Querem acabar com a Av. Rio Branco?
Antes de todo esse vigor que temos percebido na defesa da prefeitura em relação a obras que destruirão uma avenida centenária e vital para o trânsito da cidade -por mais engruvinhado que seja atualmente aquele funil-, não seria mais prudente recuperar primeiro os parques já existentes no Rio?
Isso mesmo, aqueles que cruzamos sem poder ignorar a má conservação explícita em pichações, o mau cheiro, os brinquedos quebrados, o mato crescendo, os quiosques de lanches sem higiene etc.
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O Rio de Janeiro é a cidade dos parques murados e gradeados, para proteger os pobrezinhos da população, essa destruidora do verde e da segurança.
O Rio de Janeiro é o estado do “pra quê reformar o que já temos se podemos fazer uma obra novinha em folha?”.
O comentário é bastante procedente. Para uma cidade que tem poucas opções de escoamento de trânsito mais pela ganância dos empresários do transporte coletivo e menos pela ordenação dos meios de transporte, tarefa precípua dos administradores municipais, o Rio de Janeiro estará condenado ao mega-congestionamento por conta do trânsito que deverá ser desviado para ruas estreitas no centro da cidade. O que significa o prefeito afirmar que reduzirá o número de ônibus em 70% circulando no centro? Só poderá ser mais dificuldade para o contribuinte possa alcançar seus locais de trabalho. Serão criadas rodoviárias periféricas e serão implementadas novas linhas de metrô? Talvez, pois serão obras novas e darão visibilidade política para as próximas eleições. Não creio que os administradores tenham a menor noção do que é circular pelo centro da cidade, seja de ônibus, van, automóvel, ou mesmo a pé. Administrar uma cidade com as características geográficas do Rio de Janeiro (entre o mar e a montanha), precisa mais do que estar atrás de uma mesa em confortáveis gabinetes políticos, cercado de assessores que mais querem agradar o chefe, dizendo sempre que a medida é acertada, é a melhor e que tudo dará certo.
Como exemplo, basta ver a obra para integração das linhas 1 e 2 do metrô, uma obra que pára o trânsito tanto pela manhã, quanto à tarde. Qual o custo para o bolso dos contribuintes? Tudo pela Olímpiada de 2016, enquanto as escolas, os postos de saúde, os parques da cidade, a limpeza pública, a segurança pública, a ordenação urbana ficam ao Deus dará, lutando pela sobrevivência e pela boa vontade de voluntários que ponham a mão na massa, tentem realizar alguma coisa, mesmo com as dificuldades colocadas pelos órgãos oficiais. E ainda dizem os administradores e coordenadores da campanha pela Olimpíada no Rio de Janeiro, que os avaliadores do COI julgam o Rio a cidade mais bem preparada para receber o evento e que a população está apoiando a iniciativa. Balela política pura. Tóquio, Madri e Chicago devem estar satisfeitos da vidad, pois, provavelmente será de lá que virão os equipamentos e profissionais para implementar o mega sonho dos administradores cariocas. Vejam os gastos (dizem que foi investimento, com bom retorno!!!!) elevadíssimos para a realização do Pan no Rio de Janeiro. Onde estão os benefíccios apregoados para a população? Chega! Político é tudo igual. São todos “competentes” para enrolar o eleitor. Na hora H, da execução, meu pirão primeiro.