O que Michael Phelps devia ter dito

Dear America,

I take it back. I don’t apologize.

Because you know what? It’s none of your goddamned business. I work my ass off 10 months a year. It’s that hard work that gave you all those gooey feelings of patriotism last summer. If during my brief window of down time I want to relax, enjoy myself, and partake of a substance that’s a hell of a lot less bad for me than alcohol, tobacco, or, frankly, most of the prescription drugs most of you are taking, well, you can spare me the lecture.

Continua aqui.

6 Feb 2009, 20 comentários.
:: Esportes

O centésimo da vitória

Os centésimos finais da incrível chegada de Maicon Phelps no 100 metros borboleta, quadro-a-quadro.

19 Aug 2008, 9 comentários.
:: Esportes, Olha isso!

Tricolores: decisão por pênaltis não é loteria, OK?

Ontem eu torci pelo título do Fluminense. Não tenho nenhum amigo equatoriano e tenho alguns amigos tricolores (todos ricos, chiques e famosos, claro, membros da mais alta aristocracia carioca). Mas agora que o time perdeu o título da Libertadores já começou o pessoal a dizer que “poxa, perder nos pênaltis é azar”. Peralá, não é não.

O Brian Barbutti resumiu bem o que aconteceu. O Flu botou pressão para fazer os gols de que precisava (principalmente depois de tomar um logo no início) e quando saiu o terceiro relaxaram. “Puxa… fiz a minha parte… Ufa…” Na prorrogação já estavam tocando a bola de lado, enrolando nas cobranças, prontinhos para ir para os penais. Provavelmente acreditavam que estavam predestinados a levar o título.

Então não venham com papo de pênaltis-loteria. A disputa pode até ter um quê de sorte, principalmente quando o goleiro escolhe o canto onde vai pular (os dois goleiros fizeram isso). Mas quando você bate um pênalti no meio do gol, rasteiro, o certo é você perder. Sem chororô. O time jogou muito bem nos 90 minutos e depois morreu na praia. Também não adianta ficar dizendo que o goleiro deles (que jogou contundido e teve participação direta nos 3 gols do Flu) é malandro. O RLY? Malandragem faz parte do jogo, ainda não aprenderam?

Pontanto meu parabéns e abraços ficam só ao amigos tricolores que viveram ontem o dia mais importante da sua vida futebolística. Mas agora saiam da frente porque é Mengão rumo ao hexa.

3 Jul 2008, 9 comentários.
:: Esportes

A melhor maneira de acompanhar a Fórmula 1 (e qualquer outro evento ao vivo)

Quando a Internet apareceu os tais especialistas, preocupadíssimos, avisaram que o computador ia nos deixar cada vez mais isolados. A geração do “não sei o nome do meu vizinho” seria consolidada e viveríamos grudados na frente da tela. Como se o fato de uma pessoa morar ao meu lado fosse mais importante do que, por exemplo, seu gosto musical ou preferência política.

Só que com o aparecimento das redes sociais as pessoas acabaram usando a Internet para consolidar seus relacionamentos offline, nem que seja para conhecer novas pessoas com interesses parecidos, amigos dos seus amigos. Se você não pode se encontrar sempre com sua galera para algum evento pode hoje cada vez mais usar ferramentas online para se divertir com eles. Se você mora em um cantão da cidade ou do país onde mais ninguém gosta daquilo que você adora pode literalmente encontrar sua turma por aí, online.

É o que deve acontecer amanhã durante o GP da França de Fórmula 1, quando a galera do Twitter deve se “encontrar” mais uma vez para comentar em tempo real a corrida. Foi o que aconteceu 2 semanas atrás durante o GP do Canadá, que por si só já foi uma das corridas mais emocionantes do ano e que com o uso “sala de chat” do Twitter e ferramentas como o Summize aumentaram a dose de diversão da corrida. (Continua…)


Respeitem o Botafogo

Botafoguense, pelo visto, não sabe perder e fica procurando culpado para suas derrotas, normalmente o juiz. Este texto, escrito por um botafoguense, é um “acorda, molecada!” para a torcida, jogadores e dirigentes deixarem logo de babaquice.

