o solstício de inverno, que por lá cai dia 21 de dezembro. Era um sinal de renovação e recomeço. &#8220;Daqui para frente tudo melhora&#8221;. Aí vieram os romanos, os papas e o calendário começou a tomar essa forma que conhecemos hoje. O ano novo é dia primeiro de janeiro porque ele tem que ser em algum dia, ora bolas. Alguém baixou um decreto dizendo que assim deve ser.</p>
<p>A relação com o carnaval brasileiro é óbvia. Aqui o carnaval, data móvel, acaba informalmente marcando o fim do verão, a volta às aulas e, portanto, a volta das férias. Eu já falei aqui no blog <a href="http://www.crisdias.com/2003/03/06/o-ano-comecou/">em 2003</a> sobre esse papo de falar mal dessa característica do calendário brasileiro. Americanos (que normalmente só têm 2 semanas de férias e muitas vezes espalham os dias pelo ano todo) também adoram tirar férias no verão.</p>
<p>Nosso calendário é ótimo, concentra a maioria das férias em 2 meses do calendário permitindo uma organização maior dos trabalhos nos outros 10 e permitindo um período de arrumação e reorganização (nem que seja mental) de quem trabalha. Foi o que eu fiz aqui.</p>
<p>Hoje, então, é o último dia do festival de ano novo, o dia da ressaca. Um feliz e próspero 2008 para todos nós.</p>
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		<title>O Efeito Sabichão</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jul 2007 01:30:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estes cientistas e suas maluquices]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia desses esbarrei com esse artigo legal da Wikipédia: estudos que mostrariam a tendência das pessoas em se acharem mais espertas do que a maioria dos ursos, incluindo aqueles que passaram anos especializando-se no assunto em questão. O Efeito Dunning-Kruger. &#8220;Na hora eu me viro bem, pode deixar&#8221;. Os pesquisadores Justin Kruger e David Dunning [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses esbarrei com esse artigo legal da Wikipédia: estudos que mostrariam a tendência das pessoas em se acharem mais espertas do que a maioria dos ursos, incluindo aqueles que passaram anos especializando-se no assunto em questão. O <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dunning-Kruger_effect">Efeito Dunning-Kruger</a>. &#8220;Na hora eu me viro bem, pode deixar&#8221;.</p>
<p>Os pesquisadores Justin Kruger e David Dunning propõe que dada uma habilidade que qualquer pessoa possa dominar mais ou menos:</p>
<p>1. Pessoas incompetentes tendem a superestimar suas habilidades;<br />
2. Pessoas incompetentes não conseguem identificar habilidade de verdade em outras pessoas;<br />
3. Pessoas incompetentes não conseguem reconhecer o quanto são inaptos; e<br />
4. Se forem treinadas para melhorar suas habilidades elas conseguem se tocar da sua falta de habilidade anterior.</p>
<p>No outro extremo, pessoas devidamente qualificadas tendem a subestimar seus próprios poderes.</p>
<p>O trabalho de Kruger e Dunning no tema ganhou o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%AAmio_IgNobel">IgNobel</a> de 2000.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Politicamente incorreto</title>
		<link>http://www.crisdias.com/2007/07/02/sirley-politicamente-incorreto/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 13:13:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa minha]]></category>

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		<description><![CDATA[Er&#8230; tipo assim&#8230; Levar porrada dos delinqüentes imbecis filhinhos-de-papai vai acabar virando a melhor coisa que aconteceu na vida da Sirley? E outra: se algum deles fosse menor de idade estaríamos ouvindo todos os papos sobre diminuição da maioridade legal de novo? Este momento &#8220;general de pijama&#8221; é um oferecimento&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Er&#8230; tipo assim&#8230; Levar porrada dos delinqüentes imbecis filhinhos-de-papai vai acabar virando <a href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/0,,AA1577183-4005-695887-0-01072007,00.html">a melhor coisa que aconteceu na vida da Sirley</a>?</p>
<p>E outra: se algum deles fosse menor de idade estaríamos ouvindo todos os papos sobre diminuição da maioridade legal de novo?</p>
<p>Este momento &#8220;general de pijama&#8221; é um oferecimento&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quadrinhos de auto-ajuda?</title>
		<link>http://www.crisdias.com/2007/05/24/quadrinhos-de-auto-ajuda/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 May 2007 12:55:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>
		<category><![CDATA[Gibi]]></category>
		<category><![CDATA[Nêeerd!]]></category>

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		<description><![CDATA[xkcd é uma tira de quadrinhos conhecida por suas piadas com altos graus de nerdosidade e seus desenhos toscos. Mas essa semana a história deu uma guinada existencial, com uma mensagem daquelas que parece que foi escrita para mim. Foi? Comece a série por aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://xkcd.com/">xkcd</a> é uma tira de quadrinhos conhecida por suas piadas com altos graus de nerdosidade e seus desenhos toscos. Mas essa semana a história deu uma guinada existencial, com uma mensagem daquelas que parece que foi escrita para mim. Foi?</p>
<p><img src='http://www.crisdias.com/wp-content/images/2007/05/xkcd_choices_part_4.jpg' alt='Trecho da tirinha de quadrinhos xkcd' /></p>
<p>Comece a série <a href="http://xkcd.com/c264.html">por aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tudo que eu sei na vida aprendi vendo séries de TV</title>
