Ontem eu torci pelo título do Fluminense. Não tenho nenhum amigo equatoriano e tenho alguns amigos tricolores (todos ricos, chiques e famosos, claro, membros da mais alta aristocracia carioca). Mas agora que o time perdeu o título da Libertadores já começou o pessoal a dizer que “poxa, perder nos pênaltis é azar”. Peralá, não é não.
O Brian Barbutti resumiu bem o que aconteceu. O Flu botou pressão para fazer os gols de que precisava (principalmente depois de tomar um logo no início) e quando saiu o terceiro relaxaram. “Puxa… fiz a minha parte… Ufa…” Na prorrogação já estavam tocando a bola de lado, enrolando nas cobranças, prontinhos para ir para os penais. Provavelmente acreditavam que estavam predestinados a levar o título.
Então não venham com papo de pênaltis-loteria. A disputa pode até ter um quê de sorte, principalmente quando o goleiro escolhe o canto onde vai pular (os dois goleiros fizeram isso). Mas quando você bate um pênalti no meio do gol, rasteiro, o certo é você perder. Sem chororô. O time jogou muito bem nos 90 minutos e depois morreu na praia. Também não adianta ficar dizendo que o goleiro deles (que jogou contundido e teve participação direta nos 3 gols do Flu) é malandro. O RLY? Malandragem faz parte do jogo, ainda não aprenderam?
Pontanto meu parabéns e abraços ficam só ao amigos tricolores que viveram ontem o dia mais importante da sua vida futebolística. Mas agora saiam da frente porque é Mengão rumo ao hexa.
Quando a Internet apareceu os tais especialistas, preocupadíssimos, avisaram que o computador ia nos deixar cada vez mais isolados. A geração do “não sei o nome do meu vizinho” seria consolidada e viveríamos grudados na frente da tela. Como se o fato de uma pessoa morar ao meu lado fosse mais importante do que, por exemplo, seu gosto musical ou preferência política.
Só que com o aparecimento das redes sociais as pessoas acabaram usando a Internet para consolidar seus relacionamentos offline, nem que seja para conhecer novas pessoas com interesses parecidos, amigos dos seus amigos. Se você não pode se encontrar sempre com sua galera para algum evento pode hoje cada vez mais usar ferramentas online para se divertir com eles. Se você mora em um cantão da cidade ou do país onde mais ninguém gosta daquilo que você adora pode literalmente encontrar sua turma por aí, online.
É o que deve acontecer amanhã durante o GP da França de Fórmula 1, quando a galera do Twitter deve se “encontrar” mais uma vez para comentar em tempo real a corrida. Foi o que aconteceu 2 semanas atrás durante o GP do Canadá, que por si só já foi uma das corridas mais emocionantes do ano e que com o uso “sala de chat” do Twitter e ferramentas como o Summize aumentaram a dose de diversão da corrida. (Continua…)
Botafoguense, pelo visto, não sabe perder e fica procurando culpado para suas derrotas, normalmente o juiz. Este texto, escrito por um botafoguense, é um “acorda, molecada!” para a torcida, jogadores e dirigentes deixarem logo de babaquice.
A torcida fez sua parte e o time comportou-se relativamente bem em campo. A auto-flagelação no vestiário foi ridícula e deu a impressão de que somos um bando de viadinhos. A história do Botafogo não merecia isso. Jamais, tenho certeza, jamais um Nilton Santos, um Didi, um Heleno, um Paulo César ou um Manga – todos eles altaneiros, confiantes e quase mesmo arrogantes – se prestariam a esse papel de carpideiras do próprio velório.
Valeu Mairus!
Como sofrido torcedor rubro-negro bati no esperançoso texto Dez motivos para acreditar na recuperação do Flamengo, onde o item 6 diz: “Se Maxi Biancucchi jogar pelo menos metade do que joga seu primo Messi, o Mengão terá uma excelente opção ofensiva.”
Só que biologicamente e matematicamente falando, nos ensina Tio Richard, Maxi provavelmente só joga 1/8 da bola de Messi. O que pro estado atual do Flamengo…
É engraçado ver que para o G1 (e provavelmente outros sites) hoje é “comemorado” 1 ano de cabeçada e não 1 ano de título da Itália. Mostra um pouco como foi sem graça a última copa. O que só aumenta a vergonha da seleção, que era a única esperança de alegria e bom futebol na competição.
Pablito, jovem torcedor do Boca Juniors queria uma homenagem eterna a seu time de corazón: mandou tatuar um baita escudo do time de Maradona em suas costas. O que o pobre do Pablito não sabia era que o tatuador era um fã maior ainda do seu time rival, o River Plate.
Ao chegar em casa Pablito foi mostrar com orgulho aos pais o desenho quando foi avisado que o que estava realmente em suas costas era… um enorme bilau.
Afinal de contas outras empresas pagaram pelo direito de informar a você sobre o Pan e o COB precisa protegê-las, já que é para isso que ele existe, certo?
Segundo o pessoal que integra e pensa o COB, a idéia é que somente os veículos que adquiriram direitos de TV e rádio possam transmitir as imagens o áudio e publicar textos e fotos. Na visão deles todo atleta que publicar um site pode se tornar um concorrente ilegal e predatório e por isso deve antecipadamente ser proibido de tal gesto bárbaro.
Eu acho que o Brasil precisa de um anti-advogado. Um cara que pra mostrar como tudo isso é uma grande idiotice coloca em prática. É só começar a acionar judicialmente todo mundo que vai contra regras imbecis como essa. (nem sei se é possível alguém de fora do COB acionar um atleta por conta disso, mas isso não é problema meu! ehehe) Cada lei ou regulamentação tirada da cartola ser levada ao pé da letra para ver se o pessoal se toca. (como os provedores de acesso fizeram no caso Tubarelli)
Em tempo: blogar é uma maneira de ajudar os atletas a conseguir patrocínio. Blogue e eu te dou uma grana para você continuar desenvolvendo o esporte no país. A Oi é o primeiro exemplo que me vem à mente, mas obviamente existem outros.
Parabéns ao time que, na base da raça e união, bateu o time considerado imbatível, o Barcelona de Ronaldinho e Deco. Ao time que provou, mais uma vez, que o que ganha campeonatos não é o craque mas sim o grupo unido em torno de um objetivo.
Meus parabéns em especial para o comandante dessa jornada, o técnico Abel Braga, que nunca teve no futebol carioca o tratamento que merecia, mesmo vencendo campeonatos ou chegando muito perto. Passou de time em time sendo tratado como acessório e precisou sair do estado para ganhar o devido reconhecimento. Abel é meu tipo de técnico preferido, aquele que bota o coração no time, exige garra, respeito mas também sabe respeitar seus jogadores, não se comportando como estrela. Para técnicos como Abel e Felipão quem manda no time é ele e não os cartolas ou a torcida.
Parabéns aos colorados que entram para o grupo de torcedores que podem com orgulho dizer serem campeões do mundo.