Carta aberta aos vendedores
Caros vendores, deixe-me apresentar à vocês: meu nome é jéssica, tenho 21 anos e uma preguiça muito maior do que vocês imaginam. muito maior do que foi permitido à qualquer geração pré-internet. E por gostar tanto dela, sofro horrores na hora de comprar serviços.
(…)
Pedi uma cotação de um plano de saúde com determinadas características e recebi de volta uns 5 PDFs com o preço de todos os planos de saúde de algumas empresas. Os mesmos PDFs que acho numa busca online de 2 minutos. Para que eu preciso pagar comissão à um vendedor que faz o mesmo que o google?
Corretor é uma das profissões ameaçadas de extinção pela internet, se o profissional não se reinventar.
Estou comprando meu apê sem corretagem. Isso porque tanto nós, os compradores, quanto os vendedores preferimos realizar toda a operação de compra e venda sem esse pessoal. E tenho dito!
Por outro lado, eu preferi um corretor de confiança quando comprei o meu apê. É muita papelada, muita coisa pode dar errada: iptu, laudêmio, hipoteca, protestos, cartório, sei lá mais o quê.
O corretor de imóveis, pra mim, serve pra verificar isso tudo e certificar que a papelada do apto. está realmente ok.
Isso sem falar que a corretora de imóveis vai lá, chama o cartório, vc não fica em fila e nem precisa lembrar dos oito mil documentos que precisam estar lá na hora.
Já me aborreci uma vez com isso e pago de bom grado a comissão.
Agora, corretor de seguros realmente não faz muito sentido hoje em dia.
Para negociar o apartamento que estamos vendendo (160m2 em Copa) já tentamos corretores e não deu em nada. Decidi fazer um vídeo dele, produzir umas boas fotos e colocar no eBay (acho que os europeus vão adorar).
Mesmo assim não sei se a profissão acaba, não acho que a Internet (que atualmente acho que merece mais um nome como Novo Mundo) vá acabar com o velho mundo, mas, como vc bem disse, o obrigará a se reinventar.
O século XXI é um século de serviços. Antes só os agentes sabiam como achar as coisas, agora eles devem aprender a se colocar ao lado do cliente e acumular aqueles conhecimentos que só quem vive o dia-a-dia da área descobre.
Quando vou fazer seguro, por exemplo, recorro sempre à Sônia Marra que é uma seguradora independente super-antenada.
Bom… Sabe, eu acho escroque esse negócio da política do terror, mas por outro lado acho que a gente tem quase que uma obrigação de avisar certas coisas…
(seguro eu realmente não entendo o papel do corretor)
Falando apenas sobre imóveis — onde normalmente o que está envolvido é no mínimo a economia de anos e anos de trabalho –, o risco de problemas é muito alto para fazer uma economia de 5%. Eu já passei por meses de absoluto desespero por conta de uma aventura dessas, de querer fazer as coisas sozinha e por melhor informada que eu tenha sido (e fui), acabei deixando passar uma besteira que quase colocou tudo a perder. Só não colocou, justamente, pque nos 46 do segundo tempo eu contratei uma corretora para me ajudar.
Não sei vocês, mas eu não ganhei na mega sena e estou muuuuito longe de ter dinheiro suficiente para que uma compra e venda de imóvel seja apenas um negócio. Pra mim é vida, é muito trabalho, e é o meu lar, não sou investidora de imóveis. E, justamente por não fazer isso toda hora, acabo desinformada ou desatenta a detalhes fdps feitos por burocratas sem mãe para nos enlouquecer.
É injusto? É. É sacanagem? É. Não deveria ser assim? Não. Mas eu não arrisco com imóvel. É muita coisa pra mim, não é um seguro de vida/saúde/carro que, por maior o prejuízo que seja, é algo que dá para resolver com algum tempo.
Bom, é isso…
Ah, Roney, você acompanhou isso, o stress a que me refiro foi a venda da Alfredo Gomes.
Eu pago a comissão de bom grado. Minha saúde merece.
Bjs (e boa sorte na venda aí!).
[...] da Lu Monte, editora do blog Dia de Folga, Manoel Netto, editor do blog Tecnocracia, resposta de Cris Dias e Daniel Becher em artigos em seus sites. Todos profissionais influentes na [...]