Um fim-de-semana com muito cha-ching! para a Apple

Estimam por aí que meio milhão de iPhones foram vendidos desde o lançamento na última sexta-feira. Com o preço variando entre $500 e $600, dependendo do modelo, foram negociados até US$300 milhões nestes dias. A Apple fica com alguma coisa entre 20% a 50% deste número. A AT&T, operadora exclusiva do novo aparelho, também deve estar muito feliz já que segundo as pesquisas de “boca de urna” apenas 50% dos compradores de iPhone já eram clientes da empresa.

Esse lançamento do iPhone vai entrar para a história por motivos não necessariamente tecnológicos. A expectativa criada pela Apple e seus fanboys em volta do produto foi tão forte que o primeiro dia de vendas transformou-se num dos eventos de mídia mais importantes do ano, com cobertura ao vivo na porta de lojas, de grandes redes de TV a bloggers plugados em tempo real. Para aumentar ainda mais o impacto o produto, aparentemente, atendeu ao hype e vai ao que tudo indica realmente revolucionar o mercado de celulares inteligentes, para desespero da concorrência.


Dez dicas de marketing que eu aprendi com strippers

Nada como dicas de empreendedorismo feitas com piadas envolvendo mulheres nuas. E, ainda por cima, são realmente ótimas dicas.


Novos pacotes do Vilago, com o tradicional respeito aos clientes

Logotipo do Vilago, o provedor de hospedagem mais camarada do mercadoRepetindo a piada: o preço de tudo aumenta, menos o do Vilago. Outro chavão, repetido de novo: o patrão ficou louco!

Como já aconteceu ano passado o plano básico do Vilago (também conhecido como o único plano) sofreu semana passada uma mega turbinada. De 200mb de espaço de armazenagem as contas agora dão direito a 500mb. Em vez de 5gb de transferência as contas agora dão direto a 25gb. Com a internet cada vez mais multimídia os arquivos vão crescendo e a necessidade de largura de banda aumentando para todo mundo. E, claro, o mercado vai ficando mais concorrido.

Como também aconteceu ano passado esta não é uma oferta “assine agora e ganhe”. E ao contrário de empresas de telefonia e TV a cabo este novo pacote não é válido só para clientes novos. Todos os clientes passam para o novo plano, ou seja, muita gente passa a pagar menos a partir deste mês. Não faz o menor sentido punir alguém por ser meu cliente, oferecendo vantagens só para quem chegar agora. Tem empresa no mercado que pensa assim, a minha não. Obrigado a todos os clientes que acreditam no meu trabalho nestes mais de 4 anos.

Então, vamos lá, não tem mais desculpa para não hospedar seu site no provedor mais camarada do mercado, né?


Dez idéias online imbecis que deixaram alguém (bem) rico

Um dos mitos dos novatos em empreendedorismo é o de que uma boa idéia é a parte mais importante do negócio. Eu, obviamente, discordo totalmente desta idéia, afinal de contas ganho meu dinheiro com uma das idéias mais antigas da Internet: hospedar sites.

Hoje encontrei aqui uma lista com 10 idéias malucas que funcionaram e deixaram alguém muito rico, provando de vez que se você executa bem uma idéia, por mais idiota que ela possa parecer, pode ser dar bem. A lista tem de tudo: monges recarregadores de cartuchos de impressora, óculos para cachorros e até forquilhas-da-sorte feitas de plástico além do favorito de todos nós, a Million Dollar Homepage.

De sobremesa leve este outro texto, sobre como os empreendedores com menos de 30 anos saem na frente dos mais velhos justamente por “não saberem nada”, ou seja, por não chegarem no empreendimento com idéias pré-concebidas sobre o que funciona ou não.


100 novas empresas de hospedagem de sites abertas em 1 ano

100 novas empresas de hospedagem de sites surgiram no mercado brasileiro nos ultimos 12 meses. A informaçao é da ediçao de maio do Hostmapper Brasil, relatório bimestral dirigido às empresas de webhosting.

Com esquemas de afiliados, revendas, etc. hoje fica bem fácil um escritório de design, por exemplo, abrir um pequeno serviço de hospedagem que atenda aos seus clientes. É o já famoso Long Tail e cabe a empresas como a minha correr atrás. Aliás tenho uma meia dúzia de clientes no Vilago que fazem essa jogada com seus clientes, nos mais variados modelos. Para mim o importante é manter sob meu controle o atendimento e o controle sobre os sites em si, para não deixar a qualidade do serviço como um todo cair. [valeu Marcelo!]


Prazer macabro do empresário de hospedagem

Eu sei que é feio, malvado, bobo. É horrível mesmo. Mas é que de vez em quando (pelo menos uma vez por mês) tenho que aturar algum candidato a cliente (ou vejo comentários em blogs ou no Orkut) dizendo algo do tipo “o Vilago é legal, mas o provedor concorrente é mais barato” ou “o provedor concorrente dá 20 quaquilhões de terabytes de espaço”. Seja lá quem for o concorrente, eu tenho um monte.

