MSN Music mostra o maior problema do DRM

Corrente amarrada ao pé de uma pessoaSe o “dono” da música resolve que aquela plataforma não lhe é mais interessante, seja lá por qual motivo, ele tira os servidores de autenticação do ar e a música pela qual você pagou passa a ser tão útil quanto uma pilha de spam. Enquanto isso quem baixou a música ilegalmente pode continuar curtindo seu som.

A partir de 31 de agosto os clientes da MSN Music Store (ou seja lá o nome da empreitada falida da Microsoft) só poderão ouvir suas músicas compradas nos computadores já autorizados para tal. Se você comprar um novo, reformatar o HD ou atualizar sua versão de Windows vai ter que comprar a música de novo… se quiser ser chamado de otário. O problema, é claro, não se limita à Microsoft. Se a Apple for, digamos, envolvida em um escândalo financeiro e fechar as portas algo parecido vai acontecer com os arquivos da iTunes Music Store. No caso da Microsoft a mudança foi meramente estratégica: quando lançou seu tocador Zune a empresa achou melhor fechar a MSN Music e mudar o modelo de “venda” de música online. (não é possível haver venda de música online com DRM, no máximo um aluguel disfarçado)

Lojas como a eMusic já vendem música sem DRM, com a iTunes Music Store e a Amazon oferecendo parte do seu catálogo sem DRM com um preço premium. Já as lojas brasileiras continuam 100% no mundo trancado e o que é pior: usando a plataforma Microsoft de DRM, que automaticamente exclui iPods, Macs e Linuxes.

Resumindo: o DRM pune quem é honesto.

A foto é do Flickr do Justin Shearer.


:: Escrito por Cristiano Dias, dia 23 Apr 2008, 09:11, em Liberdade Digital,Pontocom.
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