Audiobooks (em inglês) grátis só hoje

Catálogo de Audiobooks no iTunesA Audible é a maior loja de audio-books dos EUA e só hoje (na verdade só até amanhã, sexta, de manhã) está dando alguns audio-livros de graça (você escolhe um da lista). Bom para quem, como eu, não sabe se vai achar legal “ler com os ouvidos”.

Escolhi esse aqui, que ganhei em papel quando era um garoto nerd sebento e nunca li até o fim.

É importante avisar que os livros vêm com DRM e não podem ser copiados para tudo que é canto. É comprar e ouvir, não dá para ficar 20 anos na estante que nem o meu livro de papel.

27 mar 2008, 5 comentários.
:: Livros, Pontocom

Deuses Americanos, de Neil Gaiman, grátis para ler online

A editora Harper Collins liberou a versão em inglês do bestseller (e ótimo) American Gods (Deuses Americanos), de Neil Gaiman[bb] para leitura online em seu site. Vários outros livros fazem parte do programa Browse Inside, como Freakonomics e Homens são de Marte, mulheres são de Vênus.

29 fev 2008, 8 comentários.
:: Livros

Lá vai Fidel

E só se fala nisso hoje (e era pra falar mesmo), Fidel pediu para sair. El Comandante era a controvérsia em pessoa, salvador da pátria que manda seus adversários ao paredón sem pestanejar, tenta fazer uma igualdade social na marra mas proíbe a imprensa livre. Cuba é isso aí.

Tem muita gente por aí bem mais capacitada do que eu para falar sobre o assunto, incluindo o Alex Castro que passou um tempão em Cuba escrevendo sobre a vida lá. Sim, este texto é só para relembrar que o livro do cara é muito bom e merece a leitura. Partes do livro e alguns textos completos podem ser encontrados no blog oficial.

Capa do livro Radical Rebelde Revolucionário

19 fev 2008, 6 comentários.
:: Livros

A Bússola de Ouro: livro e filme

A Bússola de OuroLivros são livros, filmes são filmes e você, sempre que possível, deve ler o livro depois de ver o filme. Como sou notoriamente fã do gênero fantasia tirei o atraso de meses sem ir ao cinema com A Bússola de Ouro na literalmente última sessão de cinema do ano.

O filme foi alvo de críticas por parte de grupos religiosos o que foi, ora bolas, mais do que motivo suficiente para me convencer a vê-lo. Mas chegado ao shopping fui avisado de que a maior crítica do filme em relação ao livro é a de que ele tinha, justamente, bundamolizado o tom da crítica. Resultado final: filme bem sem-gracinha mas com uma direção de arte poderosa o suficiente para me deixar cheio de vontade de ler o livro. O universo paralelo de Philip Pullman[bb] era rico demais para ficar num filmezinho que provavelmente nem continuação vai ter.

Prontamente roubei o presente de Natal do cunhadão e comecei uma alucinada corrida contra o tempo para acabar as 365 páginas antes que o dono do livro voltasse a São Paulo. Fracassei com umas oito horas de atraso mas comecei o ano emplacando bem a meta de “ler de montão”.

Dizer que o livro é melhor do que o filme é ser obviamente óbvio, mas justamente por causa da tal direção de arte um complementou o outro muito bem. Mas o livro é melhor do que o filme não só pelos motivos de sempre (mais detalhes nas cenas e personagens, bla bla bla) mas por causa dos tais pequenos detalhes. Em primeiro lugar, a cena final do livro foi excluída do filme. Reza a lenda que chegou a ser filmada mas os produtores acharam a cena muito sinistra e resolveram deixar para a improvável parte 2. As duas cenas finais restantes tiveram a ordem invertida no filme, deixando um ligeiro aroma de “isso não faz muito sentido, mas vamos lá” no ar. O problema é que a tal cena final é de um impacto muito maior do que a cena final do filme. O filme termina com “vamos salvar titio” e o livro termina, exagerando, em “vamos salvar o universo”. Só que como o livro termina para baixo os produtores ficaram com medinho e resolveram deixar a parte triste de fora, bem ao estilo Mãe da Phoebe. Mas todo mundo sabe que a vida é uma seqüência de finais tristes.

