8 dicas para ler mais livros este ano #submarinodigitalclub

Está nas resoluções de ano novo de muita gente, especialmente de quem lê este blog: ler mais livros. Em janeiro (especialmente se estivermos de férias) emendamos um no outro e a coisa vai bem. Só que quando chega no fim do ano você se toca de que leu muito menos livros do que gostaria.

Continuando minha saga de embaixador do Submarino Digital Club sei muito bem que o que o pessoal que passa a usar um serviço de livros digitais quer é ler mais, fim de papo.

A cada ano venho lendo mais e mais livros, por isso seguem algumas dicas para aumentar sua produtividade leiturística. Nem todas, obviamente, podem se aplicar a você. Use a seu critério e modifique como quiser.

1. Entenda os princípios da leitura dinâmica. Você não precisa necessariamente dominar todas as técnicas de leitura rápida para ler mais. Entender os princípios básicos já ajudam. O principal fator de uma leitura lenta é a vocalização do que se lê, uma tendência que pegamos lá atrás quando aprendemos a ler o famoso be-a-bá. Você lê a palavra e a repete mentalmente, como se estivesse lendo para você mesmo. Só que o olho é muito mais rápido do que a “boca” (mesmo que uma boca mental) e conseguir desligar esse vocalizador — que muitas vezes nem nos damos conta que estamos usando — acelera bem a leitura. A leitura dinâmica completa objetiva desligar completamente esse processo, mas se você tentar ler simplesmente sem repetir mentalmente cada palavra já vai conseguir ler mais em menos tempo. Se, depois, você gostar do resultado pode procurar livros e aplicativos que ajudem a avançar o tema.

2. Conforme-se com o fato de que você não vai lembrar cada detalhe do livro. Para todos nós que não temos memória fotográfica a tendência pode ser de ficar prestando atenção a cada palavra, a cada descrição e cada nome de um livro, romance ou não-ficção. Desencane. Uma hora depois você só vai lembrar dos pontos mais gerais da história e uma ou outra coisa que lhe cativou especificamente. Por isso não há nada demais em ter velocidades diferentes de leitura de acordo com o trecho. “chato… chato… chato… opa! legal isso”. Seu cérebro naturalmente vai se interessar mais ou menos por algumas partes do livro. Muita gente vai me odiar por essa dica, ela é bem cruel com os autores, que se preocuparam tanto com a descrição de cenários incríveis mas nem sempre nosso cérebro está na “sintonia” correta para formar as imagens mentais. Não é para você pular algumas partes, mas dar uma pequena acelerada.

3. Não gostou do livro? Desista e parta para a próxima. Eu tenho como princípio nunca sair no meio de um filme. Mas um filme é um compromisso de 2 a 3 horas, um livro pode demorar dias ou semanas para ler até o fim. No caso de livros do Stephen King ou do George R. R. Martin então… Por isso se o livro não lhe cativar no primeiro capítulo desista e parta para outra. Seu tempo vale mais que isso. Ano passado minha lista de leitura poderia ter sido muito maior se eu não tivesse gasto semaaaanas lendo uma boa parte do livro A Dança da Morte até decidir que o Stephen King estava completamente perdido na história. Vou ver a minissérie feita para a TV para saber como termina a história e pronto. Não deu.

4. Leia em qualquer lugar! É aí onde os livros eletrônicos brilham muito. Você não precisa de uma “hora da leitura”, apesar de esta também ser uma boa dica. Leve dezenas de livros no seu bolso para serem lidos eletrônicamente em qualquer lugar. Antes de uma reunião, na sala de espera do médico, no metrô… Leve sempre seus livros com você. Você pode até achar o papel um meio físico melhor (eu também acho) mas é melhor ler um livro digital naquele momento em que sua esposa está comprando um sapato do que não ler livro nenhum. O que nos leva à próxima dica…

5. Use o micro-tédio a seu favor. De novo o raciocínio do “é melhor que nada”. Sim, o ideal era sentar em um lugar calmo, confortável e ler váááááárias páginas de uma só vez. Mas, vamos reconhecer, quem consegue isso hoje em dia? Então é melhor ler pelo menos um parágrafo naquele momento de espera e micro-tédio. Nas férias da Disney eu cheguei a ler nas intermináveis filas dos brinquedos, feliz da vida. Sem o livro eletrônico seria muito mais complicado ficar levando um bloco de papel na já lotada mochila.

