O mundo preto-e-branco do consumo de drogas
Eu só consumo drogas lícitas: café e álcool, dependendo se quero acelerar ou freiar a cuca. Meu pulmão asmático não me permite fumar tabaco ou maconha e meu juízo me afasta de qualquer outra coisa mais pesada.
Mas a onda agora é o governo cantando que a culpa do tráfico de drogas é dos usuários. E o pessoal que vê Tropa de Elite (grupo do qual eu ainda não faço parte) sai de lá convencido disso. Deixa o titio CrisDias explicar uma coisa: Tropa de Elite não é um documentário, é uma obra de ficção, OK? Ninguém vai ver um filme do Tarantino e sai convencido que a Yakuza é exatamente daquele jeito e que as espadas Hattori Hanzo são as melhores do mundo e cortam cabeças que nem manteiga. Ficção. O filme, pelo que dizem, é muito muito bom mas é apenas uma história criada na mente de uma pessoa que, por sinal, está envolvida diretamente com um dos lados da história.
Se o mundo fosse preto-e-branco ele seria muito mais simples. Cada ser humano tem suas necessidades e suas limitações na sociedade (mas detalhar isso é especialidade do Bruno). É o direito de uma pessoa dizer que a fonte do poder do tráfico vem desse ou daquele lugar. O que não pode é o governo começar a tirar o seu da reta e dizer “ei, vocês são os consumidores, é problema seu”. É mais uma vez o governo se comportar como uma casta à parte que faz um favor ao povo de resolver seus problemas. É como dizer “se os torcedores não fossem tão cabeça-quente não teríamos brigas nos estádios” ou, para continuar nas comparações futebolísticas “se os atacantes não fossem tão bons não teríamos tantas faltas no futebol”.
O mundo é cinza e simplesmente proibir uma coisa por força de lei não a elimina da sociedade. O tráfico existe não simplesmente porque pessoas consomem drogas. Ele existe porque pessoas consomem drogas proibidas, a polícia não só é incapaz de impedir esse comércio como faz parte dele, etc. etc. etc. (insira sua tese de mestrado aqui) Afinal de contas não há guerra contra o tráfico de capuccino, Caninha da Roça ou Marlboro Lights, não é mesmo?
Não entendi aonde você quis chegar.
Mas eu continuo achando que a culpa do tráfico de drogas continua sendo dos consumidores.
Mas se você quer dizer que a culpa da existência do CRIME ORGANIZADO não é dos consumidores de drogas. Aí eu concordo. Fora as drogas tem o sequestro, assalto, pirataria….
IP: 200.157.150.3
Dizer que o tráfico é culpa dos consumidores é uma “simplificação muito simples”, com o perdão da piadinha. É achar que o mundo é preto-e-branco e está servido como desculpa do governo para tirar o corpo fora de um problema que, como você mesmo disse, é maior.
É muito comum pensarmos nos seres humanos como máquinas, como a história do Bush de que “a melhor maneira de evitar doenças venérias é não transando”.
IP: 201.17.108.129
“…and therefore… …a duck!!!”
o maior problema que eu vejo, é ser usuário do governo.
Dessa droga, não consigo me livrar…
Ou como diz o ditado, um senador não faz verão.
Um gabeira não caveirão!
IP: 189.24.96.208
Se eu morasse em qualquer outra cidade do mundo, não me sentiria mal em experimentar alguma droga ilícita. Mas no Rio não dá. Não se você já teve uma arma apontada para sua cabeça por um “soldado” doidão do tráfico. Já até tentei experimentar me livrar do trauma… mas… não… dá…
Não é só culpa do consumidor, do traficante, da polícia ou do governo. É de todo mundo. Ajuda se cada um fazer o seu, mesmo que seja criar um embargo contra os produtos da Rocinha e importar pirulitos de marijuana da California!
[]s
IP: 201.19.119.35
Bom texto, mas o mundo não é cinza: é preto e branco mesmo. Criminalizar o uso de drogas é errado, tanto quanto é errado criminalizar o aborto, o jogo, o divórcio ou a sodomia. Fazer bravatas contra a violência enquanto se coloca à margem da lei os usuários de drogas é pura hipocrisia. Simples assim.
IP: 201.53.168.34
Vamos deixar bem claro: Se você fuma um baseado, é um bandido sim senhor. É responsável sim. E não venha culpar governo, polícia ou “a sociedade”.
E você Cris Dias, não venha me dizer que “culpar os usuários” é simplificar o problema ou (absurdo) uma “estratégia do governo”. Tu é maluco? Isso não tem porra nenhuma a ver com o Governo. O Lula vai sair, vai entrar outro qualquer, e vai continuar morrendo gente porque tem um monte de playboy babaca querendo fumar seu baseado.