		<link>http://www.crisdias.com/2007/03/29/tudo-que-eu-sei-na-vida-aprendi-vendo-series-de-tv/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Mar 2007 15:16:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>
		<category><![CDATA[Nêeerd!]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8211; Você é feliz Nathan? &#8211; Não exatamente. Acho que tenho alguns assuntos me atormentando. &#8211; Oh não! Sinto muito por ouvir isso &#8211; Eu acho que chega a hora em que o homem precisa se perguntar se ele quer uma vida de felicidade ou uma vida com significado. &#8211; Eu quero ter os dois. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Você é feliz Nathan?</p>
<p>&#8211; Não exatamente. Acho que tenho alguns assuntos me atormentando.</p>
<p>&#8211; Oh não! Sinto muito por ouvir isso</p>
<p>&#8211; Eu acho que chega a hora em que o homem precisa se perguntar se ele quer uma vida de felicidade ou uma vida com significado.</p>
<p>&#8211; Eu quero ter os dois.</p>
<p>&#8211; Impossível. São caminhos muito distintos. Para ser feliz, o homem precisa viver completamente no presente. Nenhum pensamento no que aconteceu e nem no que vai acontecer. Mas, para ter uma vida com significado o homem precisa apodrecer no passado e ser obcecado pelo futuro.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em><a href="http://heroeswiki.com/Episode:Parasite">Mr. Linderman e Nathan Petrelli</a>, tradução <a href="http://www.9thwonders.net/">9th Wonders</a></em></p>
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		<title>Barbárie e indignação no RJ</title>
		<link>http://www.crisdias.com/2007/02/13/barbarie-e-indignacao-no-rj/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Feb 2007 17:26:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil-sil-sil]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu meio que decidi que não falar nada sobre o crime do menino arrastado por 7km por bandidos no Rio, principalmente em nome da minha nova fase zen. Acho graça quando esses crimes trazem de volta o papo de acabar ou reduzir a maioridade legal. É como se todos os pivetes, ao completar 18 anos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu meio que decidi que não falar nada sobre o crime do menino arrastado por 7km por bandidos no Rio, principalmente em nome da minha nova fase <a href="http://www.crisdias.com/2007/02/13/namaste/">zen</a>. Acho graça quando esses crimes trazem de volta o papo de acabar ou reduzir a maioridade legal. É como se todos os pivetes, ao completar 18 anos, fossem procurar um emprego. &#8220;Droga&#8230; acabou a moleza.&#8221; Ou como se todos os envolvidos no caso fosse <em>di menor</em>! (só um acusado é)</p>
<p>Mas aí sou chamado de &#8220;papo de sociólogo que acha que pobre é lindo&#8221;. Aparentemente esse é o tipo de assunto onde as pessoas já têm opinião formada, cristalizada e pronto. Qualquer papo vira bate-boca sem fim.</p>
<p>Então achei <a href="http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/2007/02/contra-o-capitalismo-mudanas-ideolgicas.html">essa série de textos do Alex Castro que encaixa certinho no que eu acredito ser exatamente o problema</a>. Lê lá e vai encher o saco dele e não o meu se discordar.</p>
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		<title>Você é sua rua</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Feb 2007 11:49:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>
		<category><![CDATA[Olha isso!]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das minhas máximas profundas que adoro dizer por aí é que o trânsito é um micro-cosmo capaz de dar uma boa idéia de como um lugar funciona. Em países mais educados as pessoas respeitam faixa de pedestre e sinal vermelho mesmo que não haja ninguém por perto, entre outros motivos porque elas podem parar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das minhas máximas profundas que adoro dizer por aí é que o trânsito é um micro-cosmo capaz de dar uma boa idéia de como um lugar funciona. Em países mais educados as pessoas respeitam faixa de pedestre e sinal vermelho mesmo que não haja ninguém por perto, entre outros motivos porque elas podem parar num sinal vermelho de madrugada em segurança. Já aqui perto de casa os carrões decidem quando parar no sinal vermelho. <em>A lei é para os outros</em>. Kombis (peruas, em paulistês) nunca respeitam nada. Mas o micro-cosmo também vale para como os pedestres e oficiais do trânsito se comportam.</p>
<p>Ontem <a href="http://www.helenice.com/">minha mãe</a> mandou <a href="http://www.youtube.com/watch?v=oRE2eIdYRtY">este vídeo</a> com 1 minuto num cruzamento movimentado no Iraque, que ajuda bem a reforçar essa minha teoria.</p>
<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oRE2eIdYRtY"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/oRE2eIdYRtY" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
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		<title>Referências virtuais</title>
		<link>http://www.crisdias.com/2006/12/01/referencias-virtuais/</link>
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		<pubDate>Fri, 01 Dec 2006 09:53:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8211; Já notou quantas conversas giram em torno de programas de TV e filmes? Nossas referências em comum são eventos que nunca aconteceram e pessoas que nunca vamos conhecer! Nós sabemos mais sobre celebridades e personagens fictícios do que sobre nossos próprios vizinhos! Essa tirinha de &#8220;hoje&#8221; do Calvin é exatamente uma das minhas piadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="image10307252" src="http://www.crisdias.com/wp-content/images/2006/12/ch951201.gif" alt="Calvin e Haroldo" /></p>