Daí que tento acessar o blog de alguém e o servidor está fora do ar. Desculpe Papai do Céu, mas eu abro um tremendo sorriso. Problemas acontecem nas melhores famílias, só não gosto quando fica parecendo que é só na minha.


Vendendo o seu visual no gogó

É preciso no mínimo muita imaginação para imaginar a nova coleção do Camiseteria ouvindo um podcast! Mas é no mínimo uma boa diversão, ouça os novos designs por aqui.


Vilago 2007: abra o bico

E já que estamos falando em poder para o polvo… Em 2007 quero dar umas sacudidas no Vilago, inventar umas coisas malucas, diferentes, legais e, claro, lucrativas. O que você sugere? Afinal de contas o ano já vai começar!


Isso é que é espírito empreendedor

Miniatura do cartaz "ingresso para ver o buraco", uma brincadeira para ver pela janela o buraco do metrô de São Paulo

Genial a sacada dos preços diferenciados.


O boo-box é uma caixinhas de surpresas

Logotipo do site boo-boxSe a palavra é monetizar o melhor é ter ferramentas legais (e não intrusivas) para defender nossos trocados. Vem do pessoal animado de Brasília — Rapha, Marco, Mateus e sua turminha do barulho — o boo-box.com, que é uma idéia tão simples e tão legal que chega a doer.

Qualquer blogueiro que se preze coloca fotos em seu site. Uns, como eu, quase que exageram nessa tarefa. Colocando a caixinha que faz Boo! em cada imagem você vai liberar para o leitor, quando a caixa for aberta, links para produtos relacionados à foto. A classificação das palavras-chave é feita pelo próprio blogueiro, via definições CSS. (class="foto camera viagem", etc)

Os produtos linkados levam o código de afiliado do dono do site. O protótipo usa a Amazon, que facilita ao máximo a vida dos afiliados (ao contrário de outras empresas que se acham a Amazon brasileira…) mas a promessa é de mais opções. O leitor pode comprar direto na caixinha, sem sair do site.

O boo-box está tento uma boa recepção, mesmo com algumas pessoas de pé atrás e outras dizendo que a idéia é tão simples que vai ser copiada indiscriminadamente. Mas justamente por ser muito simples de usar ela não precisa ser copiada. Basta usar o site original, não?

A crítica mais válida é o medo de uso para phishing. Alguém poderia fingir ser o boo-box (quando ele já for altamente popular em vários blogs), colocar uma caixinha levando a um site imitando a Amazon e roubar sua senha Amazon ou até mesmo seu número do cartão de crédito. Não há como saber se ali dentro está realmente a Amazon ou não. Quem é mais experiente em navegação vai usar algo tipo “abrir em nova aba”, mas esse pessoal já é razoavelmente imune a phishing.

Eu estou sempre reclamando de que o Brasil em geral e a web brasileira em particular é de uma falta de criatividade insana. Estamos sempre copiando modelos americanos, vide os 20 clones de Digg ou YouTube que apareceram ano passado, sem criar alguma coisa de verdade. O boo-box deve ser, até o momento, o único site web 2.0 realmente brasileiro e original. Mais sensacional ainda que, ao melhor estilo empreendimento-web, não veio de nenhum medalhão da Internet que dá declaração em jornal e revista. Veio de uma cidade que nem é considerada pólo de web no Brasil.

PS: O boo-box é orgulhosamente provido pelo Vilago, a melhor hospedagem de sites que eu conheço.

PS/2: Lembra da história de que a URL do seu site pode afastar visitantes? Depois de vários dias quebrando a cabeça para entender por que algumas pessoas não conseguiam acessar o site descobrimos que o problema estava no domínio originalmente usado pelo pessoal: booboxland.com, que poderia ser traduzido como “terra dos bois de peitinhos”.


Onde ficará a isenção dos blogs.br em 2007?

No fim do ano a blogosfera brasileira foi tomada por uma febre maior do que RBD em pré-adolescentes: virar um pro-blogger. Isso mesmo, viver de blogar. Eu mesmo já falei sobre isso em outra ocasião.

Você passeia pelos blogs e começa a ver anúncios do Google em todo canto, inclusive em cima do texto que pretendia ler. O alvo direto são os tais “paraquedistas de Google”, gente que chega procurando coisas absurdas, bate no seu blog porque não sabe usar a ferramenta, clica em tudo que vê e gera os centavinhos.

Monetizar, monetizar. Só se fala nisso, ou melhor, só se pergunta e filosofa sobre isso. Aparecem casos de sucesso aos montes, “eu vivo de blogar”, “pago minhas contas com o blog”, etc. Gente que ganha US$ 1000 por mês com blog. Eldorado. 2007 vai ser o ano do pro-blogger brasileiro. Em dezembro deve sair na Veja, aguarde.

Eu não só não tenho absolutamente nada contra a idéia de receber dinheiro por blogar como já afirmei que, indiretamente, vivo do meu blog. Mas a questão não é essa. (Continua…)


iPhone, o dia seguinte

12% em um dia.

