
Alô preconceito e ódio, aquele abraço.
Uma criação do @plamiral.
O Submarino mandou aquele e-mail matinal avisando de uma promoção de jogos baratos. São jogos antigos mais baratos, em Reais, do que um lançamento nos EUA (que costuma custar US$ 60).
A gente fica animado… até você com o preço do mesmo jogo na Amazon.


Eu torci pelo Rio na escolha da sede olímpica. Eu fiquei feliz com o resultado. E, mais que isso fiquei um tanto triste vendo alguns amigos torcendo furiosamente contra, no Twitter. A justificativa é a famosa “não vai dar certo, vai ser roubalheira, vamos sair dessa pior do que entramos”.
Eu só acho que entre ver os jogos acontecendo em outro país e acontecendo no meu país eu vou ficar, sempre, com a opção local. Problemas todo mundo tem. Cada um sabe onde o sapato lhe aperta e gente de todas as cidades candidatas também se mostraram contra os jogos mais ou menos pelos mesmos motivos. Só não gosto do papo de achar que só porque é aqui é, automaticamente, pior. Eu sou mais da opinião do Fábio, de que é uma grande oportunidade e temos que saber usar (e fiscalizar). Também concordo com a parte do texto do Neto que diz que achar que Copa e Olimpíadas vão resolver tudo é não só inocência como receita do fracasso.
Para mim esse é o maior ponto fraco dessa história de 2016: a imensa vocação que o povo do Rio tem para achar que o governo vai, magicamente, resolver seus problemas. “Alguém precisa fazer alguma coisa!!!” como se a pessoa não fosse parte do alguém. É, basicamente, por isso que troquei o Rio por São Paulo. Injetar bilhões na economia local não vai adiantar de nada se o único pensamento for “quanto é que Maria leva nessa?”. Numa cidade onde quase todo mundo está estudando para concurso público na esperança de dar uma mamadinha o perigo é esse.
Só que um outro problema sério do Brasil hoje em dia é o fato de boa parte da classe média odiar o Lula com todas as suas forças. Tem gente que não se conforma com o sucesso do cara. É fácil identificar essa turma: é quem adora usar a expressão corja do PT. É como se a corrupção e o superfaturamento tivessem entrado no país nos últimos 8 anos. A diferença é só que a turma corrupta e superfaturada agora é outra e não a sua.
O Lula não é santo, ninguém que chega a presidente do Brasil pode ser. Mas eu só fico rindo lembrando da galera que sacaneou quando ele disse que a crise financeira ia ser só marola por aqui e, comparado com EUA e Europa, realmente foi. Tem gente que não consegue engolir o sapo barbudo e torce, abertamente, para que o país dê errado e possam dizer “Viu? É tudo culpa do Lula e do PT.”
Faz parte da democracia, sim, mas já está dando no saco.