<p>&#8211; Já notou quantas conversas giram em torno de programas de TV e filmes? Nossas referências em comum são eventos que nunca aconteceram e pessoas que nunca vamos conhecer! Nós sabemos mais sobre celebridades e personagens fictícios do que sobre nossos próprios vizinhos!</p>
<p>Essa tirinha de &#8220;hoje&#8221; do Calvin é exatamente uma das minhas piadas favoritas hoje em dia. Cada vez mais baseamos nossas vidas e valores em cima de coisas que não só não existem, mas foram cuidadosamente escritas e calculadas por escritores tarimbados. Passamos a esperar que a vida comporte-se como nossa série ou novela favorita.</p>
<p>&#8211; Caramba, eu não sei como esse cara conseguiu ficar casado com essa mulher tantos anos.</p>
<p>&#8211; Oh, eu sei&#8230;</p>
<p>&#8211; Como?</p>
<p>&#8211; Eles não são de verdade! São personagens de uma série!!!</p>
<p>Ou a minha favorita do ano:</p>
<p>&#8211; Ah é, tem gente que gosta mais do bicho do que de gente. Não vê aquela mulher da novela?</p>
<p><img id="image10307254" src="http://www.crisdias.com/wp-content/images/2006/12/bo061201.gif" alt="The Boondocks" /></p>
<p>E como a cada seis meses trocam-se as novelas mas os arquétipos continuam os mesmos as pessoas começam a acreditar que a vida deve ser daquele jeito. Que se um cara é rico e bem-sucedido ele deve ser, lá no fundo, infeliz e corno. Que uma menina rica e bonita só pode ser uma megera. Que todo pobre é feliz na sua pobreza-com-originalidade. E que toda Helena é uma lutadora.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Qual seu signo?</title>
		<link>http://www.crisdias.com/2006/02/02/qual-seu-signo/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2006 11:25:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[Qual seu signo? Aposto que qualquer pessoa hoje no Brasil (e na maioria do mundo ocidental) &#233; capaz de responder essa pergunta instantaneamente. Eu sou Peixes. N&#227;o fa&#231;o muita id&#233;ia do que isso signifique, mas sei que sou. &#8212; Aaaah, voc&#234; &#233; Peixes. Mas &#233; claro! N&#227;o podia ser outra coisa! N&#227;o sei meu ascendente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Qual seu <a href="http://boo-box.com/link/aff:submarinoid/uid:123747/tags:astrologia" class="bbli">signo<img src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" class="bbic" /></a><script src="http://stable.boo-box.com/"></script>? Aposto que qualquer pessoa hoje no Brasil (e na maioria do mundo ocidental) &eacute; capaz de responder essa pergunta instantaneamente. Eu sou Peixes. N&atilde;o fa&ccedil;o muita id&eacute;ia do que isso signifique, mas sei que <em>sou</em>.</p>
<p>&#8212; Aaaah, voc&ecirc; &eacute; Peixes. Mas &eacute; claro! N&atilde;o podia ser outra coisa!</p>
<p>N&atilde;o sei meu <a href="http://boo-box.com/link/aff:submarinoid/uid:123747/tags:ascendente" class="bbli">ascendente<img src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" class="bbic" /></a><script src="http://stable.boo-box.com/"></script>, mas uma parcela razo&aacute;vel das pessoas sabe at&eacute; isso. Mas agora&#8230;</p>
<p><strong>Qual seu <a href="http://boo-box.com/link/aff:submarinoid/uid:123747/tags:tipo+sanguíneo" class="bbli">tipo sanguíneo<img src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" class="bbic" /></a><script src="http://stable.boo-box.com/"></script>?</strong></p>
<p>Terceira e &uacute;ltima pergunta do question&aacute;rio:</p>
<p><strong>Qual</strong> destas duas informa&ccedil;&otilde;es voc&ecirc; realmente acha <strong>mais importante</strong> para a sua vida?</p>
<p>&#8212; Socorro, fui atropelado por um carro! Doutor, eu sou Peixes, r&aacute;pido!</p>
<p>Pergunte por a&iacute; qual o signo e <a href="http://boo-box.com/link/aff:submarinoid/uid:123747/tags:saúde" class="bbli">tipo sanguíneo<img src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" class="bbic" /></a><script src="http://stable.boo-box.com/"></script> das pessoas e veja n&atilde;o s&oacute; que a maioria n&atilde;o sabe seu sangue como ainda vai fazer uma cara de &#8220;por que voc&ecirc; acha que eu saberia meu tipo sangu&iacute;neo?&#8221;. Tamb&eacute;m conhecida como <em>mas hein?</em>.</p>
<p>E, a prop&oacute;sito, eu sou O+.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Eu também sei fazer chavão</title>
		<link>http://www.crisdias.com/2005/05/01/eu-tambem-sei-fazer-chavao/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 May 2005 01:41:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[S&#243; existem dois tipos de pessoa no mundo: as que falam o que pensam e as que s&#243; pensam. Ou seja&#8230; no fundo, no fundo s&#243; existe um tipo de pessoa no mundo. N&#243;s &#233; que achamos que s&#227;o dois.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>S&oacute; existem dois tipos de pessoa no mundo: as que falam o que pensam e as que s&oacute; pensam.</p>
<p>Ou seja&#8230; no fundo, no fundo s&oacute; existe um tipo de pessoa no mundo. N&oacute;s &eacute; que achamos que s&atilde;o dois.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>OM</title>
		<link>http://www.crisdias.com/2004/12/22/om/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Dec 2004 18:57:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[Blessings of the state, blessings of the masses. Let us be thankful we have commerce. Buy more. Buy more now. Buy. And be happy. Am&#233;m.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><i>Blessings of the state, blessings of the masses. Let us be thankful we have commerce. Buy more. Buy more now. Buy. And be happy.</i></p>
<p>Am&eacute;m.</p>