Grafico das acoes da Apple Inc, que subiu 12% em um dia

Deve ser, na boa, a maior barbada do mercado de ações americano: compre AAPL mais ou menos 1 semana antes da MacWorld!


Fábula do cliente

Essa foi mandada pelo meu sócio Bruno:

Cliente Padrão: “Comprei um carro.”

Interlocutor: “Que legal!”

Cliente Padrão: “Nada! O carro é uma merda!”

Interlocutor: “Por que?”

Cliente Padrão: “O vidro não sobe sozinho que nem o carro do meu irmão.”

Interlocutor: “Você comprou com vidro elétrico?”

Cliente Padrão: “Eu não! Não entendo nada de carro…”, pausa, “O carro é uma merda!”


PvP, a série

Player-versus-player, PvP, pvponline… é a melhor tirinha em quadrinho que já acompanhei, online ou não, com histórias hilárias, cativantes e que não chamam o leitor de idiota. Depois de uns 6 anos acompanhando ininterruptamente as tremendas confusões da turma os personagens já são quase da família. As histórias se passam numa fictícia revista sobre jogos onde os funcionários são tão geeks quanto os leitores. Cada assunto novo do mundo pop-nerd é abordado quase que imediatamente. Arcos inteiros de história são gastos com um novo jogo online ou filme que apareça pela frente. Este blog é fã de carteirinha da série já não é de hoje.

Acima de tudo PvP também é pioneira no formato de web-comics e na idéia de que com a Internet o criador de cultura pode vender direto para seu público sem atravessadores e sem perder o controle criativo sobre sua obra. (para o bem ou para o mal). O criador Scott Kurtz começou fazendo a tirinha nas horas vagas e hoje vive única e exclusivamente da obra. Assinou contrato com uma grande editora de quadrinhos mantendo controle total sobre o que é produzido. (e produzindo ele mesmo, sem contratar desenhistas em países de desenvolvimento para ficar regurgitando suas piadas)

Agora PvP dá um enorme passo, ainda apostando na Internet como mídia: PvP, a Série Animada.


PvP, the animated series

Junto com o estúdio de animação Blind Ferret, Kurtz e sua turma (que agora inclui o cartunista Kristofer Straub) prometem para 2007 uma série de 12 mini-episódios animados de mais ou menos 5 minutos sobre a turma do barulho. Os fãs compram acesso à temporada inteira (um episódio por mês) direto no site, pagando US$ 19.90 se assinarem ainda em 2006 ou US$ 29.90 ano que vem.

Pode ser o caminho aberto para outras empreitadas nesta área. Animação é um produto caro de produzir mas vendendo direto ao público vários outros custos são eliminados, inclusive o de publicidade — já que o próprio site da tirinha é o veículo de divulgação.

Achei o preço um pouco salgado para o que é oferecido. Como comparativo o DVD com a primeira temporada da série How I Met Your Mother sai quase pelo mesmos US$ 29.90 na Amazon. É claro que a sitcom atinge um público muito maior e já teve seus custos de produção pagos quando foi ao ar na TV. Mas o consumidor paga o valor e pronto, pode não estar muito interessado no que acontece por trás da caixinha (mas o público de nicho de PvP pode ser uma vantagem aqui também). No DVD da série leva quase 5 horas de conteúdo contra apenas 1 hora das animações.

A idéia é ótima e vou ficar aqui torcendo que dê certo. Scott Kurtz sabe que tem um produto de nicho, de cauda longa, e que só interagindo direto com seu público vai ter um destino mais glorioso do que, por exemplo, a fracassada série animada dO Balconista, que tentou virar série mainstream na ABC e não chegou nem ao terceiro episódio. (que realmente nem era tão engraçada assim, porque no fim das contas matou o que O Balconista tinha de mais engraçado: os palavrões e as infindáveis referências nerd)


Anuncie sua vaga de emprego grátis até o carnaval

O patrão ficou louco!

Como verão é aquela tradicional época onde nada importante acontece no mundo dos negócios o vagas.carreirasolo.org está com uma promoção que é uma teta. Anuncie sua vaga, por um mês, de graça.

Vamos lá, vamos reconhecer. O site é um fracasso até o momento, estava com a homepage vazia. O motivo pode ser que o Mauro Amaral não é Joel Spolsky. Ou talvez não tenham entendido a idéia do site. Ou talvez o Brasil… Enfim, seria muito mais simples a gente mudar o site e passar a cobrar de quem está desempregado. Acho até que muito candidato preferiria esse modo. Mas continuo insistindo no modelo gringo (onde existem mais vagas do que candidatos, ao contrário daqui) de que é a empresa que deve pagar para achar um bom profissional.

O curioso é ver que algumas pessoas realmente não entenderam a do site (a culpa é de quem criou o site, provavelmente). Vários candidatos mandaram currículo para nós achando que ele ia aparecer lá de alguma maneira. Já alguns empregadores pediram para ser avisados quando os anúncios passassem a ser de graça. Bom… eles venceram, até o carnaval passar.


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