A torcida fez sua parte e o time comportou-se relativamente bem em campo. A auto-flagelação no vestiário foi ridícula e deu a impressão de que somos um bando de viadinhos. A história do Botafogo não merecia isso. Jamais, tenho certeza, jamais um Nilton Santos, um Didi, um Heleno, um Paulo César ou um Manga – todos eles altaneiros, confiantes e quase mesmo arrogantes – se prestariam a esse papel de carpideiras do próprio velório.

Valeu Mairus!

25 Feb 2008, 6 comentários.
:: Esportes

Genética da bola?

Como sofrido torcedor rubro-negro bati no esperançoso texto Dez motivos para acreditar na recuperação do Flamengo, onde o item 6 diz: “Se Maxi Biancucchi jogar pelo menos metade do que joga seu primo Messi, o Mengão terá uma excelente opção ofensiva.”

Só que biologicamente e matematicamente falando, nos ensina Tio Richard, Maxi provavelmente só joga 1/8 da bola de Messi. O que pro estado atual do Flamengo…

19 Jul 2007, 1 comentário.
:: Ciência, Esportes

Cabeçada de Zidane faz 1 ano

É engraçado ver que para o G1 (e provavelmente outros sites) hoje é “comemorado” 1 ano de cabeçada e não 1 ano de título da Itália. Mostra um pouco como foi sem graça a última copa. O que só aumenta a vergonha da seleção, que era a única esperança de alegria e bom futebol na competição.

9 Jul 2007, 1 comentário.
:: Esportes

Não confie em tatuadores argentinos

Pablito, jovem torcedor do Boca Juniors queria uma homenagem eterna a seu time de corazón: mandou tatuar um baita escudo do time de Maradona em suas costas. O que o pobre do Pablito não sabia era que o tatuador era um fã maior ainda do seu time rival, o River Plate.

Ao chegar em casa Pablito foi mostrar com orgulho aos pais o desenho quando foi avisado que o que estava realmente em suas costas era… um enorme bilau.

25 Jan 2007, 6 comentários.
:: Esportes, Fala sério

Só no Brasil: é proibido blogar no Pan 2007

Afinal de contas outras empresas pagaram pelo direito de informar a você sobre o Pan e o COB precisa protegê-las, já que é para isso que ele existe, certo?

Segundo o pessoal que integra e pensa o COB, a idéia é que somente os veículos que adquiriram direitos de TV e rádio possam transmitir as imagens o áudio e publicar textos e fotos. Na visão deles todo atleta que publicar um site pode se tornar um concorrente ilegal e predatório e por isso deve antecipadamente ser proibido de tal gesto bárbaro.

Eu acho que o Brasil precisa de um anti-advogado. Um cara que pra mostrar como tudo isso é uma grande idiotice coloca em prática. É só começar a acionar judicialmente todo mundo que vai contra regras imbecis como essa. (nem sei se é possível alguém de fora do COB acionar um atleta por conta disso, mas isso não é problema meu! ehehe) Cada lei ou regulamentação tirada da cartola ser levada ao pé da letra para ver se o pessoal se toca. (como os provedores de acesso fizeram no caso Tubarelli)

Em tempo: blogar é uma maneira de ajudar os atletas a conseguir patrocínio. Blogue e eu te dou uma grana para você continuar desenvolvendo o esporte no país. A Oi é o primeiro exemplo que me vem à mente, mas obviamente existem outros.


Parabéns ao Internacional, campeão do mundo de clubes

Foto: jogadores do Inter-RS recebendo a taça e comemorando o tíulo mundial interclubesParabéns ao time que, na base da raça e união, bateu o time considerado imbatível, o Barcelona de Ronaldinho e Deco. Ao time que provou, mais uma vez, que o que ganha campeonatos não é o craque mas sim o grupo unido em torno de um objetivo.

