Eu sou um dos que defendo que “freelancer” é a maneira de trabalhar do futuro (nas profissões que usam a cuca, é claro). Entre aspas porque a coisa pode ter nomes e formas ligeiramente diferentes mas que no fim das contas significa a mesma idéia de se libertar do relacionamento CLT. O emprego morreu, longa vida ao trabalho. Os profissionais vão se ajuntar em grupos mais ou menos coesos para executar projetos num modelo celular (e muitas vezes unicelular, claro).
E quando o assunto é freelanceiros, O Cara para falar do assunto é o Mauro Amaral, que agora resolveu entrar para o maravilhoso mundo dos podcasts com o Fala Freela. O número zero já começa definindo o que é um frila, que tipo de trabalho ou pessoa deve ou não deve ser executado desta forma e outras milongas mais. Eu recomêindo.
Neste fim-de-semana recebi um e-mail do Orkut “Fulando enviou uma cantada para você”. No texto da “cantada” a propaganda de um provedor de hospedagem com pacotes e preços melhores do que os do Vilago. Minha vontade na hora era mandar um e-mail descendo o pau no spammer, mas em 3 segundos lembrei que o perfil era provavelmente falso e o e-mail voltaria.
Pelo menos uma vez por mês recebo um comentário no blog de alguém vendendo serviços concorrentes. Alguns só querem um link do meu blog (usando os comentários) sem saber que eu uso nofollow automaticamente (que é uma configuração padrão em todo blog Wordpress, ou seja, todo blog é assim até ser configurado em contrário). Já recebi também um e-mail todo bem educado dizendo que a tal empresa estava começando, precisava de uma força e que teria um serviço de altíssima qualidade. Cheguei a escrever uma resposta dizendo simplesmente “comece, então, fazendo seu dever de casa, já que eu sou seu concorrente”, mas no fim das contas pensei na mesma coisa que pensei quando recebi a tal “cantada” do Orkut:
Que se alguém é capaz de assinar um serviço anunciado descaradamente num canal de comunicação pessoal do Orkut é melhor não ter essa pessoa como cliente.
Caros vendores, deixe-me apresentar à vocês: meu nome é jéssica, tenho 21 anos e uma preguiça muito maior do que vocês imaginam. muito maior do que foi permitido à qualquer geração pré-internet. E por gostar tanto dela, sofro horrores na hora de comprar serviços.
(…)
Pedi uma cotação de um plano de saúde com determinadas características e recebi de volta uns 5 PDFs com o preço de todos os planos de saúde de algumas empresas. Os mesmos PDFs que acho numa busca online de 2 minutos. Para que eu preciso pagar comissão à um vendedor que faz o mesmo que o google?
Corretor é uma das profissões ameaçadas de extinção pela internet, se o profissional não se reinventar.
A expressão usada pela maioria dos meios de notícia foi “acima das expectativas mais otimistas”. A venda de computadores Mac aumentou 51% no período, em unidades, e 54% em tutu no bolso do Steve Jobs e seus amigos. No geral o lucro aumentou 36%.
A grande pergunta é: o iPhone está ajudando a Apple a vender mais computadores? “Caramba, se um smartphone é tão mais simples de usar eu vou comprar um computador desses caras.”? Lembrando que o iPhone só perde no mercado americano de smartphones para o Blackberry. Mas na Europa há quem fale de encalhe, com o iPhone 3G sendo anunciado em junho.
Aqui no Brasil os preços de produtos Apple
continuam caindo, mostrando que “se você baixa o preço eles vêm”. Caramba, até o Alexandre comprou um Mac!
Cai por terra uma das “ondas” que eu sempre tiro com o Vilago, a de que nunca investi um centavo em publicidade, tenho todos os meus clientes a partir deste blog, dos amigos e da indicação de outros clientes satisfeitos.
