Eventos, networking e o título de “TED Brasileiro”
O Fabio Seixas anda blogando e twittando, e o pessoal anda comentando, sobre o Epicentro, um evento auto-intitulado “o TED Brasileiro”. Como desde o ano passado venho conversando por aí sobre o modelo de eventos vou despejar umas idéias aqui nesse domingão de sol. Mas antes… um aviso.
Dia 16 próximo o Braincast (do qual sou co-apresentador) e o enxame (do qual sou sócio) vão organizar com a Gafanhoto/Pix um evento que pode ser considerado concorrente do Epicentro, chamado Brainsessions, que vai ter lá seu formato e abordagem diferentes mas, como veremos a seguir, persegue o mesmo objetivo de ser um bom evento-palestras. O objetivo deste texto não é dizer que o Epicentro é feio e bobo e meu pai é mais forte do que o seu, mas já conhecendo a karma-police-do-pensamento coloco esse aviso aqui antes que dedinhos sejam apontados. O Brainsessions tem, claro, um pouco da minha visão sobre eventos, que é o que vou comentar aqui, mas é só um pequeno primeiro passo.
Sobre o modelo de palestras atual
No início da minha palestra do Muvuca na Cumbuca ano passado contei que eventos de trading, congressos, etc. já foram a melhor maneira de as pessoas em um mercado ficarem por dentro das tais últimas novidades. Quando moleque eu contava os dias para a Sucessu, depois, a Fenasoft, quando eu veria de perto as maravilhas do mundo da tecnologia, os últimos lançamentos. O único contato com tecnologia fora dali era via uma única revista e meus amigos da rua. O mesmo pode ser dito para qualquer outra categoria profissional. De lá pra cá as coisas mudaram.
Ano passado fui no digital age 2.0, um evento lindamente organizado com gente muito mais importante do que eu na platéia. A palestra de abertura era de ninguém menos do que o Dr. Lawrence Lessig, O Cara quando o assunto é direitos autorais e liberdade digital. Logo depois veio uma tele-palestra de Seth Godin, guru do empreendedorismo web 2.0. E por aí foi. A minha sensação e a da maioria da platéia foi “não falaram nada que eu já não soubesse”. O que aconteceu?
Aconteceu, claro, a internet. Os blogs, o YouTube e, por que não dizer, o próprio TED. A palestra do Dr. Lessig já tinha sido vista por todo mundo que se interessa no assunto no site do TED. Sua apresentação no evento em São Paulo era quase idêntica ao que vimos (Lessig foi ao TED em março de 2007 e, claro, muda sua palestra com o passar do tempo) e, além dela, podemos acompanhar o blog do Doutor e outras pessoas da área que pensam parecido, além de participações em programas de TV e podcasts. Aquilo ali, para quem trabalha com o assunto, não é absolutamente novidade nenhuma. Lessig poderia ter gravado em sua casa um vídeo com a palestra, jogado por aí e o impacto seria quase o mesmo.
O modelo de palestra, assim como tantas outras coisas hoje em dia, precisa portanto se reinventar. Qual o novo modelo? Eu não sei (dã!). Uma das respostas possíveis é “deixar de existir”, já que esses encontros viraram literalmente uma reunião de pessoas nos corredores que ficam trocando idéias, cartões de visita e tapinhas nas costas, atividades importantes mas que não precisam de toda uma parafernália (e custos) para se justificar. Para muita gente ainda é extremamente importante ver o palestrante ali, cara-a-cara, mas quando a geração da minha filha for a bola da vez isso vai ter menos importância ainda.
Em suma, fora microfones e PPTs, fazemos nossas palestras da mesma maneira que Sócrates e Platão. Precisamos perder um tempo pensando num novo modelo.
Sobre os palestrantes
São duas as críticas mais comuns sobre os eventos “de internet” no Brasil: que são sempre os mesmos palestrantes e que esses normalmente “não são importantes, não construíram nada”. A @baunilha mesmo, segundo o Fabio, cobrou nomes mais “de peso” no lineup do Epicentro.
Eu concordo com a primeira parte. Em termos. O Fabio mesmo é um cara que aparece no palco de vários eventos. E sabe por quê? 1) Porque as palestras dele são boas e 2) porque você, provavelmente, está indo a eventos demais. Se eu estou organizando um evento e vejo uma palestra do Fabio em um outro vou obviamente pensar “eu tenho que chamar esse cara”. Além disso os palestrantes não se repetem tanto quanto você acha mas parece haver um inconsciente coletivo de que são sempre as mesmas pessoas. Já ouvi gente dizendo (incluindo um cara nos comentários do texto do Fabio) que eu estou dou palestra toda hora, sendo que em 2008 só dei três: no Intercon em São Paulo, no Interminas em Belo Horizonte (dividindo o palco do Braincast) e no Muvuca na Cumbuca em Belém.
Também há a questão de que os palestrantes devem ser pessoas que “já construíram algo”, meio que dizendo que os palestrantes deveriam ter um extenso currículo de realizações para ter o direito de palestrar para outras pessoas. Esta idéia tem um erro fundamental que pode ser resumida roubando uma frase do Neto em um Braincast de outrora, que falava sobre o critério de avaliação de uma competição publicitária: “Isso aqui é Clube de Criação e não Clube de Resultados”.
A Bruna disse que Chico Buarque e Maurício de Souza seriam caras muito mais indicados para palestrar em um imaginado “TED brasileiro”. Chico e Maurício (tô íntimo já) são, em bom paulistês, umasputacabeças, caras que revolucionaram seus mercados especificamente e a cultura em geral. Trinta anos atrás. O mesmo poderia ser dito de palestras de donos de agência de publicidade, editores-chefe de jornal, mega-empresários, etc. Nenhum deles chegou onde chegou só na base da sorte, alguns devem dar ótimas palestras e seu trabalho deve ser admirado, mas não devemos nos limitar a isso. Vamos a estes eventos para receber idéias e não currículos. Saber o que está sendo criado e pensado hoje para acontecer amanhã. Não importa muito o resultado que o próprio palestrante deu daquilo que está falando (mas ajuda, claro) e sim o que você vai fazer com aquela informação. São, supostamente, visionários e nada mais do que isso.
Além disso, você não é nenhum zumbi de sair ali fazendo tudo que o palestrante falou. É uma palestra, não um curso universitário. É a crista da onda, o território inexplorado. Se aquela idéia já foi provada e comprovada já é tarde demais para você usar, você perdeu seu tempo.