Meus parabéns em especial para o comandante dessa jornada, o técnico Abel Braga, que nunca teve no futebol carioca o tratamento que merecia, mesmo vencendo campeonatos ou chegando muito perto. Passou de time em time sendo tratado como acessório e precisou sair do estado para ganhar o devido reconhecimento. Abel é meu tipo de técnico preferido, aquele que bota o coração no time, exige garra, respeito mas também sabe respeitar seus jogadores, não se comportando como estrela. Para técnicos como Abel e Felipão quem manda no time é ele e não os cartolas ou a torcida.

Parabéns aos colorados que entram para o grupo de torcedores que podem com orgulho dizer serem campeões do mundo.

19 Dec 2006, 5 comentários.
:: Esportes

Materazzi, uma flor de pessoa

Marco Materazzi, um grandalhão todo tatuado e zagueiro italiano. Gente boa não pode ser. A francesada quer o fígado dele.

Dica do Mairus.


Perdeu e mereceu

Vivemos em um mundo engraçado. Um mundo onde se acredita no destino, na estrela, em ser predestinado, iluminado, escolhido. Brasileiro, então, é especialista nisso. Acha que um ou outro quando nasceu, Deus olhou e disse “esse é o cara”. No mundo todo o mito é seguido, mas aqui parecemos ter uma adoração especial. Uns diriam que é porque acreditar em destino e estrela é uma ótima desculpa para quando uma coisa dá errado. “Eu não tenho sorte mesmo, o destino não quis.”

O Brasil (não o time brasileiro, o Brasil todo) foi humilhado hoje pela seleção da França porque sempre acreditou ser o time escolhido e predestinado para vencer o campeonato. Brincadeiras dos torcedores, antes do início do torneio, mandavam entregar o caneco logo para os canarinhos para que se economizasse tempo. Os jogadores, aparentemente, agiram assim o tempo todo.

Quem olhar o comportamento da nossa seleção nos cinco jogos disputados vai notar que o mais marcante não foi esse ou aquele jogador, ataque ou defesa. Foi o comportamento de que fazer um gol era questão de tempo. De que a vitória era a conclusão óbvia da história, como em um filme. Mas como já dizia aquele nosso poeta, a vida não é filme e você (ainda) não entendeu.

Cafu, na saída do estádio, confirmou esse sentimento ao repórter do SporTV. “É, nos achávamos que em alguma hora o Ronaldinho ia enfiar uma bola impossível e a gente ia chegar ao empate.” Mas a cena que definitivamente simboliza nossa derrota foi quando, lá pelos quarenta minutos do segundo tempo, Ronaldinho Gaúcho bate para fora uma falta quase em cima da linha da grande área. As câmeras pegaram o “melhor do mundo” olhando para a meta com olhos arregalados e uma expressão de “Mas não era isso que devia estar acontecendo! Era para ser gol!”

Ontem a Alemanha despachou para casa um dos maiores favoritos do torneio, nos pênaltis. O goleiro Lehmann não só defendeu dois pênaltis, ele pulou no lado certo em todas as cobranças. Um predestinado, um iluminado, um herói? Nada disso. A seleção alemã entregou para ele minutos antes do início das cobranças uma lista com as estatísticas de dois anos de cobrança de pênaltis por parte dos argentinos. Lehmann e sua equipe trabalharam e fizeram o dever de casa.

E a França? E o Zidane? Um astro, um escolhido de Deus para levar o povo francês à glória? Ou uma equipe que, sabendo de suas limitações técnicas e físicas, venceu onde realmente se vence um jogo, no campo tático. A França não deixou o Brasil entrar em campo, exerceu a já famosa superioridade no meio-de-campo e, ainda por cima, contou com a incrível falta de garra do time brasileiro. Afinal de contas, quem precisa de garra quando se tem estrela, cinco estrelas?

Não é dizer que o Brasil, no fim das contas, não tinha a tal estrela. Não é dizer que o destino assim não quis. É que, simplesmente, não existe destino, não existe estrela, não existe um script de filme pré-escrito com heróis escolhidos a dedo. O que existe é seriedade, trabalho duro, humildade e uma pitada de acaso.