E a culpa é sua sim.
Problema da sociedade é acreditar nessa besteira que você escreveu ai em cima.
É passar o dia jogando a culpa e a responsabilidade nos outros.
IP: 201.7.186.73
A ficção Tropa de Elite (que não é uma “obra” do Governo) tem um trecho que poderia muito bem vir de qq documentário.
Trata-se de um debate em aula, em uma faculdade “gente-fina”, onde um monte de playboy babaca (orientados por um professor babaca) discute sobre o seu direito de fumar um baseadinho sem tomar um tapa na orelha de um PM corrupto. Acaba tomando uma comida do PM honesto (ficção). Quem viu essa cena deveria lembrar dela antes de escrever isso aí em cima. Quem não viu, deveria ver antes de chamar isso tudo de “hipocrisia”.
Babaquice tem limite.
Para sustentar sua maconha, tem criança “trabalhando” no morro.
Se liga mané!
IP: 201.7.186.73
Bom, eu não fumo baseado ou nada do tipo, nem tabaco, que por sei lá qual motivo é legalizado apesar de matar mais. Não estou aqui defendendo meu direito de fumar um baseado, estou aqui defendendo que só há tráfico porque há ilegalidade. Sim, claro, as pessoas desrespeitam a lei e geram essa confusão toda mas a questão é se o governo tem realmente o direito de escolher (e com que critério) quais substâncias podem e não podem ser cosumidas por alguém. O álcool é um dos maiores (senão o maior) causador de mortes no trânsito mas ninguém é maluco de sair por aí propondo proibir a venda de cerveja. A última vez que tentaram isso, nos EUA, a violência (pasmem!) aumentou. O tráfico e a violência que ele traz não existem por causa das drogas mas pelo fato de que estas foram marcadas como ilegais por alguém que resolveu decidir “essa não pode”.
E o que eu quero justamente dizer com a história do Tropa de Elite estar sendo usado como documentário é que, de repente, a tal cena da sala de aula virou referência como se todos os professores fossem assim, todos os adolescentes tapados maconheiros, burros e sem articulação. Sem falar, claro, em achar que todo PM é honesto e sofredor. “Rá rá rá, esses playboizinhos safados, é tudo culpa deles!!!”
IP: 201.17.108.129
A teoria conspiratória de que a maconha é proibida por puro interesse das indústrias petroquímicas:
http://thc420.wordpress.com/2007/08/28/aaaaa/
Acredite ou não, mas dê uma lida.
IP: 201.17.108.129
Parei de ler o Juan no “um trecho que poderia muito bem vir de qq documentário”. Parece que Tropa de Elite virou mesmo documentário, vou ali no camelô comprar. Cidade de Deus também é documentário?
IP: 201.17.108.129
Eu concordo que a “culpa” é dos que consomem mas convencer todo usuário de droga parar com vício por causa do tráfico e violencia .. é impossível ! Mais fácil um cachorro chupar manga!
O caminho mais fácil nessa zorra toda é liberar.
Libera e pronto.
Já não está uma bandalha generalizada? Libera pra ver o que acontece!
Não acredito que vá ficar tão pior do que já está..
IP: 201.19.22.36
É Edu… você pode ler quem melhor lhe convém.
Você decide.
Agora… se o que eu disse – “um trecho que poderia muito bem vir de qq documentário” – realmente te levou a dizer que “parece que Tropa de Elite virou mesmo documentário”… talvez seja o caso de LER MAIS e exercitar o seu poder de compreensão.
IP: 201.7.186.73
Deixa eu ver se entendi: Você tá dizendo que o tráfego existe só porque há ilegalidade? É isso? Se fosse legalizado (se você pudesse fumar uma maconha na sala de aula e/ou cheirar uma carrerinha na mesa do bar), estaria tudo resolvido. É isso mesmo?
Boa alternativa para acabar com os homicídios, né?
Aliás… poderia liberar geral! Acabaria com todos os problemas…
Parece até a piadinha de um colega de trabalho depois da pelada.
Disse que sempre após um exame de sangue, o médico recomendava cortar a bebida.
Resolveu. Cortou o exame de sangue.
IP: 201.7.186.73
Micha,
Tá propondo uma roleta russa com nossas vidas? “Libera pra ver o que acontece”?
Te surpreenderia saber que existem gente que estuda isso (e não acorda com meia dúzia de idéias e resolve posta-las em seu blog – desculpa Cris… mas é o que eu penso hoje desses blogueiros cheio de opiniões)?