Sobre ser o TED brasileiro
É claro que muita gente já pensou “bem que podia haver um TED brasileiro”. Muita gente já pensou “vou fazer um TED brasileiro”, incluindo este que vos bloga. A maioria ficou só nisso, no pensamento. O perigo é a abordagem e a bengala. Se eu penso em fazer um campeonato de basquete eu não vou sair por aí dizendo que estou organizando “a NBA brasileira”, principalmente porque a NBA tem 60 anos e o TED 25. Facilita muito explicar seu evento como “uma coisa assim no formato do TED ou do Pecha Kucha”, com certeza, mas não dá para querer muito mais que isso.
Colocar no seu panfleto “chegou o TED brasileiro” causa muito impacto e animação mas é preciso cuidado e humildade para seu Oscar não virar Troféu Imprensa. O título de “TED brasileiro” deve ser dado por quem vai ao evento.
Ser chamado de “o TED brasileiro” é hoje um dos maiores elogios que se pode dar a um evento “de idéias” e se há, sinceramente, algum evento no momento que merece esse elogio esse evento é o Descolagem, que em nenhum momento saiu por aí dizendo ser o TED brasileiro. (sou moderador do evento mas não passo de um Paquito-de-palco, todo o crédito do evento é do Beto Largman)
E o que é pior do que um evento mal feito? Nenhum evento. É claro que a galera do contra gosta de dizer que não, que só vale fazer alguma coisa quando ela é super-duper-mega-boga mas eu não sou desse time. O Epicentro, com toda a infra que está preparando, está de parabéns pelo simples fato de colocar a cara a tapa e fazer. Lembra? Quem não arrisca não petisca. Show and tell. Vai lá e faz. Não gostou faz melhor. Eu, daqui, prefiro o show primeiro e tell depois.
Sobre o TED
Expectativas são uma droga e eu escuto muito depois dos eventos a frase “eu esperava mais”. A realidade costuma ser mais dura do que as expectativas.
Você já parou para ver todas as palestras do TED? Já assinou o feed de vídeo e foi vendo uma por uma? Eu já. Estou longe do final da lista mas vou contar uma coisa: muitas são bem chatas e já dei STOP antes do final em algumas. Só que a visão do TED é filtrada por várias pessoas, normalmente blogueiros apaixonados, que se dão ao trabalho de ver todas e só passam adiante o que presta. Você (se não assina o feed completo) só vê o filé. Isso sem falar das pessoas que nunca viram nada do TED mas sabem que ele é “aquele evento com um monte de palestra fudida que rola todo ano”, mas você não é uma dessas pessoas. Olha quanta gente falou em 2009. Quantos links você recebeu?
Então relaxa porque nem mesmo o TED é “o TED americano”.
Se esse era o post gigante que ninguém ia ler. Eu li! =D
Apesar de concordar em partes que poderia mesmo ter mais gente “de expressão” no Epicentro, estou indo nele também justamente pelo fato de ter pessoas das quais nunca ouvi falar e por misturar temas como internet/tecnologia com outros nem tão hype como mkt juridico, politica e gerenciamento de tempo. E claro, networking sim, porque é aquilo que gostamos de fazer e assumimos que também é chamariz pra esses eventos.
Acho que uma solução para o caso de reinventar as palestras, seria trocar mais pra conversação, estimular o debate. Algo mais ou menos como a proposta do Fat 5 no Intercon08. As pessoas previamente enviam diretamente ao “palestrante” as suas expectativas, aquilo que gostariam que ele falasse, perguntas que ele respondesse. Isso seria uma forma de impedir que as pessoas criem expectativas completamente genéricas e permitiria que o “palestrante” tenha mais chances de ter apresentações inéditas mesmo que num intervalo menor de tempo entre uma e outra.
Aliás, pra ir no Brainsessions, comofas//
IP: 201.6.237.218
cris, belo texto, congrats.
como eu faço coleção de credencial de evento (considero os que eu palestrei meus prêmios), e tenho uma porrada deles, queria acrescentar um ponto de vista sobre esse gatherings.
concordo total que o mundo evoluiu muito e o que os eventos muito pouco. e que muitos palestrantes mudam quase nada o que apresentam de um evento para o outro. eu mesmo tenho alguns temas base que uso e que seguem um mesmo script.
mas daí entra a minha verve roqueira, do cara que quando adolescente sonhava em rodar o mundo fazendo shows e acabou numa coisa parecida só que tocando powerpoint ao invés de guitarra.
acho que a repetição de grupo de nomes e temas e o fato dos eventos continuarem lotando, tem um quê de ouvir o disco em casa, ver o show na televisão e ir ao vivo ver more of the same. a gente vai em show música não para ver coisa nova, mas para ver o mesmo de sempre, feito de uma maneira slightly diferente e até ‘atura’ algumas músicas novas.
okok, palestra é tootalmente diferente, mas acho sim que ver ao vivo o que já vimos ‘em studio’ tem o seu valor, simplesmente por ser ao vivo.
cabe quem está sendo chamado pela trilhonésima vez para falar para o público, lembrar que boa parte daquela galera já te viu em eveintos passados ou via internet e tentar fazer com que esse seu ’show’ tenha alguma coisa a acrescentar a mais para eles levarem para casa no final desse dia. e que não seja só uma palheta ou baqueta jogada para a platéia.
IP: 189.62.196.39
Cris,
Vc conhece isso aqui?
http://mitworld.mit.edu/
Bjs
IP: 189.18.52.246
Ao contrário do que imaginou o autor (http://twitter.com/crisdias/status/1296478839), eu li.
E concordo muito com a idéia de que é fácil criticar, ser da bancada dos analistas, e não do pequeno grupo de fazedores. Palmas pra quem bota a cara à tapa, mesmo que, depois, fique parecendo derrota.
Ainda acho que o principal momento de eventos assim tem sido o de networking, pois muito do que é dito varia sobre o mesmo tema. Em 2008 vimos inúmeros eventos que circularam o tema “blogs” e “monetização”, mesmo quando o fórum era muito diferente da blogosfera, como no Proxxima. Daí vale uma outra análise que, o que falta, mesmo, é curadoria. Alguém (ou uma comissão) que pense na agenda como um todo, que integre as pautas, não permitindo (muito) overlapping. E, seja o guardião da agenda AO LONGO do evento. Porém, a curadoria tem buscado sucesso comercial apenas, e, pra isso, investe nos mesmos temas e palestrantes, garantias de sucesso. “Insanity: doing the same thing over and over again and expecting different results.”
Boa sorte com o Brainsessions!
