Pergunta para o pessoal do ramo aeronáutico/aeroviário
Alguma chance da Varig voltar a voar pros US and A nos próximos 3 meses? Estou com milhas a vencer em breve…
Procure, encontre ou
feche.
Alguma chance da Varig voltar a voar pros US and A nos próximos 3 meses? Estou com milhas a vencer em breve…
Mês passado o pessoal do projeto conhecido como “laptop de US$ 100″ lançou uma campanha nos EUA onde você compra um dos computadorezinhos e “leva” dois: o segundo vai para uma criança em algum lugar “carente” escolhido pela Fundação OLPC.
O Brasil vai gastar zilhões de Narjaras Turetas comprando várias unidades do tabletezinho. Eu quero ajudar, eu quero comprar um, ter um para mim e saber que outro vai ser entregue para uma criança que nunca teria a oportunidade de comprar um. Eu posso?
Peraí, eu bebi demais ou o Roberto Jefferson está na TV dizendo que o Brasil devia invadir a Bolívia e mandar um “prendo e arrebento” por causa do gás natural?
Brasil, o país do “nivelar por baixo”.
É claro que ela vai dizer que viu uma cópia autorizada, blablabla, yada yada, zzzzzzz.
Camelôs
Wagner Moura entrou ontem ao vivo, por telefone, no “Mais Você”, da Globo. Ana Maria Braga disse: “Vi você em ‘Tropa de Elite’. Você está ótimo. Muita gente já viu esse filme, né?”. O filme ainda não foi lançado em SP.
Após o comentário de Ana Maria, Wagner disse: “Espero que a pirataria não estrague o lançamento do filme”.
Dica do graveheart.
Eu só consumo drogas lícitas: café e álcool, dependendo se quero acelerar ou freiar a cuca. Meu pulmão asmático não me permite fumar tabaco ou maconha e meu juízo me afasta de qualquer outra coisa mais pesada.
Mas a onda agora é o governo cantando que a culpa do tráfico de drogas é dos usuários. E o pessoal que vê Tropa de Elite (grupo do qual eu ainda não faço parte) sai de lá convencido disso. Deixa o titio CrisDias explicar uma coisa: Tropa de Elite não é um documentário, é uma obra de ficção, OK? Ninguém vai ver um filme do Tarantino e sai convencido que a Yakuza é exatamente daquele jeito e que as espadas Hattori Hanzo são as melhores do mundo e cortam cabeças que nem manteiga. Ficção. O filme, pelo que dizem, é muito muito bom mas é apenas uma história criada na mente de uma pessoa que, por sinal, está envolvida diretamente com um dos lados da história.
Se o mundo fosse preto-e-branco ele seria muito mais simples. Cada ser humano tem suas necessidades e suas limitações na sociedade (mas detalhar isso é especialidade do Bruno). É o direito de uma pessoa dizer que a fonte do poder do tráfico vem desse ou daquele lugar. O que não pode é o governo começar a tirar o seu da reta e dizer “ei, vocês são os consumidores, é problema seu”. É mais uma vez o governo se comportar como uma casta à parte que faz um favor ao povo de resolver seus problemas. É como dizer “se os torcedores não fossem tão cabeça-quente não teríamos brigas nos estádios” ou, para continuar nas comparações futebolísticas “se os atacantes não fossem tão bons não teríamos tantas faltas no futebol”.
O mundo é cinza e simplesmente proibir uma coisa por força de lei não a elimina da sociedade. O tráfico existe não simplesmente porque pessoas consomem drogas. Ele existe porque pessoas consomem drogas proibidas, a polícia não só é incapaz de impedir esse comércio como faz parte dele, etc. etc. etc. (insira sua tese de mestrado aqui) Afinal de contas não há guerra contra o tráfico de capuccino, Caninha da Roça ou Marlboro Lights, não é mesmo?