6. Não leia na cama. Esta dica eu li num post falando sobre como pegar no sono mais rápido. Você precisa ensinar ao seu corpo de que a cama é para dormir e… né? Aplicado à leitura o problema é que ao deitar para ler um livro você está dizendo ao seu corpo “hora de dormir” e não vai conseguir avançar muitas páginas. Por mais confortável que seja o ideal é procurar outro canto. Assim você não atrapalha nem a leitura nem o sono. A menos, claro, que você queira usar a leitura noturna como uma descompressão, um relaxamento antes de dormir. Só não espere ler dezenas de livros assim. ;-)

7. Leia mais de um livro ao mesmo tempo. Não, não estou falando para abrir dois livros e sair lendo! Eu sempre estou lendo dois livros ao mesmo tempo: um romance e um não-ficção. Assim, dependendo do meu estado de espírito, eu escolho um ou outro para ler. Eu prefiro não misturar os assuntos para não dar um nó na cuca, mas alguns podem achar essa mistura interessante.

8. Entenda que você provavelmente está lendo mais do que nunca, mas talvez não leia tantos livros. No fim das contas abrace a mudança e não se sinta culpado por ler menos livros se você lê mais revistas, blogs, jornais, etc. Além de ver mais filmes, séries, jogar mais videogame… No fim das contas ler é uma diversão e se você está consumindo informação e entretenimento em outros meios você não deve se culpar por isso.

Ler é incrível, uma experiência pessoal e única e algo que, como falei acima, pode ser feito em lugares onde seria impossível ver um filme ou jogar um jogo. Espero que as dicas ajudem você a ler mais livros este ano. E, claro, se tiver alguma outra dica deixe aqui.

PS: Seguindo as dicas do post anterior e das redes sociais comprei os seguintes livros no Submarino Digital Club: Força Estranha, Cartas a Theo e Red Alert.

Este é um post patrocinado. Mas você já tinha percebido, né?


Chegou o #submarinodigitalclub e eu preciso da sua ajuda

Quem me conhece sabe que eu sou um entusiasta dos livros digitais, acima de tudo por conta da facilidade de comprar com um click e carregar toda minha biblioteca toda no bolso, no computador ou no tablet. Dos 16 livros que eu li ano passado só 3 foram em papel (7 foram em audiobook), com um ritmo igual neste ano.

Por conta disso fui um dos selecionados como embaixador no lançamento do Submarino Digital Club no Brasil, uma plataforma de e-books que usa o sistema do Copia. Diferente dos outros esquemas onde tudo se limita a uma lojinha, o Submarino Digital Club também tem funcionalidades para juntar as pessoas que estão lendo um livro ou quem gosta de um determinado gênero ou autor. É aquela história de que com as novas tecnologias o ato de ler um livro não precisa ser (o tempo todo) solitário.

E é justamente aqui que vocêêêêêêêêêêê entra, ô da poltrona. Preciso escolher qual livro vou ler na comunidade nesse finzinho de ano e conto com seu palpite. Semana que vem a gente começa a leitura. Fica a dica: quem criar uma conta no site pode baixar de graça alguns títulos, entre eles Elite da Tropa 2 e O Novo Mundo Digital, que eu já peguei. Mas vale sugerir qualquer livro do catálogo.

Então diz aí. Qual livro a gente vai ler junto a partir da semana que vem?

Este é um post patrocinado. Mas você já tinha percebido, né?


Árvore de decisão para os 100 melhores livros de fantasia e sci-fi segundo a NPR

(clica para ampliar)

Eu só devo ter lido uns 10 desses. No máximo. OK, eu contei. Li 16 destes, sem contar adaptações para TV ou cinema.

4 Oct 2011, 4 comentários.
:: Livros

Quanto custa ser feliz?

Pesquisas recentes mostram que nosso cérebro se engana quando sonha que uma casa na praia, um carro novo ou uma grande paixão nos deixariam mais satisfeitos. Mesmo sem nada disso, dizem os cientistas, estamos fadados à felicidade

Ou como determinou a @anninhamaron: “Dinheiro é pra viajar.”

Aliás, sobre o tema, recomendo o livro Stumbling on Happiness (que tem uma edição traduzida esgotada) O melhor livro de auto-ajuda que já li, justamente por não ser um livro de auto-ajuda.

20 Jun 2011, 1 comentário.
:: Ciência,Livros

De onde você tira suas ideias?

We have a natural tendency to romanticize breakthrough innovations, imagining momentous ideas transcending their surroundings, a gifted mind somehow seeing over the detritus of old ideas and ossified tradition.

But ideas are works of bricolage. They are, almost inevitably, networks of other ideas. We take the ideas we’ve inherited or stumbled across, and we jigger them together into some new shape.

leia o texto completo em online.wsj.com

Texto do Steven Johnson, que lançou um novo livro, Where Good Ideas Come From: The Natural History of Innovation, de onde este texto foi adaptado.

via @bigspaceship.

Atualizeition-tion: o Emerson lembrou do book trailer nos comentários.