IP: 189.122.134.87
Engraçado, quando comecei a comentar, eu parecia o primeiro, por isso fiz a piadinha infâme do “eu li”
IP: 189.122.134.87
Eu sou do tempo em que TED era “Terror das Empregadas Domésticas”, e que um evento ganhava reputação por ter sido bom nas edições anteriores.
Agora estou vendo um conceito curioso, a Reputação por Tabela. Você diz que seu evento será o TED Brasileiro, um monte de gente pensa “se vai ser igual ao TED é bom” e pronto.
Já escrevi sobre isso, quando falei que pra ser o maior blogueiro do Brasil era só dizer, se bastante gente acreditar, você é. O conceito se chama Wikiality, Democracia Aplicada ao Conhecimento, criado pelo Stephen Colbert.
Quando vi a lista de participantes do tal TED Brasileiro, tive a mesma reação da Baunilha. Mais do Mesmo. Imaginava algo ACIMA das conferências Web 2.0 que temos por aí. Entendam, são excelentes, os palestrantes são bons, na absoluta maioria das vezes todos saem satisfeitos.
Mas não precisamos de mais uma conferência web 2.0. Precisamos de algo ACIMA disso, e não me parece que será o que esse TED proporcionará.
Ah, one more thing: Como DIABOS alguém ousa fazer um evento sobre inovação e não há nenhuma palestra do Luli Radfaher no calendário???????
IP: 189.69.49.101
Cris Dias,
Eu sou o Pedro que comentou no blog do Fabio, em momento algum eu disse que vc palestrava em vários eventos, se você entendeu assim, perdão! Você entendeu errado.
Não tenho nada contra você ou o Fabio, pelo contrário, suas palestras têm uma ótima oratória. O que me deixa angustiado é ver pessoas que nunca trabalharam na área de publicidade, falando de publicidade, entende? (Publicidade foi só um exemplo)
Como eu posso tomar como relevante um discurso de um cara que fala sobre publicidade, mas nunca atendeu um cliente, nunca criou uma campanha, não sabe dos riscos reais que “tal proposta” pode causar?
Informar é muito fácil, qualquer um pode assinar o feed do Advertising Age ou outros milhares de outros veículos de notícia que tem por aí; Agora para trazer à tona discussões sobre o assunto, o cara tem que ter bagagem, experiência e vivência de mercado. Não acha?
Por que o Luli Radfahrer participa de quase todos os eventos, palestras, fala, critica e ninguém reclama disso?
Resposta:
1º Ele é extremamente inteligente e fanfarrão;
2º Ele já trabalhou no mercado publicitário passando por grandes agências e atendendo grandes clientes, criou projetos extremamente criativos e notáveis;
3º (O menos relevante) é mestre, dr., professor e o diabo a quatro em comunicação.
(P.S.: O Luli foi só um exemplo pra tentar ilustrar o discurso.)
Agora quando eu vejo um cara como você ou o Fabio (Por ex.) em uma grade de palestras de um evento relativamente importante, Por ex. o Intercon. A primeira coisa que eu vou procurar antes de me inscrever no evento, são informações sobre os palestrantes, certo?
Daí vem à decepção, eu entro na página de “SOBRE” no blog do cara e vejo um discurso + ou – assim: Eu nunca trabalhei profissionalmente na área, mas já gravei podcasts e escrevi em vários blogs, sou amigo do Carlos Merigo, “aquele blogueiro” sabe?!
Qual seria a sua reação CRIS?
Um abraço.
IP: 201.37.181.105
Uma coisa é certa: Eu adoro a TED (tirando a abertura), e se houver uma TED Brasileira, independente de quem seja, eu irei assistir, onde quer que seja. Porém, como disse o Cardoso, não aceito que o Luli não participe, esse cara é essencial em qualquer evento de inovação que se preze. Digo o mesmo para o Lent.
Abraços,
Monthiel
IP: 200.170.220.42
P.S.: Parece que eu fui feliz no ex. do Luli, enquanto eu estava escrevendo o meu comentário, 2 pessoas citaram o nome do mesmo. rsrs
IP: 201.37.181.105
Cris,
boas reflexões, especialmente a idéia de ‘não são os palestrantes e palestras que se repetem muito; você que esta indo a palestras demais’.
Na onda ‘pósweb, póscamp’ onde todo receptor resolve que é também emissor viramos todos early adopters de eventos – sendo a visita feita presencial ou digitalmente, ao vivo ou on demand.
Isso posto, o modelo de palestra em shot com limão e sal que o TED utiliza excepcionalmente bem é uma maneira de filtrar o conteúdo a fórceps. ‘Você tem 15 minutos, faça valer.’ é um desafio grande para qualquer um que tenha coisa para dizer.
Tem bastante espaço para experimentar isso aqui nas terras tupiniquins… acho que tem até um aprendizado de síntese ai, nossos melhores contadores de histórias são prolixos pacas. É legal ver esses TEDs saindo do papel e ganhando corpo, independente de qual corpo é esse.
Boa sorte pro Brainsessions e para o Epicentro. Inovar (mesmo com velhos modelos) é sempre uma aventura digna de nota.
IP: 200.204.148.139
Se for pra existir um “TED Brasileiro” quem mais teria gabarito para fazer seria a HSM. As pessoas acabam sempre encerrando a discussão falando do preço ” aquele evento é muito caro”. A questão é que a pessoa que fala isso, normalmente nunca foi a um evento deles. Eu fui e vi o Felipão, o Chris Anderson e muitos outros cabeçudos. O formato precisa mudar mas em se falando de organização e conteúdo, eles não possuem concorrente no Brasil.
IP: 200.232.12.5
Olá Cris,
Parabéns pelo texto e pelo humor. Gostei muito, inclusive da forma que você colocou “bobo e feio, meu pai é mais forte…”.
Acho que o Epicentro é uma proposta bacana, que o Ricardo está arriscando fazer um evento, que ele quer que fique grande, importante, em suma, que cause impacto.
Isso é um problema, pois se não entregar, a galera vai meter o pau. E ele deve saber isso. Por outro lado, esse pessoal metendo o pau, gera buzz, a maioria positivo. Como diz o Guy Kawasaki, é preciso polarizar as pessoas.
Agora, fico preocupado com as pessoas só meterem o pau. A iniciativa é “duka”, principalmente porque ele está “fazendo” e não apenas “falando”.
Parabens pelo trabalho. Vou atras do seu evento tb.
Abraços, Miguel
PS: full disclosure, sou um dos palestrantes do Epicentro, e fiquei muito satisfeito com esse convite.
IP: 189.35.38.127
Cris, belas colocações. Assino embaixo.
