Um estudo de 2005 relatou o aumento de tempestades de areia na China. Do ano 300 DC a 1949 a China tinha, em média, uma tempestade a cada 31 anos. De 1990 para cá acontece uma por ano. Os autores do estudo atribuem o aumento da incidência em parte ao desflorestamento e mudanças no uso da água.
Dica do Ronaldo, também via Twitter.
Os visitantes do site de imagens da sonda Cassini escolheram a foto de Saturno contra o Sol como a melhor de 2007, exposta no site em seu esplendor de 3976×1332 pixels. Primeiro grande papel de parede de 2008, com certeza.

Imagens capturadas por satélite mostram nova passagem entre Europa e Ásia.
Degelo alcançou níveis recordes desde 1978.
Queima combustível fóssil, queima!
Mas tudo bem, o lance é ficar debatendo se a culpa do aquecimento global é do homem ou não. Se é tudo uma conspiração dos ambientalistas ou uma armação das empresas poluidoras.
Glub… glub… glub…
Como sofrido torcedor rubro-negro bati no esperançoso texto Dez motivos para acreditar na recuperação do Flamengo, onde o item 6 diz: “Se Maxi Biancucchi jogar pelo menos metade do que joga seu primo Messi, o Mengão terá uma excelente opção ofensiva.”
Só que biologicamente e matematicamente falando, nos ensina Tio Richard, Maxi provavelmente só joga 1/8 da bola de Messi. O que pro estado atual do Flamengo…
Eu queria ter mais tempo para escrever sobre isso e queria que esse blog fosse menos “o site da velha chata que fica reclamando de tudo”. Mas deu no NYTimes de quarta-feira que a vencedora da feira de ciências organizada pela Intel americana levou o prêmio máximo por ter inventado um espectógrafo de massa — uma máquina que custa centenas de milhares de dólares — com apenas US$ 300.
E aí volta aquela sensação de derrota pelo Brasil… Digamos que tenhamos no país um adolescente com o pontencial de um dos 40 finalistas da feira americana. Que tipo de incentivo seria dado? Se fosse filho de rico iria estudar no exterior. Se fosse de classe média para baixo provavelmente nunca saberíamos do potencial. E na melhor da hipóteses essa cabeça iria crescer com os nossos valores de que universidade não serve para nada e que para ganhar dinheiro o governo deve dar algum para você, principalmente se você for do Rio de Janeiro, a capital nacional do concurso público.
Lembrei também da história de uma conhecida brasileira que mora na Califórnia. Passamos quase uma semana em sua casa em 2005 e lá pelas tantas veio a inevitável pergunta: “Você não pensa em voltar para o Brasil nunca mais?”
– Eu até penso. Mas eu sou física nuclear especializada num tipo de aparelho que simplesmente não existe no Brasil. Se eu voltasse ia, no máximo, dar aula em cursinho.
O cérebro é o novo coração. Quando o homem ainda não entendia muito sobre o funcionamento do próprio corpo via no coração a morada da alma, aquele lugar onde se fazia sentir as emoções do dia-a-dia: medo, amor, alegria, desespero… Até que começamos a fuçar nossos corpos e descobrimos que o coração nada mais era do que uma bomba hidráulica de luxo. O cérebro era o verdadeiro chefão. Nós somos nossas mentes e elas ficam naquele espaço entre as orelhas.
Apesar de expressões como “baixa serotonina” e “viciados em endorfina” estarem na boca de quem quer se passar por entendido o fato é que eu e você entendemos tanto sobre o cérebro quanto os poetas medievais que cantavam as aflições do coração. Qualquer texto sobre o assunto ou é voltado para os iniciados ou limita-se a mostrar qual parte do cérebro exerce qual função, despejando termos em latim sem responder à grande pergunta: “e daí?”
Explicar nossas cabeças não é tarefa fácil mas o colunista de ciência Steven Johnson, que já contribui para revistas populares como Wired e Discover Magazine, aborda o assunto de uma maneira cativante que me fez correr seu livro Mind Wide Open: Your Brain and the Neuroscience of Everyday Life com a pressa de quem lê um romance de mistério. Johnson explica, exemplifica e descreve como o funcionamento do cérebro é visto à luz das novas tecnologias de maneira prática e direta, nos levando para dentro da sua cabeça. Literalmente: no penúltimo capítulo o autor deita numa avançada máquina de ressonância magnética para tentar capturar aquele momento em que estamos “inspirados” ou “in the zone” como diz o povo lá do norte. O aparelho mapeia a cuca de Johnson enquanto ele bola frases para incluir no livro e mostra que estar neste estado pode ter muito mais a ver com desligar módulos do que ligar um ou outro em especial.
(Continua…)
A revista Science publicou um artigo botando as cartas na mesa: se continuarmos tratando os oceanos do mesmo jeito o conceito de “pesca selvagem” só dura até 2048. Pesca descontrolada, poluição e outros fatores ambientais vão acabar com a comida vindo dos mares em mais ou menos 50 anos, a menos que áreas de preservação sejam criadas e respeitadas.
Quase 40% das espécies marinhas capturadas pelo homem entraram em colapso, ou seja, perderam cerca de 90% da sua população original. Apesar do aumento em número e tecnologia das frotas pesqueiras do mundo, a captura caiu 13% desde que alcançou seu máximo histórico em 1994.
O ser humano continua tratando a natureza como seu quintal, como um gerador infinito de recursos. O raciocínio é o de que Deus, nosso chapa, não vai deixar a gente passando fome, vai continuar abastecendo o planeta de coisas vivas para a gente destruir. Daí quando o mundo virar uma pilha de bosta vão todos dizer que a culpa foi daqueles infiéis que viviam no pecado, ignorando A Palavra. Escreve aí.
Se todo o gelo encontrado derretesse o planeta inteiro seria coberto por um oceano com pelo menos 500 metros de profundidade.
Será que agora o programa de exploração espacial rensace?
Quando ouvimos falar de uma testemunha de jeová que se recusa a sofrer cirurgia ou uma simples transfusão de sangue logo achamos um absurdo ou chamamos de barbaridade. Eles dizem que passar o sangue de uma pessoa para outra é se meter no trabalho de Deus, que é dar e tirar a vida.
Mas quando ouvimos falar de pesquisas em células embrionárias que poderiam ajudar gente como o ator Christopher Reeve a voltar a andar dizemos logo que clonar um ser vivo é brincar de Deus e que o governo deveria fazer uma lei proibindo tais práticas.