IP: 201.7.186.73
O álcool também mata muita gente no trânsito (e em brigas) mas não é proibido. Em vez disso fizeram uma coisa revolucionária: responsabilizam criminalmente só quem bebe e faz besteira, em vez de transformar todos os freqüentadores de bares em criminosos. Uau…
IP: 201.17.108.129
Quem taxa uma idéia de “babaca” sem passar mais que isso de informação é feio e bobo…
Eu tenho responsabilidade sobre a morte do boi. Afinal, mataram o bicho porque existe mercado. Mas meu “crime” é um e o “crime” de quem puxou a faca é outro. Seja como for, posso escolher não me responsabilizar – ainda que seja responsável.
Se alguém me chamar de “babaca” porque eu estou ignorando minha responsabilidade, não tem jeito, vou ficar irritado e o diálogo vira outra coisa.
O post do Cris é procedente. A coisa não é tão simples como afirmar que uma ideologia ou alguém é “babaca”.
Simplista… Demasiado simplista…
IP: 201.51.70.92
Ô Juan, então quer dizer que você é um baluarte da luta contra o crime organizado.
Me diz então onde você comprou a sua cópia legal do Tropa de Elite que eu quero comprar uma pra mim também.
Você acha que o álcool deveria ser proibido também?
E o danoninho?
Talvez as batatas fritas…
IP: 201.36.98.93
O que eu acredito é que todo o papo de legalização, por vezes, me parece alívio de consciência de quem compra drogas (financiando sim, porque não, o tráfico). É aí que eu acho o filme interessante: vem na contra-corrente do pensamento da classe intelectualizada liberal, que acha bonito fazer passeata pela paz e fumar um direto da Rocinha depois.
É uma batata-quente dos dois lados. O Governo se abstém de culpa, passando a bola pro usuário. Este diz que só comete o crime porque o Governo “o força” a comprar ilegalmente.
Pode parecer hipocrisia, mas não acho que se deve abrir as porteiras pra tudo, já que o álcool é permitido. Na Holanda, citação obrigatória nesse lero-lero todo, nem tudo é liberado e eles mesmos andam revendo as leis, porque a coisa saiu do controle. E veja bem, estamos falando de um país onde o povo tem educação. O que vale pra lá não vale pra cá. Realidades distintas.
O patético é o Estado chutar pra fora do campo. Até parece que dão educação, saúde, condição de vida e dignidade pro povo que governa, pra poder balançar os ombros. Foda é se sentir financiador desse crime organizado toda vez que pago qualquer imposto.
IP: 201.73.18.130
Ah! Eu adoro essas pessoas irritadinhas que saem atacando todo mundo. É um barato ver como tem gente que simplesmente não sabe discutir.
O cara chamou o Cris (aahahahah, o Cris!!) de maconheiro sem nem conhecer ele direito. Incrível como falam bobagens só porque ficam chateados quando vêem um argumento que não combina com o que pensam.
E olha… Nunca corrijo ninguém, porque acho que o que importa é se comunicar, mas é um tiro no pé (com arma legalizada, por favor) confundir “tráfico” com “tráfego” na mesma seqüência de textos em que ataca quem aparece na frente numa discussão sobre, puxa!, o tráfico.
IP: 201.81.221.205
Pô Mairus!
Pega leve. Tá cheio de Redator aqui!
E você sabe do que os Redatores são capazes.
Esse post vai virar uma “casa de la marijuana” se continuarmos nos estapeando assim.
A sério, a questão é complicada e deve ser tratada como tal.
Seria legal ver aqui alguém defendendo DESAPAIXONADAMENTE um lado e o outro.
Ambos os lados têm mérito em suas colocações, mas é preciso articular os argumentos de forma que faça sentido.
Se a gente não deixa os danoninhos os nomes feios e os moralismos de lado, simplesmente não há diálogo.
Afinal, de repente o problema do cara não é com o crime organizado, mas com a droga.
O que me parece é que essa irritação toda se resolveria se a galera parasse um pouquinho e fumasse um…
IP: 201.51.70.92
Agora… Humm… Rapidinho. Como foi que o pessoal viu esse filme, hein? Pirataria é crime organizado, com conexões em vários lugares do mundo.
Seria o “baseado” das idéias?
IP: 201.81.221.205
Juan
“Vamos deixar bem claro: Se você fuma um baseado, é um bandido sim senhor.”
Juan, você poderia me explicar qual é a sua definição de “bandido”?
IP: 189.20.217.24
A julgar pelos comentários o assunto é cinza mas o Cris ficou no preto-e-branco.
