Alguns juízes brasileiros entendem de Internet

A juíza Flávia de Almeida Viveiros de Castro, da 6ª Vara Cível da Barra da Tijuca, negou pedido da Brasil Telecom para retirar do ar páginas com críticas à empresa, como uma chamada “Eu odeio a Brasil Telecom”. (…) “Pensar diferente, apenas porque o nome da comunidade é `eu odeio a Brasil Telecom´ seria concluir o absurdo: críticas só poderiam ser admitidas se elogiosas fossem! Determinar a retirada do ar de páginas com tal conteúdo representa a utilização do Poder Judiciário como instrumento de censura, o que é inadmissível no Estado Democrático de Direito”.

Sim, muito juiz no Brasil ainda considera alguém fazendo uma página para dizer que foi mal atendido crime de calúnia e difamação e que liberdade de expressão só serve para falar bem ou concordar com o estado das coisas. [ valeu rafacst! ]


Não posso falar de política no meu blog, é contra a lei eleitoral

Mais uma vergonha de morar no Rio de Janeiro em particular e no Brasil em geral. É como bem disse Mestre Dahmer no Palavra na Tela: só gostamos de copiar o modo americano de vida na hora do consumo desenfreado. Mas liberdade de expressão é, aparentemente, uma coisa supérfula.

Agora o TSE está mandando todos os blogs tirarem banners pró-Gabeira já que isso seria propaganda política. No campeonato de decisões burras essa ganha até daquela que proibia a venda em lojas do de um jogo velho que só é vendido online.

Mas essa não é burra, é mal-intencionada mesmo. Quem duvida de que a medida partiu de algum adversário do deputado em quem eu votei nas últimas eleições (e o mais votado do RJ) que já se sente ameaçado com o poder das redes sociais na próxima campanha? Vai feder.

Atualização: 5 segundos de apertar o publicar o Vinícius avisa que a coisa ainda não está definida mas, pelo visto, blogs poderão “fazer campanha”, depois de os homens-da-toga se reunírem. Poxa, obrigadão hein?

Atualização 2: Segundo a assessoria do tribunal, o parecer diz que “o que não está previsto está proibido”. (via SimViral)


MSN Music mostra o maior problema do DRM

Corrente amarrada ao pé de uma pessoaSe o “dono” da música resolve que aquela plataforma não lhe é mais interessante, seja lá por qual motivo, ele tira os servidores de autenticação do ar e a música pela qual você pagou passa a ser tão útil quanto uma pilha de spam. Enquanto isso quem baixou a música ilegalmente pode continuar curtindo seu som.

A partir de 31 de agosto os clientes da MSN Music Store (ou seja lá o nome da empreitada falida da Microsoft) só poderão ouvir suas músicas compradas nos computadores já autorizados para tal. Se você comprar um novo, reformatar o HD ou atualizar sua versão de Windows vai ter que comprar a música de novo… se quiser ser chamado de otário. O problema, é claro, não se limita à Microsoft. Se a Apple for, digamos, envolvida em um escândalo financeiro e fechar as portas algo parecido vai acontecer com os arquivos da iTunes Music Store. No caso da Microsoft a mudança foi meramente estratégica: quando lançou seu tocador Zune a empresa achou melhor fechar a MSN Music e mudar o modelo de “venda” de música online. (não é possível haver venda de música online com DRM, no máximo um aluguel disfarçado)

Lojas como a eMusic já vendem música sem DRM, com a iTunes Music Store e a Amazon oferecendo parte do seu catálogo sem DRM com um preço premium. Já as lojas brasileiras continuam 100% no mundo trancado e o que é pior: usando a plataforma Microsoft de DRM, que automaticamente exclui iPods, Macs e Linuxes.

Resumindo: o DRM pune quem é honesto.

A foto é do Flickr do Justin Shearer.


Virtua e traffic shaping: a prova dos nove

A Comcast pode ser chamada de “NET/Virtua americana”, por ser o maior conglomerado de TV a cabo + Internet por lá. Durante o ano a empresa vem sendo acusada de usar táticas mais do que agressivas para dificultar o uso de redes P2P por seus clientes, decidindo na prática o que cada pessoa pode ou não pode fazer na Internet. Quem é cliente Virtua (e/ou vem acompanhando este blog desde que assinei o serviço) sabe que a comparação entre as empresas pode entrar também nessa área.

