É assim que você trata seus fornecedores?

No distante 2007 fiz uma daquelas promessas furadas do blog: escrever uma série de textos sobre como ser um cliente melhor, não tratando seu fornecedor como idiota. O prêmio, se todos seguissem minhas dicas, seria um mundo melhor onde as crianças podem brincar tranquilamente em seus parquinhos sem medo da ameaça alienígena. Ou algo próximo disso.

Só escrevi 2 textos e ficou por isso mesmo, como tantas outras coisas aqui. Mas ficou a idéia básica: você paga pelo tempo de trabalho do seu cliente, incluindo o tempo em que ele perde convencendo você a fazer o trabalho daquela maneira, naquelas condições. Alguns clientes encaram a contratação de um serviço como uma coisa física (como no exemplo de um dos textos, “comprei uma parede pintada de branco”) mas você está comprando o tempo do profissional.

Para minha sorte um pessoal fez um vídeo que resume boa parte do problema. Eles inverteram a lógica: e se você realmente negociasse os serviços como se fosse uma coisa física? Um CD, um jantar? Os argumentos que os clientes que alguns clientes apresentam na hora de negociar o preço do serviço ultrapassam a barreira do ridículo e aparecem literalmente no vídeo, sob outro contexto para mostrar esse ridículo. Não você, claro. Outros fornecedores.

[ link direto pro YouTube, versão sem legendas com qualidade melhor ]


Brainsession: Agilidade Mental

Taí o Brainsessions. Pessoas que admiramos dando uma visão pessoal sobre inspiração e criatividade. O trabalho foi duro e a lista de agradecimentos é longa. Merigo, Bruna, Gafanhoto/Pix, Mellancia Studios e principalmente a equipe do enxame que encarou esse novo desafio maluco com sede de sangue, foi lá e fez acontecer. É o primeirinho e agora é daqui pra riba.

O Merigo blogou ontem um pouco sobre como nasceu o projeto. No enxame a gente mede o sucesso de um pod por visualizações, comentários, retweets… No Brainsessions a medida é outra: cabeças explodidas.

[ link direto para o enxame para quem estiver em leitor RSS ou e-mail ]


Eventos, networking e o título de “TED Brasileiro”

O Fabio Seixas anda blogando e twittando, e o pessoal anda comentando, sobre o Epicentro, um evento auto-intitulado “o TED Brasileiro”. Como desde o ano passado venho conversando por aí sobre o modelo de eventos vou despejar umas idéias aqui nesse domingão de sol. Mas antes… um aviso.

Dia 16 próximo o Braincast (do qual sou co-apresentador) e o enxame (do qual sou sócio) vão organizar com a Gafanhoto/Pix um evento que pode ser considerado concorrente do Epicentro, chamado Brainsessions, que vai ter lá seu formato e abordagem diferentes mas, como veremos a seguir, persegue o mesmo objetivo de ser um bom evento-palestras. O objetivo deste texto não é dizer que o Epicentro é feio e bobo e meu pai é mais forte do que o seu, mas já conhecendo a karma-police-do-pensamento coloco esse aviso aqui antes que dedinhos sejam apontados. O Brainsessions tem, claro, um pouco da minha visão sobre eventos, que é o que vou comentar aqui, mas é só um pequeno primeiro passo.

Sobre o modelo de palestras atual

No início da minha palestra do Muvuca na Cumbuca ano passado contei que eventos de trading, congressos, etc. já foram a melhor maneira de as pessoas em um mercado ficarem por dentro das tais últimas novidades. Quando moleque eu contava os dias para a Sucessu, depois, a Fenasoft, quando eu veria de perto as maravilhas do mundo da tecnologia, os últimos lançamentos. O único contato com tecnologia fora dali era via uma única revista e meus amigos da rua. O mesmo pode ser dito para qualquer outra categoria profissional. De lá pra cá as coisas mudaram.

Ano passado fui no digital age 2.0, um evento lindamente organizado com gente muito mais importante do que eu na platéia. A palestra de abertura era de ninguém menos do que o Dr. Lawrence Lessig, O Cara quando o assunto é direitos autorais e liberdade digital. Logo depois veio uma tele-palestra de Seth Godin, guru do empreendedorismo web 2.0. E por aí foi. A minha sensação e a da maioria da platéia foi “não falaram nada que eu já não soubesse”. O que aconteceu? (Continua…)


Site de companhia aérea parte 2: Gol

A verdade é que nenhum site de companhia aérea funciona 100%. O da Gol mesmo tem seus problemas, e olha que a empresa diz que o site é, disparado, o principal ponto de venda da empresa.

