Assim é se lhe parece

Um exemplo disso foi o texto publicado na revista Veja, de autoria do repórter Márcio Aith, na famosa denúncia das contas (falsas, soubemos depois) de autoridades do governo Lula no Exterior. Na ocasião, Aith escreveu:

Por todos os meios legais, VEJA tentou confirmar a veracidade do material. Submetido a uma perícia contratada pela revista, o material apresentou inúmeras inconsistências, mas nenhuma suficientemente forte para eliminar completamente a possibilidade de os papéis conterem dados verídicos.

Antes, um repórter se esforçava para provar o conteúdo de um documento, antes de publicá-lo. Caso contrário, a reportagem ia para a gaveta ou o lixo.

Agora, pelo critério enunciado por Aith, você publica se não conseguir provar que aquele conteúdo é falso. Não parece, mas isso representa uma enormidade, já que abre as portas para publicar qualquer coisa.

É como se, no Direito, o ônus da prova fosse transferido para o acusado. Preso, teria de desprovar as acusações que o levaram à cadeia.

continua em viomundo.com.br

via @vcunha.


Jornal cobra por conteúdo online e consegue apenas 35 assinantes em três meses

O jornal americano Newsday decidiu, em outubro do ano passado, cobrar pelo acesso ao seu conteúdo na internet. Agora, três meses depois, o resultado da ação: apenas 35 pessoas fizeram a assinatura. O site cobra US$ 5 pelo acesso por uma semana ou US$ 260 por um ano.

continua em comunique-se.com.br.

via @malvados.


Como funciona o jornalismo científico | Vida Ordinária

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Quem já deu entrevista (sobre qualquer assunto) sabe que de vez em sempre rola um bom abismo entre o que foi dito e o que é publicado. Conheço gente que já desistiu de falar com jornalista.


Fazendo mídia online como quem faz offline

No e-mail a divulgação da nova revista Trip, com uma blogueira como tripgirl.
Ao final o aviso:

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Depois eu faço o quê? Apago o post divulgando a sua revista?


Para quem está do lado de cá o problema de Israel é a imparcialidade da mídia

Poucos chavões são mais chavão do que “a história é contada pelo vencedor”. Mas antes de terminada a guerra a história é contada pela mídia e por quem a controla. E para quem está aqui no bem-bom sem levar míssil e bomba na cabeça, todo ano é a mesma coisa: fica difícil saber realmente pelos meios de notícia o que está acontecendo, quais as motivações, se a crise tem solução próxima e o que diabos, no fim das contas, está acontecendo lá no Oriente Médio. (e nem adianta dizer que a solução é ler blogs, neles mesmo é que estão as opiniões mais polarizadas)

Certo ou errado é claro quem controla a mídia do lado de cá do oceano. Não que eu ache que há uma conspiração judaica mundial para distorcer os fatos, não aberta e conscientemente. Mas todo ano não aparecem em nossos cinemas filmes de orçamento milionário mostrando o drama de famílias árabes em alguma guerra. Já o outro lado…

Ficam aqui, portanto, algumas das Doze Regras de Redação da Grande Mídia Internacional Quando a Notícia é do Oriente Médio, para sua referência.

Regra Um – No Oriente Médio, são sempre os Árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Esta defesa chama-se represália.

Regra Sete - Quando se menciona a palavra “Hezbollah”, é obrigatório a mesma frase conter a expressão “apoiado e financiado pela Síria e pelo Irã”.

Regra Oito – Quando se menciona “Israel”, é proibida qualquer menção à expressão “apoiada e financiada pelos Estados Unidos”. Isso pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo existencial.

Regra Doze - Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redação acima expostas são “Terroristas Anti-Semitas de Alta Periculosidade”.

(e quem citar Hitler primeiro na conversa perde a brincadeira)



A Guerra dos Mundos de Welles, um exagero?

Um texto do professor de jornalismo Michael J. Socolow, da University of Maine at Orono, defendendo que o tão comentado pânico na rádio-transmissão de Orson Welles para A Guerra dos Mundos, em 1938, não gerou tanto pânico na população quanto gostamos de contar para demonstrar o poder da mídia.

A lenda teria nascido do próprio Welles exagerando os fatos para auto-promoção, histeria do governo tentando regulamentar a nova mídia e pessoas entrevistadas que simplesmente mentiram sobre suas reações.


O foco da mídia e dos seus leitores na cobertura dos crimes

É covardia comparar a cobertura da morte imbecil do Alberto Milfont Jr. com outros crimes “de rico”. A notícia não está mais na primeira página de nenhum grande site, mas o laudo e investigação de outros crimes contra pessoas de classe média continuam lá, semanas depois do ocorrido.

Mas a culpa, claro, não só é da mesquinharia e opressão dos meios de comunicação. É que rico não se interessa muito pobre morre. Não deixa ninguém indignado, não vende jornal, não dá clique, sabe como é, né?

