Em meu livro “Até o dia em que o cão morreu” há um diálogo em que o narrador, um sujeito um tanto amargo e formado em Letras, informa à nova namorada que “deu aula em um desses cursos falcatrua de inglês, tipo Yázigi”. A namorada defende a escola de idiomas, dizendo que estudou lá durante sete anos e fala inglês muito bem. O narrador retruca: “É isso, eles levam sete anos pra ensinar inglês pra alguém.”
Isso está na edição original de 2003, uma publicação independente. Quando o livro foi reeditado pela Companhia das Letras, em 2007, a menção ao Yázigi precisou ser cortada, depois de uma, digamos, recomendação enfática dos editores. Descobri que havia um histórico perturbador de processos por causa de menções a marcas, empresas ou produtos em contexto negativo dentro de livros de ficção.
— Daniel Galera, Fábrica de sonhos e burgers, O Globo
É famosa a história de como os personagens de Stephen King bebem “uma Coca” em vez de beber “um refrigerante”. Só que o Brasiu é o país onde falar mal de alguém é proibido por lei. Mesmo que você seja só fruto da imaginação de alguém.

Parar de receber e-mails da Audible.com e do Lord of The Rings online: clicar um link no e-mail, clicar um CONFIRMAR no site.
Parar de receber e-mails no Submarino e na Americanas.com: eu preciso entrar com meu usuário e senha antes de confirmar. Na Americanas eu sou direcionado para o menu principal, tenho que achar qual opção do menu me leva ao cancelamento para depois preencher um campo de redação duvidosa. (Quer parar de receber os e-mails? [ ] Sim)
Mas o melhor mesmo é o Sam’s Club. Quando clico no link do e-mail dá simplesmente uma mensagem de erro.

Recebo e-mails diários da Vitrine Abril que eu nunca pedi para receber. Talvez eles achem que eu pedi, como por exemplo me cadastrando em um outro site que vendeu cedeu em parceria meu cadastro para eles ou ter sido assinante de uma revista 4 anos atrás. Aí vem o link amigo “para se descadastrar clique aqui”. Ou simplesmente inventar um e-mail que não existe mas é redirecionado pra minha caixa postal. (claudia@braincast.com.br? WTF?!?) O resultado é o formulário abaixo (tão grande que nem cabe em uma tela, tem mais coisa pra baixo).

Amigos, vocês estão fazendo tudo errado. Qualquer site americano vai ensinar: se eu peço pra sair da lista a única coisa que deve aparecer quando eu apertar o botão de sair é uma mensagem dizendo “OK, você não está mais na lista”. Não tente me convencer de que eu só tenho a perder saindo dessa lista. Não me trate como idiota. Não me pergunte o porquê de eu sair da lista. Não me perturbe. Só me tire da maldita lista. É pedir muito? Caramba, pergunta pra qualquer especialista em e-mail marketing por aí. Porque se dificultar muito as coisas sabe o que é bem mais fácil fazer? Apertar o botão marcar como spam no meu leitor de e-mail, o GMail. Se mais gente fizer isso vocês vão ser marcados como spam para todos os usuários do GMail. Aí, malandro…
Obrigado.
Chegou um e-mail daqueles bizarros na caixa de contato do Brainstorm9. Só posso imaginar que a coisa rolou mais ou menos assim:
— Amigo, dá uma dica. Vou fazer um evento e preciso do tal do negócio de realidade aumentada.
— Ah, amiga, vai no www.brainstorm9.com.br e dá uma olhada lá.
O amigo, coitado, achou que a pessoa faria aquela pesquisa, veria empresas que já fizeram projetos na área, referências do que fazer e o que não fazer, entraria em contato com algumas.
Que nada. A figura vê o link “entre em contato” e não pensa duas vezes.
Somos uma agência de Publicidade e faremos um evento em Outubro que é uma feira de Corretores de Seguros nesta feira precisamos de um toten com realidade aumentada, recebi uma indicação desse site, preciso de algum contato de empresas/pessoas que façam este tipo de trabalho, vocês podem nos ajudar?
Fazer o trabalho pra que, né miagente? Esses pessoal da internet faz pra gente.