Acho que as pessoas deveriam se preocupar com o que vão tirar de bom do evento e não “quem vai falar”. É natural pensarmos que algum conhecido, poderoso e famoso tenha algo de bom para falar, mas isso não invalida o inverso que é alguem desconhecido ter algo bom para transmitir.
Outro dia me falaram que fazer um TED brasileiro era sonho antigo de muita gente. Então porque não fizeram? O que faltou? Porque a HSM não fez? Me parece que faltou coragem de elevar o sarrafo ao nível de um TED. É arriscado se auto-intitular o “TED brasileiro”? Sim! Isso é ruim? Não, porque eleva a espectativa geral e força a organização do evento a fazer algo no mínimo acima da média do que vemos aqui no Brasil.
Eu concordo com o Cardoso e acho que a reputação de um evento se faz pela experiência gerada e não pela espectativa antecipada.
Sobre o Luli, certamente ele seria um excelente cara para palestrar nesse evento. Mas, se mesmo sem ele, esse evento conseguir atender as altas espectativas, excelente! Sinal de que podemos elevar ainda mais o nosso sarrafo. E é assim que evoluímos.
IP: 201.53.110.149
Amigos,
Vocês notaram que o slogan que eu escolhi para o EPICENTRO é idêntico ao slogan do TED?
O slogan é temporário, e eu o escolhi para ficar claro para TODOS que o EPICENTRO tem a “arrogância”, AUTO ESTIMA e “prepotência” de buscar ser um TED brasileiro, ou algo melhor que o TED.
O Brasil ainda está em desenvolvimento porque nessa terra tem poucas pessoas com AUTO ESTIMA, e quando aparece alguém com auto estima leva porrada.
Um país para se desenvolver precisa de: pessoas com AUTO ESTIMA, EDUCAÇÃO e CORPO SÃO. Quando existir isso em 50% do povo brasileiro, estaremos morando em uma Bélgica com ALMA de Bélgica, e não em um EUA mal copiado com alma de coronel.
Eu escolhi esse slogan para que TODOS jogassem pedras e EXIGISSEM algo FUCKING EXCELLENCE.
E o EPICENTRO será.
O EPICENTRO como tudo que faço não tem rabo preso com ninguém. Não tem panelinha. Alguns dos caras que eu escolhi nem mesmo eu assistiu suas palestras. Mas não tenho problemas em escolher quem não faz parte da minha panela.
Vamos que vamos!
Tô torcendo para todos os eventos que não são panelados, que abrem espaço para discussão, para novos talentos, para novas histórias.
MAS, o que o EPICENTRO não terá, e eu não vou deixar ter é: gente passando a mão na sua cabeça e dizendo que você é DÚCA. Porque você não é! E tem muito trabalho duro pela frente para ser.
Pode cobrar, EPICENTRO vai rolar.
ARREBENTA!
Ricardo
IP: 200.150.163.30
Nossa,
esse Luli me lembra nos seus texto os livros de Filosofia da Universidade… texto chatos, burocráticos e determinantes, do tipo “é isso”, e Ponto! Credo!
espero que ele seja melhor palestrando, porque aquilo dá sono pra quem vive a realidade.
Adriano Fernandes
e ainda tem gente que acredita em tudo que lê! Putz!
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IP: 189.53.160.139
Bom, pra começar é uma surpresa estar aqui mesmo sem ser chamado, mesmo que o clamor seja controverso (Adriano, se você não entendeu, não tem problema, meus textos não são mesmo fáceis). Me convidaram para o Epicentro na época que eu entupia o twitter de vcs com placas tectônicas, achei divertidíssima a coincidência. Eu acho ótimo que hajam eventos e mais eventos sobre inovação, e quanto mais pessoas novas participarem desse tipo de evento, mais sólido ele tende a ser ao longo do tempo. O mercado precisa de inovação, quanto mais houver dela, melhor.
Não gosto do evento se auto-intitular TED brasileiro. Mas meus motivos são diferentes do do Cris. Acho que chamar o epicentro de TED deprecia o Epicentro, pois o compara com outros. Não se atravessa duas vezes o mesmo rio, TED é TED, cada evento tem suas particularidades. Na década de oitenta o TED não tinha nada de mais, era só o embrião de um evento, muito diferente do que viria a se tornar. Minha maior preocupação ao fazer o FF no InterCon de 2008 foi dizer que ele não era o TED nem pretendia ser. O genial DESCOLAGEM é TED por não sê-lo, e não acredito que o Epicentro – de que conheço pouco, mas torço para que dê muito certo – ganhe nada com um rótulo.
Devo dizer que fui convidado para participar do evento, mas infelizmente não poderei participar porque estou com um excesso de demandas e passei bem perto de uma estafa no final do ano passado, por isso resolvi dar uma maneirada. Concordo com muitos de vocês que tive um problema de superexposição. Isso me custou caro, pois não repito palestras e cada novo palco demanda uma nova pesquisa. O Cris e o Largman viram o trabalho que deu montar uma palestra em cima da HQ do Google. Cada evento é para mim uma oportunidade de ajudar a popularizar o conteúdo, e isso não se faz por repetição.
Fico feliz de não falar, pois posso focar minhas energias em ouvir, assistir, talvez contribuir para um ou outro debate. Sem fanfarronices, em qualquer sentido. Sob esse aspecto concordo com meu genial amigo Michel Lent, devemos nos preocupar em transmitir conteúdo, não em fazer shows.
Enfim, acho que a discussão está um pouco desfocada. Tanta gente brilhante poderia ajudar os Adrianos a passarem mais tempo acordados e sentirem alguma vontade em estudar. Em meu penúltimo post eu falo para se parar de buscar informação e passar a questioná-la. Mas ele deve ter dormido antes de chegar a esse ponto. Paciência.
Bom evento, seja ele o TED ou não. Eu prefiro que não o seja. Nem toda rave é Burning Man, muitas são ainda melhores.
IP: 143.107.83.167
Esses seres humanos…
Uns reclaman de “serem sempre os mesmos palestrantes”, mesmo que nesse evento só tenha o Fabio Seixas de figurinha carimbada de eventos Web (e eu, talvez, mas nem tanto).
Aí vem uns outros reclamarem que não tem o Luli, o cara que mais faz palestras de Web no Brasil e está em 15 de 10 eventos.
Esses seres humanos, nunca satisfeitos.
IP: 189.62.124.134
Marco, até onde eu saiba o TED não é um evento de web.
O TED é um evento de idéias e inovação!
