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	<title>Comments on: Seja um cliente melhor: é tudo uma questão de horas</title>
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	<description>Pedaços da minha vida atribulada</description>
	<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 20:39:31 +0000</pubDate>
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		<title>By: Gley</title>
		<link>http://www.crisdias.com/2007/09/25/seja-um-cliente-melhor-e-tudo-uma-questao-de-horas/#comment-24178</link>
		<dc:creator>Gley</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Sep 2007 17:16:37 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;p&gt;Sou arquiteto e passo por isso o tempo inteiro. As pessoas quando recebem um projeto completo tendem a desvalorizá-lo devido ao seu aspecto material (um maço de papel).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Já ouvi um cliente dizer que "não iria pagar tanto por um pedaço de papel", fator que o levou a contratar um estudante de arquitetura do segundo período. Minha vingança não tardou e nem falhou. Na metade da obra houve um problema estrutural de incompatibilidade entre o térreo e o primeiro pavimento, que acarretaria muito mais trabalho e muito mais dinheiro para consertar. Para completar, a fiscalização urbanística pintou no local e embargou a obra. Depois da inês morta, o cliente veio até mim implorando para dar continuidade ao serviço iniciado. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Resultado: precisei de muito mais tempo para resolver os problemas e então retomar a obra; metade da casa foi demolida porque não atendia à legislação municipal, e o que sobrou tive que usar toda a criatividade para aproveitar em um material aceitável. Todo esse tempo a mais (meu e dos operários) custou pelo menos o triplo do que teria sido gasto na primeira vez. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Cheguei a pensar em deixar o cara na mão com seus próprios problemas, mas não vi motivo para orgulho. Mais ainda tive que provar que era um profissional de verdade, e deixar claro que é natural aparecerem clientes imbecis. :)&lt;/p&gt;
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Sou arquiteto e passo por isso o tempo inteiro. As pessoas quando recebem um projeto completo tendem a desvalorizá-lo devido ao seu aspecto material (um maço de papel).</p>
<p>Já ouvi um cliente dizer que &#8220;não iria pagar tanto por um pedaço de papel&#8221;, fator que o levou a contratar um estudante de arquitetura do segundo período. Minha vingança não tardou e nem falhou. Na metade da obra houve um problema estrutural de incompatibilidade entre o térreo e o primeiro pavimento, que acarretaria muito mais trabalho e muito mais dinheiro para consertar. Para completar, a fiscalização urbanística pintou no local e embargou a obra. Depois da inês morta, o cliente veio até mim implorando para dar continuidade ao serviço iniciado. </p>
<p>Resultado: precisei de muito mais tempo para resolver os problemas e então retomar a obra; metade da casa foi demolida porque não atendia à legislação municipal, e o que sobrou tive que usar toda a criatividade para aproveitar em um material aceitável. Todo esse tempo a mais (meu e dos operários) custou pelo menos o triplo do que teria sido gasto na primeira vez. </p>
<p>Cheguei a pensar em deixar o cara na mão com seus próprios problemas, mas não vi motivo para orgulho. Mais ainda tive que provar que era um profissional de verdade, e deixar claro que é natural aparecerem clientes imbecis. <img src='http://www.crisdias.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>By: C.E. Lopes</title>
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		<dc:creator>C.E. Lopes</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Sep 2007 03:11:08 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;p&gt;Por um tempo, na última empresa que eu trabalhei (também com software) como consultor, os clientes estavam loucos por projetos com preço fixo. Nada de pagar por hora. O prestador de serviços nessa hora só tem uma opção para evitar o "scope creep" - fazer um contrato que especifica nos mínimos detalhes o que está incluído no preço e o que não está e vai ter de ser cobrado via "pedidos de mudança". Nessa empresa nós agiamos com correção e tentávamos a todo custo evitar os pedidos de mudança - até mesmo desenvolvendo o que não estava no contrato de graça - por causa do dano que eles causavam a relação com o cliente. Vários clientes, depois da experiência e satisfeitos com o serviço, nos contrataram novamente mas entendiam e adotavam a nossa recomendação de projetos onde cobravamos "T&#38;M" (Time and Materials) - por hora mesmo. Saia mais barato e era mais fácil e ágil de adotar as mudanças que eles precisavam.