Hoje a EFF lançou um relatório que afirma provar de uma vez por todas que a Comcast faz traffic shaping. Para nós clientes do Virtua a parte importante é a em que eles ensinam como usar o programa gratuito e multi-plataforma Wireshark para verificar se o seu provedor também faz o que jura não fazer. Está todo mundo convidado a testar.

PS: Já iniciei o processo de cancelamento do Virtua aqui no home-office. Por causa do traffic shaping mas também pela baixa qualidade do serviço, que cai pelo menos 1 vez por semana. Vou pagar a multa recisória mas vou sair dessa roubada.


Até a Ana Maria Braga já viu Tropa de Elite piratex

É claro que ela vai dizer que viu uma cópia autorizada, blablabla, yada yada, zzzzzzz.

Camelôs

Wagner Moura entrou ontem ao vivo, por telefone, no “Mais Você”, da Globo. Ana Maria Braga disse: “Vi você em ‘Tropa de Elite’. Você está ótimo. Muita gente já viu esse filme, né?”. O filme ainda não foi lançado em SP.

Após o comentário de Ana Maria, Wagner disse: “Espero que a pirataria não estrague o lançamento do filme”.

Dica do graveheart.


Desvendando o traffic shaping do Virtua

Minha velocidade de Bittorrent estava péssima ontem. Fiz, então, três coisas:

- Liguei para o Virtua[bb] reclamando da velocidade, seguindo a dica de alguns blogs por aí. O atendente nível 2 ficou tentando me convencer que conexões P2P[bb] impactam toda a navegação, mesmo que não estejam usando toda a sua velocidade de download. Isso é sim verdade, mas eu tinha conseguido configurar tudo aqui de uma maneira que não sofria mais isso quando era do Velox[bb]. Durante a (longa) ligação a velocidade pareceu melhorar. Coincidência? Você decide.

- Zerei as configurações do Azureus, voltando para o “padrão de fábrica” e depois só ajustando as informações sobre a minha conexão. Nesse processo meu Azureus virou, automagicamente, o Vuze.

- Aumentei o número máximo de conexões do meu roteador, que na época do Velox eram suficientes mas realmente pareciam estar esgotando-se muito rápido.

O resultado é que hoje os downloads estão bem melhores (dentro das limitações da nuvem) e é possível navegar enquanto baixo arquivos. Como o cara que toma 3 remédios para curar a gripe o objetivo principal era acelerar os downloads. Tire suas próprias conclusões sobre o que estava deixando minha conexão mais lenta, traffic shaping ou não.

Atualização em 29-nov-2007: A EFF lançou um tutorial para verificar se seu provedor faz traffic shaping. Confira.


Sir Elton John sugere o fechamento da Internet por 5 anos

Estava aqui comentando com um amigo que me considero meio que um velho coroco por não ficar frequentando sites sociais como Orkut, Facebook e até mesmo o LinkedIn, que deveria ser mais profissional. Mas aí vem Titia Elton John dizendo que a Internet está destruindo a vida das pessoas e da arte, já que elas “não saem mais de casa”. A solução? Desligar a rede por “uns cinco anos”.

Let’s get out in the streets and march and protest instead of sitting at home and blogging. I do think it would be an incredible experiment to shut down the whole internet for five years and see what sort of art is produced over that span. There’s too much technology available. I’m sure, as far as music goes, it would be much more interesting than it is today.

Isso é o que eu chamo de viver em um mundinho no próprio umbigo, não?


Braincast 7: Eu, o wannabe de Cory Doctorow

Ainda na seção “ando relapso com este blog”, foi ao ar semana passada o volume sete do Braincast #9, sob o belo título de Liberdade Digital, em homenagem a uma categoria deste blog. (ou pelo menos foi esse o papo mole que o Merigo contou, mas aposto que ele diz isso para todas)

Há quem diga que eu quero ser o Cory Doctorow. Há quem diga que eu quero ser o John C.Dvorak. Talvez eu seja, na verdade, o fruto do amor proibido entre os dois. Ouva lá.