Em matéria de oratória de idéias o luli deixa no chinelo qualquer um dos palestrantes desse epicentro…
Exceto o Mandic, o Mandic foi um gênio da era pré-bolha.
Alguém discorda? Cite outro palestrante brasileiro tão popular e respeitado quanto o Luli… Cadê?
Ponto.
IP: 201.37.181.105
@Pedro Neto
Clemente Nobrega, Jabor, João Roberto Gretz , Fernando Henrique Cardoso, só para citar alguns.
IP: 201.53.110.149
Concordo com seu post, como quase todo mundo aqui.
Nao sei se ja mencionaram isso, porque nao deu para ler todos os comentarios, mas eu gosto bastante de debates e mesas redondas, quando sao bem feitos. Eh uma maneira de levantar assuntos diferentes, mudar um pouco a dinamica de uma palestra. Se o publico ou o moderador tiver perguntas interessantes, um debate pode ser mais legal do que uma palestra, e contornar esses problemas que vc mencionou.
IP: 213.212.70.122
Fabio, ótima citação!
Ainda não tive a oportunidade de ouvir nenhum desses palestrantes em eventos, com certeza FHC e Arnaldo Jabor devem ser instigadores.
Só pra citar, o Rene de Paula acaba de postar um podcast que fala exatamente do que estamos discutindo aqui; “As mesmas pessoas, falando das mesmas coisas”. Recomendo!
http://www.usina.com/rodaeavisa/2009/03/o-lado-b-da-web-3.html
Abs.
IP: 201.37.181.105
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Desculpem-me, mas preciso acertar o comentário acima.
Luli eu disse chato, burocrático e deterministas, mas, como “difícil” é um termo irmão de inflexível, vc pode se intitular de “difícil” tranquilamente.
Sobre fazer algo diferente, não tem como, tudo está interligado. Vc pode não entrar duas vezes no mesmo rio com disse Heráclito, mas pode ter o mesmo resultado, sair molhado! Não há nada de novo debaixo do Sol.
E sobre informar e questionar… vc poderia começar dando o exemplo, o que acha? Ah, esqueci, é “difícil”!
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IP: 189.53.160.139
Acredito que além de inovação em conteúdos nas palestras o palestrante tem que mostrar a sua visão do assunto e a visão geral sobre o mesmo, pois o conteúdo esta ai para todos e a forma de pensar sobre um mesmo ponto é que difere e faz com que a palestra tenha conteúdo interessante.
Você vai numa palestra muitas vezes para ouvir o que vc vive no dia-a-dia, mas que nunca parou para pensar como quem esta apresentando, ai você diz #WTF (acabei de aprender o q é isso) eu vivo com isso todo dia, mas esse cara pensou diferente, e isto acontece em todos os locais onde há conversas, acredito que por isso o networking na maioria das vezes acaba sendo mais valioso do que o próprio evento, pois você pega informações, de diversas pessoas que acabam virando um grande conhecimento.
IP: 200.150.32.235
Vamos parar de elevar tanto um evento que ainda não aconteceu.
Ele será um evento e ponto. O Ricardo comprou o desafio de fazer algo no mínimo como o TED, comprou o desafio e saiu falando para todos os cantos que fará um TED Brasileiro. Mas até que ele ocorra, ele não é nada. E sim, depois ele pode ser melhor, ou pode ser completamente diferente e único. Mas é depois, não antes.
Concordo com Heráclito, citado pelo Luli e seu nemesis Adriano. Mas é preciso começar a atravessar, viajar ou mesmo se banhar. Este passo é o que vale, o resto é consequência. Não adianta ficar querendo “melar” ou “louvar” o evento antes. Depois nos falamos.
IP: 189.25.103.106
Não concordo com a escolha do slogan do Epicentro pelas razões cujo Luli já citou.
Mesmo assim, torço pelo Ricardo Magalhães, admiro a sua coragem (ou temeridade, como diriam alguns), e espero que o evento seja ótimo e supere todas as expectativas.
Pedro N. e Adriano, antes de apontar o dedo na cara dos outros e ficar de morde-assopra, desenvolvam um trabalho legal, com ele obtém-se credibilidade e conhecimento de causa suficiente para fazer críticas construtivas.
Além da coragem do Ricardo, é isso que falta no Brasil. Gente torcendo pelo sucesso de outras pessoas e se espelhando nesse exemplo para também crescer.
Vamos parar de tacar pedras nos outros…
IP: 189.106.141.216
Herpes Zoster. Eu nunca tinha escutado falar desta doença até que, alguns dias após a primeira edição do Descolagem em julho passado, comecei a notar umas pequenas manchas no corpo que coçavam e ardiam. A Herpes Zoster é uma doença oportunista que se manifesta quando o corpo está completamente debilitado e sem defesas. Foi assim que meu organismo ficou depois do primeiro evento. Por que eu falo isso aqui? Porque eu acho que um curador de evento tem que ser devorado, abduzido, sugado pela sua criação, como se este se tranformasse num alien que se hospeda por alguns tempos na sua alma. No meu caso, a conseqüência foi a tal Herpes Zoster (calma pessoal, só é contagiosa, e muito pouco, via contato e durante a manifestação das feridas). Tenho certeza que o Luli teve a sua “Herpes Zoster” na preparação do FF na InterCon 2008.
Mas o resultado compensa. E se compensa! A minha emoção de ver a emoção do Luli ao perceber que o FF tava rolando como ele havia imaginado que poderia rolar é a mesma que senti quando percebi o Descolagem “acontecendo”, por exemplo, quando fazia minhas perguntas para o Silvio Meira (que estava em Recife) em áudio e vídeo via Skype enquanto alternavam-se as imagens do Silvio e do streaming do BlogBlogs nos telões do evento, enquanto as pessoas em casa acompanhavam as duas coisas pela transmissão ao vivo via internet e o próprio Sílvio, que estava seguindo o Twitter, nem precisou de mim para ver as perguntas das pessoas que estavam no evento ou em casa. Um loop de informações, feedbacks, trackbacks e o escambau, lindo de ver acontecer!
Não poderei ir ao Epicentro, mas desejo ao Ricardo, não uma “Herpes Zoster”, mas que ele seja incorporado, sugado e dominado pelo seu evento. Tenho certeza que, se isto acontecer, será um grande sucesso.
PS.: Cris, sabes bem que tu é muito, mas MUITO mais do que moderador e Paquito-de-palco, mas, já que levantou a bola, vamos pensar numa mudança de cor de cabelo para as próximas Descolagens?
IP: 189.25.166.121
O rei que habita certas barrigas está tentando se tornar o pequeno imperador da produção de bolo fecal. Pena.
