Para quem está do lado de cá o problema de Israel é a imparcialidade da mídia
Poucos chavões são mais chavão do que “a história é contada pelo vencedor”. Mas antes de terminada a guerra a história é contada pela mídia e por quem a controla. E para quem está aqui no bem-bom sem levar míssil e bomba na cabeça, todo ano é a mesma coisa: fica difícil saber realmente pelos meios de notícia o que está acontecendo, quais as motivações, se a crise tem solução próxima e o que diabos, no fim das contas, está acontecendo lá no Oriente Médio. (e nem adianta dizer que a solução é ler blogs, neles mesmo é que estão as opiniões mais polarizadas)
Certo ou errado é claro quem controla a mídia do lado de cá do oceano. Não que eu ache que há uma conspiração judaica mundial para distorcer os fatos, não aberta e conscientemente. Mas todo ano não aparecem em nossos cinemas filmes de orçamento milionário mostrando o drama de famílias árabes em alguma guerra. Já o outro lado…
Ficam aqui, portanto, algumas das Doze Regras de Redação da Grande Mídia Internacional Quando a Notícia é do Oriente Médio, para sua referência.
Regra Um – No Oriente Médio, são sempre os Árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Esta defesa chama-se represália.
Regra Sete - Quando se menciona a palavra “Hezbollah”, é obrigatório a mesma frase conter a expressão “apoiado e financiado pela Síria e pelo Irã”.
Regra Oito – Quando se menciona “Israel”, é proibida qualquer menção à expressão “apoiada e financiada pelos Estados Unidos”. Isso pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo existencial.
Regra Doze - Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redação acima expostas são “Terroristas Anti-Semitas de Alta Periculosidade”.
(e quem citar Hitler primeiro na conversa perde a brincadeira)