No final do ano passado quase não consegui passar o Natal com minha família porque o site da Gol (que só funciona se você colocar o www na frente do endereço!) se recusou a vender as passagens que eu pedi.

O problema, eu descobri ontem depois de muita insistência, é comprar viagens que começam e terminam em aeroportos diferentes. Para quem viaja entre Rio e São Paulo, com 2 aeroportos cada uma, essa é uma opção mais do que comum. (note na imagem ampliada que eu tentei reservar Galeão -> Congonhas -> Santos Dumont)

Se o problema fosse só um site bugado tudo seria mais simples. A coisa piora mesmo quando você é obrigado a entrar em contato com o sempre temido atendimento ao cliente. Em primeiro lugar não dá para ligar para a central de vendas por telefone da Gol, explicar o acontecido e comprar as passagens corretamente por lá. O preço só é válido pelo site, provavelmente para economizar todas as despesas de manter uma equipe falando no telefone com você. O máximo que você pode tentar é usar o chat-suporte do site, que não funciona 24 horas por dia.

É aí onde começa a parte tragicômica do atendimento, que vale para praticamente qualquer empresa com site no mercado: o problema é sempre do lado cliente. (a anti-máxima: o cliente nunca tem razão) (Continua…)


Site OceanAir: dá pra confiar?

Essa é a imagem que aparece no Firefox quando você procura por vôos no site da OceanAir. O erro acontece porque a empresa não assinou o certificado de criptografia em “cartórios” digitais. Essa assinatura não é obrigatória para o funcionamento da criptografia, ela apenas comprova que você está realmente acessando o site que acredita acessar. Nem todo mundo faz essa certificação, que custa um dinheiro razoável todo ano mas está longe de ser uma fortuna. É uma garantia a mais de segurança para o usuário e, caramba, se uma empresa aérea não compra nem o certificado SSL para o site que mensagem está passando ao consumidor? O site diz que é assinado mas o Firefox discorda. Em quem o usuário comum vai confiar quando der de cara com a mensagem “este site não é seguro”?

Segui bravamente e recebi uma mensagem de erro do servidor.

Se o site da sua empresa é algo que você deixa para prestar atenção quando não está fazendo mais nada fica difícil ser líder de mercado, brigar com os grandes.

PS 1: o site não funciona no Safari. Alô OceanAir, o número de usuários de Mac aumenta a cada mês no Brasil. Macs são computadores mais caros do que o normal, um tipo de público que eu acho que vocês deveriam correr atrás.

PS 2: fui atrás da anunciada (em panfletos fartamente distribuídos no aeroporto) promoção de passagens Rio-SP a R$ 93,00. Não encontrei. Devia ser alguma coisa nas letras miúdas. O negócio é desistir mesmo.



A Cabeça de Steve Jobs

Por falar em Apple, esqueci de colocar no fim do texto anterior que finalmente acabei de ler A Cabeça de Steve Jobs. Totalmente recomendado para quem quer entender, sem messianismos, como funciona a obsessão da Apple pela qualidade (refletida no iLife lançado) e por que os investidores morrem de medo dos problemas de saúde de Jobs.

Uma das partes que mais me chamou a atenção nessa reta final da leitura foi a de que os vendedores das novas e cultuadas Lojas Apple não recebem comissão pelas vendas, só status interno. (whuffie?) Segundo o raciocínio de Jobs e Ron Johson, ex-Target e responsável direto pela criação das lojas, a comissão faz com que o vendedor tente fechar a melhor compra para ele, vendedor, e não para o cliente. Com a comissão o impulso é vender produtos caros o mais rápido possível, mas a Apple quer que seus clientes tomem a decisão certa para não terem frustrações mais tarde. Genial.



O primeiro texto de 2009: vai lá e faz

E quem diria que depois de oito anos de carreira este blog abriria o ano com um texto de auto-ajuda, hein?

É que quando eu era um adolescente-padrão ficava, junto com os amigos, bolando maneiras incríveis de mudar o mundo. Alguns anos depois via que alguém tinha feito alguma coisa parecida com aquela idéia e contava para o Alexandre, parceiro na maioria delas. (ou simplesmente autor único, confesso) Ele suspirava e dizia, naquele pessimismo marca registrada dele: “é, os caras foram lá e fizeram, já eu…”. Essas idéias tinham duas diferenças básicas com as nossas: eram normalmente piores e… reais. E é claro que este segundo ponto faz o primeiro ser mero detalhe.

