Nunca o controle-remoto foi tão necessário aos telespectadores. Já reparou quantas vezes você diminuiu o som da televisão durante os comerciais para depois aumentar, daí diminuir e aumentar… A boa notícia: o problema não é com o seu aparelho de TV. A má notícia é que o desconforto continuará ainda que você mude de canal, pois a irritante oscilação do volume tem sido uma prática - ilegal - utilizada por diversas emissoras.
A prática de botar comerciais gritando não poupa ninguém e acontece até nos canais infantis. As emissoras se acham as malandronas mas o que pode acabar acontecendo é o espectador simplesmente tirar todo o som da TV mais prejudicando do que ajudando o anunciante. [ valeu a dica, Maestro Billy! ]
Por que diabos as empresas acham que esse sistema de atendimento eletrônico onde você fala a opção desejada, em vez de teclar, é melhor? É pra tirar a gente do sério, cortando a ligação logo no início e diminuindo os custos com call-center? Só pode!
– Não sua máquina estúpida, eu quero “outros serviçooooos”! Argh! (telefone é jogado contra a parede ou batido na cabeça)
Primeiro foi a Telemar-que-agora-se-chama-só-Oi, hoje encontrei o callcenter da NET com esse sistema safado. Qual o problema em teclar uma opção? Vai direto ao ponto e não há como errar. Ou eles acham que os usuários são mais burros do que esse computador e não conseguem nem teclar uma opção? Por favor, voltem para o jeito antigo!
Eu só consumo drogas lícitas: café e álcool, dependendo se quero acelerar ou freiar a cuca. Meu pulmão asmático não me permite fumar tabaco ou maconha e meu juízo me afasta de qualquer outra coisa mais pesada.
Mas a onda agora é o governo cantando que a culpa do tráfico de drogas é dos usuários. E o pessoal que vê Tropa de Elite (grupo do qual eu ainda não faço parte) sai de lá convencido disso. Deixa o titio CrisDias explicar uma coisa: Tropa de Elite não é um documentário, é uma obra de ficção, OK? Ninguém vai ver um filme do Tarantino e sai convencido que a Yakuza é exatamente daquele jeito e que as espadas Hattori Hanzo são as melhores do mundo e cortam cabeças que nem manteiga. Ficção. O filme, pelo que dizem, é muito muito bom mas é apenas uma história criada na mente de uma pessoa que, por sinal, está envolvida diretamente com um dos lados da história.
Se o mundo fosse preto-e-branco ele seria muito mais simples. Cada ser humano tem suas necessidades e suas limitações na sociedade (mas detalhar isso é especialidade do Bruno). É o direito de uma pessoa dizer que a fonte do poder do tráfico vem desse ou daquele lugar. O que não pode é o governo começar a tirar o seu da reta e dizer “ei, vocês são os consumidores, é problema seu”. É mais uma vez o governo se comportar como uma casta à parte que faz um favor ao povo de resolver seus problemas. É como dizer “se os torcedores não fossem tão cabeça-quente não teríamos brigas nos estádios” ou, para continuar nas comparações futebolísticas “se os atacantes não fossem tão bons não teríamos tantas faltas no futebol”.
O mundo é cinza e simplesmente proibir uma coisa por força de lei não a elimina da sociedade. O tráfico existe não simplesmente porque pessoas consomem drogas. Ele existe porque pessoas consomem drogas proibidas, a polícia não só é incapaz de impedir esse comércio como faz parte dele, etc. etc. etc. (insira sua tese de mestrado aqui) Afinal de contas não há guerra contra o tráfico de capuccino, Caninha da Roça ou Marlboro Lights, não é mesmo?
Imagens capturadas por satélite mostram nova passagem entre Europa e Ásia.
Degelo alcançou níveis recordes desde 1978.
Queima combustível fóssil, queima!
Mas tudo bem, o lance é ficar debatendo se a culpa do aquecimento global é do homem ou não. Se é tudo uma conspiração dos ambientalistas ou uma armação das empresas poluidoras.
Glub… glub… glub…
Eles esquecem de avisar que a tal velocidade de 2mbits, 4mbits, etc. é só para os downloads que eles acham bonitos e cheirosos. Resultado: meu Virtua 2mbits é mais lento que meu Velox 1mbit. Para o Virtua todo internatua é pirata até prova em contrário.
Como a empresa oferece serviço de telefonia (e é do grupo Telmex, Embratel, Claro, etc.) quem me garante que eles não vão colocar um “quebra molas” nas minhas conversas de voz-via-IP? A Anatel, obviamente, é inútil e fica repetindo a ladainha de que acesso à Internet é “serviço de valor agregado”, ou seja, um favor que as empresas nos prestam e fora de sua jurisdição.
O Virtua será cancelado o mais rápido possível.
Dizem que parte das vaias veio porque o governo federal mandou Petrobrás e Caixa (patrocinadores oficiais) chamarem o evento de “O Pan do Brasil” em suas propagandas. Pode ser, mas quem anda martelando demais a “marca” é a Globo. Dizer que “o Pan é de todos nós” é como olhar pro neném do vizinho e dizer “como é linda nossa filha!”.
Não vem que não tem, o Pan é do Rio.
Site altamente pertinente divulgado aqui no Rio semana passada. Melhor nem entrar muito nesse assunto… como a religião aparentemente dá às pessoas imunidade para descumprir as normas básicas de civilidade. Mas, afinal de contas, eles estão nos fazendo um favor e salvando nossas almas, não é mesmo?