Lendo nas entrelinhas do IMDB fica bem claro que a produtora, New Line, foi a grande responsável pela trapalhada do filme. Além do medinho acima ficou também se borrando de medo das organizações religiosas que acusavam o filme de super-ateu-anti-religioso[bb]. O livro pega bem leve na questão religiosa até justamente a cena final, onde Tio Asriel explica sua interpretação do que é o maldito Pó (quem vê só o filme vai ter que ficar imaginando por conta própria) e explica o papel da igreja na história toda. A New Line, portanto, mandou os diretores e roteiristas envolvidos no projeto (teve diretor pedindo as contas por não aguentar mais a pressão da New Line) passarem longe de questões filosófico-religiosas. Resultado: os zelotas continuaram não indo ver o filme-do-capeta e os fãs da série ficaram ofendidos, não dando repercussão ao filme da maneira que a outra produção de sucesso da New Line, O Senhor dos Anéis[bb], teve, justamente por ser o mais fiel ao livro que um filme pode ser. O filme acabou custando US$ 180 milhões (contra US$ 280 milhões dos três Senhores juntos) e muito provavelmente vai fechar no prejuízo, torcendo para ganhar algum no lançamento em DVD.

Então se você não achou graça no filme ou ouviu alguém dizer que ele não tem graça não perca as esperanças: a trilogia literária vale com certeza a leitura. Já estou aqui me coçando para ler o segundo e terceiro livros da série.


Repeteco literário

Você já leu algum romance mais de uma vez ou é partidário da idéia de que é melhor ler um livro ruim pela primeira vez do que ler um livro que você já conhece?

Estou prestes a fazer meu primeiro repeteco, se os ácaros e fungos acumulados em 20 anos não me pegarem primeiro…


Sair de Cuba

Capa do livro Radical Rebelde Revolucionário - Crônicas CubanasO Alex Castro pediu que eu resenhasse o seu novo livro, Radical Rebelde Revolucionário - Crônicas Cubanas. Mas como demoro aproximadamente 27 anos para ler um livro até o fim e mais uns 3 para escrever a resenha falei para ele não ficar com muitas esperanças. Mas eis que no nosso querido Pan as emissoras de TV (OK, a Globo e sua filhota, Sportv) deitaram e rolaram mostrando a deserção dos atletas cubanos, atletas cubanos maravilhados nos shoppings cariocas, atletas cubanos vendendo as cuecas e, para fechar, histeria cubana com medo de deserção geral fugindo, aparentemente, para a ilha 1 dia antes do programado. (há quem diga que estes movimentos de saída foram friamente calculados)

Sendo assim indico um dos textos do livro onde o Alex explica que esse negócio de que é impossível a um cidadão deixar Cuba é um grande exagero da mídia burguesa.

Essa propaganda contra-revolucionária é foda. Por exemplo, dizem que as pessoas não podem sair de Cuba, o que é a mais arretada mentira. Claro que podem. Assim como qualquer cidadão brasileiro pode ter uma emissora de rádio: basta pedir uma concessão ao governo e pronto. Fácil assim.

A primeira coisa que um cubano necessita para sair de Cuba é estar em dia com suas obrigações legais e militares, não estar sofrendo nenhum processo judicial, não dever dinheiro a ninguém, essas coisas. Se já foi oficial das Forças Armadas ou membro do Alto Escalão do governo, esqueça; ele sabe demais. (Provavelmente o maior segredo militar de Cuba é que o arsenal nacional se reduz a um pente com seis balas.)

Continua…

30 jul 2007, 2 comentários.
:: Livros

Será que Harry morreu?

Quem morre e quem não morre no último livro da série Harry Potter. Leia por sua própria conta e risco.

23 jul 2007, Nenhum comentário.
:: Livros

Mestre Sieber dizendo na lata

Trecho de tirinha de quadrinhos mostrando idiotas saudosistas


Corcordo
, concordo e concordo. Já venho falando isso tem tempo mas sou sempre o chato-velha-ranzinza. Os bons velhos tempos são agora, aproveitem a vida e parem de ficar reclamando de como naquele tempo é que era bom. E não estou falando só de música.

