Para quem está do lado de cá o problema de Israel é a imparcialidade da mídia

Poucos chavões são mais chavão do que “a história é contada pelo vencedor”. Mas antes de terminada a guerra a história é contada pela mídia e por quem a controla. E para quem está aqui no bem-bom sem levar míssil e bomba na cabeça, todo ano é a mesma coisa: fica difícil saber realmente pelos meios de notícia o que está acontecendo, quais as motivações, se a crise tem solução próxima e o que diabos, no fim das contas, está acontecendo lá no Oriente Médio. (e nem adianta dizer que a solução é ler blogs, neles mesmo é que estão as opiniões mais polarizadas)

Certo ou errado é claro quem controla a mídia do lado de cá do oceano. Não que eu ache que há uma conspiração judaica mundial para distorcer os fatos, não aberta e conscientemente. Mas todo ano não aparecem em nossos cinemas filmes de orçamento milionário mostrando o drama de famílias árabes em alguma guerra. Já o outro lado…

Ficam aqui, portanto, algumas das Doze Regras de Redação da Grande Mídia Internacional Quando a Notícia é do Oriente Médio, para sua referência.

Regra Um – No Oriente Médio, são sempre os Árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Esta defesa chama-se represália.

Regra Sete - Quando se menciona a palavra “Hezbollah”, é obrigatório a mesma frase conter a expressão “apoiado e financiado pela Síria e pelo Irã”.

Regra Oito – Quando se menciona “Israel”, é proibida qualquer menção à expressão “apoiada e financiada pelos Estados Unidos”. Isso pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo existencial.

Regra Doze - Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redação acima expostas são “Terroristas Anti-Semitas de Alta Periculosidade”.

(e quem citar Hitler primeiro na conversa perde a brincadeira)



:: Escrito por Cristiano Dias, dia 7 Jan 2009, 06:34, em A verdade está lá fora, Imprensa minha.

11 Comentários

  1. Mairus

    A quem interessa a guerra?
    Aos donos da melhor máquina de fazer dinheiro do mundo, a indústria bélica, que, como já disse Nicholas Cague em “O Senhor da Guerra”, coincidentemente são os membros do conselho de segurança da Onu.
    Ah, a Onu, que órgão maravilhoso… se fosse sexual seria um pinto brocha.
    E enquanto isso a Frente dos Povos da Judéia continua na sua luta contra a Frente Popular Judaica.

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  2. Alexandre

    Engraçado. Eu não sinto isso, pelo menos aqui no Brasil e lá na Europa. Acho que a cobertura é automaticamente antipática a Israel. Sempre sinto que o tom é “já estão esses caras matando um monte de gente de novo”.

    A maior dificuldade de vocabulário, neste caso, é que Israel é um estado reconhecido e o Hamas é um grupo político. Então, os tratamentos serão naturalmente diferentes. Os comentários relevantes virão dos analistas mesmo.

    Só para dar exemplo de como uma revista conservadora americana (Time) e um jornal liberal britânico (Guardian) cobrem o assunto:

    http://www.time.com/time/world/article/0,8599,1869755,00.html

    http://www.guardian.co.uk/world/2009/jan/07/gaza-israel-diplomacy-ceasefire

    7 Jan 2009, 10:02, via Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.5 no Mac OS Mac OS X
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  3. Helenice

    Isso é briga velha e nem havia os americanos na história. Veja aqui: http://www.gotquestions.org/Portugues/Judeus-Arabes-Muculmanos.html.

    7 Jan 2009, 12:09, via Google Chrome Google Chrome 1.0.154.36 no Windows Windows XP
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  4. MaGioZal

    Meu, tendo lido a imprensa aqui no Brasil e se bobear até a BBC (que tascou um “Gaza Carnage”), a impressão é justamente a contrária: de que as redações estão muito mais do lado dos palestinos da faixa.

    7 Jan 2009, 12:51, via Safari Safari 525.27.1 no Mac OS Mac OS X
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  5. Inominado Anônimo

    Concordo contigo, mas hoje vi o enviado da globo dizendo que já virou banalização, pois tocam a sirene de perigo e todo mundo tem de evacuar o prédio… e todos dizem… mais uma vez…
    Fiquei chocado de ver tamanha banalidade num telejornal da globo.