De lá pra cá vi muita coisa, fiz muita coisa e não fiz mais coisas ainda. E aprendi uma coisa chave: uma idéia não vale nada se não for executada. (ou simplesmente “idéia é mato“, como diria o pessoal da colmeia) Esse papo todo deveria parecer óbvio mas se a gente parar para pensar não só nas idéias que nós mesmos guardamos sem nunca fazer como nas pessoas que chegam com o papo de “eu tenho uma idéia aqui que vale muito”, querendo jogar a execução para você, vai se convencer de que essa é a regra e não a exceção. Algumas, inclusive, mandando você assinar um contrato de confidencialidade com uma multa gigantesca caso você conte para alguém aquela idéia jênia. Ou gente dizendo que você está velho demais… ou não tem experiência suficiente nem mesmo para tentar…

Por conta disso tudo parei para por em prática uma idéia que prometi fazer desde o ano passado ( ahn? ahn? pisc, pisc ) e sempre enrolava: legendar e publicar um episódio do The Show, do ZeFrank, onde ele fala um pouco sobre isso, sobre ir lá e fazer em vez de ficar sonhando em como essa sua idéia é maravilhosa, se pelo menos você tivesse o tempo, dinheiro, amigos… para fazer.


Eu vi esse vídeo pela primeira vez na palestra do Russel Davies no NBC08 e a frase que ficou martelando na minha cuca foi (para aqueles sem saco de ver os 2 minutos e meio de vídeo) Quem faz uma coisa ruim 3 vezes tem 3 vezes mais experiência do que o cara que ficou só imaginando o quanto sua idéia é maravilhosa.

Esse pensamento teve que ser chave para mim em 2008 onde eu, basicamente, reinventei minha carreira profissional e ao fazer isso levei pedrada de alguns lados (e elogios também, ufa). Porque existem dois tipos de críticos: os que fazem e os que não fazem.

Então não sei quanto a você, mas em 2009 pretendo fazer muito, errar algumas vezes, aprender bastante (com a ajuda de verdadeiros mestres no assunto) e, se tudo der certo, conseguir uns acertos bem legais.

PS: E, sim, ao editar este vídeo aprendi um pouco sobre como legendar usando Final Cut[bb].



enxame.tv é inovação de destaque em 2008

Por ter criado o enxame, a colmeia foi escolhida uma das empresas inovadoras de 2008, segundo a revista ResultsON. It’s us in the tape.


crisdias, São Paulo, enxame, a vida, o universo e tudo mais

Ou: o que diabos estou fazendo em São Paulo?

Chega de enrolar! Hora de dar uma satisfação aos milhaaaaaares de leitores deste blog que não estão nem aí com minha vida pessoal e profissional e só querem saber de baixar jogos grátis, ligar para os parentes sem pagar ou saber seu signo. Afinal de contas, por que eu quase não blogo mais? Por que estou em São Paulo toda semana? No que estou trabalhando? O que é a estátua de quatro dedos e, claro, por que diabos os irmãos Petrelli são uns imbecis completos? Estas e outras respostas, exceto para as duas últimas perguntas, a seguir. (Continua…)


Faaaaaaaala freela!

Eu sou um dos que defendo que “freelancer” é a maneira de trabalhar do futuro (nas profissões que usam a cuca, é claro). Entre aspas porque a coisa pode ter nomes e formas ligeiramente diferentes mas que no fim das contas significa a mesma idéia de se libertar do relacionamento CLT. O emprego morreu, longa vida ao trabalho. Os profissionais vão se ajuntar em grupos mais ou menos coesos para executar projetos num modelo celular (e muitas vezes unicelular, claro).

E quando o assunto é freelanceiros, O Cara para falar do assunto é o Mauro Amaral, que agora resolveu entrar para o maravilhoso mundo dos podcasts com o Fala Freela. O número zero já começa definindo o que é um frila, que tipo de trabalho ou pessoa deve ou não deve ser executado desta forma e outras milongas mais. Eu recomêindo.


© 2000-2008 Cristiano Dias. Alguns direitos reservados. Só alguns, não se preocupe.
Based on a tbeseda & 5ThirtyOne design.
RSS