IP: 200.195.42.7
Amigos e amigas,
Faltam 7 dias para o EPICENTRO. Temos até o momento 1.323 pessoas inscritas. Vamos ter alguns malucos falando, e um espaço bacana do lado de fora para deixar a coisa fluir. Espero que vocês participem de alguma maneira, seja no presencial ou na sala virtual.
O meu grande objetivo com o EPICENTRO é criar uma comunidade onde pessoas possam realmente se ajudar a fazer acontecer.
Ontem eu fiz uma palestra prévia sobre o EPICENTRO para os engenheiros engajados da POLI dentro da Poli da USP.
Depois de 15 minutos falando, 3 projetos foram feitos na minha frente entre pessoas que estavam sentadas na platéia.
Sabem qual é a coisa mais bonita da vida, a coisa mais rica que um businessman, vendedor de verdade poderia fazer? Aproximar o comprador do vendedor, aproximar aquele que precisa daquele que quer ajudar.
Eu espero de coração e CÉREBRO que o EPICENTRO cumpra esse papel, no evento, depois dele, SEMPRE.
O EPICENTRO não é uma feira de empreendedorismo, ou um encontro de gente talentosa, eu espero que seja um lugar onde PROJETOS começam ou viram realidade.
“Idéias que valem a pena espalhar” SIGNIFICA muito mais “Mudanças que vou liderar, Projetos que estão em curso. E você, O que VOCÊ está fazendo?”
ARREBENTA!
Ricardo
IP: 200.150.163.30
Achei brega querer ser o TED Brasileiro.
Também acho tosco usar slogans tipo ratinho em caps lock a lá “QUEBRA TUDO” ,”ARREBENTA!” e “EU QUERO VER VOCÊ LÁ”.
Mas torço pra que o evento seja um sucesso!
* caceta, conheço quase todo mundo que comentou aí emcima, e ninguém me falou pra vir aqui! puta internet pequena!
IP: 189.26.205.113
Mais um podcast do Rene de Paula falando sobre o que estamos discutindo aqui: http://www.usina.com/rodaeavisa/2009/03/o-lado-b-da-web-2.html ÓTIMO!
IP: 201.37.181.105
P.S.: Cris Dias e Fabio, acredito que parte do podcast tenha a ver muito com vocês.
IP: 201.37.181.105
André Chapetta, já que eu não tenho importância na “meritocracia informal” brasileira, ouça o Rene de Paula, ele tem a mesma opinião que eu:
http://www.usina.com/rodaeavisa/2009/03/o-lado-b-da-web-2.html
http://www.usina.com/rodaeavisa/2009/03/o-lado-b-da-web-3.html
Diego Gomes, eu também acho muito brega isso: “QUEBRA TUDO” ,”ARREBENTA!”. Parece coisa de funkeiro. Credo.
IP: 201.37.181.105
por partes:
◙ a HSM é quadrada demais para fazer um evento à la TED.
◙ eu jurei que o Ricardo Magalhães ia terminar o comment citando ‘o segredo’. ainda bem que eu estava errado. vida longa ao epicentro.
◙ ao que parece, todos concordam que ‘o TED brasileiro’ foi um mau começo. [embora eu acredite que é mais fácil eu ir a uma palestra proferida por Luli, Fabio ou CrisDias do que por Maurício de Souza ou Chico Buarque. sei lá, é uma escolha difícil. de repente eu não sou o target.]
◙ o rei que habita certas barrigas está tentando se tornar o pequeno imperador da produção de bolo fecal. pena [2]. ou mais ou menos isso.
// mas a melhor parte do post foi ‘links e dicas legais de’ ‘mensagens bonitas sobre a vida’ e ‘empreendedorismo e negócios’. maravilha, hein.
IP: 189.47.233.41
@Pedro N.
QUEBRA TUDO!
IP: 201.80.134.152
Meritocracia informal?
Isso pra mim é coisa de modelo que está rodando na mão de diretor da Rede Globo pra aparecer no Zorra Total.
Meu ponto é que, antes de criticar pessoalmente a credibilidade profissional ou modelo de negócio de qualquer empreendedor sério, você deveria primeiro apresentar argumentos racionais sensatos para corroborar seu ponto de vista e, segundo, conhecer um pouco melhor o currículo e o trabalho daqueles que está atacando.
Tanto na sua crítica ao Fábio quanto ao Cris vc demonstrou enorme desconhecimento sobre o nível de competência e respeito que ambos possuem nos mercados de tecnologia e empreendedorismo.
Foi isso que eu quis dizer. Fica a dica, caso queira aproveitá-la.
Abr
IP: 189.106.141.216
@André Chapetta, meu caro, você leu os meus comentários a partir do primeiro? Se você leu e achou os mesmos “irracionais” felizmente não tenho mais nada a dizer.
Quanto ao questionamento profissional, eu só repliquei o que eu li no “about” dos profissionais em seus respectivos sites… Já participei de palestras do Cris e do Fabio, o meu ponto não é o conteúdo oratório e sim o mérito e a relevância do que foi dito.
Acredito que você esteja levando a discussão para um lado pessoal; Desculpe, mas bate-bocas e ofensas pessoais não são do âmbito. Repito: esse não é o meu ponto, o Cris é um cara super bacana, o Fabio é a gentileza e educação em pessoa, não tenho nada contra nenhum deles.
Um abraço.
IP: 201.37.181.105
Pedro,
penso o seguinte. Acho que o mérito de alguém a credencia para falar sobre determinado assunto. No entanto, a não existência do mérito não descredencia ninguém de falar sobre qualquer assunto.
No final das contas, o que vale é o valor das idéias e não o valor do mérito. Se eu postar algo no meu blog sobre algum assunto do qual não tenho mérito algum e ainda assim o conteúdo e as idéias expostas agregarem em algo na sua vida, ótimo, não?
As pessoas são seguidas por muitos, são populares pelo valor de suas idéias e não pelo valor de seus méritos. O ponto é que o mérito ajuda a criamos idéias de valor. Mas a falta dele não impede que criemos idéias de valor.
E paro por aqui.
IP: 201.53.110.149
Sei lá, me lembrei da história do “contratamos estagiários com experiência”.
O que faz alguém ter o tão almejado mérito? Idéias boas. Mas como tê-las se as idéias só podem ser boas se forem de alguém com mérito, alguém que já construiu?
IP: 189.62.119.106
Cris, o que eu quis dizer com mérito foi “accomplishment”. Não que ter boas idéias não seja um mérito, mas não foi nesse sentido que utilizei o termo.