Aliás comprei um livro do cara antes do carnaval e nunca bloguei sobre o assunto. Então lá vai: é muito bom, pena que acabou logo.

19 abr 2007, 17 comentários.
:: Fala sério, Gibi, Livros

‘Novo’ romance de Tolkien é publicado 34 anos após sua morte

Capa do livro “The Children of Hurin” de J.R.R.Tolkien

O filho e agente literário de Tolkien, Christopher, que já está na casa dos 80 anos, montou “The Children of Hurin” a partir dos manuscritos de seu pai e disse que procurou fazê-lo “sem qualquer intervenção editorial”.

O novo livro, cuja história já tinha sido narrada de maneira fragmentada em “O Silmarillion“, lançado em 1977, tem um tom mais sombrio que os de “O hobbit” e “O senhor dos anéis“, pelos quais Tolkien é mais conhecido. (veja o artigo completo)

Christopher Tolkien sempre foi um cara preocupado com a integridade do trabalho do pai, sem o objetivo de ser o “novo” Tolkien. É dele o trabalho hercúleo de juntar todos os manuscritos bagunçados do papai John no que virou a História da Terramédia, além é claro dos outros trabalhos póstumos como o Silmarillion e Contos Inacabados, todos deliciosamente chatos de ler.

17 abr 2007, 2 comentários.
:: Livros, Nêeerd!

300 filmes para ver antes de morrer, agora à venda online

Já está no Submarino o livro 300 filmes para ver antes de morrer, editado pelo meu, o seu, o nosso Alexandre Maron. Veja a minha resenha original aqui e compre já!

Capa: 300 filmes para ver antes de morrer

15 fev 2007, 3 comentários.
:: Consumismo, Livros

Mind Wide Open

Mind Wide Open, Steven JohnsonO cérebro é o novo coração. Quando o homem ainda não entendia muito sobre o funcionamento do próprio corpo via no coração a morada da alma, aquele lugar onde se fazia sentir as emoções do dia-a-dia: medo, amor, alegria, desespero… Até que começamos a fuçar nossos corpos e descobrimos que o coração nada mais era do que uma bomba hidráulica de luxo. O cérebro era o verdadeiro chefão. Nós somos nossas mentes e elas ficam naquele espaço entre as orelhas.

Apesar de expressões como “baixa serotonina” e “viciados em endorfina” estarem na boca de quem quer se passar por entendido o fato é que eu e você entendemos tanto sobre o cérebro quanto os poetas medievais que cantavam as aflições do coração. Qualquer texto sobre o assunto ou é voltado para os iniciados ou limita-se a mostrar qual parte do cérebro exerce qual função, despejando termos em latim sem responder à grande pergunta: “e daí?”

Explicar nossas cabeças não é tarefa fácil mas o colunista de ciência Steven Johnson, que já contribui para revistas populares como Wired e Discover Magazine, aborda o assunto de uma maneira cativante que me fez correr seu livro Mind Wide Open: Your Brain and the Neuroscience of Everyday Life com a pressa de quem lê um romance de mistério. Johnson explica, exemplifica e descreve como o funcionamento do cérebro é visto à luz das novas tecnologias de maneira prática e direta, nos levando para dentro da sua cabeça. Literalmente: no penúltimo capítulo o autor deita numa avançada máquina de ressonância magnética para tentar capturar aquele momento em que estamos “inspirados” ou “in the zone” como diz o povo lá do norte. O aparelho mapeia a cuca de Johnson enquanto ele bola frases para incluir no livro e mostra que estar neste estado pode ter muito mais a ver com desligar módulos do que ligar um ou outro em especial.

