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	<title>CrisDias weblog &#187; Omelette du fromage</title>
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	<description>Muitas perguntas, poucas respostas</description>
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		<title>Teatro: Madame Picon-Vallin no Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Sep 2006 14:23:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Olha isso!]]></category>
		<category><![CDATA[Omelette du fromage]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[O camarada Bruno* &#8212; que já tinha dado a dica do evento Jules e Jim &#8212; manda mais um recado que a galera do teatro deve curtir: Só para lembrar que quem quiser conhecê-la pessoalmente, a Madame Picon-Vallin está no Rio de Janeiro exepcionalmente nestes dias, ministrando um curso na Casa de Rui. Em breve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O camarada Bruno<sup>*</sup> &#8212; que já tinha dado a dica do <a href="http://www.crisdias.com/2006/08/28/jules-e-jim-o-roteiro-o-romance-lancamento-amanha-no-rio/">evento Jules e Jim</a> &#8212; manda mais um recado que a galera do teatro deve curtir:</p>
<blockquote><p>Só para lembrar que quem quiser conhecê-la pessoalmente, a Madame Picon-Vallin está no Rio de Janeiro exepcionalmente nestes dias, ministrando um curso na Casa de Rui. Em breve ela segue para  Belo Horizonte, depois para Floripa e de lá volta a Paris.</p>
<p>A autora é excelente referência para o estudo e matérias sobre Meyerhold. Como esse tipo de fonte é muito escasso no Brasil, sugiro aos jornalistas de plantão aproveitar a oportunidade. Abaixo segue um breve currículo da autora:</p>
<p>Béatrice Picon-Vallin é diretora de pesquisas no CNRS (Centro Nacional da Pesquisa Científica) e especialista em teatro do século XX, suas pesquisas abrangem o teatro russo, as questões relativas à encenação, ao trabalho do ator e às relações da cena com as imagens (cinema, vídeo, novas tecnologias).</p>
<p>Quem quiser mais informações, entrar em contato com Fatima Saadi tel/fax: (21) 2558-0353</p>
<p>Lançamento do livro de Béatrice Picon-Vallin: <strong>A arte do teatro: Entre tradição e vanguarda &#8211; Meyerhold e a cena contemporânea</strong></p>
<p>Informações : <a href="mailto:folhetim@pequenogesto.com.br">folhetim@pequenogesto.com.br</p></blockquote>
<p></a></p>
<p><sup>*</sup> que é camarada não só no sentido amigão mas no sentido comunista mesmo.</p>
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		<title>Não diga mais Wi-Fi. Pelo menos na França&#8230;</title>
		<link>http://www.crisdias.com/2005/05/05/nao-diga-mais-wi-fi-pelo-menos-na-franca/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2005 21:46:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Omelette du fromage]]></category>

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		<description><![CDATA[O zelo com que o setor &#8220;cultural&#8221; franc&#234;s guarda sua l&#237;ngua j&#225; &#233; famoso em todo o mundo. A Commission g&#233;n&#233;rale de terminologie et de n&#233;ologie tem por objetivo indicar substitutos franceses para express&#245;es estrangeiras (especialmente, claro, o ingl&#234;s) em textos produzidos no pa&#237;s. At&#233; anos atr&#225;s a vida da Comiss&#227;o devia ser um pouco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O zelo com que o setor &#8220;cultural&#8221; franc&ecirc;s guarda sua l&iacute;ngua j&aacute; &eacute; famoso em todo o mundo. A <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Commission_g%C3%A9n%C3%A9rale_de_terminologie_et_de_n%C3%A9ologie">Commission g&eacute;n&eacute;rale de terminologie et de n&eacute;ologie</a> tem por objetivo indicar substitutos franceses para express&otilde;es estrangeiras (especialmente, claro, o ingl&ecirc;s) em textos produzidos no pa&iacute;s.</p>