IP: 201.82.8.63
Mas a gente se preocupou demais com o moço lá.
Vamos voltar ao assunto?
E então? É simplista ou não é?
É pra culpar o usuário? A polícia? O governo? Todo mundo?
Será que essa mania de dividir tudo não acaba criando um mundo onde ninguém nunca tem culpa de nada e nada se resolve?
Digam aí! [:)]
IP: 201.81.221.205
Simplesmente sensato e coerente, bem diferente do retardamento intelectual que a gente lê nos jornais ou se depara nas ruas de um país com um cenário político podre como o nosso! Só uma coisa que sinto falta é da união de pessoas com pensamentos assim para realmente mostrar a que veio nossa geração, precisamos partir para ações práticas … Alô blogueiros vamos nos unir em ações práticas para abrir mais essa discussão no cenário não virtual!!!
Abs do poeta!
IP: 200.149.0.10
Cara, pra mim é muito simples.
Esse papo de que as drogas tem que ser proibidas por que deixam as pessoas fora de si é o maior caô.
Álcool deixa as pessoas fora de si também.
Futebol e novela das 8 também.
É pra culpar alguém?
Pelo crime organizado?
Eu culparia a falta de oportunidade, de ensino, de saneamento, de transporte, de infra-estrutura…
Se todo mundo tivesse oportunidade de ter um emprego decente e levar uma vida digna, quem é que ia querer trocar tiro com a polícia?
IP: 201.36.98.93
Nao sei por onde começar, vamos lá:
1 – “só há tráfico porque há ilegalidade”
Falso. Vide contrabando de todo tipo de produtos legais: cigarros, bebidas, eletrônicos, armas, etc… Mais correto seria dizer: “só há tráfico porque é um negócio lucrativo pra caralho”, legalizar o comércio muito provavelmente nao tiraria o monopólio da venda das mãos dos hermanos dos quais o governo é cumplice, ou você acha que o pessoal das bocas ia escolher começar a pagar impostos (que por ser um produto de venda controlada e que vicia nao seriam nada baixos, vide remédios, tabaco, etc). Entre consagrar o monopolio dos bandidos e diminuir a demanda, eu fico com a segunda opção, até pq não consumir trás uma série de outros benefícios indiretos.
2- “Tropa de Elite não é um documentário”
É mais um filme sobre corrupção e pq nao dizer (já que o assunto anda em pauta) decoro, do que a cruzada anti-drogas que vc está pensando.
Verdadeiro. Mesmo assim é um bom filme, está na minha lista de filmes de guerra que eu preciso ver novamente, vc deveria assistir (no cinema se possível)
3- “o governo está tirando o corpo fora”
Não está tirando… o corpo já está totalmente fora há anos, o governo está contra a sociedade faz tempo, parafraseando Cris Dias, eu diria que ele “está envolvido diretamente com um dos lados da história”. O lado do crime, o governo não está tentando se livrar da responsabilidade, está só protegendo os seus parceiros.
IP: 66.17.148.6
Samuel, a julgar pelos comentários do Juan o crisdias ficou só no preto, não chegou no branco ainda.
IP: 200.214.246.21
Achar culpados, essa sempre foi a melhor defesa de quem não tem ataque. Nós somos os culpados! Fumar, cheirar, ou o que seja, financia o tráfico e mantém uma industria do crime,. isso é fato, dizer que existe um só culpado é olhar um único pedaço de um lado da moeda.
Tem gente morrendo todo dia por culpa disso, tem mãe e pai sofrendo todo dia por culpa disso tem um monte de coisa acontecendo por culpa disso! mas quem é esse “isso” ?
Discutir legalização, politica e futebol é a mesma coisa, só acho que deveríamos parar de culpar e cada um de nós da nossa forma encontrar uma maneira de lutar contra isso. Seja cheirando menos seja fumando menos ou até mesmo conversando civilizadamente sobre o assunto.
IP: 201.8.74.112
Garçon, mais uma cerveja por favor.
IP: 201.36.98.93
Álcool e cigarro são drogas e são liberados. Porque não a maconha e a cocaina são também liberados?
Isso é desculpa de usuário com peso na consciência. Vai tomar cachaça e fumar um Malboro aproveitando que são legais e larga mão de ser idiota. Pode ser que seu dinheiro não seja totalmente convertido em armas nas ruas, mas pra que trocar o certo pelo incerto?
IP: 200.179.65.3
Revoltado sim.
Um revoltado confesso. Puto. Indignado.
