A Cabeça de Steve Jobs
Por falar em Apple, esqueci de colocar no fim do texto anterior que finalmente acabei de ler A Cabeça de Steve Jobs. Totalmente recomendado para quem quer entender, sem messianismos, como funciona a obsessão da Apple pela qualidade (refletida no iLife lançado) e por que os investidores morrem de medo dos problemas de saúde de Jobs.
Uma das partes que mais me chamou a atenção nessa reta final da leitura foi a de que os vendedores das novas e cultuadas Lojas Apple não recebem comissão pelas vendas, só status interno. (whuffie?) Segundo o raciocínio de Jobs e Ron Johson, ex-Target e responsável direto pela criação das lojas, a comissão faz com que o vendedor tente fechar a melhor compra para ele, vendedor, e não para o cliente. Com a comissão o impulso é vender produtos caros o mais rápido possível, mas a Apple quer que seus clientes tomem a decisão certa para não terem frustrações mais tarde. Genial.
Realmente genial, desde que, obviamente, o salário seja decente!
Eu demorei para entender que aqui na Inglaterra os vendedores em geral nao ganham comissao (eu perguntei uma vez). Assim sendo, nao ficam desesperados para que voce compre a coisa rapido, com eles. Normalmente eu posso ficar olhando as coisas, experimentar roupas, sair e voltar da loja, uma beleza… Isso que a Apple faz nao eh tao revolucionario assim (pelo menos aqui, nos EUA eu nao sei como eh o esquema na maioria das lojas).
Esse é o grande problema do “simples” vendedor: só pensa no bolso. Deve ser por isso que, modéstia à parte, sou reconhecido pelo “estilo” de vendedor que adotei para a minha carreira. Penso sempre como se estivesse do outro lado da negociação (cliente). E sou muito bem comissionado pelo que faço diga-se de passagem. Me admira o Sr.Jobs não conseguir adotar este tipo de mentalidade nos seus vendedores!
Não consigo imaginar vendedor sem comissão, acho que a praticidade é muito cultuada na Apple, é melhor contratar atendentes que treinar vendedores.
Puxa, eu li o livro e não gostei. Fiquei achando que o Steve Jobs é extramamente radical (ou vc eh um genio ou vc eh um idiota) e que as coisas só funcionam pq ele tem tanto dinheiro que da a ele a vantagem de cometer erros e depois refazer melhor.
Acho um bom livro no geral para quem quer conhecer mais sobre o Steve e Apple mas um livro fraco se vc esperava um livro sobre liderança.
frustações não, frustrações.
Steve Jobs ficaria frustrado com um erro desses numa das páginas da apple traduzidas para o português do Brasil.
nooooot.
http://macmagazine.com.br/blog/2008/10/13/o-site-da-apple-brasil-e-suas-mancadas/
Quando comprei meu iMac numa Apple Store na Flórida, primeiro que o vendedor ao perceber que meu inglês era “meia boca” passou a venda pra outro vendedor que falava espanhol e arranhava um pouco de português… e esse conversou bastante comigo, queria saber q experiência que eu tinha com mac, quais eram as minhas necessidades, etc… inclusive me convenceu a comprar um modelo mais barato do que queria, com menos processador e memória… e na verdade não tem me feito falta…. sem brincadeira, foi o melhor atendimento que já tive na vida…. e pensar que meu plano original era comprar um sony vaio, mas fiquei plantada uns 30min na loja da sony e não apareceu um vendedor pra me atender…
Santa inocência, Cris Dias!
Será que você não parou para pensar que esse discurso da Apple não é apenas uma desculpa para ter mais lucro e salários menores?
Putz. Deve ser o livro. E essa idéia de comissionamento, faz muito sentido quando estamos falando de produtos com tanto valor agregado. Não qualquer blusinha pra encher o seu guarda roupa, é uma ferramenta de trabalho e relacionamento, que tende a tomar prováveis 40% do seu dia.
Validíssima a iniciativa da Apple.
Steve Jobs? Check.
Esqueci de trazer o livro para pegar a informação exata, mas segundo o autor a taxa de rotatividade de funcionários nas lojas da Apple é bem menor do que o padrão americano.
estou lendo ainda o livro o que me surpreendeu foi a leitura das propagandas, como a série I’m a mac, que de certa forma ridicuraliza o usuario do PC, o que reforça a tese do elitismo de Jobs, mas que funciona para criar e reforçar a legião de fãs da marca…
[...] também dois posts sobre o livro, do Julio Daio Borges, do Cris Dias e do Tiago Doria. Veja também o site oficial do livro, edição brasileira. Para contratar o CEO [...]