Mas é por uma boa causa. O Vilago é um dos patrocinadores oficiais do BarCamp Rio 2007, dia 21 na PUC-Rio, minha universidade querida. É claro que espero um dia recuperar a grana investida (que será convertida em camisetas e comilança) em clientes, mas o que eu quero mesmo é ver mais eventos legais como esse — que será 100% gratuito para os inscritos — acontecendo de preferência no meu caidinho Rio de Janeiro e em todo o Brasil.
Nos vemos lá! (ainda há 10 vagas!)
Pelo que você está pagando quando contrata um serviço? O segundo texto da série Tenha projetos de sucesso sendo um cliente melhor.
Você contratou um “faz-tudo” para pintar as paredes do seu apartamento. Ou uma reforma na casa. Ou uma faxineira. Ou um software de controle de contas a receber. Ou um book de fotos do seu bebezinho fofinho. Ou um freelancer para escrever um texto para o jornalzinho da sua empresa. Todos estes exemplos são da categoria “prestação de serviços” e em todos eles você contratou exatamente a mesma coisa.
Esta série de textos vai falar, ao longo dos meses, sobre vários assuntos do relacionamento prestador-cliente, mas permita-me usar um velho chavão: se tem uma coisa fundamental para você aprender destes textos, uma que vai sempre ser o ponto central de todos os outros assuntos ela é:
(Continua…)
Então você resolveu contratar um profissional ou uma empresa para fazer aquele serviço para você, seja porque não tem tempo, competência ou paciência para tal. Parabéns, você acaba de qualificar-se como leitor desta série de textos que estréio hoje no meu blog.
A ambição era, um dia, escrever um livro sobre o assunto, mas na velocidade com que eu realizo grandes projetos o lançamento ia acabar acontecendo em um ano tão distante no futuro que “projeto” e “cliente” já poderiam ser expressões tão ultrapassadas quanto “caiu a ficha” e “queimar o filme”.
(Continua…)
Cliente compra Playstation 3 no Submarino e este apresenta defeito. Pensa “É claro que paguei bem mais caro do que poderia ao escolher comprar um produto “com nota” e de uma empresea idônea, mas fico pensando o que eu faria se tivesse pedido para alguém tê-lo trazido do Paraguai ou então tivesse comprado em uma loja qualquer.” e manda de volta à loja para conserto. Problema vai, problema vem… recebe pelo correio uma caixa de PS3 com uma tremenda pedra dentro!

Isso tem pinta de funcionário de mau-humor, mas pulveriza em instantes a imagem que uma empresa gasta muito dinheiro para construir…
Atualização: tem gente levantando que pode ser tudo um boato ou uma armação. É claro que pode, leia tudo com moderação.
Os links com propaganda do Submarino vão muito bem, obrigado. Tenho notado que cada vez mais o pessoal tem comprado computadores inteiros na loja. Hoje fui ver alguns modelos e achei os preços dos desktops e notebooks bem competitivos, como esse Core 2 Duo com 2Gb de RAM e um HDzão por R$ 1.350,00. Coisas como acessórios já têm preços melhores do que muitos lugares offline. O mouse Microsoft padrão está uns R$ 20,00 mais barato do que na lojinha aqui da esquina.
Se você for comprar as peças separadamente em lojas do Rio, São Paulo ou no Mercadolivre vai muito provavelmente pagar menos, mas essa opção não é para qualquer um e ainda tem um esquema de garantia mais complicado, peça-a-peça.
Será que o Suba pode ser considerado um novo lugar para comprar informática?
Como montar?
Montar um contrato de manutenção de projetos web não é uma tarefa fácil. Sabe por quê? Porque um contrato de manutenção precisa ser, na maioria das vezes, intuído. Eles estão escondidos em projetos que o cliente jura em que eles não serão necessários. Uma das mais corriqueiras armadilhas que designers, desenvolvedores e gestores de projetos Web caem, quando dão seus primeiros passos neste mundo online.
