Sobre liberdade & edição

Isso me lembra um assunto freqüente que vi no “Twitter” há alguns meses: pessoas de mau humor reclamando do mau humor do “Twitter”. As aspas são propositais: não faz sentido reclamar do Twitter, mas talvez sim do “Twitter”. O primeiro, sem aspas, é a ferramenta, algo neutro, cujo usuário decide como vai utilizar. O segundo, com aspas, é o consolidado. Aquela telinha com um conteúdo de pessoas que EU decido seguir (e não o programador da rádio), onde EU sou o editor (e não o diretor de programação do SBT), onde EU fiz a escolha (e não o chefe de redação da Folha). Se o MEU “Twitter”, com o grupo de seguidores que EU montei, está chato ou repetitivo ou insosso ou irrelevante, a responsabilidade é toda minha (e não do editor da Veja). É mais ou menos como brigar com o shuffle do mp3 player por ele estar tocando só música ruim.

Eu já me peguei pensando “caramba, meu shuffle hoje só está tocando musicão” pra me tocar de que… né? é o meu shuffle. Ou como eu prefiro chamar: A Divina Graça de São Random.


:: Escrito por Cristiano Dias, dia 18 Oct 2009, 15:53, em Olha isso!.

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