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		<title>Rinha no galo dos outros é refresco</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Oct 2004 10:03:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[Era para esse texto ser mais elaborado. Como n&#227;o foi vou acabar sendo mal-interpretado. Mas tudo bem, l&#225; vai&#8230; Existe uma diferen&#231;a de crueldade assim t&#227;o grande entre participar de rinhas de galo e comer um frango de padaria? Nos dois casos uma criatura galin&#225;cia foi gerada e preparada para o seu ef&#234;mero prazer que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era para esse texto ser mais elaborado. Como n&atilde;o foi vou acabar sendo mal-interpretado. Mas tudo bem, l&aacute; vai&#8230;</p>
<p>Existe uma diferen&ccedil;a de crueldade assim t&atilde;o grande entre participar de rinhas de galo e comer um frango de padaria? Nos dois casos uma criatura galin&aacute;cia foi gerada e preparada para o <i>seu</i> ef&ecirc;mero prazer que culmina com a morte da mesma. E se voc&ecirc; acha que o frango que voc&ecirc; come, que morreu para <i>voc&ecirc;</i> comer leva uma vida legal, na fazendinha verdejante ou no S&iacute;tio do Pica-Pau Amarelo voc&ecirc; vive num mundinho muito mais cor-de-rosa do que o real.</p>
<p>Ent&atilde;o vamos ficar um pouquinho menos chocados, OK?</p>
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		<title>rand()</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Sep 2004 09:30:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[Segunda-feira j&#225; &#233; um dia tradicionalmente agitado, especialmente quando voc&#234; passou a semana na estrada e, sob risco de repetir a dose nessa semana, tenta resolver o maior n&#250;mero de pend&#234;ncias por minuto. Uma coisa meio D&#8217;Artagnan que marca duelo para as 10:00, 11:00 e meio-dia na confian&#231;a de que vai sobreviver a cada um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segunda-feira j&aacute; &eacute; um dia tradicionalmente agitado, especialmente quando voc&ecirc; passou a semana <i>na estrada</i> e, sob risco de repetir a dose nessa semana, tenta resolver o maior n&uacute;mero de pend&ecirc;ncias por minuto. Uma coisa meio D&#8217;Artagnan que marca duelo para as 10:00, 11:00 e meio-dia na confian&ccedil;a de que vai sobreviver a cada um &#8212; e no meu caso, sobreviver dentro do prazo.</p>
<p>Mas o pensamento-rand&ocirc;mico que passou pela minha cabe&ccedil;a hoje foi &#8220;as coisas v&atilde;o realmente mal quando voc&ecirc; se pega v&aacute;rias vezes pensando em escrever um livro de auto-ajuda&#8221;. Algu&eacute;m me salva&#8230;</p>
<p>E para fechar: como bem disse o <a href="http://www.caiocesar.cc/">[cc]</a> o novo disco do R.E.M. &eacute; coisa da melhor qualidade.</p>
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		<title>Brasil o país da vela? (ou: momento Lya Luft)</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2004 23:03:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou aqui o dia todo tentando rabiscar alguma coisa sobre a vit&#243;ria do Robert Scheidt. Dizer que a &#250;nica coisa que eu consigo pensar quando vejo que o cara j&#225; ganhou tr&#234;s medalhas ol&#237;mpicas, todos os campeonatos mundiais desse ano e tem a minha idade &#233; &#8220;E eu aqui descascando batata no por&#227;o.&#8221; A&#237; vem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou aqui o dia todo tentando rabiscar alguma coisa sobre a vit&oacute;ria do Robert Scheidt. Dizer que a &uacute;nica coisa que eu consigo pensar quando vejo que o cara j&aacute; ganhou tr&ecirc;s medalhas ol&iacute;mpicas, todos os campeonatos mundiais desse ano e tem a minha idade &eacute;</p>
<p>&#8220;E eu aqui descascando batata no por&atilde;o.&#8221;</p>
<p>A&iacute; vem a hist&oacute;ria da Daiane e seu quinto lugar com um monte de gente caindo de pau (resistindo &agrave; tenta&ccedil;&atilde;o de dizer &#8220;<i>todo mundo</i> caindo de pau&#8221;).</p>
<p>Colega&#8230; ela errou feio e &eacute; a quinta melhor ginasta do mundo. E voc&ecirc;? N&atilde;o&#8230; na boa, o que voc&ecirc; &eacute;? N&atilde;o vale dizer que n&atilde;o teve chance, que n&atilde;o nasceu Scheidt, que est&aacute; mais para Dos Santos. Voc&ecirc; tem a vida que tem por livre escolha <b>sua</b>. Dizer que fulano n&atilde;o ajudou, que n&atilde;o teve ber&ccedil;o, que n&atilde;o teve escola, que ganhou a Barbie Malibu quando queria era a Barbie Bailarina &eacute; tirar o seu da reta e continuar na reta de deixar tudo como est&aacute;. Voc&ecirc; est&aacute; aqui porque, de uma maneira ou de outra, escolheu estar aqui. Isso, claro, tamb&eacute;m vale para mim, da&iacute; a &#8220;revolta&#8221; original do texto.</p>
<p>Uns escolhem ser medalhista. Outros escolhem meter o malho no <i>Brasileirinho</i> dos outros.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Símbolo != todo</title>
		<link>http://www.crisdias.com/2004/08/16/simbolo-todo/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Aug 2004 22:40:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[Pensando sobre toda essa hist&#243;ria do governo Lula &#8212; da &#8220;tenta&#231;&#227;o autorit&#225;ria&#8221; de que fala a capa da Veja &#8212; encontro um texto que vem ao encontro de v&#225;rias coisas que venho formulando quietinho na cachola. Desde que me entendo por gente o conceito de governo &#8212; n&#227;o s&#243; no Brasil, mas &#233; aqui que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pensando sobre toda essa hist&oacute;ria do governo Lula &#8212;  da &#8220;tenta&ccedil;&atilde;o autorit&aacute;ria&#8221; de que fala a capa da Veja &#8212; encontro <a href="http://www.arachnoid.com/lutusp/symbols.html">um texto</a> que vem ao encontro de v&aacute;rias coisas que venho formulando quietinho na cachola.</p>