Babaquice generalizada. Põe a culpa no Lula enquanto enrola um baseado playboy safado!!! Sociedade burra… que se enterra na lama enquanto grita palavras de ordem. Como disseram aí: nego acha “bonito fazer passeata pela paz e fumar um direto da Rocinha depois”.
Outra coisa: Não interessa, nesse momento, se bebida é melhor o pior que drogas. Um é proibido. Outro não. Comprar um engradado de cerveja não financia bandido nenhum. Não coloca arma na mão de criança.
PS1: Não tô chamando o Cris de maconheiro, apesar de achar seu post revoltante e típico de blogueiro que acordou “cheio de opinião”.
PS2: Pois é. Assisti uma copia pirata do “Tropa de Elite”. Errado. E foda-se as “devidas proporções”. Tá errado e pronto. Não vou culpar o Governo que encaresse o produto final com seus impostos, que não dá educação e/ou oportunidade para o camelô que só tem isso para vender. A culpa é minha e só minha.
IP: 201.7.186.73
O (meu) problema com as passeatas, Juan, é que só acontecem quando rico é morto. Bala perdida no dos outros é refresco.
IP: 201.73.18.130
O (meu) problema com as passeatas, Pedro, é quando seus atores são uma parte do problema.
IP: 201.7.186.73
Que legal proibição que ninguém obedece. Podemos entrar na “guerra contra as drogas”, tolerância zero feito os EUA, só ver o sucesso que tá fazendo lá…
Pessoas vão fumar baseado, vão cheirar, pessoas de todas as classes (não é só “playboizinho” que fuma baseado não senhor) por mais proibido que seja.
Não que o usuário não tenha sua parcela de responsabilidade, com certeza que tem.
“Roleta russa com as vidas”, me poupe. Na atual ocasião, Roleta Russa é andar por uma rua do Rio ou de SP, simplesmente.
Querer resolver coisas na proibição é coisa da direita conservadora, de GWB, até, diria-se, “dazelite”.
Nossa, quem sabe se eu encher a cara de baseado fico retardado feito esse tal de Juan, pqp…
IP: 161.134.39.56
Dá pra ver que o Juan já tem um lado, uma fé, e não está disposto a discutir a questão seriamente. Pra ele a maconha é coisa do demônio e a culpa da violência é do usuário. Então tenho novidades tristes pra você: as pessoas nunca vão deixar de usar. O ser humano usa drogas há milênios e vai continuar usando. Ou seja, pelo seu entendimento dos fatos, estamos condenados a viver nessa guerra do tráfico pra sempre.
Se você fosse inteligente, eu poderia argumentar que o problema das drogas é sim gerado pela proibição. Sua sugestão de legalizar os homicídios é ridícula, porque iguala o ato de matar alguém com o ato de usar uma droga. O ato de usar a droga não implica em nenhum dano as outras pessoas, a violência associada ao uso de drogas está no comércio delas. Na tentativa de proteger o cidadão de um mal que ele possa causar a si mesmo, usando drogas, o estado lhe causa um mal muito maior, o expondo a violência gerada pelo comércio das drogas, comércio esse que gera dinheiro e corrompe a polícia e o judiciário.
Eu poderia dizer que Isso já aconteceu antes. Chicago, anos 40, conhece a história? Levados por um sentimento puritano, os americanos resolveram proibir as bebidas alcóolicas (afinal, o alcóol mata e destrói famílias, etc.). O que aconteceu? Além do consumo não diminuir, ele aumentou. Se criou toda uma estrutura de tráfico de bebida, com destilarias clandestinas e tráfico de whisky do Canadá. Al Capone, já ouviu falar? Pessoas eram metralhadas a luz do dia, em disputas pelo controle do trafíco. E a polícia não podia fazer muita coisa, pois era corrupta e participava do esquema (menos o Eliott Ness). Enfim, sabe como resolveram o problema, depois de uma década de violência? Foi culpando o usuário? Não. Foi gastando dinheiro com repressão? Não. Foi abolindo a Lei Seca e legalizando o comércio de bebidas (e o Al Capone acabou preso por sonegação fiscal).
Estima-se, por baixo, que haja mais de 5.000 usuários frequentes no Brasil. Isso sem contar aqueles que fumam esporadicamente, a cada dois ou três meses, numa festa ou na praia. Agora me diga, quando 5.000 pessoas estão fora da lei, por algo que não causa mal a outrem, quem está errado, os cidadãos ou a lei?