Atualização: e como muito bem levantou a bola a Bia no Twitter… Será que o fato de que o Alberto morreu dentro de uma das lojas da empresa que gasta 1 bilhão de reais por ano em publicidade vai afetar em alguma coisa a cobertura? Não né? Imprensa isenta, sempre.


Twitter no Megazine

Semana passada o jornal-dentro-do-jornal Megazine, do Globo, publicou uma reportagem sobre o Twitter que eu, finalmente, escaneei. Foi publicado um parágrafo de uma declaração minha (normal em entrevista) e outras coisas citadas indiretamente durante o texto. Clique na imagem para a versão maior.


Que tipo de paulistano eu (não) sou?

Vem aí a revista Época San Pablo, que vai ser a revista de cidade mais fodástica que este país já viu. Afinal de contas foi concebida, craniada e executada por um cara que manda muito bem, um tal de Alexandre Maron, que você já deve ter ouvido falar por aqui. A revista vai ser mensal, para poder ser feita direito e com carinho e sem aquela idéia de que revista de cidade (ou caderno-de-jornal de cidade) é uma grande lista de restaurantes e cinemas e uma reportagenzinha pra enganar.

O site da revista, ouvi dizer por aí, também vai ser algo jamais visto. Mas como aí depende de mais gente do que o Alexandre pra fazer acontecer (leia-se: departamentos de informática) eu vou esperar ver para crer. Enquanto isso o site-teaser oferece um testezinho que diz que tipo de paulistano você é. Ou no meu caso, que tipo de paulistano-wannabe eu seria se lá morasse. Meu resultado foi o mesmo do Alexandre e da Anna, o que provavelmente é uma boa notícia para a sanidade mental da família. :-)

Eu sou do tipo descolado


Todo o conteúdo da Superinteressante online

A revista Superinteressante, uma das únicas duas que assino e leio hoje em dia (a outra é a irmã dela, Aventuras na História) abriu geral o conteúdo de suas edições de 1987 até hoje 2006. Superchutaram superbundas! [ valeu Mark! ]


Extra: o jornal com mais infâmia por centímetro quadrado

Os jornais tiram uma enorme onda de que são veículos mais sérios do que blogs. Podem até ser, mas o Extra (que é o jornal mais vendido no Rio e pertence ao grupo O Globo) resolveu atacar com trocaralhos engraçadilhos na sua capa de hoje. “Zero-um de Cuba pede pra sair” e “Fidel chama o Raúl”.

Capa do jornal Extra de 20 de fevereiro de 2008

A pergunta obrigatória: e se um jornal estrangeiro fizesse uma brincadeira dessas com Lula ou FHC? [ valeu a dica, Mark! ]

20 Feb 2008, 18 comentários.
:: Imprensa minha

A primeira crítica de restaurantes da história?

No Kottke, de volta com a corda toda à blogança depois da paternidade, um recorte do NYTimes de 1859 do que parece ser a primeira crítica de restaurantes do jornal e, quem sabe, da história.

Recorte do NYTimes de 1859

Recentemente o jornal resolveu abrir praticamente todos os seus arquivos gratuitamente ao público, apostando (na minha opinião, corretamente) que pode ganhar mais dinheiro com publicidade do que com assinatura. De cara já está ganhando esta exposição num dos blogs mais visitados do mundo (o do Kottke, não o meu). Bola dentro, enquanto no Brasil tem jornal que nem ctrl-c deixa fazer.


Macacos, jornais e blogs

OK, passada a brincadeira… Obviamente o Estadão marcou bola fora. Parece que executivos isolados no alto de seus castelos e torres pediram à agência de publicidade (Talent 1) alguma coisa contra a “perca” de audiência para internet em geral e blogs especificamente e saiu isso.

Obviamente também a blogosfera vai cair em cima e talvez esse seja o plano original do jornal e da agência, jamais saberemos. Mas vamos explicar umas coisinhas, que eu comentei por alto no Brain #9 e no encontro BLS da segunda-feira.

O jornal tenta passar a imagem de que se você precisa de uma opinião exata, isenta, precisa, etc. e blablabla você deve ir ao jornal. O blog pode ser escrito por qualquer um.

É nesse ponto que a campanha erra feio. (Continua…)


Desmascarado

Fui desmascarado pelo Estadão. Sou na verdade um macaco.

Você leria um jornal que chama todos os blogueiros de macacos?


Politicamente incorreto

Er… tipo assim… Levar porrada dos delinqüentes imbecis filhinhos-de-papai vai acabar virando a melhor coisa que aconteceu na vida da Sirley?

E outra: se algum deles fosse menor de idade estaríamos ouvindo todos os papos sobre diminuição da maioridade legal de novo?

Este momento “general de pijama” é um oferecimento…


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