<p>Desde que me entendo por gente o conceito de governo &#8212; n&atilde;o s&oacute; no Brasil, mas &eacute; aqui que eu vivo e conhe&ccedil;o &#8212; anda meio diferente do meu. (da&iacute; voc&ecirc; come&ccedil;a a entender que eu s&oacute; comecei a me <i>entender por gente</i> assim dizendo de uns poucos tempos para c&aacute;)</p>
<p>O <a href="http://www.arachnoid.com/lutusp/symbols.html">ensaio</a> fala sobre como vivemos em um mundo onde as pessoas confundem o s&iacute;mbolo com a coisa que ele representa. Sobre como de repente um carro deixa de ser aquele objeto que nos leva do <i>ponto A</i> ao <i>ponto B</i> e passa a ser um estilo de vida, uma for&ccedil;a de auto-afirma&ccedil;&atilde;o. Como compramos <a href="http://www.hummer.com/">jipes que consomem 100 litros por quil&ocirc;metro</a> n&atilde;o por precisarmos atravessar lama e rios para chegar ao trabalho todo dia. Mas <i>porque eu posso</i>. O consumismo &eacute; s&oacute; isso, &eacute; comprar uma coisa n&atilde;o pelo &#8220;valor agregado&#8221;, ou seja, n&atilde;o pelo que aquilo vai me trazer objetivamente mas pelo efeito causado.</p>
<p>L&aacute; pelo natal de 1998 (chute) pedi de presente a caixa com os tr&ecirc;s VHSs da trilogia Star Wars. Em outubro sai a mesma trilogia em DVD e provavelmente vou compr&aacute;-la na semana do lan&ccedil;amento. Nestes 6 anos que tive os VHS em meu poder devo ter visto os filmes <b>uma</b> vez cada. Eu n&atilde;o comprei quatro horas e meia de filme: eu comprei uma caixa que simboliza um filme do qual me considero f&atilde;. Eu comprei o direito de dizer &#8220;eu tenho, voc&ecirc; n&atilde;o te-em&#8221;.</p>
<p>E o que o governo tem com isso?</p>
<p>&Eacute; outro item mencionado pelo texto. Como aquilo que surgiu como uma maneira de pessoas diferentes atingirem um objetivo em comum (ordem, com&eacute;rcio organizado, ruas limpas) se tornou uma entidade aut&ocirc;noma e normalmente contr&aacute;ria &agrave;quilo que a originou. Governo.</p>
<p>Hoje o que mais ouvimos falar &eacute; que &#8220;o povo tem que entender que o governo isso e aquilo&#8221;, que o governo deve preservado, que o governo n&atilde;o pode abrir m&atilde;o&#8230;</p>
<p>Caso cl&aacute;ssico sempre citado aqui &eacute; a CPMF. O imposto era provis&oacute;rio mas depois de uns anos o governo avisa que, afinal de contas, j&aacute; conta com esse dinheiro no seu or&ccedil;amento e n&atilde;o pode abrir m&atilde;o da receita. A gente que se vire para pagar a conta.</p>
<p>At&eacute; ent&atilde;o esse governo-coisa ficava a maior parte do tempo na esfera econ&ocirc;mica. Agora, com o governo Lula e seus amigos ex-comunas-mas-n&atilde;o-t&atilde;o-ex-assim o governo-criatura vai ganhando tronco e membros. Esse &eacute; o tal sinal da tenta&ccedil;&atilde;o autorit&aacute;ria. O governo aparece como uma entidade superior (em v&aacute;rios sentidos) que deve ser <i>preservado</i>. Falar mal do governo &eacute; sinal de que estamos tomando a&ccedil;&otilde;es para derrub&aacute;-lo, praticamente um mau-agouro. Da&iacute; surgem medidas (ou, esperamos todos, apenas <i>id&eacute;ias</i> de medidas) com o objetivo de que ningu&eacute;m fique sabendo dos problemas do governo. &#8220;Confiem em n&oacute;s&#8230; aqui s&oacute; tem gente bem-intencionada que quer o melhor para o pa&iacute;s.&#8221; Parece que n&atilde;o &eacute; s&oacute; o c&eacute;u que anda cheio de gente bem-intencionada, Bras&iacute;lia tamb&eacute;m vai bem.</p>
<p>Senhores governantes (de qualquer mandato e em qualquer n&iacute;vel da federa&ccedil;&atilde;o): quem deve ser preservado sou eu e os outros cidad&atilde;os, n&atilde;o o &#8220;governo&#8221;. O Governo (vamos usar mai&uacute;sculas?) n&atilde;o &eacute; uma pessoa, um rei, um deus, uma intelig&ecirc;ncia superior. O governo &eacute; a forma que escolhemos de manter as coisas em ordem. Uma outra op&ccedil;&atilde;o seria &#8220;no tapa&#8221;.</p>
<p>Com essa hist&oacute;ria toda de criar um &oacute;rg&atilde;o para regulamentar e &#8220;ficar de olho&#8221; na impresa &#8212; que surge na semana onde mais um esc&acirc;ndalo &eacute; revelado pela malvada imprensa &#8212; o governo mexeu com quem n&atilde;o devia. Eu j&aacute; vi presidente ser derrubado na TV por muito menos. Infelizmente vivemos em um pa&iacute;s onde esse papo de separa&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s poderes &eacute; meio lenda&#8230; mas espero que o Congresso n&atilde;o deixe isso ir muito longe.</p>
<p>Na reportagem-descendo-o-cacete da Veja e suas declara&ccedil;&otilde;es do rodap&eacute; a que eu achei mais importante foi, quem diria, a do Faust&atilde;o.<br />
<blockquote>O risco, a meu ver, &eacute; essa esquerda acabar fortalecendo a direita radical.</p></blockquote>
<p>J&aacute; andei falando disso aqui em algum lugar&#8230; A democracia no Brasil &eacute; forte o suficiente para impedir que cambemos para uma ditadura de esquerda (EUA &agrave; parte). S&oacute; que se o governo Lula n&atilde;o convencer (e anda fazendo justamente o contr&aacute;rio) vamos passar umas boas d&eacute;cadas sem um outro governo de esquerda no Planalto. E <i>essa</i> hist&oacute;ria a gente j&aacute; conhece.</p>
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		<title>Edificantes lições sobre a vida</title>