A cada ano, nas últimas décadas, o gasto com a guerra contra as drogas só aumenta. E o consumo cai? Não! Mesmo nos EUA, que gastam muito, mas muito dinheiro na repressão, o consumo aumenta. Quando uma coisa é feita durante décadas e não atinge seu objetivo, como a gente chama isso mesmo? Acho que é “erro” né? “Equívoco”. Qualquer acéfalo que se dedique 10 minutos a estudar o assunto, mesmo que considere maconha coisa do capeta, vai perceber que a forma de lidar com esse problema falhou. Que é preciso buscar outras soluções.
Mas eu não vou te dizer nada disso, Juan. Porque seria jogar pérolas aos porcos.
Você vai ler isso tudo e me chamar de maconheiro. Mesmo que eu nunca tenha fumado e nem tenha interesse em experimentar.
IP: 200.195.147.117
Bem, a legislação parece ir na contramão da postura de repressão ao usuário. A Lei 11.343/2006 aboliu a prisão para o uso próprio de entorpecente (art. 28), prevendo apenas as penas de advertência, prestação de serviços à comunidade e medida educativa. Acabou, portanto, a “cadeia para o 16″. A lei mudou, e nisso está o reconhecimento implícito de que a política de combate ao uso de drogas calcada na repressão ao usuário fracassou. Ou alguém dirá que foi um sucesso?
IP: 200.136.57.16
Não sou contra as drogas…sou contra a violência envolvida no tráfico ilegal de entorpecentes.
Se o indivíduo é viciado, pode-se tentar ajudar, mas será um problema dele. Existem outros vícios terríveis e legais, como álcool, cigarro, comida (sim, há vício por comida) etc.
O que eu achei mais maneiro do seu post foi o trecho “O filme, pelo que dizem, é muito muito bom…”.
“pelo que me dizem”…sei sei!!
IP: 201.53.148.169
dawalibi, mas o usuário vai comprar onde?
IP: 201.53.168.34
André, o tráfico continua a ser crime, e as penas são pesadas (a pena mínima subiu de 3 para 5 anos). Mas tratar o usuário como “bandido” para mim é um equívoco igual a tratar todo o alcoólatra como “sem vergonha” (sim, ainda tem gente que não sabe que alcoolismo é doença). Uma coisa é como a lei vai punir o traficante, isto é, aquele que adquire a droga para revender e obter lucro. Outra coisa é o que fazer com o usuário (que, em muitos casos, é dependente físico ou psíquico).
IP: 200.136.57.16
O blog do Cris está para Show de Calouros assim como um ou outro aqui está para o Pedro de Lara.
Estamos todos cumprindo papéis comprados nas prateleiras sociais: o indagador, o maconhado-beleza, o revoltado, o filósofo, o inadequado, o cientista, o prego, o alarmista, o conformado, o cínico, o cético, o liberal, o libertino, o descontrolado, o estranho, o bom, o mau e o feio…
Você só fez reforçar o ponto de vista do Cristiano, de que tem gente que arredonda pra sim ou pra não quando ainda não é possível chegar em uma conclusão definitiva.
Tá parecendo papo de aborto isso aqui.
Ao invés de diálogo ou discussão virou bate-boca.
Se todo mundo parasse de usar drogas, o tráfico acabaria – embora os problemas com o tráfeGO continuassem.
Os usuários de droga iam ter que se virar como pudessem. Não sei o que seria deles.
Mas uma coisa é certa, sempre há um outro mercado ilícito para ser abraçado por ex-traficante.
Ou alguém acha que eles iam procurar um trabalho honesto caso o tráfico acabasse?
E tem mais… se nossos desejos de todo mundo parar de usar droga se concretizarem, podíamos desejar umas outras coisas legais, tipo que as chaves de casa não mais se perdessem, que achássemos o lugar pra onde vão todos os guarda-chuvas, que se descobrisse o túmulo de Maria Madalena e Jesus – abraçadinhos – que os cachorros parassem de lamber o próprio saco e que houvesse paz entre as pessoas de boa vontade.
Esse reducionismo lamentável de quem acha que tem as respostas pra tudo é uma maravilha mesmo. Viver em um mundinho assim tão preto e branco quanto o denunciado pelo Cris deve ser mesmo uma beleza. De repente, se eu sofrer alguma perda cognitiva, quando tiver Alzheimer, lá pelos 90 anos, de repente eu começo a negligenciar as outras cores.
IP: 201.51.70.92
Primeiro: Eu não li todos os comentário, só li o post.
E meu comentário:
E eu acredito sim que TODO MUNDO precisa fazer sua parte pra eliminar o tráfico e consequentemente boa parte da violência.
O governo é corrupto com o dinheiro público, a polícia é corrupta com o poder que detém, os usuários são corruptos por comprarem maconha e depois irem em passeata vestidos de branco.