<p>At&eacute; anos atr&aacute;s a vida da Comiss&atilde;o devia ser um pouco mon&oacute;tona, com o pessoal tendo que se distrair condendando a express&atilde;o <i>week-end</i> (com h&iacute;fen mesmo, usada literalmente por todos) em prol de <i>fin de semaine</i>. Com o avan&ccedil;o da inform&aacute;tica no mundo a coisa foi se animando e surgiram os famosos exemplos de <i>logiciel</i> e <i>mat&eacute;riel informatique</i>, para <i>software</i> e <i>hardware</i>. <i>E-mail</i> tamb&eacute;m n&atilde;o pode, tem que ser <i>courriel</i>.</p>
<p>As determina&ccedil;&otilde;es da Comiss&atilde;o devem ser seguidas por todos os &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos e seus textos oficiais, assim como qualquer um que queira se considerar escrevendo da maneira &#8220;certa&#8221;. Entre estes est&atilde;o, normalmente, os maiores chatos que acham que as diretrizes t&ecirc;m for&ccedil;a de lei. O pessoal mais novo, claro, fala o que acha mais simples e pronto.</p>
<p>Eis que hoje <a href="http://news.tf1.fr/news/multimedia/0,,3217328,00.html">saiu uma nova lista de neologismos traduzidos</a>. As redes sem fio de <i>alta fidelidade</i>, as tais redes <i>Wi-Fi</i> viram ASFI: <i>acc&egrave;s sans fil &agrave; internet</i>. Um <i>hot-stop Wi-Fi</i> vira uma <i>esta&ccedil;&atilde;o de emiss&atilde;o ASFI</i> (<i>gare pour &eacute;mettre</i>). &Agrave; sigla MMS (as mensagens multim&iacute;dia enviadas por celular) pede-se o desuso; melhor &eacute; simplesmente <i>message multim&eacute;dia</i>.</p>
<p>Nem mesmo os spammers ficaram de fora. Agora quem manda mensagens n&atilde;o solicitadas &eacute; um&#8230;  <a href="http://images.google.com.br/images?q=arroseur&#038;hl=pt-BR&#038;lr=lang_es|lang_fr|lang_en|lang_pt&#038;start=0&#038;sa=N">regador</a>?</p>
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		<title>Le livre est sur la table</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2005 10:10:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cristiano Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Omelette du fromage]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde o fim do ano passado entrei numa de estudar franc&#234;s por conta pr&#243;pria. Vou indo muito bem e j&#225; sou capaz de perguntar sem colar onde fica o banheiro e dizer que tenho tr&#234;s filhos: dois rapazes grandes e uma menina pequena, mesmo n&#227;o tendo filho algum na verdade. O susto ontem foi descobrir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o fim do ano passado entrei numa de <a href="http://www.kuro5hin.org/story/2004/11/9/195744/646">estudar franc&ecirc;s por conta pr&oacute;pria</a>. Vou indo muito bem e j&aacute; sou capaz de perguntar sem colar onde fica o banheiro e dizer que tenho tr&ecirc;s filhos: dois rapazes grandes e uma menina pequena, mesmo n&atilde;o tendo filho algum na verdade.</p>
<p>O susto ontem foi descobrir que em franc&ecirc;s <b>n&atilde;o existem</b> as palavras para <i>setenta</i>, <i>oitenta</i> e <i>noventa</i>. O que existe &eacute; <i>sessenta-e-dez</i> (soixante-dix), <i>quatro-vintes</i> (quatre-vingts) e <i>quatro-vintes-e-dez</i> (quatre-vingt-dix). Setenta-e-cinco, portanto, &eacute; sessenta-e-quinze: soixante-quinze.</p>
<p>Como bom fil&oacute;sofo de botequim me coloquei a pensar como seria diferente da minha a cabe&ccedil;a de uma pessoa que pensa em termos de sessenta-e-quinze e quatro-vinte-quatorze (94). Obviamente n&atilde;o cheguei a conclus&atilde;o nenhuma al&eacute;m de imaginar (ou s&oacute; torcer) que no uso coloquial as pessoas usem, afinal de contas, <a href="http://www.miakinen.net/vrac/nombres#lettres_septante"><i>septante</i>, <i>huitante</i> e <i>nonante</i></a>.</p>
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