(Continua…)

9 dez 2006, 4 comentários.
:: Ciência, Livros

300 filmes para ver antes de morrer

300 filmes para ver antes de morrerDizem que um homem, antes de morrer, deve escrever um livro, plantar uma árvore, ter um filho e ir a Paris. Quando achei que estava me livrando de um item ajudando alguém a escrever um livro vem o Alexandre e joga mais 300 coisas na minha lista…

300 filmes para ver antes de morrer é o primeiro livro da Coleção Mente Aberta da Revista Época, que não podia ter escolhido um apaixonado por cinema mais barato melhor do que Alexandre Maron, editor da revista Monet, meu cunhado e melhor amigo. Por estar ligado a uma revista de enorme circulação nacional o livro consegue ter uma qualidade gráfica acima do normal pelo preço de uma entrada de cinema mais pipoca (pequena): R$ 19,90. Com quase 200 páginas totalmente coloridas e papel de alta qualidade faz um apanhado não dos melhores filmes no sentido isolado da palavra, mas aqueles filmes que, juntos, levaram o cinema mundial a ser o que vemos hoje na tela (para o bem e para o mal). Eu adoro livros e listas “para fazer antes de morrer” (deve ser por causa do meu extremo sentimento não-carpo-diem-o-suficiente) e acho que o mercado de livros de cinema no Brasil anda bem caidinho. Por isso esse livro é daqueles para colocar na mesinha de centro de sala, bem em frente à televisão.

(Continua…)

1 dez 2006, 8 comentários.
:: Cinema, Livros

Preacher vai virar série de TV

 Preacher: a Caminho do TexasPreacher — uma das revistas em quadrinho mais batutas que já li — vai virar série da HBO, o canal das melhores séries. Quando li a revista imaginei mesmo que os arcos de história cairiam bem em temporadas de TV.

A série conta a história do pastor Jesse Custer que logo nos primeiros quadros ganha o divino poder (no sentido de divindade e não no sentido di-vi-no meu amorrr) da “Palavra de Deus”: as pessoas obedecem tudo o que ele diz. Com esse poder Jesse sai pelos EUA tentando consertar sua vida e entender como pode Deus ser tão bom e o mundo ter tantas coisas ruins. A resposta para essa pergunta, revelada no capítulo final, foi uma das sacadas mais sacanas da teologia de botequim mundial.

30 nov 2006, 1 comentário.
:: Gibi, Livros, TV

Fallen Dragon

Fallen DragonNo século 24 a humanidade já domina as viagens inter-estelares colonizando vários mundos com suas naves de longo alcance. A colonização, feita por empresas privadas, não se mostrou um negócio muito lucrativo e de todas as empresas somente a Zantiu-Braun continua investindo no “mercado”utilizando-se de uma jogada contábil básica: compram empreitadas coloniais de outras empresas (contabilizando o movimento como uma despesa) e realizam missões de realização de lucros nas colônias, o que basicamente significa chegar no planeta e pilhar os itens mais lucrativos no menor espaço de tempo (maximizando o lucro). Afinal de contas alguém tem que pagar pelos custos de mandar milhares de pessoas e toneladas de equipamento espaço afora. O sucesso da campanha é assegurada pelo que há de melhor em termos de aparato militar, os Skins. Soldados de elite que vestem uma bio-armadura totalmente integrada ao seus corpos e mentes, dando-lhes virtual invulnerabilidade. O Sargento Lawrence Newton é um destes Skins mas suas ações podem acabar mudando totalmente a história da Zantiu-Braun e de toda a espécie humana.

Este é o cenário do romance de ficção-científica Fallen Dragon, do inglês Peter F. Hamilton, lançado em 2001. Num Brasil onde a prateleira de ficção-científica fica escondida o máximo possível da vista (e é composta 90% por sobras de livros de Star Trek e Arquivo X) é preciso apelar para versões em inglês para ler alguma coisa divertida.

(Continua…)

11 nov 2006, 3 comentários.
:: Livros

Aquarela, papel e gatos

O amigo e artista plástico Adriano Renzi, já citado por aqui, enviou para o blog da Sociedade dos Ilustradores do Brasil um mini making of da capa do livro Minu, o Gato Azul, da Rocco.

Minu passo a passo

Este livro foi bastante interessante de preparar especialmente por se tratar de gatos, que possuem formas inusitadas, esguias e diferentes a cada minuto entre suas espreguiçadas e movimentos. Foi uma ótima oportunidade para estudar a anatomia dos felinos e conhecer algumas raças que eu particularmente não conhecia. Mostro 3 partes da composição de uma das ilustrações do livro bem como outras ilustrações que compoem o todo.

25 set 2006, 1 comentário.
:: Livros, Olha isso!

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