Radiohead e a morte do álbum
Álbum, long-play, disco… a bolacha de plástico com 10 ou 15 músicas é algo inventado para resolver um problema de produção e distribuição e não um problema artístico. Por isso o Radiohead anunciou que não vai mais lançar discões, só músicas avulsas para download e EPs.
Creio que o álbum é útil para álbuns coesos, onde todas as canções se relacionam entre si, como OK Computer e Kid A, do próprio Radiohead.
Mas, realmente, não faz sentido lançar um conjunto de 14 músicas se ele mais parece um amontoado de singles, onde a maioria é ruim.
A atitude do Radiohead nada mais é do que uma volta ao mercado que existia antes do disco de 33 rotações, onde o grosso do mercado era formado por compactos.
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[...] Ou não, já que o Radiohead está testando novas formas de disponibilizar sua arte há tempos. Do Cris Dias: Radiohead e a morte do álbum Álbum, long-play, disco… a bolacha de plástico com 10 ou 15 [...]
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O problema do Radiohead é achar que o placar da inovação estar a favor deles significa que tudo que eles fazem é ouro. O que não passa nem perto da verdade.
Qual o problema de se fazer um “álbum” com 15 músicas e distribuí-lo digitalmente? Voltamos para 1999, quando 3 mb demoravam 3 horas para baixar?
Uma banda que lança 15 músicas em um pacote, seja .zip ou plástico, tem coragem e confiança no que faz. Uma banda que vive soltando faixas como conta-gotas é aquela que vive de hits isolados, videoclips e hype desproporcional e descontrolado. O que – curiosamente – é a definição de dicionário do Radiohead.
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[...] Via Cris Dias. [...]
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