Começou a visita do Papa ao Brasil e eu, que adoro debater religião, pretendo escrever algumas besteiras por aqui.
Para aquecer, que tal a historinha das pílulas do Frei Galvão? Essas píolas são um barato. As freiras escreviam cada uma à mão, recortavam, distrubuíam… Lido e poético, realmente mágico. Pedaços de oração escritos por freiras, quem não quer?!?
Só que veio o anúncio da canonização a procura aumentou tanto que hoje as pílulas são rodadas em uma gráfica! Quem precisa fazer piada com os católicos quando eles dão essa ajuda?
Um dos meus bordões preferidos — quem acompanha esse blog já sabe — é “está na Internet, deve ser verdade”. Essa semana caiu mais uma lenda-urbana-virtual: a de que se você digitar sua senha ao contrário nos caixas eletrônicos estará avisando à polícia ser vítima de seqüestro-relâmpago.
A idéia, à primeira vista, parece ótima. Na segunda vista a gente já pensa no potencial para trotes e de que nossa polícia não é necessariamente conhecida mundialmente pela rapidez e eficácia. Como bem lembrou Mestre Mairus “chato vai ser ficar 5 horas enrolando os bandidos dentro do caixa até a polícia chegar”.
Mas é assim que a mente mediana funciona. Se uma idéia é legal, ela precisa ser verdade. Eu rolo de rir quando vejo o adesivo de carro “reencarnação: uma questão de justiça”, como se as leis do universo precisassem ser ditadas pelos nossos conceitos particulares do que é justo ou injusto.
Se tivéssemos uma maneira simples de avisar à polícia sobre o assalto ela precisa ser verdade. É totalmente dispensável perguntar se isso realmente existe. Afinal de contas quem nos mandou o e-mail foi aquele amigo de longa data, que recebeu o e-mail de um parente chegado, que recebeu da… que ouviu da boca do próprio Pablo Neruda que cada vez que você enviar esse texto para alguém a Unicef, magicamente, vai receber um Cruzado Real.
O Rafael lembrou bem. Os bebedouros estão lentamente sumindo dos shoppings. Quem tiver sede que pague.
Afinal de contas outras empresas pagaram pelo direito de informar a você sobre o Pan e o COB precisa protegê-las, já que é para isso que ele existe, certo?
Segundo o pessoal que integra e pensa o COB, a idéia é que somente os veículos que adquiriram direitos de TV e rádio possam transmitir as imagens o áudio e publicar textos e fotos. Na visão deles todo atleta que publicar um site pode se tornar um concorrente ilegal e predatório e por isso deve antecipadamente ser proibido de tal gesto bárbaro.
Eu acho que o Brasil precisa de um anti-advogado. Um cara que pra mostrar como tudo isso é uma grande idiotice coloca em prática. É só começar a acionar judicialmente todo mundo que vai contra regras imbecis como essa. (nem sei se é possível alguém de fora do COB acionar um atleta por conta disso, mas isso não é problema meu! ehehe) Cada lei ou regulamentação tirada da cartola ser levada ao pé da letra para ver se o pessoal se toca. (como os provedores de acesso fizeram no caso Tubarelli)
Em tempo: blogar é uma maneira de ajudar os atletas a conseguir patrocínio. Blogue e eu te dou uma grana para você continuar desenvolvendo o esporte no país. A Oi é o primeiro exemplo que me vem à mente, mas obviamente existem outros.
É sério isso? O Seu Jorge, o Assassino de Blower’s Daughter, fez uma música em homenagem à cachaça Sagatiba? E a Oi FM está tocando? E logo depois uma propaganda da dita cachaça? De cara lavada?
Perdoe a heresia, mas esse lance marqueeteiro me fez lembrar dos tempos em que Mozart compunha por encomenda. Veja só você – o carro-chefe do álbum novo de um dos mais conhecidos músicos brasileiros no exterior é, basicamente, um jingle com uma mensagem nada subliminar divulgando uma marca.