1 Jul 2006, 21 comentários.
:: Esportes

Copa, oitavas

Brasil x GanaSemana agitadíssima. O único jogo das oitavas de final que realmente vi foi Brasil e Gana. Passaram de fase todos os primeiros colocados de seus grupos, exceto Ucrânia e França. A Suiça mostrou porque a Copa do mundo e seu sistema de mata-mata é bela. Não basta ser retranqueiro e não tomar gols, é preciso fazê-los. Saiu da Copa com a honra de ser o primeiro time da história a ser eliminado nas oitavas sem ter tomado nenhum gol e toda a competição. Já a Espanha, como bem disse o filósofo Mairus, comprovou ser a maior pipoqueira das Copas. O time é jovem e não soube ter sangue-frio diante da cansada porém experiente França.

Já o Brasil fez o que todo mundo esperava, não deu a menor chance para Gana. O papo rolando pelo mundo é o de que a arbitragem está desaradamente favorecendo o Brasil. Fora o gol impedido do Adriano não vi nada demais (e erros de impedimento aconteceram por toda a Copa). Mais deslavado foi o tropeção-que-virou-pênalti no jogo Itália x Austrália. Os ganenses reclamaram que o juiz dava muita falta. Eu acho que eles é que fazem muita falta.

Eu já tinha cantado lá no jogo Gana x Rep. Tcheca que o pessoal da África é ingênuo e ruim de pontaria. Continuaram assim contra nosso timaço. Fora aquela cabeçada que o Dida tirou com o pé não houve nenhum lance de perigo real e imediato ao nosso gol. Ronaldinho Gaúcho não fez uma grande participação mas o resto do time compensou. Não adianta, em Copa do Mundo não consigo ver 3 x 0 em oitavas de final como um mau resultado. Pra mim não tem essa de “o time mostrou fragilidade”, cada jogo é um jogo.

Agora (daqui 5 horas, pra ser mais exato) pegamos a França. Eu sou um traumatizado. Já vi o Brasil perder duas vezes para eles em Copas, e mais uma ou duas em olimpíadas. Que esse jogo quebre a escrita.

1 Jul 2006, 1 comentário.
:: Esportes

Ronaldo cometendo ato falho?

Marcos Uchôa pergunta a Ronaldo Felômeno sobre o recorde de gols em uma Copa, que responde.

— O recorde é bom, mas o objetivo maior é chegar à final.

Achei que o objetivo maior fosse ser campeão.

28 Jun 2006, 18 comentários.
:: Esportes

O outro lado

Como comentei no RadarPOP desta semana (daqui a pouco no ar, né Alexandre?) essa é a Copa das TVs de alta definição, do YouTube e do BitTorrent.

Como não consegui gravar digitalmente os jogos (minha placa de TV se revoltou, nem Bom Bril resolve) estou baixando via torrent as principais partidas. A qualidade ainda não é das melhores, as fontes são escassas e nem todo jogo está disponível. Mas os dois do Brasil já estão no disco rígido para serem minuciosamente analisados. Ainda aproveito para ver a reação dos estrangeiros aos jogos. Já baixei jogos transmitidos pela ESPN (EUA), BBC (Inglaterra) e TSN (Canadá).

Assim que acabo de baixar dou a famosa testadinha, aproveitando para ver os gols da partida. Daí que fiquei espantadíssimo com a reação fria do locutor no gol do Fred, chegando a dizer “eles não mereciam”. Mas tudo foi explicado minutos depois, afinal de contas era o sinal da SBS, a TV Australiana.

Os comentaristas Rale Rasic (ex-técnico da Austrália e que é, quem diria, croata) e Ned Zelic (australiano de nascimento, mas origem também croata) até tentaram enaltecer a “aplicação tática” da Austrália mas no final reconheceram que o talento individual do Brasil acabou sendo decisivo.

Se na outra Copa o divertido era acessar sites de jornais dos adversários, a banda larga desta Copa dá o próximo passo com imagem e movimento.

O detalhe interessante é que o site dos caras não consegue ser acessado do Brasil, só via algum proxy. Script kiddies brazucas atormentando a terra do canguru?

19 Jun 2006, 6 comentários.
:: Esportes

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