Quando digo q vc e o Fábio possuem o mérito necessário para participar dos eventos que são convidados quero dizer que vcs têm um histórico profissional que tb os ajudou a alcançar essa posição. Um histórico que talvez seja desconhecido pra quem te conhece somente como “aquele amigo do Merigo”, ou o Fábio como “aquele cara do Camiseteria”. Por isso disse que é importante conhecer um pouquinho melhor o currículo de quem se critica.
Enfim, o mérito de alguém que mais do que ter boas idéias – não idéias perfeitas ou infalíveis – soube colocá-las em prática, ao invés de ficar sentado com a bunda na cadeira, criticando tudo e a todos sem argumentos substanciais, e pior, visitando o blog dos outros pra criticar o expertise dos seus autores. Pois isso não tem mérito nenhum.
Foi a esse tipo de mérito que me referi.
Um abraço
O que não tem mérito nenhum é se isentar, criticando tudo e todos sem um argumentos sensatos e construtivos tal qual está cheia de gente essa Internet
IP: 189.106.108.13
@ Cristiano Dias @Fabio Seixas OK galera. Eu irei organizar um evento e vou convidar um monte de amigos com ótimas idéias, a maioria deles acabou de sair da faculdade, nunca trabalharam no mercado, alguns nem cursaram uma universidade, mas as eles têm ótimas idéias. A maioria deles tem blogs, são antenados, lêem centenas de feeds RSS diariamente, alguns deles têm até podcast. O único probleminha é que eles não têm bagagem e experiência; Os feedbacks são baseados nos feeds que eles tanto lêem… Ahhhhh, mas isso é só um detalhe né?!
Contarei com a ilustre presença de vocês na platéia.
IP: 201.37.181.105
Eu tava até agora sem comentar, mas esse ande me encheu o saco. (6)
Tem dó Andre. Você que não tem nenhum argumento, vc insiste em falar do currículo dos caras, você já leu eles?
Que cara mais paga pau e chato, vc quer participar de um braincast? Ou quer ganhar um follow do Cris dias? Só ta faltando pedir.
Agora me diz, que mérito tem o Cris dias? O que ele já fez? Vc só ta metendo a boca, mas até agora não falou nada… Deixar de ser paga pau e caí na realidade… GENTE VAMOS SEGUIR O ANDRE NO TWITTER!
Todo mundo tendo uma discussão saudável aqui e entra esse alface pra encher o saco e falar abobrinha.
To achando que o Andre é o Cris dias hahuahuauha
Que cara baba ovo
#prontofalei
IP: 201.37.181.105
Mariana vc já ouviu falar no Carreira Solo.org? Vilago? RadarPop ou Enxame.tv?
E no Camiseteria.com e no WeShow?
Pois então, são projetos mt bacanas de dois caras que eu venho acompanhando desde que entrei na faculdade e me inspiraram a iniciar o meu próprio negócio. Só isso.
E não, eu não sou o Cris – na verdade sou bem mais bonito! E o currículo do Fábio vc encontra em http://www.linkedin.com/in/fseixas.
Beijo nesse teu coração amargurado!
IP: 189.106.99.152
Acho q no brasil tem muito pouco expert capaz de dar uma palestra do naipe das do TED, já vi todas lá… e confesso q pouca coisa ali é descartável, e a mais chata foi a palestra com a blogueira. Nada de útil, nada a acrescentar.
Mas o foda é ver nego brasileiro q se acha assumidade só pq tem um blog ou podcast.. ou então é funcionário qualquer de algum lugar demonstrando portfolio pessoal.. quero ver palestra com gente q contribui com alguma coisa capaz de mudar para melhor a vida dos outros. Não saio de casa para ver “celebridades”.. Mauricio de Souza? hm? pq? acho mais legal ouvi o Yabu…. Chico Buarque? hm? quero ver o Mario Caldato ou a galera do Instituto.. quero aprender alguma coisa mais real e prática. Quero ver alguém ensinar novas formas de cultivo. Alguém questionar o sistema educacional brasileiro mas propor algumas idéias. Quero que alguém me ensine a construir uma casa abrido.. Uma solução contra enchente.
Enxame.tv? Eles fizeram o q? um podcast?
Camiseteria? Vão ensinar como você contrata ilustradores por preço de banana?
Marco Gomes? Alguém aí já usou alguma coisa q ele inventou?
Videolog? Pra ver o fundador ficar falando q inventou o site antes do Youtube?
Carreira Solo? Max Gehringer? Vj de MTV? Hans Donner? Qual é galera, sobe um pouco o da lista de indicados por ae. Por favor.
Não gostaria de ver um TED com KibeLoco, Cocadaboa, Rene de Paula, Cris Dias (sem mágoas), Interney, inagaki, Lent e Cardoso de palestrante… para saber o q esse povo faz ou pensa eu leio seus blogs.
A real é que nada do eles fizeram eu uso no meu dia-a-dia, nada do que eles fizeram tem algum valor pra humanidade. E como alguem comentou aí acima, a internet é pequena e precisava mesmo de uma renovada. A internet tupiniquim é sempre o mesmo mais do mesmo.
IP: 201.6.237.251
Pra quê um TED brasileiro se existe o TED original? Se houvesse algum brasileiro que valesse a pena ouvir, ele falaria no TED original, ora bolas. Por exemplo, o Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná, famoso no resto do mundo como um grande arquiteto urbanista, já deu uma palestra no TED. Ademais, o enfoque do TED vai muito, mas muito além do mercado hype 2.0, como você pôde perceber nas palestras que achou chatas.
IP: 189.58.49.85
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Tem gente que é engraçado. Se o Cara vem e fala que vai fazer um evento com vários palestrantes de diversas linha de pensamento (porque isso é um fato legal, agregar valor ao seu “negócio” de onde vc menos imagina), com um tempo entre 15 e 20 minutos (porque ai o cara não pode viajar e dá o seu recado, sem deixar o pessoal com sono), em um auditório, para quem quiser ir.
IA TODO MUNDO CAIR DE PAU DIZER QUE QUE ELE ESTAVA COPIANDO O TED. Tem 4 pernas, assento, encosto, fica em volta de uma mesa, as pessoas sentam… vc vai me dizer que não é uma cadeira. Por favor né!
Ai ele diz que é o TED Brasileiro, com a mesma proposta do primeiro TED, ou seja, quem “exige” palestrantes mundiais deveria calar a boca. Ou vc que é tão foda iria botar a sua carinha em um evento que nem existe ainda??? Quantos dos que palestraram esse ano no TED estariam lá no primeiro. Acorda!!!!!