Desenho animado do Calvin e Haroldo feito por fã

Serginho manda a dica do Gibizada que aponta para um desenho animado da sempre sensacional tirinha Calvin & Haroldo feito por um fã italiano, desenhista profissional.

o italiano Donato Di Carlo resolveu homenageá-los em um curta-metragem animado de dois minutos e 28 segundos produzido para a Escola de Cinema de Milão. Uma beleza que o autor das divertidíssimas tiras do moleque e seu tigre de pelúcia deve repudiar, já que ele nunca permitiu merchandising de sua criação. No desenho animado falado em italiano e com legendas em inglês, Di Carlo conseguiu capturar com maestria o traço e o espiríto dos personagens


[link direto]

Além de um desenho divertidíssimo essa pecinha também é um bom exercício de copyfight. Como toda lei, a lei de copyright não serve para quando tudo vai bem e dá certo, mas sim quando alguém discorda.

Bill Watterson nunca deixou seu personagem ser explorado por terceiros (e, dizem, vive uma vida meio estilo Salinger). Nunca tivemos desenho animado do Calvin, filme, lancheira, bolo de aniversário, videogame… Quando Watterson decidiu que era o fim, assim foi.

Mas será que uma obra do tamanho e sucesso de Calvin & Haroldo pode pertencer ao autor e aos fãs? Se Watterson não gostar do desenho, ele tem o direito de tirá-lo do ar?

O pior é que a resposta, nesse mundão da Internet sem portera, muda de país para país. Nos EUA o trabalho pode ser considerado como fair use, mas esse é um conceito exclusivamente americano, com suas leis de liberdade de expressão acima de tudo. O Brasil não tem nada parecido com essa idéia, assim como a maioria dos países do mundo. Será que isso é certo? Será que um autor tem direito de impedir que qualquer um meta a mão em suas peças? Será que a vontade de um fã é mais importante do que isso?

Ninguém, até agora, mandou o vídeo sair do ar. Mas a discussão e o exemplo são importantes para entendermos melhor toda essa idéia de copyright. Além de a chance de ver um vídeo divertidíssimo, é claro.


O fim do Pandora no Brasil

Logotipo do site PandoraConforme anunciado a partir da madrugada de hoje o site Pandora.com fechou as portas para usuários fora dos US and A. O conceito do Pandora é simplesmente sensacional: ajudar o amante da música a descobrir novos artistas de acordo com um “genoma musical”, que é a classificação manual das músicas de acordo com centenas de atributos. (já falamos do serviço no sumido RadarPOP)

O motivo dado é o de pelas regras do jogo copyright e da DMCA os direitos de execução devem ser pagos em cada país, demandando acordos locais entre Pandora e os artistas (ou entidades que os representam) em virtualmente todos os países do mundo. Como sempre é bom lembrar que eu não sou advogado, mas todos os outros sites musicais do mundo simplesmente pagam as taxas em seus países e ponto final. Talvez isso não seja o correto na interpretação purista da lei, mas definitivamente é melhor do que simplesmente não pagar.

Na minha chutada opinião o problema do Pandora (que está tendo outra série de problemas com as taxas de direitos de execução nos EUA) é no modelo de negócio. Além do dinheiro ganho com assinaturas (que costuma ser baixo em negócios desse tipo) o site ganha dinheiro vendendo músicas em formato digital da iTunes Music Store e CDs da Amazon.com. Aí fica fácil entender o porquê do bloqueio a usuários internacionais. Fora dos países onde a Apple tem acordo com as gravadoras não é possível comprar músicas via iTunes Music Store e fora os títulos raríssimos é simplesmente caro demais comprar um CD na Amazon.com se você não está nos US and A, juntando frete e impostos. O problema do site, me parece então, é pura falta de lucratividade para usuários estrangeiros.

Diz a mensagem na homepage do site que eles estão trabalhando com os publishers de música em todo o mundo para “atingir o sonho de um Pandora global”. Mesmo que isso seja totalmente verdade até essa história chegar no nosso país tropical… é melhor esperar sentado. [valeu Alexandre!]


Esqueça 4, 8, 15, 16, 23, e 42

Os verdadeiros números do poder são 09-f9-11-02-9d-74-e3-5b-d8-41-56-c5-63-56-88-c0.

Esta seqüência de números hexadecimais são supostamente usados para destravar e decriptografar conteúdo nos novíssimos HD DVDs e foram publicadas nesta segunda-feira em um blog. Os números em si não eram tão novidade assim, já que sozinhos ainda não fazem muita coisa. Mas quando a indústria cinematográfica obviamente partiu para o ataque ordenando a retirada do site do ar a notícia se espalhou e com ela os números, até chegar ao site de “notícias sociais” mais quente do momento, o Digg. Foi aí que a coisa começou a ficar interessante.