		<link>http://www.crisdias.com/2004/08/16/edificantes-licoes-sobre-a-vida/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Aug 2004 18:58:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[Coisas que eu aprendi por a&#237;&#8230; Em uma mesa de negocia&#231;&#227;o h&#225; sempre um man&#233;. Se voc&#234; n&#227;o &#233; capaz de identificar quem &#233; o man&#233; h&#225; grandes chances de que ele seja voc&#234;. &#8212; Mark Cuban Esse papo de &#8220;copo meio-cheio&#8221; e &#8220;copo meio-vazio&#8221; &#233; besteira. O que importa mesmo &#233; quem est&#225; com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Coisas que eu aprendi por a&iacute;&#8230;<br />
<blockquote>Em uma mesa de negocia&ccedil;&atilde;o h&aacute; sempre um <i>man&eacute;</i>. Se voc&ecirc; n&atilde;o &eacute; capaz de identificar quem &eacute; o man&eacute; h&aacute; grandes chances de que ele seja voc&ecirc;.</p>
<p>&#8212; <a href="http://www.blogmaverick.com/">Mark Cuban</a></p></blockquote>
<blockquote><p>Esse papo de &#8220;copo meio-cheio&#8221; e &#8220;copo meio-vazio&#8221; &eacute; besteira. O que importa mesmo &eacute; quem est&aacute; com a garrafa na m&atilde;o.</p>
<p>&#8212; <a href="http://www.blogmaverick.com/">Mark Cuban</a></p></blockquote>
<blockquote><p>Real &eacute; tudo aquilo que continua existindo mesmo que voc&ecirc; deixe de acreditar.</p>
<p>&#8212; <a href="http://www.wired.com/wired/archive/11.12/philip.html">Philip K. Dick</a></p></blockquote>
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		<title>Como nascem as crenças</title>
		<link>http://www.crisdias.com/2004/08/08/como-nascem-as-crencas/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Aug 2004 21:44:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[Voc&#234; acredita em Papai Noel? Em macumba? Em poder da mente? Em Nostradamum? Numerologia? E em mudar o pa&#237;s do Orkut para deixar o site mais r&#225;pido, voc&#234; acredita? Este foi o fim-de-semana do bafaf&#225; de que para resolver os problemas de lentid&#227;o e mensagens de erro no Orkut bastava mudar o pa&#237;s de Brasil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Voc&ecirc; acredita em Papai Noel? Em macumba? Em poder da mente? Em Nostradamum? Numerologia? E <a href="http://www.caiocesar.cc/index.php?m=200408#8192966">em mudar o pa&iacute;s</a> do Orkut para deixar o site mais r&aacute;pido, voc&ecirc; acredita?</p>
<p>Este foi o fim-de-semana do bafaf&aacute; de que para resolver os problemas de lentid&atilde;o e mensagens de erro no Orkut bastava mudar o pa&iacute;s de <i>Brasil</i> para algum outro. O racioc&iacute;nio era &#8220;&oacute;bvio&#8221;: os donos do Orkut odeiam brasileiros e tinham colocado um filtro baseado no campo &#8220;pa&iacute;s&#8221; para nos sacanear, mesmo existindo <a href="http://www.ip2location.com/">maneiras muito mais eficazes</a> de determinar em que parte do mundo voc&ecirc; est&aacute;. Mude o pa&iacute;s e seja feliz!</p>
<p>Para mim toda essa como&ccedil;&atilde;o serviu como uma pequena amostra de como surgem as cren&ccedil;as, em pleno s&eacute;culo XXI, a suposta &eacute;poca da ilumina&ccedil;&atilde;o e ci&ecirc;ncia.</p>
<p>Algu&eacute;m &#8212; <a href="http://www.cocadaboa.com/archives/003896.php">algum engra&ccedil;adinho</a> ou algu&eacute;m bem-intencionado &#8212; jogou essa hist&oacute;ria no ar. Outro algu&eacute;m foi l&aacute; e mudou seu pa&iacute;s. Nenhuma das partes tem conhecimento de como funciona o Orkut por dentro &#8212; s&oacute; quem trabalha l&aacute; tem, &eacute; claro. Na hora o site fica r&aacute;pido. Conclus&atilde;o &#8220;l&oacute;gica&#8221;: mudar o pa&iacute;s acelera o Orkut.</p>
<p>Recebi um e-mail de um amigo sugerindo a medida. Respondi que sou c&eacute;tico em tudo, que n&atilde;o acredito que o Orkut seria capaz de um truque t&atilde;o idiota e que continuaria brasileiro com orgulho (at&eacute; porque nem uso tanto o site assim). A resposta foi &#8212; ainda dentro do esp&iacute;rito do nosso laborat&oacute;rio-de-f&eacute; &#8212; sensacional. Algo que poderia ser dito como &#8220;eu estou lhe mostrando o caminho e a salva&ccedil;&atilde;o, mas se voc&ecirc; n&atilde;o tem f&eacute; queimar&aacute; no inferno da lentid&atilde;o&#8221;. (&eacute; claro que estas n&atilde;o foram as palavras dele, mas a id&eacute;ia geral foi de ofensa por eu n&atilde;o aceitar a dica dada de t&atilde;o bom grado)</p>
<p>De uma simples observa&ccedil;&atilde;o do acaso as pessoas desenvolvem uma teoria de que ao realizar a a&ccedil;&atilde;o <i>X</i> o resultado <i>Y</i> ser&aacute; alcan&ccedil;ado, seja ele mudar o pa&iacute;s do Orkut, rezar para Papai-do-C&eacute;u, mandar carta para Papai Noel ou colocar o nome da pessoa amada na costura da saia. Afinal de contas, se Fulano fez isso e funcionou o mesmo h&aacute; de acontecer comigo. Para que perder tempo pensando nas origens e possibilidades do resultado se &eacute; muito mais simples (e &#8220;legal&#8221;) simplesmente acreditar? Algum autor de fic&ccedil;&atilde;o-cient&iacute;fica (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Asimov">Asimov</a> ou <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Arthur_C._Clarke">Clarke</a>) disse uma vez que o mais curioso sobre as coincid&ecirc;ncias &eacute; que elas acontecem.</p>
<p>Como estamos em um laborat&oacute;rio onde os resultados s&atilde;o f&aacute;ceis de testar (o Orkut volta a travar depois de alguns minutos de uso) comecei a receber respostas de que, quem diria?, tudo n&atilde;o passava de boato. (incluindo um e-mail do amigo citado acima reconhecendo que se empolgou) Tudo de volta ao normal, os <i>orkutenses</i> n&atilde;o nos odeiam.</p>
<p>Ou ent&atilde;o viram que descobrimos seus planos e mudaram de novo as configura&ccedil;&otilde;es para nos ferrar.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Poor is beautiful</title>