Vc inventou a roda??? e por
IP: 189.53.160.139
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(Completando que foi antes da hora)
Vc inventou a Roda??? então porque vc usa ela??? tá copiando heim!!!!
Vc inventou a Internet??? então porque vc usa???tá copiando heim!!!
Vc inventou se comunicar por e-mail??? tá copiando heim!!!
O TED “original” inventou palestras com tempo limitado??? Inventou palestras com diversas áreas de conhecimento??? O Ted inventou disponibilizar na internet as palestras??? O ted inventou colocar todo mundo em um auditório??? TÁ COPIANDO HEIM!!!!!
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IP: 189.53.160.139
Friends,
Faltam 5 dias para o EPICENTRO. Espero vê-los todos por lá, seja no evento presencial ou no evento virtual.
Eu tenho os pés no chão. Eu sei que o primeiro evento terá alguns furos. E daí, vamos que vamos. O EPICENTRO 2 já está marcado. Será dia 8 de Outubro em um lugar XXXX maior com XXXX mais pessoas independente do resultado do primeiro evento. E o principal, com um número maior de pessoas de fora da minha panelinha.
Dane-se a esquerda, dane-se a direita, dane-se a elite, dane-se os pobres.
O que importa é mostrar pessoas de bem que realmente estão fazendo a diferença para alguém.
Vejo vocês lá, para jogar pedra, descer o pau ou aplaudir.
Ricardo
IP: 189.68.184.112
myster mysteryo IS THE MAN!
IP: 201.37.181.105
Podia ter um TED brazuca com o cara do kibeloco.
Ia ser inovador, primeiro TED com vaias!
QUEBRA TUDO!
IP: 201.80.134.152
Nossa, é isso que a Internet virou? Um bando de gente entrando no site de uma pessoa para falar mal dela e vibrando quando alguém joga mais pedra. Qual é a próxima, vocês irem na casa do Cris cuspir no chão dele?
Que bando de mal-educado!
IP: 200.167.253.130
Poizé, Eduarda, o negócio é falar mal de todo mundo. Eu daqui vou tentando ignorar. Valeu a força.
IP: 189.122.181.161
Myster Mysterio,
O Camiseteria não contrata ilustradores a preço de banana. O Camiseteria é a empresa que melhor remunera designers e ilustradores que criam estampas. Pagamos de R$ 1.000 a R$ 3.000 (concursos especiais) por estampa. Nos últimos 3 anos distribuimos aproximadamente R$ 200.000 em premiações no site.
A crítica é um combustível para o Camiseteria. Vamos sempre escutar e tentar melhorar. Mas é importante ter um pouquinho mais de responsabilidade ao criticar.
Se quiser aprofundar o papo, meu e-mail é rodrigo@camiseteria.com. Assim você me ajuda a melhorar a nossa comunicação e deixar algo realmente importante para a humanidade.
IP: 189.62.158.32
Acabei de chegar do evento #Epicentro, o maior #superfailoftheuniverse
Cheguei no horario correto e jah vi, na recepcao do predio, uma certa quantidade de pessoas barradas, pois o evento estava lotado. Ora, nao tinha nem comecado a primeira palestra e o evento lotou? Fiquei lah embaixo uns 20 minutos, onde os barrados jah cresceram pra uma quantidade de umas 50 pessoas quando, finalmente, alguem do espaco de eventos veio dar uma satisfacao, falando para as pessoas subirem de 5 em 5, pra ficar mais facil. Claro que o sujeito soh passou o problema `a frente… Subi e vi um ambiente bacana, com uma praca e umas salas. Porem cada sala cabia no maximo umas 30 pessoas. Eram mais de 100 lah em cima e as hordas de pessoas ainda chegavam. O som nao suportava a todos e, na tentativa de atingir a todos, estava estridente e o primeiro palestrante, que me pareceu o tido #quebratudo apresentando, nao tinha uma voz de orador.
Enfim, uma mega porcaria e perda de tempo. Uma pena, pois os topicos das palestras me pareciam interessantes.
#ARREBENTOU!
IP: 189.62.158.32
Ninguém mais do que eu adora compartilhar conhecimento de graça sem pedir nada em troca.
Eu gostaria muito de ter atendido a vontade de todos de participar do EPICENTRO que rolou ontem.
Nós tivemos 1.600 inscrições para o evento, muitas delas feitas nos últimos 3 dias. Não foi possível redimensionar as coisas na última hora.
A sala já estava lotada uma hora e vinte minutos antes de começar o evento. Com meia hora no ar o aulavox já estava com 200 conexões na sala.
O EPICENTRO, sem qualquer tipo de marketing de massa ou apoio de gente grande, tomou uma proporção gigantesca.
Empreender é isso mesmo. Risco, risco, risco.
Eu dei a cara para bater, apanhei, apanhei, tô apanhando, mas já estou de pé novamente.
O lugar é pequeno? No EPICENTRO 2 será 10x maior.
O som deu pau? No EPICENTRO 2 será outro fornecedor, outro som.
A internet não funcionou? No EPICENTRO 2 vamos usar outra coisa.
A palestra X não foi boa? No EPICENTRO 2 vou trazer outro profissional para falar.
O EPICENTRO é uma idéia maravilhosa e a sua visão é única. O sonho não acabou, apenas dobra na responsabilidade.
O EPICENTRO 2 vem aí, e muito antes do final do ano, vou entregar um evento capaz de distribuir conhecimento interessante para milhares de pessoas poderem mudar esse país para melhor.
Todas as palestras de ontem foram gravadas em vídeo e muito em breve estarão disponíveis na íntegra no web site do EPICENTRO.
O EPICENTRO 2 vem ai!
Ricardo Jordão Magalhães
(Aquele que não tem voz de orador, mas tem energia para gerar mudanças)
IP: 200.150.163.30
Leo,
Nós estamos trabalhando rápido para disponibilizar voando todos os vídeos de todas as palestras que rolaram no EPICENTRO. Enquanto isso, vamos de crowdsourcing. Confira o vídeo da minha apresentação feito pelo Hugo, um dos caras que estava lá.
Clique aqui para assistir: http://blip.tv/file/1898488/
Eu não tenho problemas em dar a cara para bater, pode bater, eu volto.
Um grande abraço,
Ricardo
IP: 200.150.163.30
@Ricardo J
Quanto a dar a cara à tapa, é uma atitude louvável. Boa sorte no 2… Certamente não irei, pelo desrespeito no 1. Mas, sucesso!
IP: 189.122.134.87