Tá todo mundo errado nessa parada, não são só os políticos, não é só a polícia, não são só os usuários… Mas enquanto um apontar o dedo na cara do outro a merda vai continuar.
Já perdi amigos pro tráfico, já perdi conhecidos pra polícia… E sei muito bem o que acontece quando o BOPE pega um de bobeira, porque eu mesmo já tomei porrada do BOPE. Então alerto, os santos, se existirem, estão no céu.
TRECHOS DA MÚSICA O Bagulho é Doido – Mv Bill:
Teu pai te dá dinheiro
Você vem e investe
No futuro da nação
Compra pó na minha mão
Depois me xinga na televisão
Na seqüencia vai pra passeata levantar cartaz
Chorando e com as mãos sinalizando o símbolo da paz
Veja que irônia
Que contradição
O rico me odeia e financia minha munição
Que faz faculdade
Trabalha no escritório
Me olha como se eu fosse um rato de laboratório
IP: 201.81.217.210
O mundo do consumo de drogas não é tão preto e branco assim. Diversas nuances estão presente neste mundo nada nada glamuroso, que perpassa tanto os bandidos, polícia e sim, até os consumidores.
Pode-se encontrar diversas explicações para justificar o fato de alguém ter entrado no mundo do tráfico. A mais comum é que o cara não teve boas condições e todo aquele bla bla bla midiático que o senso comum adora repetir (e nem por isso perde sua validade).
A polícia tem sua (grande) parcela de culpa. Realmente é triste observar que aquelas pessoas que estão ali supostamente para nos defender se envolvem de forma tão crua e inóspita no mundo do crime (e nem precisamos de filmes ou noticiários para comprovar isso… basta observar como alguns descaradamente pedem suborno em blitz para liberar veículos…). Mas continuo acreditando que há pessoas dentro da corporação (seja PM, PC, BOPE, CORE ou qq outra sigla aleatória…) que batalham para assegurar algum direto dos civis.
Já os usuários, bem, concordo sim que uma outra parcela (grande) da culpa vem deles por um motivo super simples: usuários finais são a fonte de grana do tráfico. Por mais que eles tenham outras formas ilícitas de arrecadar dinheiro, a provavelmente mais simples e menos custosa é a venda de drogas. E só tem droga em excesso porque há consumo em excesso. Acho que nenhum bandido gosta de fazer coleção de maconha ou cocaína no morro se não há um mercado consumidor deste produto. A questão de jogar para o alto este ponto não é eximir do governo a culpa que ele tem e sim alertar para um fato óbvio que muitos deixavam, e ainda deixam, passar (tudo bem que qq desculpa para o governo tirar o “seu da reta” é pouco para eles, mas esta não é tão desculpa assim).
Acho muitíssimo complexo encontrar uma razão maior que explique a situação atual da violência urbana, mas acho sim que os usuários são os maiores financiadores (por mais indireto que sejam) do tráfico de drogas (seria um long tail no mundo das drogas? tosca comparação… rs)
Assisti ao filme, comprei o livro e, honestamente, não o achei tão fora assim da realidade… na verdade foi muito pelo contrário.
Da mesma forma que “Cidade de Deus” e “Carandiru”, “Tropa de Elite” partiu de fatos reais para compor a ficção… como está na própria aba do livro que originou o filme: “fatos e cenários foram reescritos em partes ou integralmente”.
Além disso, os filmes sempre nos ofereciam uma visão dos traficantes, das pessoas que sofreram com as ‘desgovernanças’ do governo (com poucas exceções como “Notícias de uma Guerra Particular”, que mostrou ambos os lados – polícia e bandido – de um forma quase que imparcial). Já “Tropa de Elite” dá uma visão de um grupo super específico dentro da PM carioca, sem contar que também apresenta o mundo imundo dos PM corruptos (não, não são apenas os usuários que se fodem no filme).
Talvez este filme acenda de novo o debate sobre a legalização de algumas drogas…
Enfim, inseri aqui a ‘minha tese de mestrado’.
Abs,
Lou
IP: 189.25.72.249
Eu não havia lido os comentários quando fiz o post acima…
Enfim, dawalibi fez um comentário interessante, porém, como muitas leis no BR, poucos são os policiais que cumprem esta que foi citada… sendo que só é considerado “usuário” se o cara estiver com pouquíssima quantidade de droga, ou seja, acima de uam certa quatidade o cara já sai de do status de usuário…
sem contar que uma discussão que rolou qd essa lei foi aceita é que ela foi proposta porque havia um abuso dos policiais ao repreender o uso de drogas (já que é muito mais fácil combater civil do que bandido)
IP: 189.25.72.249
dawalibi, mas só faz sentido punir o traficante se as drogas forem oferecidas de alguma maneira lícita, que ainda não existe… tratar um lado como coitadinho e o outro como malvado é uma grande incongruência, tanto que não passa despercebida a quem adota o discurso “o consumidor financia, logo é responsável”.
