Lei seca no trânsito
Muita gente discutindo a nova política de tolerância zero de beber-e-dirigir, com as já tradicionais lendas urbanas de que caldo de cana e enxaguante bucal podem pegar para o seu lado. Eu acho a iniciativa boa e como já falei por aqui no Brasil o pessoal acha que lei do trânsito é coisa para os outros. “Eu dirijo bem depois de uns choppinhos”. Arram.
Mas quem deve estar feliz mesmo são os policiais do trânsito. A renda extra deles deve dar um bom salto com essas novas regras.
Só acredito em tolerância zero na hora que fizerem continuamente fiscalização na porta dos bares da moda. Tipo: entrou no carro, virou a chave, policia batendo no vidro e falando “boa noite senhora, dá uma sopradinha aqui por favor.”
Ter tolerância zero e não fiscalizar não dá em nada.
Ainda bem que eu xô giminuindo a bibida! Hic! Xóbrio!!!!!
Eu já acho que bastava fazer valer a lei anterior. Na grande maioria dos acidentes (pra não dizer todos) relacionados ao alcoolismo, o motorista estava acima do limite permitido pela lei anterior (6 decigramas de álcool, se não me falha a RAM). Em todo o caso, o que me incomoda de verdade é o fato do ‘puliça’ poder te prender só por *achar* que você está bêbado, e poder te prender caso você recuse a soprar no bafômetro. Ou seja, resolveram a questão salarial dos puliças com o bolso dos bebuns
Pior de tudo e’ aquele velho papo de estudante de direito: ” nao faco bafometro, nao posso formular prova contra mim mesmo”!
Eu vou um pouco contra a maré. O Brasil segue uma vocação para ser um país clandestino. Criam-se leis que de antemão já nascem para não serem cumpridas. Quando havia uma tolerância de 0,8 g/l de sangue ninguém fiscalizava. Isso equivalia mais ou menos a 2 ou 3 chopes. Pois bem: as estatísticas dizem que 60% dos acidentes têm pessoas alcoolizadas envolvidas. Mas o que se considera alcoolizadas? Gente com até 0,8 g/l estaria incluída nestas estatísticas? Ou será que esses acidentes foram causados por pessoas que tinham o dobro, o triplo dessa dosagem? E quantos bloqueios e comandos foram feitos para pegar gente com 1,6, até 2 g/l de álcool no sangue? Agora vão pelo caminho mais fácil. Se alguns não sabem beber com moderação, então proíba-se a bebida. Vão dar o mesmo tratamento àquele que dirige completamente embriagado e àquele que consumiu uma quantidade ínfima de álcool e está sóbrio. E tem gente que acha isso justo. Então viramos um país de abstêmios. Haja hipocrisia!
Anyways… o negócio é pegar pesado mesmo!
A maioria dos motoristas são mal educados, acha que é dono da rua… quando ta bebado então ai é que o ego sobe de vez. A maioria absoluta dos acidentes e causas de morte no trânsito é por causa de falha humana, muitas delas causadas por álcool ou outros químicos.
Eu sou a favor do carma alcoólico nas carteiras de motoristas.
É muito simples.
O motorista faz o teste do detran sem beber nada, se passar, ganha carteira.
Depois faz o teste de novo após uma garrafa de cerveja, se passar, ganha uma garrfinha na carteira, que o capacita para dirigir depois de uma garrafa, e assim sucessivamente.
O motorista vai refazendo o teste e bebendo mais e mais, e quando não conseguir mais fazer o teste, é por que seu limite foi atingido.
Desta forma a quantidade de álcool que cada motorista pode beber antes de dirigir é representada pela quantidade de garafinhas na carteira de motorista.
Uma solução muito melhor do que mudar uma lei que já não funcionava e que vai continuar não funcionando, só servindo para aumentar o preço da propina para os PMs, isso durante a primeira semana, enquanto eles se lembrarem onde guardaram os bafômetros… aliás, não precisa de bafômetro, pois os nossos “amigos de fé, irmãos camaradas” já pedem a “cervejinha” sob a ameaça de “eu vou ali pegar o bafômetro, hein? é melhor resolver aqui mesmo só entre nós dois do que envolver todos os PMs da blitz, o que vai sair muito mais caro”.
Não estou inventando, aconteceu comigo, e é claro que não tinha bafômetro nenhum.
E para concluir, eu gostaria muito de, se me mandassem assoprar o bafômetro, que os policiais envolvidos na operação o asoprassem também.
Mais uma lei ridícula em um país onde as leis primeiro são postas em prática para depois serem aprovadas ou não pela população.
A idéia das garrafinhas na carteira de motorista do amigo ali em cima é hilária! Ia ser muito divertido tirar a carteira ou renová-la!!!
Essa lei vai com certeza abrir espaço para abusos.
Essa coisa de lei rígida em um país onde sempre se valorizou a bebida.
Brasileiro bebe por esporte, é quase um ritual.
Quero só ver como será a aplicação e fiscalização…
Gostei dessa de assoprar para tirar a carta, se passar ganha uma, e tem direito a outra asoprada, se passar vai ganhando mais
seguranca no transito
É isso ai galera,essa nova lei visa diminuir os acidentes nos transitos e melhorar o meio de vida da sociedade que ja esta abalada de tando ve nos meios de comunicação mortes ocasionadas por acidentes por pessoas embriagadas,chega disso neh!!!Espero que todos se conscientizam que isso vai ser bom para todos nos…
bjinhos
Todos discutem sobre o quanto pode ser liberado para beber ou que é ilegal gerar provas contra si mesmo. Alguém lembra de pelo menos dois outros direitos fundamentais? Bem, o direito a vida e a segurança são exemplos. Então não se trata apenas de beber mas sim do confronto de direitos. Pesa a favor da vida decisões judiciais, inclusive no Supremo Tribunal, penas de dolo, ou seja, com a intenção de fazer, para delitos cometidos por pessoas embriagadas na direção veicular. Podemos fazer rodizios para selecionar o amigo que não vai beber e vai dirigir. Podemos beber próximo de casa ou em casa, temos taxi, metrô, ônibus, os pés. Não importa sua condição financeira temos a vida e o dever de guarda-la em segurança.
Tolerância “zero”, o erro do bafometro e 0.1.
Todo motorista que for parado vai perder a carteira levar multa e ter o carro apreendido.
Com essa a bancada evangélica que criou a lei não contava.
Acho é pouco, todos vão dançar sem exceção. Menos eu, já que estou de onibus.
Muita burrice. Antes de concordarem com algo, pensem nas consequências