Já que estão debatendo por aí o fim da CPMF o pessoal podia aproveitar e acabar com essa história de quem não é estudante (nem falsifica carteirinha) pagar o dobro no ingresso de shows, cinemas, etc., que tal?
Ou você realmente acha que estudante paga metade, no sentido financeiro da coisa?
Já fizeram uma Bomba Google para nossos queridos senadores. Vá ao Google, digite “vergonha nacional” e clique no “estou com sorte”.
É claro que eu fiquei revoltado com o resultado da votação de ontem, apesar de acompanhar o caso bem de longe e já esperar esse resultado com o anúncio de que a votação seria secreta.
Mas o que eu acho engraçado mesmo é que as reações não mudam. São dois os tipos:
A galera cansei: que é o povo indignado, revoltado, abismado… Que diz pra fazer faixa, corrente de protesto, botar banner no site e, quem sabe até, se não der praia no sábado, uma passeata. Eu e meus amigos temos até uma piada recorrente sobre isso “Vou blogar sobre isso, agora eles vão ver só.” Piada essa que, obviamente, indica que eu ando participando deste grupo. O lance é ficar indignado do sofá.
A galera messiânica: Resumidos na frase “alguém precisa fazer alguma coisa!”. Alguém menos você, é claro. Os mais extremistas desse grupo defendem a volta da ditadura militar. Porque se alguém precisa fazer alguma coisa ninguém melhor do que os militares. Afinal de contas nos 20 anos em que eles mandaram as coisas eram completamente diferentes do governo Lula. O Lula só sabe botar amigos no poder, não gosta de ouvir críticas e se isola lá no Planalto. Os militares não, eles eram gente do povão, vivam nos botecos perguntando o que a gente achava que devia ser feito. Outro grupo messiânico nos lembra sempre como o governo FHC era lindo e maravilhoso. Ele era um cara legal pra fazer alguma coisa, apesar de em 8 anos… bem… ter feito o que fez.
O pessoal do primeiro grupo, é claro, circula no segundo grupo. Todo mundo se dá bem, sem brigas. Todos concordam que algo precisa ser feito desde que não sobre pra mim. As coisas precisam mudar, desde que minha vida não mude.
Então é hora de fazer alguma coisa que vai ser considerada absurda por todo mundo. Mas isso vai ter que ficar para outro texto.
Brasília vai ser atacada por zumbis
Filmagens de ‘A capital dos mortos’ terminam neste domingo.
Longa-metragem convocou figurantes pelo Orkut.
Projetos prevêem criação de mais 6 estados. Se aprovados, país terá mais 144 deputados estaduais, 48 federais e 18 senadores. Os novos estados em estudo são: Carajás e Tapajós no Pará; Mato Grosso do Norte em Mato Grosso; Rio São Francisco na Bahia; Maranhão do Sul no Maranhão e Gurguéia no Piauí. Em comparação, os Estados Unidos têm 50 Estados, com representação fixa no Congresso de 100 senadores e 435 deputados. Se forem criadas mais unidades da federação, não haverá aumento do Parlamento, apenas a redistribuição das vagas.
Obviamente nenhum estado novo é no sul ou sudeste, que diminuiriam ainda mais sua participação nas decisões do país apesar de serem os maiores geradores de tutu.
Depois de fazer o fuc-fuc-nheco-nheco o cara ainda foi se explicar! Quebrou aí a regra básica “não tenta explicar ou consertar que piora”.
Falta pouco para “descobrirem” que a culpa do desastre da TAM foi, mais uma vez, do reversor.
Aí fica todo mundo aliviado, podem voltar a chamar de acidente e, como diria o filósofo Mairus, em fevereiro tem carnaval e semana que vem tem medalha de ouro no vôlei masculino.
Eu só quero saber, então, se o reversor dos outros três aviões que derraparam na pista também estavam com defeito…
O pódio da imbecilidade mundial acaba de anunciar seus campeões em prova surpreendente em São Paulo. A corrida da burrice cobra 175 vidas em troca.
