O rock brasileiro precisa morrer
É assim que se apresenta o rock brasileiro nos anos 00: como um veículo de satisfação imediata, que por ser baseado em regras de mercado, e não em imaginação e força criativa, não possibilita o estabelecimento de um novo paradigma ou de uma nova percepção. NXZero, Fresno, CPM 22, Leela, Capital Inicial, Cachorro Grande…todos esses grupos apresentam-se apenas como produtos da indústria cultural e como uma caricatura de transgressão e não como proponentes de novas possibilidades de criação.
(…)
“O problema, cara”, grita Marcelo Nova, agitado, “é que o adolescente PRECISA gritar que o mundo é uma merda porque quando você é adolescente o mundo É UMA MERDA. Mas quem quer gritar hoje em dia que o mundo é uma merda? NINGUÉM, PORRA!”
A indústria que tudo estraga.
O Marcelo Nova disse em um Gordo Visita que o que estragou o rock é essa merda de EMO, rock ‘n’ roll é transgressão, é jogar a merda toda no ventilador, mas o que esses emo fazem? Choram as pitangas, sofrem trancados nos seus quartos.
“O rock não morreu foi pro salão de beleza.” – Marcelo Nova
Assistam a partir de 4:11 – http://www.youtube.com/watch?v=rKAZDC3-KUg
Esses velhos e suas nostalgias.
Mto bom. Concordo plenamente, essa onda EMO está estragando a juventude. Onde estão os ‘novos’ Iron Maiden, Led Zepellin, Black Sabbath ? Isso é rock’n'noll !
Ontem fiquei pensando nisso, imaginei uma teoria interessante:
A mudança está no ambiente ambiente.
Marcelo Nova disse, o mundo é uma merda e aos 18 anos queríamos mudar essa merda, e o mundo de hoje, será que é a mesma merda?
– A família: boa parte das nossas “revoltas”, traumas vem da nossa relação com nossos pais, que na época eram opressores, e a vida dos nossos pais era ainda mais difícil, logo, era praticamente óbvio que ao chegar na adolescência essa opressão era adubo para músicas libertárias ou debochadas, se contrapondo a esse “poder”. Hoje em dia as família primam pelo diálogo, logo essa opressão diminuiu, e quando os pais “legais” querem se enturmar com o filhos, estes no máximo pagam mico.
- A escola: hoje em dia se a escola pegar no pé de um aluno é mais fácil os pais do aluno irem reclamar da escola que castigar o filho, logo, quase não há problemas com a escola (instituição) em si. Há também a tal da progressão continuada (escolas estaduais) onde nem nota baixa é problema.
E o que sobra?
Relacionamentos, amizade, namoro, Orkut, MSN, Twitter, etc. Essas musiquinhas chatas e sem sal de hoje são um reflexo dessa vida que os adolescentes de hoje levam.
Não se trata de um estudo científico/filosófico, é só uma teoria que imaginei ontem.
O Rock brasileiro é um cocô por reflexo do emburrecimento e superficialização geral da população.
Hoje ninguém mais ouve música, hoje assiste-se videoclipes.
Hoje as pessoas não vão a shows de rock, vão a micaretas para fazer concurso de quem dá mais beijo na boca, sem nem saber o que está tocando.
Tem muita coisa boa sendo feita lá fora.
Em tempo, Camisa de Vênus sempre foi uma bosta.
Acho que a repressão política, inspirava em todo mundo, a rebeldia e a criação, assim, surgem coisas boas, musicalmente falando. No mais, hoje só tem barulho, escrotidão e mal gosto musical.
Bons tempos do Rock progressivo, e do hard rock autêntico, contracultura… A nova geração jamais
entenderá, pena.