		<link>http://www.crisdias.com/2004/05/06/poor-is-beautiful/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 May 2004 21:45:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda seguindo a s&#233;rie &#8220;ter dinheiro &#233; feio, muito feio&#8221; pensei em outra hist&#243;ria, a do &#8220;enobrecimento da pobreza&#8221;. Nas &#233;pocas pr&#233;-industriais as castas da sociedade eram bem mais definidas. Quem nascia pobre provavelmente ia morrer pobre. Como, ent&#227;o, &#8220;a massa&#8221; aceitava tal destino de cabe&#231;a baixa? Vendia-se a id&#233;ia de que aos pobres pertence [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda seguindo a s&eacute;rie &#8220;ter dinheiro &eacute; feio, muito feio&#8221; pensei em outra hist&oacute;ria, a do &#8220;enobrecimento da pobreza&#8221;.</p>
<p>Nas &eacute;pocas pr&eacute;-industriais as castas da sociedade eram bem mais definidas. Quem nascia pobre provavelmente ia morrer pobre. Como, ent&atilde;o, &#8220;a massa&#8221; aceitava tal destino de cabe&ccedil;a baixa? Vendia-se a id&eacute;ia de que aos pobres pertence o Reino dos C&eacute;us. Para o cat&oacute;lico, ser rico &eacute; &#8220;pecado&#8221;. N&atilde;o fica bem &#8220;ser apegado aos bens materiais&#8221;. O importante &eacute; a riqueza de esp&iacute;rito.<br />
<blockquote><a href="http://www.bibliaonline.net/scripts/bol.cgi?livro=Mate&#038;capitulo=19&#038;verso=24&#038;lingua=portugues_ra&#038;lingua_2=concordancia&#038;lingua_3=original&#038;cab=0&#038;link=bol&#038;lang=BR">E ainda vos digo que &eacute; mais f&aacute;cil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus</a><br />&nbsp;&nbsp;<i>&#8212; Mateus 19:24</i></p></blockquote>
<p>&Eacute; claro que isso s&oacute; valia para quem <i>n&atilde;o</i> tinha dinheiro. Os ricos continuavam com sua vida regada e, na hora do desespero, compravam uma indulg&ecirc;ncia e tudo bem. Na base da pir&acirc;mide essas e outras id&eacute;ias (como a de que o rei era um enviado direto de Deus) seguravam o pov&atilde;o. Ser pobre era ser uma bela ovelha do grande rebanho celestial.</p>
<p>A&iacute; vem a curiosidade de que uma das grandes cis&otilde;es do protestantismo era justamente o conceito de indulg&ecirc;ncias e &#8220;comprar um lugar no c&eacute;u&#8221;. Olhando rapidamente vemos que os pa&iacute;ses mais ricos do mundo s&atilde;o protestantes e que l&aacute; ter dinheiro n&atilde;o &eacute; feio, muito feio. Para o protestante ter dinheiro &eacute; um sinal de que se est&aacute; nas gra&ccedil;as dO Senhor. Ter dinheiro &eacute; sinal de sucesso, o que &eacute; &oacute;bvio demais quando escrito dessa maneira, mas &#8212; repito &#8212; no Brasil &eacute; feio, muito feio.</p>
<p>Hoje em dia a religi&atilde;o n&atilde;o influencia 100% das pessoas, principalmente no Brasil com sua mistura de credos onde o cat&oacute;lico faz despacho na macumba e bota um galho de arruda na orelha. Como, ent&atilde;o, convencer &#8220;a massa&#8221; de que a pobreza &eacute; melhor do que a riqueza.</p>
<p>Dizendo que dinheiro n&atilde;o traz felicidade.</p>
<p>Onde quer que voc&ecirc; olhe h&aacute; mensagens enfatizando que ter dinheiro n&atilde;o &eacute; o mesmo que ter felicidade. Em vez de ricos que deram dinheiro aos pobres e entraram no Para&iacute;so temos hist&oacute;rias de pobres que ganharam muito dinheiro mas perderam a felicidade. Gente que deixou de ir no pagodinho com churrasco para ir ao Moulin Rouge mas n&atilde;o &#8220;se encontrou&#8221;. Mulheres&#8230; iates&#8230; cem mil d&oacute;lares&#8230; nada disso traz a felicidade. Toda novela que se preze tem seu n&uacute;cleo pobre onde as pessoas s&atilde;o simples e felizes, enquanto que os esc&acirc;ndalos de trai&ccedil;&atilde;o e cobi&ccedil;a acontecem no n&uacute;cleo rico.<br />
<blockquote>Mudei minha vida, agora sou desprendido dos bens materiais. O que se leva da vida s&atilde;o as emo&ccedil;&otilde;es.</p></blockquote>
<p>N&atilde;o que uma pessoa s&oacute; deva se preocupar com dinheiro, vivendo em fun&ccedil;&atilde;o dele. Mas enquanto espalha-se o conceito de que dinheiro n&atilde;o traz felicidade, de que s&oacute; &eacute; feliz quem &eacute; pobre&#8230; enquanto achamos legal acreditar nisso tudo os ricos v&atilde;o ficando mais ricos e v&atilde;o passear de primeira classe na Europa. Afinal de contas se eu sou pobre &eacute; melhor pensar que a pobreza &eacute; a coisa mais maravilhosa do mundo em algum sentido, n&atilde;o &eacute;? Se ser pobre &eacute; o que nos torna melhores o certo deve ser n&atilde;o ter ambi&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o pedir aumento, n&atilde;o pleitear melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida. Isso s&oacute; vai nos levar para o apego ao material e nada disso importa. &Eacute; pecado, &eacute; feio, tsc tsc tsc&#8230; Muito feio.<br />
<blockquote>Eu sou pobre mas eu sou feliz.</p></blockquote>
<p>Ser&aacute; mesmo?</p>
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		<title>Frase profunda do dia</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2004 16:53:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu acredito em Deus. &#201; s&#243; que eu soletro N-A-T-U-R-E-Z-A.&#160;&#160;&#8212; Frank Lloyd Wright]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Eu acredito em Deus. &Eacute; s&oacute; que eu soletro N-A-T-U-R-E-Z-A.<br />&nbsp;&nbsp;&#8212; <a href="http://www.google.com.br/search?sourceid=mozclient&#038;ie=utf-8&#038;oe=utf-8&#038;q=Frank+Lloyd+Wright">Frank Lloyd Wright</a></p></blockquote>
