Lula reeleito, capítulo 2
Mestre Alexandre, do alto de sua sabedoria, manda nos comentários:
Eu não tomo café com o Lula nem com o Alckmin. Para mim, o que importa é o projeto que esses caras têm pro Brasil. Essas ofensas pessoais são apenas sinal de que não há nenhum motivo racional para odiar o cara. Tudo se resume a não gostar da cara dele e ficar procurando motivos e argumentos que não se sustentam.
Uma coisa que achei bem curiosa da campanha do Alckmin foi que em nenhum momento ele disse “Eu vou fazer a economia do Brasil crescer fortalecendo os empresários. São eles que geram empregos e eu acho isso melhor do que ficar dando cheque-marmita para pobre. Se temos empresas fortes no Brasil temos mais empregos e ninguém precisa de programa assistencial.”
Veja que essa é a visão econômica considerada “de direita” e que é, em tese, a opinião que eu como empresário apoio. É uma abordagem válida para o problema e é como o PSDB encara a economia. Mas em nenhum momento o candidato-careca-de-fiapo teve a coragem de dizer isso abertamente. Pelo contrário, ficava dizendo no programa político. “Vamos aumentar o Bolsa Família”. Sabia que não ia ficar bem na fita se dissesse isso, então achou melhor fazer pose de esquerdinha, traindo até mesmo quem votou nele por acreditar que é assim que se faz um país crescer.
O mesmo para o caso das privatizações. Não acredito que ele fosse privatizar Petrobrás e Banco do Brasil (e não sobrou lá tanta coisa mais para privatizar depois da passagem do FHC), mas fazer cara de ofendido com a insinuação de que ele é de um partido “privatista” foi chamar a gente de idiota.
Mais a cerejinha no bolo de ter vergonha de mostrar o FHC na campanha… dá pra explicar porque quase dois milhões e meio de pessoas mudaram de idéia no que votaram no primeiro turno.