Ouro para o governo, com vitória de lavada, com duplo mortal carcado e trocadilho infame. Imbecil mor por vir ignorando o problema pintado há mais de dez meses. Nesse tempo todo ficou mais preocupado com sua imagem do que com a segurança de seus cidadãos. Ficou mais preocupado em chamar os controladores de vôo de baderneiros e (até) terroristas, eles que vinham gritando que o céu literalmente ia cair se a coisa continuasse como estava. Imbecil por focar no sintoma, o atraso dos vôos e não na causa, a super saturação da malha aérea brasileira. Fez obras para expansão dos dois aeroportos mais lotados do Brasil, por falta de coragem de desviar vôos e desagradar passageiros mal-humorados. Mandou consertar a pista de Congonhas e reabriu na marra, sob pressão, fazendo o contrário do governo anterior durante a crise energética: torceu para não chover. Governo que recorreu da decisão da Justiça em interditar o aeroporto de Congonhas alegando que os prejuízos econômicos eram grandes demais, como se vidas e economia fossem cartas de um mesmo baralho de sueca. Ouro para o presidente e seus ministros “relaxa e goza” que nos enrolaram nesse quase 1 ano com desculpas e medidas paliativas.
Prata para o legislativo, que na CPI da crise aérea ficou o tempo todo querendo saber se o transponder estava ligado ou não, doido para jogar a culpa nos americanos e anunciar que tudo vai muito bem com o sistema aéreo nacional.
Prata para as empresas aéreas que em nenhum momento cogitaram diminuir o número de vôos para desafogar os aeroportos. Negócios, negócios, povo à parte.
Bronze para a imprensa, que toda noite noticiava o número de atrasos nos aeroportos como quem anuncia o tamanho de um engarrafamento em véspera de feriado. Que considerava atraso de 30 minutos na decolagem como fato noticiável, como o fim do mundo. Que se preocupou sempre em mostrar passageiros indignados com seus atrasos como se chegar na hora fosse o verdadeiro objetivo da brincadeira.
Bronze também para nós, os passageiros, que reclamávamos dos atrasos e exigíamos pontualidade britânica num sistema sujeito a atrasos até na Grã-Bretanha, que nos coloca sentados em litros de combustível altamente inflamável sem necessariamente nos preocuparmos com as causas gerais dos problemas. Que exigimos vôos para aeroportos no meio da cidade, já que não podemos perder um minuto do dia. Que achamos que avião é metrô. “Tenho uma reunião 15h em São Paulo, então pego o vôo das 13h, chego lá às 14h… dá tempo e sobra.” Assim pressionamos o governo, por via da imprensa, para que o aeroporto de Congonhas seja reaberto o mais rápido possível porque afinal de contas Guarulhos fica muito longe e o táxi sai caro. E aplaudimos quando cai a ordem judicial de fechar o aeroporto por falta de segurança.
Agora pelo menos 175 vidas (fora aqueles que estavam no prédio atingido) se foram por causa da imbecilidade geral e irrestrita de um governo que resolveu se fazer de morto (com perdão novamente do trocadilho) para ver se o problema se resolvia sozinho, como faz uma criança de 5 anos. Os 3 poderes, da esfera federal à municipal – mas principalmente no federal que é, afinal de contas quem manda na dança – acharam que aviação é brincadeira e que se a gente torcer muito muito forte tudo vai dar certo.
Vai começar agora o jogo de apontar o dedo e jogar a culpa nos outros. Mas como tudo na vida essa resposta não é simples e com um único culpado. Os nomes estão acima. A pergunta é: o que mais precisa acontecer para que uma atitude de verdade seja tomada e consertem de vez esse nó, doa a quem doer?
Vídeo mostrando as vaias já no ensaio da abertura do Pan. Sei lá, não prova nada, só fede mesmo. Falam o nome do barbudo, o pessoal vaia, acha tudo engraçado, etc. Pode ser só falta de educação mesmo. [valeu Merigo!]