Se você não conhece, uma explicação rápida: o Digg usa o já martelado conceito de web 2.0 onde os usuários enviam notícias (acompanhadas de links) e os próprios usuários decidem quais notícias são quentes ou não para figurar na primeira página. Estar na primeira página do Digg hoje é o sonho de muita gente, garantia de muitas e muitas visitações ao seu site e, provavelmente, dinheiro com clicks nos seus banners. O site foi fundado pelo geekboy Kevin Rose, ex-apresentador do canal TechTV que, entre outras coisas, tem um vidcast — thebroken — sobre temas de legalidade discutível como por exemplo “como desbloquear seu XBox” ou “como fazer um bloqueador de celular”. Muito por causa disso a comunidade Digg é composta por tecnófilos da pesada. Mas além do thebroken Rose apresenta um outro vidcast semanal sobre as notícias quentes do Digg que tem como um dos patrocinadores o consórcio do HD DVD.

Cada notícia sobre os números era retirada do site, já que aparentemente o Digg também foi notificado legalmente pelos meganhas do HD DVD. Mais que isso: as contas de quem publicava a notícia eram banidas do site para todo o sempre.

Isso, claro, faz a turba online 2.0 salivar que nem lobo no pasto de ovelhas. Dizer que houve uma revolta é pegar leve. Durante o dia de ontem a homepage do Digg continha apenas notícias relacionadas, de uma forma ou de outra, aos números. Cada notícia retirada era substituída por outras 10 mais rápido do que gizmos molhados.

No fim do dia Don Rose mandou avisar: não vamos mais tirar as notícias do ar. Se é para sermos processados até a morte, que seja, pelo menos vamos morrer lutando. marcando o fim apenas da primeira temporada dessa série que até agora é bem mais agitada do que a outra série sobre números. (sem falar naquela outra)

A história toda tem várias morais a serem pensadas nesse mundinho que gira bem mais rápido do que girava 20 anos atrás.

Pode uma seqüência de 16 números aparentemente aleatórios ter copyright? Estes números sozinhos não fazem nada. Eles precisam ser colocados em um programa de descodificação para causarem o bem ou o mal. Mas uma chave sozinha também não faz nada, ela precisa de uma fechadura presa a uma porta para ter algum efeito. Esses números podem ser de alguém, que pode decidir quem pode e quem não pode carregá-los?

Algum veículo velha mídia vai publicar os números? Empresas têm muito a perder. Um jornal ou programa de TV pode levar um processo de bilhões na cabeça. Só que neste caso mais uma vez os interesses comerciais de um grupo de empresas estão transformando pessoas comuns em criminosos pelo simples fato de divulgar uma lista de 16 números.

Na péssima palestra do Paulo Henrique Amorim (um cara com o qual eu simpatizava até então) na conferência Web 2.0 ele disse literalmente: user content is loser content (quando perguntado espeficamente sobre sites com o Digg). Segundo ele os usuários são burros demais para saber o que é e o que não é notícia, precisam de caras gostosões como ele para decidir. E isso depois de gastar metade da palestra para dizer como ele odeia a Rede Globo. Será que o site dele vai publicar os números? Ou notícia de verdade é ficar dizendo como o Daniel Dantas é feio e bobo? Qual a diferença entre ele e a Globo?

Os números são a liberdade. Sim, obviamente eles também podem ser usados para piratear filmes (e serão). Mas destravar um filme criptografado significa dar a quem pagou pelo filme a escolha de onde e como ver seu filme. Sem os números (e o software para usá-los) não é possível ver um filme em um iPod ou em um computador rodando Linux. Eles só podem ser vistos em aparelhos selados, registrados, carimbados, avaliados e rotulado pelas empresas que fazem os discos. Se amanhã resolverem parar de fabricar estes aparelhos os (caros) discos com os filmes vão virar, sem os números, apoio de copo ou calço de mesa. Na visão da big media você precisa pagar para ver um filme na sala e pagar de novo para vê-lo no iPod e de novo…

Guarde aí os números e corra porque o trem da modernidade está acelerado e tem muita empresa caindo dos estribos. Leis, aquelas coisas inventadas lá na Grécia, parecem não estar conseguindo acompanhar. Será que a ordem da turba é quem vai prevalecer?

