A Rodada de Doha foi para o saco
Uma das minhas expressões favoritas nos últimos tempos é “a história acontecendo diante dos meus olhos”, mas normalmente eu a uso para me referir ao mercado brasileiro de “nova mídia”. Mas fiquei com a impressão de que essa melada geral nas negociações sobre o comércio mundial que aconteceu ontem vai ser estudada pela Clara e os filhos dela naquela lista de seqüencia de fatos aparentemente simples que levaram a um grande merdelê mundial. Espero, claro, que eu esteja mais uma vez sendo paranóico como em outras vezes.
Não querendo ser um Diogo Mainardi mas nunca se viu um corpo de chancelaria tão ridiculo quanto este do “atual governo”!
Brasil - sil-sil -sil
Cris, compartilho contigo a impressão, como também acho que nossos filhos vão estudar o roubo de uma certa eleição que acabou por eleger um pateta…
Já disse algumas vezes que talvez a vitória de Al Gore fosse a última grande chance do nosso planeta viver mais algumas décadas. Ou simplesmente viver.
Eu acho que a falha está no processo de tomada de decisões, e não nas decisões em si. Como pode um país “emergente” dar seu aval a uma proposta e em seguida ser desautorizado pelos demais? Ou esse país não tinha poderes para isso - e não deveria estar ali - ou tinha - e aí os representados é que falharam. Eu não acho que isso tenha sido um insucesso da diplomacia brasileira. O processo todo é que me parece falho. E não vai dar em lugar algum.
O mercado brasileiro tende a ficar sempre mais ligado ao estrangeiro, já que estamos dando mais atenção às políticas integralistas internacionais, do que ao nosso país.
Confesso que não entendo como países negociam produtos. É como forçar pessoas a comprar coisas que não precisam , ainda por cima, caras. Se falta um produto, a safra foi ruim, etc, ex: arroz, o cara responsavel por isso, sairia por ai pesquisaria os preços e comprar x de outro pais mais barato. Impor cotas e taxas me parece mais uma daquelas contradições humanas que nos separam do resto dos animais racionais.
Algumas coisas que eu concluí a partir do fiasco:
01. A ordem econômica mundial não está mais se submetendo exatamente ao desejo exclusivo dos tradicionais países capitalistas desenvolvidos (G7: EUA, Canadá, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália e Japão);
02. A animosidade EUA-China e principalmente EUA-Rússia está aumentando; e sob pressão dos EUA e da Grã-Bretanha, as relações da União Européia em geral com a Rússia estão piorando também;
03. Os dois grandes emergentes democráticos, Brasil e Índia, se sentem cada vez mais ressentidos pelo fato de que o poder geopolítico que eles têm no mundo atual é ainda muito menor do que eles ambicionam;
04. O Mercosul não vai para frente porque apesar dos apertos de mãos para as câmeras, no fundo no fundo os líderes do Brasil e da Argentina se vêem como países inimigos figadais em quase tudo (da economia até a cultura);
05. Aquela aura de “relativa benevolência” entre as nações após o fim da Guerra Fria e a de “relativa compreensão” entre as nações após os Atentados de 11 de Setembro está acabando;
05. http://economist.com/daily/kallery/displayStory.cfm?story_id=11850200
Algumas coisas que eu concluí a partir do fiasco:
1. A ordem econômica mundial não está mais se submetendo exatamente ao desejo exclusivo dos tradicionais países capitalistas desenvolvidos (G7: EUA, Canadá, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália e Japão); isso deixa os 7 Grandes cada vez mais irritados com “o resto”;
2. O Dólar Americano nunca esteve tão despretigiado quanto hoje em dia, o que faz aumentar o nervosismo econômico dos EUA (que sempre usou sua moeda como instrumento de força política internacional);
3. A animosidade EUA-China e principalmente EUA-Rússia está aumentando; e sob pressão dos EUA e da Grã-Bretanha, as relações da União Européia em geral com a Rússia estão piorando também;
4. Os dois grandes emergentes democráticos, Brasil e Índia, se sentem cada vez mais ressentidos pelo fato de que o poder geopolítico que eles têm no mundo atual é ainda muito menor do que eles ambicionam;
5. O Mercosul não vai para frente porque apesar dos apertos de mãos para as câmeras, no fundo no fundo os líderes do Brasil e da Argentina se vêem como países inimigos em quase tudo (da economia até a cultura);
6. Aquela aura de “relativa benevolência” entre as nações após o fim da Guerra Fria e a de “relativa compreensão” entre as nações após os Atentados de 11 de Setembro está acabando;
7. http://economist.com/daily/kallery/displayStory.cfm?story_id=11850200
Os combatentes da quarta guerra mundial serão equipados de tíbias, fêmurs e monolitos…