Procure, encontre ou
feche.
Todo ano é a mesma coisa. Chove muito em algum ponto dos 3 primeiros meses do ano (ou nos três). Vidas e propriedades são perdidas. Governantes dizem que choveu mais do que o esperado. Ficamos inconformados em como somos indefesos em relação a desastres naturais. Todo mundo se junta para coletar e distribuir doações.
Enquanto mais de 600 pessoas já foram confirmadas como mortas na região serrana do RJ o estado de Queensland, na Austrália, também está sofrendo com chuvas chamadas por muitos de “a pior da história”, com prejuízos diretos estimados em R$ 1,6 bilhão.
Quantas pessoas morreram até agora? Trinta. Menos de por cento dos números no Rio.
Enquanto nossos governantes ficam dizendo que “não dá para resolver tudo do dia pra noite” ou que “não é hora de procurar culpados” os australianos prometem uma investigação para ver quem errou nos alertas para a população e no controle nas represas dos rios da região. Que, se você for só um pouco sagaz, vai se tocar que são duas coisas que as cidades brasileiras atingidas simplesmente não tinham.
É como a gente fala todo ano: tragédia em país desenvolvido sempre mata menos gente do que aqui. Não dá para jogar a culpa na natureza. E, principalmente, não dá para jogar todo ano a culpa na natureza.
Conheci a Ana Erthal nesse mundão das mídias digitais e hoje recebi um e-mail dela (enviado também para outras pessoas) onde conta a visão de quem está na serra fluminense vivendo na pele o problema das chuvas. Está tudo bem com a Ana mas a comunicação, claro, é precária.
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Catástrofe na Serra: o que você está vendo não é nada
Era quarta-feira bem cedo. O telefone tocou “onde você está?”. Era Heloiza Reis. Ela viu a tragédia na tv e me ligou em seguida, para saber como estávamos, “Ana, tem bombeiros soterrados, a avenida está toda alagada, não tem acesso, você não viu nada?”
Não, eu não tinha visto nada. Eu, que estava feliz de ter cancelado meu encontro com a nevasca na América, tinha passado a terça-feira inteira em Nova Friburgo visitando escolas para a Lorena. Aviei remédios em três farmácias diferentes e meu pai me levou a vários bairros para que eu conhecesse caminhos alternativos, já que o trânsito em Friburgo dava sinais de como a cidade crescera.
Meu pai, sem saber, dava adeus à muitas ruas, bairros, casas… lugares onde morou e brincou na sua infância em Friburgo.
Foi difícil cair a ficha. Esperamos até o jornal da tarde na tv e aí sim tivemos dimensão do caos. Não dava pra acreditar no que estávamos vendo. Já estávamos sem o sinal 3G, mas o celular CDMA estava recebendo chamadas. É o único até agora numa região de 20 km que consegue se comunicar. Os telefones da vila, em Barra Alegre, só falam internamente. A escola tem internet. Ninguém sabe como. Mas tem muita gente lá procurando se comunicar e a velocidade é bem lenta.
Consegui mandar um e-mail pra quatro pessoas: “Cândida, avise meu irmão que a ponte caiu; Patrícia Haddad e Carolina Benevides, avisem que as cidades depois de Friburgo estão ilhadas; Andrea Hecksher, não tenho como enviar a pesquisa”.
Depois de devorar Nova Friburgo, o Rio Bengalas encontrou outros córregos e se enfureceu, tornou-se o Rio Grande depois do véu da Noiva e derrubou todas as pontes que encontrou pela frente. As cidades de Sumidouro, Duas Barras, Bom Jardim, Cantagalo, Cordeiro, Macuco, Madalena estavam com acessos comprometidos. Bom Jardim ficou dois dias ilhado, todas as pontes que ligavam a cidade cairam. Hoje, ouvi dizer que estão colocando uma ponte no Maravilha, mas não sabemos ao certo.
Daquela família de 12 pessoas que morreram em Itaipava, oito eram nossos parentes. Nosso tio Helênio perdeu a esposa, netos, o genro e a sogra. Ele está na UTI e ainda não não contamos isso para minha avó de 86 anos. Ele não é eu tio direto, mas a família Erthal é assim: todo mundo é tio e primo. Achei uma foto nossa no sítio que eles tinham aqui em Barra Alegre. É desolador pensar nisso.
Conseguimos falar com outros tios em Nova Friburgo, no telefone fixo deles. Tia Hilma e Tia Hildinha. Todos estão bem. Estão alojando pessoas que perderam tudo. Outros não sabem como estão suas casas. Água só para o vaso sanitário, não tem luz e nem telefone celular desde quarta-feira. Lá a comida está acabando. Começou a onda de boatos, como a do rompimento da represa que apareceu no jornal e os arrastões no comércio que contribuem para o clima de desespero.
Você pode tomar banho? Matar sua sede, sua fome? A maioria das pessoas em Nova Friburgo não. Não é sensacionalismo. É realidade. O medo de novos desabamentos, a falta de comunicação, a chuva que não cessa, os telefones que não funcionam, as rádios e a tv noticiando o tempo todo, mais e mais mortos e desalojados… tudo isso cria um cenário de guerra.
Aqui, em Barra Alegre não tivemos vítimas. Temos luz, temos água, estamos fora de risco, a comunidade é solidária. Não há mais gás, não há mais gasolina. Estamos ilhados, sem saída, por enquanto. Mas ainda temos remédios e mantimentos. E não conseguimos parar de pensar em tudo isso. Não é só água e sujeira na casa das pessoas. São comércios que fecharam ou provavelmente vão fechar. É o desemprego, a falta de lugar pra morar, os preços que, pelo que vi na tv, já subiram no Rio. Quanto tempo vai demorar pra que a cidade volte a ter a atividade, a dinâmica que tinha. O que será da principal atividade da região que empregava milhares de pessoas.
Não dá pra saber o que fazer. Os amigos ligam a todo instante de todos os lugares do Brasil. O que eu digo é sempre o mesmo: o que está na tv não é nada. A catátrofe é muito maior. Se puder, doe sangue, alimentos e água nesses pontos que a tv indica. Ajudará muito. Cobre do poder público, dos políticos, espalhe as mensagens. Faça o que puder. Tem muita gente precisando.
A comunidade Open Source tinha uma necessidade: facilitar a instalação de aplicativos e a solução de dependências do dpkg. E o APT surgiu. E eles disseram “OK, nossa, que legal, problema resolvido”. A Apple tinha a mesma necessidade, mas ela não só desenvolveu a solução, como também embrulhou tudo em uma interface bonita, intuitiva e comercialmente atraente. Assim, a atenção da mídia e dos usuários foi maior.
Pode parecer absurdo, mas não há nada de errado nisso. A comunidade Open Source precisa aprender a “se vender” melhor. Há centenas, milhares de soluções livres que funcionam melhor que as alternativas pagas, ou nem mesmo encontram concorrentes pagos. Mas pela falta de um processo que chame a atenção para os usuários, essas mesmas soluções hoje vivem sub-utilizadas.
Even more remarkable, Twitter’s move comes as a litany of companies, including PayPal, Mastercard, VISA, and Bank of America, follow the political winds away from the First Amendment, banning donations to WikiLeaks. And Amazon.com voluntarily threw the site off its hosting platform, even though there’s nothing illegal in publishing classified documents.
Twitter, seu lindo!


A piada só aumenta.
Malandrilson o autor que colocou o nome do site na lista. Marketing viral na veia.
If consumers are going to collaborate anyway, the bigger impact of crowds on marketer business may be in how products are bought and used, rather than how they’re made or developed.