Agora sim: Kindle for Mac

pegue na amazon.com

Demorou mas chegou, hein? O supimpa do Kindle é que ele sincroniza o ponto onde você parou de ler entre todos os seus dispositivos, inclusive no iPad pra quem tem o app pra iPhone/iTouch. #coisalindadedeus

(via @jampa)

18 Mar 2010, 1 comentário.
:: Livros,Mac,Olha isso!

Na lojinha: As Crônicas de Nárnia na promô

É o volume único dAs Crônicas de Nárnia, com 792 páginas abrangendo os sete livros das crônicas. Só R$ 15,90, quase 2 reais por livro! :-O

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(via @marcogomes)

16 Sep 2009, 1 comentário.
:: Ca-ching!,Livros

Momento lojinha

Ajude o crisdias a defender um troco no fim do mês comprando estas promôs altamente recomendáveis e baratos. Eu preciso dizer que os preços são por tempo limitado? Ah tá…

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Coleção Tolkien (Hobbit + Silmarillion + Senhor dos Anéis 1, 2 e 3) por R$ 59,90.

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Coleção completa Harry Potter (os 7 livros da série + Contos de Beedle, o Bardo), por R$ 79,00.

Falei que tava barato. Voltamos à nossa programação normal.

17 Jul 2009, 2 comentários.
:: Consumismo,Livros

A Cabeça de Steve Jobs

Por falar em Apple, esqueci de colocar no fim do texto anterior que finalmente acabei de ler A Cabeça de Steve Jobs. Totalmente recomendado para quem quer entender, sem messianismos, como funciona a obsessão da Apple pela qualidade (refletida no iLife lançado) e por que os investidores morrem de medo dos problemas de saúde de Jobs.

Uma das partes que mais me chamou a atenção nessa reta final da leitura foi a de que os vendedores das novas e cultuadas Lojas Apple não recebem comissão pelas vendas, só status interno. (whuffie?) Segundo o raciocínio de Jobs e Ron Johson, ex-Target e responsável direto pela criação das lojas, a comissão faz com que o vendedor tente fechar a melhor compra para ele, vendedor, e não para o cliente. Com a comissão o impulso é vender produtos caros o mais rápido possível, mas a Apple quer que seus clientes tomem a decisão certa para não terem frustrações mais tarde. Genial.



Garrafamania: o marketing de vender algo que é de graça

Semana passada estava conversando com o pessoal no Twitter sobre o marketing da Red Bull, que vende bilhões com um produto de fórmula aberta que tantas outras empresas (incluindo a Coca Cola) copiam. Red Bull é puro marketing.

Mas há um marketing de bebida ainda mais impressionante: o de água. O NYTimes resenhou o livro “Bottlemania: How Water Went on Sale and Why We Bought It”, de Elizabeth Royte que tenta entender como americanos pagam por mais de 1 bilhão de garrafas d’água por semana quando poderiam simplesmente pegar a água de suas torneiras. (e muitas águas nem podem ser chamadas de “água mineral”, como é o caso dos produtos vendidos pela Coca Cola e Pepsi, que são apenas água filtrada e engarrafada)

Isso, para o bem ou para o mal, é o poder do marketing.

PS: Isso deveria ser discussão para outro texto, mas nas grandes capitais brasileiras a água da torneira também é potável, já que no máximo filtramos a água (retirando, portanto, só a sujeira) e não fervemos (matando os microorganismos). Mas adoramos contar como em nossa viagem a Orlando com a família bebemos água direto da torneira.


Audiobooks (em inglês) grátis só hoje

Catálogo de Audiobooks no iTunesA Audible é a maior loja de audio-books dos EUA e só hoje (na verdade só até amanhã, sexta, de manhã) está dando alguns audio-livros de graça (você escolhe um da lista). Bom para quem, como eu, não sabe se vai achar legal “ler com os ouvidos”.

Escolhi esse aqui, que ganhei em papel quando era um garoto nerd sebento e nunca li até o fim.

É importante avisar que os livros vêm com DRM e não podem ser copiados para tudo que é canto. É comprar e ouvir, não dá para ficar 20 anos na estante que nem o meu livro de papel.

27 Mar 2008, 5 comentários.
:: Livros,Pontocom

Deuses Americanos, de Neil Gaiman, grátis para ler online

A editora Harper Collins liberou a versão em inglês do bestseller (e ótimo) American Gods (Deuses Americanos), de Neil Gaiman[bb] para leitura online em seu site. Vários outros livros fazem parte do programa Browse Inside, como Freakonomics e Homens são de Marte, mulheres são de Vênus.