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		<title>Pensamento profundo do dia</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2004 12:06:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[A &#250;nica coisa que eu tenho s&#227;o meus ideais. Eu morro fodido mas morro com eles. Coloca essa na minha l&#225;pide, por favor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><i>A &uacute;nica coisa que eu tenho s&atilde;o meus ideais. Eu morro fodido mas morro com eles.</i></p>
<p>Coloca essa na minha l&aacute;pide, por favor.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Espanha de luto</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2004 19:54:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[E o medo atacou novamente. A tristeza &#233; pelas pessoas que morreram, pelas que foram feridas, pelas que temeram o pior e por saber que, quando ataca, o medo sempre vence. Quando um extremista explode uma bomba em um trem ou joga um avi&#227;o contra um pr&#233;dio ele n&#227;o est&#225; pensando nas 190 pessoas que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E o medo atacou novamente.</p>
<p>A tristeza &eacute; pelas pessoas que morreram, pelas que foram feridas, pelas que temeram o pior e por saber que, quando ataca, o medo sempre vence. Quando um extremista explode uma bomba em um trem ou joga um avi&atilde;o contra um pr&eacute;dio ele n&atilde;o est&aacute; pensando nas 190 pessoas que v&atilde;o morrer. Ele est&aacute; pensando em como a vida dos que ficaram vai mudar. <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u70343.shtml">Dez milh&otilde;es de espanh&oacute;is foram &agrave;s ruas hoje</a>, em sinal de protesto. Isso d&aacute; um quarto da popula&ccedil;&atilde;o de l&aacute;. Como &eacute; que, a partir de amanh&atilde;, eles e os milh&otilde;es de passageiros que todo dia pegam trens na Europa v&atilde;o se sentir cada vez que virem uma mochila abandonada em um vag&atilde;o? Se ficarem apavorados o medo ter&aacute; deixado mais uma marca. Se tentarem seguir como se nada tivesse acontecido podem morrer. N&atilde;o h&aacute; como vencer.</p>
<p><img src="/img/20040311-trem.jpg" width="120" height="120" alt="" border="1" align="right" />O medo &eacute; o que realmente faz o mundo girar. Com o medo vem os ca&ccedil;adores-de-medo. Com o medo mudamos as leis, botamos grades, instalamos anti-virus, aplicamos nosso dinheiro, casamos para n&atilde;o ficar na solid&atilde;o. Compramos mais jornais, vemos mais TV, para saber por onde o medo anda e como ele se veste. Vamos mais &agrave; igreja. Anulamos nossas liberdades para que o medo acabe. Criamos <a href="http://www.bushin30seconds.org/">super-presidentes</a>, <a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/uk_politics/3536131.stm">super-ministros</a> e <a href="http://www.anthonygarotinho.com.br/">super-secret&aacute;rios</a>. Eles dizem que com mais poder v&atilde;o acabar com o medo. Mas n&atilde;o era tarefa deles, antes de mais nada, tornar o mundo um lugar melhor para impedir que o medo chegasse?</p>
<p>Mas a paz tem um pre&ccedil;o, pra que se enganar? Para que o medo acabe n&oacute;s deixamos estes senhores e senhoras tomarem conta de nossas vidas. S&oacute; um pouquinho. No dia em que o medo for embora eles tamb&eacute;m podem ir. Se a coisa ficar dif&iacute;cil &eacute; s&oacute; a gente dar mais poder para eles, at&eacute; o medo ser vencido e eles poderem ir embora.</p>
<p>S&oacute; mais um pouquinho.</p>
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		<title>Frase de 2003</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Dec 2003 10:32:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[Na esperan&#231;a de que um ano possa ser resumido em algumas frases isoladas acho que 2003 merece essa aqui: Inovar custa caro e eu estou aqui para ganhar dinheiro. (inspirado numa not&#237;cia bomb&#225;stica que passou pelo blog do [cc])]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na esperan&ccedil;a de que um ano possa ser resumido em algumas frases isoladas acho que 2003 merece essa aqui:</p>
<p><i>Inovar custa caro e eu estou aqui para ganhar dinheiro.</i></p>
<p>(inspirado <a href="http://cinema.terra.com.br/ficha/0,,TIC-OI4504-MNfilmes,00.html">numa not&iacute;cia bomb&aacute;stica</a> que passou pelo blog do <a href="http://www.caiocesar.cc/">[cc]</a>)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ah, tudo na Nova Zelândia&#8230; esse Jacka&#8230;</title>
		<link>http://www.crisdias.com/2003/11/20/ah-tudo-na-nova-zelandia-esse-jacka/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2003 23:24:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia de botequim]]></category>

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		<description><![CDATA[&#201; engra&#231;ado como todo mundo que diz &#8220;estar de saco cheio de tudo&#8221; manifesta interesse em se mudar pra Nova Zel&#226;ndia. (eu inclu&#237;do) &#8220;Ah, esse mundo t&#225; muito doido. Vou me mandar prum mat&#227;o ou vou pra Nova Zel&#226;ndia.&#8221; Se isso se concretizar daqui uns anos a Nova Zel&#226;ndia vai se tornar um dos lugares [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&Eacute; engra&ccedil;ado como todo mundo que diz &#8220;estar de saco cheio de tudo&#8221; manifesta interesse em se mudar pra Nova Zel&acirc;ndia. (eu inclu&iacute;do)</p>
<p>&#8220;Ah, esse mundo t&aacute; muito doido. Vou me mandar prum mat&atilde;o ou vou pra Nova Zel&acirc;ndia.&#8221;</p>
<p>Se isso se concretizar daqui uns anos a Nova Zel&acirc;ndia vai se tornar um dos lugares mais malas de se viver. <img src='http://www.crisdias.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':-P' class='wp-smiley' /> </p>
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