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na empresa que eu trabalho agora - onde não sou mais consultor, mas membro de uma equipe interna de TI - estamos prestes a contratar uma empresa para implementar um pacote de software e o Diretor de Finanças insistiu em um projeto com preço fixo. Não só isso, mas ele espremeu uma redução do preço na casa dos 5 dígitos (altos, quase 6). Eu fiz o meu papel como consultor interno: avisei que o prestador de serviços não vai entrar num negócio pra ter prejuízo. Ele vai cortar custos em algum lugar e eu só posso esperar que não seja nos provendo com os profissionais de customização de pacote menos experientes - ou seja: que nós não acabemos pagando para treinar os recursos deles...&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Educação dos clientes é tarefa do prestador de serviços também! Quantos clientes eu não resgatei ou adquiri para essa última empresa em que eu atuava como consultor justamente porque eu - contrariando as recomendações do pessoal de vendas (que, na maioria das vezes, querem a comissão do momento e dane-se o resto...) - dizia a verdade e educava o cliente nas suas concepções erradas?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Essa sua série faz todo o sentido do mundo.&lt;/p&gt;
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Por um tempo, na última empresa que eu trabalhei (também com software) como consultor, os clientes estavam loucos por projetos com preço fixo. Nada de pagar por hora. O prestador de serviços nessa hora só tem uma opção para evitar o &#8220;scope creep&#8221; - fazer um contrato que especifica nos mínimos detalhes o que está incluído no preço e o que não está e vai ter de ser cobrado via &#8220;pedidos de mudança&#8221;. Nessa empresa nós agiamos com correção e tentávamos a todo custo evitar os pedidos de mudança - até mesmo desenvolvendo o que não estava no contrato de graça - por causa do dano que eles causavam a relação com o cliente. Vários clientes, depois da experiência e satisfeitos com o serviço, nos contrataram novamente mas entendiam e adotavam a nossa recomendação de projetos onde cobravamos &#8220;T&amp;M&#8221; (Time and Materials) - por hora mesmo. Saia mais barato e era mais fácil e ágil de adotar as mudanças que eles precisavam.</p>
<p>Na empresa que eu trabalho agora - onde não sou mais consultor, mas membro de uma equipe interna de TI - estamos prestes a contratar uma empresa para implementar um pacote de software e o Diretor de Finanças insistiu em um projeto com preço fixo. Não só isso, mas ele espremeu uma redução do preço na casa dos 5 dígitos (altos, quase 6). Eu fiz o meu papel como consultor interno: avisei que o prestador de serviços não vai entrar num negócio pra ter prejuízo. Ele vai cortar custos em algum lugar e eu só posso esperar que não seja nos provendo com os profissionais de customização de pacote menos experientes - ou seja: que nós não acabemos pagando para treinar os recursos deles&#8230;</p>
<p>Educação dos clientes é tarefa do prestador de serviços também! Quantos clientes eu não resgatei ou adquiri para essa última empresa em que eu atuava como consultor justamente porque eu - contrariando as recomendações do pessoal de vendas (que, na maioria das vezes, querem a comissão do momento e dane-se o resto&#8230;) - dizia a verdade e educava o cliente nas suas concepções erradas?</p>
<p>Essa sua série faz todo o sentido do mundo.</p>
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		<title>By: renato cruz</title>
		<link>http://www.crisdias.com/2007/09/25/seja-um-cliente-melhor-e-tudo-uma-questao-de-horas/#comment-24174</link>
		<dc:creator>renato cruz</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Sep 2007 00:52:36 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;p&gt;to gostando... to gostando...&lt;/p&gt;
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		<content:encoded><![CDATA[<p>to gostando&#8230; to gostando&#8230;</p>
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