Não deixe de visitar o fórum do Terra sobre o assunto. Ou talvez seja melhor não visitar para não perder o restinho de esperança na humanidade…
Começou a visita do Papa ao Brasil e eu, que adoro debater religião, pretendo escrever algumas besteiras por aqui.
Para aquecer, que tal a historinha das pílulas do Frei Galvão? Essas píolas são um barato. As freiras escreviam cada uma à mão, recortavam, distrubuíam… Lido e poético, realmente mágico. Pedaços de oração escritos por freiras, quem não quer?!?
Só que veio o anúncio da canonização a procura aumentou tanto que hoje as pílulas são rodadas em uma gráfica! Quem precisa fazer piada com os católicos quando eles dão essa ajuda?
Um dos meus bordões preferidos — quem acompanha esse blog já sabe — é “está na Internet, deve ser verdade”. Essa semana caiu mais uma lenda-urbana-virtual: a de que se você digitar sua senha ao contrário nos caixas eletrônicos estará avisando à polícia ser vítima de seqüestro-relâmpago.
A idéia, à primeira vista, parece ótima. Na segunda vista a gente já pensa no potencial para trotes e de que nossa polícia não é necessariamente conhecida mundialmente pela rapidez e eficácia. Como bem lembrou Mestre Mairus “chato vai ser ficar 5 horas enrolando os bandidos dentro do caixa até a polícia chegar”.
Mas é assim que a mente mediana funciona. Se uma idéia é legal, ela precisa ser verdade. Eu rolo de rir quando vejo o adesivo de carro “reencarnação: uma questão de justiça”, como se as leis do universo precisassem ser ditadas pelos nossos conceitos particulares do que é justo ou injusto.
Se tivéssemos uma maneira simples de avisar à polícia sobre o assalto ela precisa ser verdade. É totalmente dispensável perguntar se isso realmente existe. Afinal de contas quem nos mandou o e-mail foi aquele amigo de longa data, que recebeu o e-mail de um parente chegado, que recebeu da… que ouviu da boca do próprio Pablo Neruda que cada vez que você enviar esse texto para alguém a Unicef, magicamente, vai receber um Cruzado Real.
O Rafael lembrou bem. Os bebedouros estão lentamente sumindo dos shoppings. Quem tiver sede que pague.
Afinal de contas outras empresas pagaram pelo direito de informar a você sobre o Pan e o COB precisa protegê-las, já que é para isso que ele existe, certo?
Segundo o pessoal que integra e pensa o COB, a idéia é que somente os veículos que adquiriram direitos de TV e rádio possam transmitir as imagens o áudio e publicar textos e fotos. Na visão deles todo atleta que publicar um site pode se tornar um concorrente ilegal e predatório e por isso deve antecipadamente ser proibido de tal gesto bárbaro.
Eu acho que o Brasil precisa de um anti-advogado. Um cara que pra mostrar como tudo isso é uma grande idiotice coloca em prática. É só começar a acionar judicialmente todo mundo que vai contra regras imbecis como essa. (nem sei se é possível alguém de fora do COB acionar um atleta por conta disso, mas isso não é problema meu! ehehe) Cada lei ou regulamentação tirada da cartola ser levada ao pé da letra para ver se o pessoal se toca. (como os provedores de acesso fizeram no caso Tubarelli)
Em tempo: blogar é uma maneira de ajudar os atletas a conseguir patrocínio. Blogue e eu te dou uma grana para você continuar desenvolvendo o esporte no país. A Oi é o primeiro exemplo que me vem à mente, mas obviamente existem outros.
É sério isso? O Seu Jorge, o Assassino de Blower’s Daughter, fez uma música em homenagem à cachaça Sagatiba? E a Oi FM está tocando? E logo depois uma propaganda da dita cachaça? De cara lavada?
Perdoe a heresia, mas esse lance marqueeteiro me fez lembrar dos tempos em que Mozart compunha por encomenda. Veja só você - o carro-chefe do álbum novo de um dos mais conhecidos músicos brasileiros no exterior é, basicamente, um jingle com uma mensagem nada subliminar divulgando uma marca.
A culpa deve ser da pirataria. Que nada. A culpa é de quem ainda é otário de ouvir rádio. Acabo de virar ex-cliente da empresa. Por favor indiquem outra cachaça não-vagabunda para eu poder fazer minhas caipirinhas.
É o prenúncio do fim.
Veja mais no Brainstorm #9.
Essa foi mandada pelo meu sócio Bruno:
Cliente Padrão: “Comprei um carro.”
Interlocutor: “Que legal!”
Cliente Padrão: “Nada! O carro é uma merda!”
Interlocutor: “Por que?”
Cliente Padrão: “O vidro não sobe sozinho que nem o carro do meu irmão.”
Interlocutor: “Você comprou com vidro elétrico?”
Cliente Padrão: “Eu não! Não entendo nada de carro…”, pausa, “O carro é uma merda!”
Cultura como mercadoria é isso aí. A Warner está cogitando fazer uma continuação de V de Vingança de baixo orçamento, direto para vídeo. Obra não importa, o que importa é sugar o máximo da “franquia”. Risco é ruim para os negócios. O lucro pode ser maximizado reaproveitando idéias de sucesso. Pode ser tudo boato, é claro, mas é por essas e outras que Alan Moore mandou tirar o nome dele de todas as adaptações de suas obras. (Dica do Marcelo)