    7 Jan 2009, 15:18, via Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.5 no Windows Windows XP
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  6. MaGioZal

    Bom, eu queria tecer aqui algumas considerações pessoais:

    1. Fui conferir a home do blog Cloaca News. E meu, ainda estou para ver algo mais rabidamente pró-PT (talvez, até pró-PCdoB ou pró-PSOL), anti-capitalista e anti-americano e esquerdista em termos de conteúdo… bom, talvez só a Caros Amigos e algumas partes da Piauí e da Carta Capital cheguem perto.

    2. Sou um daqueles caras que acreditam na teoria da paz democrática, segundo a qual duas democracias não entram (por não quererem e/ou por não conseguirem) entre si. Bom… de acordo com o mapa que fiz baseado em infos da Freedom House, Israel só é um pontinho azul democrático no meio de um mar de tons vermelhos mais ou menos autoritários…

    3. Dá para levar a sério uma organização como Hamas, que implementou um regime de partido armado único na Faixa de Gaza e que nunca renunciou ao seu objetivo de destruir Israel? Como negociar a criação de um suposto estado palestino com alguém que não admite democracia, secularismo, nem a existência de Israel? Dá para negociar com alguém que fanaticamente quer nada mais nada menos do que sua morte?

    8 Jan 2009, 00:20, via Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.5 no Mac OS Mac OS X
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  7. MaGioZal

    Errata: quis dizer Sou um daqueles caras que acreditam na teoria da paz democrática, segundo a qual duas democracias não entram (por não quererem e/ou por não conseguirem) em guerra entre si.

    8 Jan 2009, 00:26, via Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.5 no Mac OS Mac OS X
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  8. Carolina Vigna-Marú

    Outro dia, na festa mais chata da história da humanidade, conheci um judeu ortodoxo assumido. Surpreendentemente, ele disse algo que, imho, resume bem: “Se há guerra, os dois lados estão errados. Na hora em que o ser humano desiste e acha que matar é a melhor solução diplomática, perdeu qualquer razão que tinha.

    8 Jan 2009, 07:05, via Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.5 no Windows Windows Vista
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  9. Fernanda

    Olha;

    Bem no início do conflito a Globo, pelo menos, sempre falava do – “Grupo terrorista Hamas” – mas a medida que a a guerra/conflito foi se intensificando e a diferença de poderio bélico foi se acentuando e as baixas foram ficando desproporcionais, a forma da cobertura da noticia se modificou. Apesar da chuva de bombas que o Hamas joga sobre Israel, só vemos uma senhora bem vestida reclamando do susto que levou, do cara bem nutrido mostrando um buraco na frente de casa. E Israel não permite a entrada da imprensa na faixa de Gaza nem a cobertura dos seus movimentos militares, há um preço a se pagar quando se impede a imprensa de cobrir um acontencimento. Por outro lado as poucas imagens que temos de Gaza são devastadoras e, numa região onde metade da população tem menos de 15 anos, não é dificil imaginar onde estão as maiores baixas. E criança ferida/morta/sofrendo é noticia, uma senhora bem vestida assustada não.

    E concordo com o judeu que a Vigna Maru citou. Se há guerra, os dois lados estão errados.

    8 Jan 2009, 11:13, via Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 no Windows Windows XP
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  10. Flávia Stefani

    Você já deve conhecer o blog do professor Idelber, Cris, mas eu linko aqui em caso de alguém não conheça:

    http://www.idelberavelar.com/

    Imparcial ele não é, e nem poderia. Acho que ninguém pode. Mas certamente nos faz ver a coisa sob um novo prisma.

    9 Jan 2009, 03:58, via Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.5 no Mac OS Mac OS X
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  11. Fernanda

    Retifico minha opinião…No caso de Gaza não há guerra, há um massacre criminoso de um povo. Tenho evitado ver os jornais porque choro toda a vez que vejo corpos de crianças e nada posso fazer. Só posso torcer para que a crise que o sr. Bush deixará seja suficiente para ter um impacto no apoio financeiro dado pelos EUA à Israel e que o novo presidente tenha visão e coragem suficiente para mudar a politica de apoio à Israel.

    12 Jan 2009, 09:58, via Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 no Windows Windows XP
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