Pena que meus clientes de desenvolvimento de sites não lêem meu blog (nem o Carreirasolo…)
A Luciana Misura é blogueira das antigas e que mantém junto com o marido um serviço de hospedagem de blogs “concorrente” do Vilago, o Pixelzine. Concorrente entre aspas porque nesse mercadão enorme sem portêra há espaço para todo mundo sem bater de frente. Já fomos até citados junto em uma reportagem do Globo em 2004.
Com um bebê a caminho Luciana achou melhor não arriscar a qualidade do seu serviço e passar adiante sua carteira de clientes. Para minha felicidade ela escolheu o Vilago o que, como diriam os jogadores de futebol e pagodeiros, gratifica muito o nosso trabalho. Ontem ela mandou o seguinte e-mail para todos os seus clientes:
Amigos Assinantes,
Temos o prazer de comunicar que agora o Pixelzine faz parte do Vilago
www.vilago.com.br um condomínio de sites administrado pelo amigo blogueiro
Cristiano Dias www.crisdias.com O Vilago existe há 4 anos e hospeda
mais de 100 blogs, com serviço personalizado e suporte em português,
oferecido pelo próprio Cris Dias.
Em aproximadamente um mês todos os sites que estão hoje no servidor do
Pixelzine passarão a residir no mais moderno e espaçoso servidor do Vilago.
O Cristiano vai coordenar os detalhes da mudança com cada um de vocês.
Na prática, o que isso significa:
1) Um novo plano de hospedagem, com direito a 500mb de espaço de 25gb
de transferência. Mais detalhes sobre o plano podem ser acessados no
endereço http://www.vilago.com.br/hospedagem
2) Novas formas de pagamento: boleto ou transferência bancária. Quem
não tem conta bancária ou coisa parecida no Brasil não vai ficar de
fora, é só combinar com o Cris que estudará cada caso procurando a
melhor solução.
3) Novo preço: R$ 29,00 por mês. E quem pagar mais de um mês de cada
vez tem desconto, mais detalhes em
http://www.vilago.com.br/hospedagem#precos
O site do Pixelzine deixa de existir e o endereço www.pixelzine.com será
redirecionado para www.vilago.com.br
Estarei à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas a respeito do
processo de transição, assim como o Cristiano.
Temos certeza que todos vocês ficarão muito satisfeitos com o novo serviço.
Muito obrigada a todos,
Luciana Misura
www.pixelzine.com
Cristiano Dias
www.vilago.com.br
Previously, on crisdias.com… comentei que na onda do SecondLife as empresas cometeram o mesmo erro da primeira geração www: tentar engarrafar seus modelos de negócio e operação do mundo real, suas metáforas, e levar para a nova plataforma. “A internet é como o jornal, só que com links.” ou “A internet é como a TV, só que com texto”. Ao deparar-se com novos paradigmas a nossa tendência é apelar para esses modelos mentais baseados em outros que já conhecemos. Mas só se dá bem quem entende a plataforma como uma entidade única. Uma dessas empresas que sacou qual é a do SecondLife é a VirtualUp, do amigo Artur Vechi.
Desde que a computação gráfica caiu no gosto popular via vinhetas da Globo eu vejo gente com a idéia de fazer maquetes virtuais de imóveis, seja com fitões VHS, CD-ROMs interativos, websites, QTVR… E foi com a simplicidade das boas idéias que a VirtualUp resolveu usar a plataforma do SL para levar ao usuário final uma visão virtual de imóveis em construção. Nenhum software precisou ser desenvolvido, qualquer pessoa pode baixar o programinha gratuito e dar uma olhada no seu novo apartamento.
A beleza do modelo de negócio é ele não depender em nada do mundo virtual ser popular, populoso ou frequentado por gente descolada e de cabelo pontudo. O cliente final da construtora pode nunca ter ouvido falar em SecondLife e nunca mais voltar ao ouvir. Como todo o custo de desenvolvimento do software é da Linden Labs — criadora do SL e para quem a VirtualUp para aluguel pelo terreno virtual — o custo para a construtura cai bastante: o serviço é o de mera construção virtual.
