É assim que você trata seus fornecedores?

No distante 2007 fiz uma daquelas promessas furadas do blog: escrever uma série de textos sobre como ser um cliente melhor, não tratando seu fornecedor como idiota. O prêmio, se todos seguissem minhas dicas, seria um mundo melhor onde as crianças podem brincar tranquilamente em seus parquinhos sem medo da ameaça alienígena. Ou algo próximo disso.

Só escrevi 2 textos e ficou por isso mesmo, como tantas outras coisas aqui. Mas ficou a idéia básica: você paga pelo tempo de trabalho do seu cliente, incluindo o tempo em que ele perde convencendo você a fazer o trabalho daquela maneira, naquelas condições. Alguns clientes encaram a contratação de um serviço como uma coisa física (como no exemplo de um dos textos, “comprei uma parede pintada de branco”) mas você está comprando o tempo do profissional.

Para minha sorte um pessoal fez um vídeo que resume boa parte do problema. Eles inverteram a lógica: e se você realmente negociasse os serviços como se fosse uma coisa física? Um CD, um jantar? Os argumentos que os clientes que alguns clientes apresentam na hora de negociar o preço do serviço ultrapassam a barreira do ridículo e aparecem literalmente no vídeo, sob outro contexto para mostrar esse ridículo. Não você, claro. Outros fornecedores.

[ link direto pro YouTube, versão sem legendas com qualidade melhor ]

7 thoughts on “É assim que você trata seus fornecedores?

  1. Perfeito!

    Sou arquiteto e é exatamente isso que acontece com alguns clientes…. faz mais barato… agente te arruma outros clientes… é só o primeiro… depois vem outros….

    Interessante é que o vídeo eh gringo, e agente sempre pensa nisso como um dos vários “jeitinhos brasileiros”.

  2. Oncrivelmente válido quando se trata de compradores e gerências que negociam preço depois do serviço prestado. Conheço muitos assim. Acho injusto com o profissional e com o fornecedor que deve ser pago pelo preço real do produto, Preços tem que ser acordados antes da execução da venda ou do serviço! E tenho dito!

  3. Putz, eu trabalho de casa (sou tradutora) e volta e meia tenho que ouvir esses nhenhenhéns. Uma vez um cliente teve a cara de pau de mandar um email dizendo que nao estava satisfeito com a qualidade do trabalho e portanto nao iria me pagar. Como se a lei (pelo menos a lei italiana) nao dissesse claramente que antes voce paga e depois reclama, porque senao até eu, né, Zebedeu. O cliente em questao era um internet café que também fazia traduçoes de vez em quando, e eu falei bem isso pro cara: imagina se eu vou ai’, fico uma hora no seu computador, depois digo que a conexao esta’ lenta e por isso nao vou pagar. Ora, faça-me o favor! Acabou que pagou e depois nunca mais mandou noticias. Ou seja, ficou satisfeito com o trabalho, mas nao com o preço – com o qual ele tinha concordado por escrito, obviamente…

  4. No mesmo modo que existe o mal prestador de serviços, existem também o mal consumidor, que podemos descrever como uma pessoa que não valoriza o produto ou serviço de ninguém. Depois de finalizado o serviço, mesmo ter aceitado anteriormente o custo total do trabalho, diz que não ficou bom e quer um desconto. Temos também aquele que sempre quer “acertar” depois. Geralmente esse perfil de cliente sempre vai te dar prejuízo, ou seja, você vai pagar para trabalhar.

    Isso não é consumidor e muito menos cliente, deixamos essa categoria para ser atendido pelos mal prestadores de serviços e picaretas afins.

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