PS: Parece que a Wikipedia, a garota-propaganda da liberdade de expressão online, também quer fingir que os números não existem.

Leia também:


Barenaked Ladies cantando no banheiro

Enquanto a indústria da música continua dizendo que tocar música na Internet — de podcasts a vídeos do YouTube — faz com que as pessoas deixem de comprar CDs (”aí o cara não precisa mais do CD”) a banda canadense Barenaked Ladies, que nunca fez questão de ter grande gravadora e sempre falou direto para o seu público, está colocando todo dia no YouTube vídeos da chamada Bathroom Sessions. Nos clipes curtos o vocalista Ed Robertson canta no banheiro (notoriamente o cômodo mais acústico de qualquer lar) grandes sucessos da banda. Mas de vez em quando seu comparsa Steven Page aparece em edição especial para cantar músicas sensacionais como One Week outrora eleita por este blog a melhor música de 1998 de 2001.

no vídeo de hoje Ed ensina como tocar Crazy no violão. “É moleza.” Sei…

Se você fizer como eu e assinar o feed RSS deles vai ter uma musiquinha nova por dia para curtir. (o que é feed?)


A história da proteção de conteúdo do Windows Vista

Recebi já duas vezes um e-mail contando em como o novo Windows Vista é mau-que-nem-o-pica-pau no assunto tocar e queimar conteúdos não-autorizados. Diz mais ou menos assim:

O resultado é que, se você instala o Windows Vista, ou compra um computador que o traga pré-instalado, já não poderá ver ou gravar vídeos nem ouvir ou gravar música descarregada da Internet. O mais grave é que, em muitos casos, tampouco poderá fazê-lo mesmo que tenha comprado legalmente o sistema, porque o DRM (sistema de protecção de direitos de autor) integrado não permite, por exemplo, que se possa copiar uma canção de um CD (comprado legalmente) para o seu leitor de MP3. Nem que possa gravar uma compilação de canções (compradas legalmente) para o leitor de CD do seu carro.

Como todo bom e-mail repassado este até acerta em alguns pontos mas é tremendamente exagerado. Apesar de eu achar ótimo a Microsoft provar do seu próprio remédio de FUD a coisa não é bem assim. Nada no Vista nos impede de rodar o bom e velho Nerom Winamp ou um ripador de CD. Mas o e-mail levanta outros assuntos bem interessantes sobre proteção à cópia.

(Continua…)


O início do fim do DRM

Slide ilustrativo da coletiva de imprensa EMI-AppleEMI e Apple anunciaram hoje que vão começar a vender músicas da gravadora sem proteção anti-cópia na iTunes Music Store.

O DRM é aquele tipo de tecnologia que penaliza o correto: quem baixa música pirata pode pegar seu arquivinho e tocar no aparelho que quiser, como quiser. Quem paga pela música é obrigado a ouvir o som nas condições estabelecidas pelo distribuidor da música. Tanto é que a Apple reconhece que menos de 3% das músicas dos iPods foram compradas legalmente em sua loja.

As músicas sem DRM custarão mais caro: US$ 1.29 ao invés dos US$ 0.99 atuais (ainda caro pra cacilds) mas pelo menos você sabe que vai poder ouvir aquela música enquanto tiver um backup do arquivo e não enquanto a Apple resolver suportar o formato. O curioso é pensar que músicas compradas na Apple poderão ser ouvidas em aparelhos concorrentes, o que meio vai contra a história de que a Apple vende as músicas com prejuízo a título de subsidiar a venda de iPods. (seria este o motivo dos US$ 0.30 a mais?)

Mais detalhes no TechCrunch.


Sai Snap, que esse browser não te pertence!

Semana passada reclamei do Snap’s preview anywhere, a nova praga dos sites, e muita gente mandou a dica de que é só ir no site dos caras e pedir para não ser importunado. É tão simples quanto clicar e dizer “só o cookie expulsa o demônio dos browsers!”.

Obrigado a todo mundo que mandou a dica. Aproveite também para descobrir quem mais bota o cramulhão para correr e outras coisas interessantes que você não sabia, mas só Jesus faz.


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