A culpa deve ser da pirataria. Que nada. A culpa é de quem ainda é otário de ouvir rádio. Acabo de virar ex-cliente da empresa. Por favor indiquem outra cachaça não-vagabunda para eu poder fazer minhas caipirinhas.
É o prenúncio do fim.
Veja mais no Brainstorm #9.
Essa foi mandada pelo meu sócio Bruno:
Cliente Padrão: “Comprei um carro.”
Interlocutor: “Que legal!”
Cliente Padrão: “Nada! O carro é uma merda!”
Interlocutor: “Por que?”
Cliente Padrão: “O vidro não sobe sozinho que nem o carro do meu irmão.”
Interlocutor: “Você comprou com vidro elétrico?”
Cliente Padrão: “Eu não! Não entendo nada de carro…”, pausa, “O carro é uma merda!”
Cultura como mercadoria é isso aí. A Warner está cogitando fazer uma continuação de V de Vingança de baixo orçamento, direto para vídeo. Obra não importa, o que importa é sugar o máximo da “franquia”. Risco é ruim para os negócios. O lucro pode ser maximizado reaproveitando idéias de sucesso. Pode ser tudo boato, é claro, mas é por essas e outras que Alan Moore mandou tirar o nome dele de todas as adaptações de suas obras. (Dica do Marcelo)
O que (ainda) leva a uma pessoa a dizer em voz alta o endereço do seu site com “http://”? Isso mesmo… “agatetepê, dois pontos, barra-barra, dáblio dáblio dáblio…”. Em inglês fica igualmente ridículo.
Nem sei se essa era a intenção original, mas esse videozinho sintetiza porque eu abomino tanto 99% dos trailers mentirosos que passam em nossos cinemas.
Nota dez para o atendimento ao assinante da Editora Abril. Liguei para cancelar (não renovar) minha assinatura da Veja e completei o processo em 5 minutos. Ao contrário das operadoras de telefonia e empresas de cartão de crédito não ficaram enchendo o meu saco.
Parabéns.
Talvez a pior coisas dos spammers é eles se esconderem atrás de e-mails falsos e servidores invadidos. Mas apareceu uma figura no Orkut colocando propaganda de venda das camisetas dele nos scraps dos outros. Quando alguém reclama ele usa o já manjado argumento dos spammers: “Se não gostou é só apertar DELETE.”
Não sei o que é pior, a cara-de-pau dele ou a impressão de que várias pessoas estão encomendando as tais camisetas, dadas as respostas nos scraps dele.
Então eu sugiro o seguinte: se quando alguém não gosta de spam só precisa apertar o del, vamos colocar propaganda no scrap dele. Por favor coisas, bem toscas.
(sinto que estou arrumando outra confusão pro meu lado…)
Não acredito! Acabo de receber um spam-phone do mala das Casas Bahia!!!
Aaaaaargh!
Qual o nome do profissional que faz trailers de filmes? Trailerista? Traileiro?
Com a chata missão de vender um filme em uns 30 segundos alguns são muito bons, já comentados aqui, mas a maioria basicamente atrapalha. Quando você for ao cinema e começar a passar um trailer com o Ewan McGregor e a Scarlett Johansson feche os olhos e comece a gritar LALALALA NÃO ESTOU OUVINDO LALALA. É o trailer do novo filme do Michael *cof* Pearlharboréumadroga *cof* Bay *cof* Armageddontambém *cof*, A Ilha.
Com uns 15 segundos de trailer o personagem do Steve Buscemi entrega o grande mistério do filme, o que vem a ser a tal Ilha e o que os dois personagens principais estão fazendo ali.
Quem dá emprego para esses caras?
Talvez o pior legado da música sertaneja não seja as histórias de cornos chorosos, mullets e vozes estridentes, mas algo muito pior.
Sempre que sou apresentado a alguém chamado Leandro ou Leonardo não consigo saber, cinco minutos depois, qual o nome certo dessa pessoa.
Malditos!