Veja o resultado final neste vídeo, de um prédio em construção em Porto Alegre, onde fica a sede da VirtualUp. Ou visite a empresa direto no SecondLife.
Começam a aparecer na mídia reportagens dizendo que o SL é um grande prejuízo para as empresas que nele investiram. Nenhuma grande novidade, é claro, mas…
O raciocínio mediano óbvio a sair disso (e que provavelmente vai parar na imprensa especializada) é a de que negócios virtuais são uma furada, que o SL é a nova bolha, etc. etc. e que só empresas sólidas (no sentido literal) merecem crédito.
Mas alguma dessas empresas relamente achou que ia ser um estrondoso sucesso criar réplicas virtuais de seus negócios em um mundo virtual, onde entre outras coisas as pessoas podem voar e teleportar-se? De que adianta gastar um punhado de dinheiro para ser o primeiro banco/bar/mercearia/tinturaria do mundo virtual? Que valor isso agrega ao usuário? Alguém achou que as regras daqui funcionam diretamente acolá?
Para mim o que aconteceu mesmo é que, mais uma vez, um grupinho de gente esperta e bem relacionada aproveitou um hype e convenceu executivos e publicitários a gastar rios de dinheiro em suas brincadeiras. O conteúdo nunca foi desenhado com o objetivo do lucro a longo prazo do cliente, apenas gerar uma (cara) mídia espontânea. “Acme é a primeira fábrica de bigornas a montar uma fábrica no SL, clique e leia mais.” Esqueceram de perguntar se alguém queria bigornas no SL.
Depois dos comerciais, um uso inteligente do SecondLife.
Com mais de 20 milhões de usuários o Facebook é o que simplificadamente pode ser chamado de “Orkut dos EUA”. Junto com o MySpace o site divide a preferência do público americano (com um estudo dizendo que o Facebook é o site dos “ricos” e MySpace o dos “pobres”)
Em maio o site lançou uma API de desenvolvimento que permite a empresas externas escrever suas próprias aplicações para interagir com a “plataforma Facebook“. A Amazon, por exemplo, criou um widget para que você coloque suas resenhas de livros direto na sua página do Facebook.
Eu sempre defendi a idéia de que empresas brasileiras de informática (e Internet em especial) não precisam ficar pensando só no mercado brasileiro (muitas vezes limitando-se a copiar modelos gringos) e essa plataforma é uma ótima maneira de explorar este mercado. Para o usuário do Facebook pouco importa onde a aplicação foi feita (desde que esteja em inglês correto, por favor!) e já existem até fundos de investimento especializados em bancar este tipo de aplicação.
Fica aqui a idéia para os candidatos a empreendedor internacional. E se fizerem sucesso por favor me contratem como conselheiro, hein?
Estimam por aí que meio milhão de iPhones foram vendidos desde o lançamento na última sexta-feira. Com o preço variando entre $500 e $600, dependendo do modelo, foram negociados até US$300 milhões nestes dias. A Apple fica com alguma coisa entre 20% a 50% deste número. A AT&T, operadora exclusiva do novo aparelho, também deve estar muito feliz já que segundo as pesquisas de “boca de urna” apenas 50% dos compradores de iPhone já eram clientes da empresa.
Esse lançamento do iPhone vai entrar para a história por motivos não necessariamente tecnológicos. A expectativa criada pela Apple e seus fanboys em volta do produto foi tão forte que o primeiro dia de vendas transformou-se num dos eventos de mídia mais importantes do ano, com cobertura ao vivo na porta de lojas, de grandes redes de TV a bloggers plugados em tempo real. Para aumentar ainda mais o impacto o produto, aparentemente, atendeu ao hype e vai ao que tudo indica realmente revolucionar o mercado de celulares inteligentes, para desespero da concorrência.