29 Feb 2008, 9 comentários.
:: Livros

Lá vai Fidel

E só se fala nisso hoje (e era pra falar mesmo), Fidel pediu para sair. El Comandante era a controvérsia em pessoa, salvador da pátria que manda seus adversários ao paredón sem pestanejar, tenta fazer uma igualdade social na marra mas proíbe a imprensa livre. Cuba é isso aí.

Tem muita gente por aí bem mais capacitada do que eu para falar sobre o assunto, incluindo o Alex Castro que passou um tempão em Cuba escrevendo sobre a vida lá. Sim, este texto é só para relembrar que o livro do cara é muito bom e merece a leitura. Partes do livro e alguns textos completos podem ser encontrados no blog oficial.

Capa do livro Radical Rebelde Revolucionário

19 Feb 2008, 6 comentários.
:: Livros

A Bússola de Ouro: livro e filme

A Bússola de OuroLivros são livros, filmes são filmes e você, sempre que possível, deve ler o livro depois de ver o filme. Como sou notoriamente fã do gênero fantasia tirei o atraso de meses sem ir ao cinema com A Bússola de Ouro na literalmente última sessão de cinema do ano.

O filme foi alvo de críticas por parte de grupos religiosos o que foi, ora bolas, mais do que motivo suficiente para me convencer a vê-lo. Mas chegado ao shopping fui avisado de que a maior crítica do filme em relação ao livro é a de que ele tinha, justamente, bundamolizado o tom da crítica. Resultado final: filme bem sem-gracinha mas com uma direção de arte poderosa o suficiente para me deixar cheio de vontade de ler o livro. O universo paralelo de Philip Pullman[bb] era rico demais para ficar num filmezinho que provavelmente nem continuação vai ter.

Prontamente roubei o presente de Natal do cunhadão e comecei uma alucinada corrida contra o tempo para acabar as 365 páginas antes que o dono do livro voltasse a São Paulo. Fracassei com umas oito horas de atraso mas comecei o ano emplacando bem a meta de “ler de montão”.

Dizer que o livro é melhor do que o filme é ser obviamente óbvio, mas justamente por causa da tal direção de arte um complementou o outro muito bem. Mas o livro é melhor do que o filme não só pelos motivos de sempre (mais detalhes nas cenas e personagens, bla bla bla) mas por causa dos tais pequenos detalhes. Em primeiro lugar, a cena final do livro foi excluída do filme. Reza a lenda que chegou a ser filmada mas os produtores acharam a cena muito sinistra e resolveram deixar para a improvável parte 2. As duas cenas finais restantes tiveram a ordem invertida no filme, deixando um ligeiro aroma de “isso não faz muito sentido, mas vamos lá” no ar. O problema é que a tal cena final é de um impacto muito maior do que a cena final do filme. O filme termina com “vamos salvar titio” e o livro termina, exagerando, em “vamos salvar o universo”. Só que como o livro termina para baixo os produtores ficaram com medinho e resolveram deixar a parte triste de fora, bem ao estilo Mãe da Phoebe. Mas todo mundo sabe que a vida é uma seqüência de finais tristes.

Lendo nas entrelinhas do IMDB fica bem claro que a produtora, New Line, foi a grande responsável pela trapalhada do filme. Além do medinho acima ficou também se borrando de medo das organizações religiosas que acusavam o filme de super-ateu-anti-religioso[bb]. O livro pega bem leve na questão religiosa até justamente a cena final, onde Tio Asriel explica sua interpretação do que é o maldito Pó (quem vê só o filme vai ter que ficar imaginando por conta própria) e explica o papel da igreja na história toda. A New Line, portanto, mandou os diretores e roteiristas envolvidos no projeto (teve diretor pedindo as contas por não aguentar mais a pressão da New Line) passarem longe de questões filosófico-religiosas. Resultado: os zelotas continuaram não indo ver o filme-do-capeta e os fãs da série ficaram ofendidos, não dando repercussão ao filme da maneira que a outra produção de sucesso da New Line, O Senhor dos Anéis[bb], teve, justamente por ser o mais fiel ao livro que um filme pode ser. O filme acabou custando US$ 180 milhões (contra US$ 280 milhões dos três Senhores juntos) e muito provavelmente vai fechar no prejuízo, torcendo para ganhar algum no lançamento em DVD.

Então se você não achou graça no filme ou ouviu alguém dizer que ele não tem graça não perca as esperanças: a trilogia literária vale com certeza a leitura. Já estou aqui me coçando para ler o segundo e terceiro livros da série.


Repeteco literário

Você já leu algum romance mais de uma vez ou é partidário da idéia de que é melhor ler um livro ruim pela primeira vez do que ler um livro que você já conhece?

Estou prestes a fazer meu primeiro repeteco, se os ácaros e fungos acumulados em 20 anos não me pegarem primeiro…


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