Bruno, por que desejar que todo mundo pare de usar drogas?
Quanto aos traficantes, é certo que em um primeiro momento eles disputariam outros campos criminosos, mas, mesmo em curto prazo, haveria redução da violência/criminalidade/corrupção em razão da diminuição das possibilidades de lucro.
IP: 201.53.168.34
O melhor é ler todos os comentários antes de emitir a nossa opinião, mas já são 45 e não vai dar agora…
Concordo plenamente com você de que o crime não é culpa do consumidor do produto do crime. É claro que se não houver consumo de droga não haverá tráfico de droga interno (podemos virar rota de passagem), mas também é claro que o criminioso… Bem, o fato é que nossa civilização anda meio emburrecida e acha que as coisas tem um poder místico sobre a mente das pessoas. Explico…
O cara joga um videogame violento e, dominado por aquilo, se torna um assassino cruel. O cara vai ao cinema e vê duas pessoas do mesmo sexo namorando e vira homossexual. O cara vê um pacote de maconha e um espírito o possui transformando-o em traficante. Dizendo assim parece ridículo, mas é o que vemos vastamente nos discursos da mídia e até de especialistas.
Na boa, o cara é violento, o cara é gay, o cara é criminoso! Ele vai achar uma forma de exercitar a sua “natureza” (entre parênteses pq pelo menos a violência e o crime são desvios adquiridos enquanto sexualidade nem devia estar neste bolo).
Governo e sociedade precisam compreender a violência e a criminalidade para reduzí-los. Do jeito que vai combate-se o sintoma sem tratar da doença.
IP: 201.19.154.184
Uma coisa que muitos desconhecem, por motivos até óbvios, é a quantidade de gente que cultiva sua própria maconha. É claro que a maioria compra de traficantes, mas o número de growers é grande e aumenta a cada dia. No debate, quando vem a afirmação “o usuário é culpado, porque tem que comprar a droga do traficante, colocando a arma na mão da criança, etc.”, ninguém vai levantar e dizer “eu cultivo minha própria erva, uso maconha e não financio o tráfico”, porque isso ainda é crime, e provavelmente no mesmo dia a polícia estaria dando uma batida na casa do sujeito. Assim, quem cultiva não fala pra ninguém, nem pros amigos, e as informações correm no submundo da cultura canabinática, inacessível aos não iniciados. Como o Planet Hemp já dizia no século passado: não compre, plante!
IP: 200.195.147.117
Não uso drogas. Não gosto de drogas.
Fumei cigarros durante quase 15 anos e felizmente larguei.
E, detalhe importante: sou alérgica ao cheiro da maconha. Alergia daquelas de inflar glote.
Portanto, não sou maconheira e não advogo em causa própria, ok?
Por outro lado, tampouco sou simpática às Vejas da vida.
Dito isso…
Considerando que o espaço que um pé de maconha ocupa é mais ou menos o mesmo que um de morangos (eu já plantei morangos em apartamento), não entendo o que leva um viciado a comprar (e financiar sim) no tráfico.
Além disso, não me sinto confortável com a idéia de ser obrigada a viver a base de anti-histamínicos ou de correr o risco de ter meu filho tonto com o fumacê ao passar por um pobre e coitado consumidor.
Não acho que as drogas precisam ser liberadas. Acho que existem drogas que precisam ser controladas. Agora, o país perde uma grana considerável com isso.
Existe uma diferença fundamental entre liberação e legalização. As pessoas que precisam tomar remédios controlados sabem muito bem disso. É receita azul, 3 vias, identidade, uma burocracia dos infernos, mas funciona. E, no mínimo, mantém o emprego do farmacêutico.
Liberação? Não.
Legalização? Sim.
E que, assim como o cigarro, seja proibido em shoppings, locais com criança, etc, etc.
Agora, tudo isso é muito lindo no mundo das idéias. A verdade é que tem tráfico de remédio para emagrecer e que o dinheiro dos impostos vai pro valerioduto e/ou para Renan e os 46 ladrões.
Fica, pelo menos pra mim, muito difícil debater esses assuntos com seriedade sabendo que tudo acaba em pizza mesmo. Ou, no caso, em brownie.
A Semente
Bezerra Da Silva
Meu vizinho jogou
Uma semente no seu quintal
De repente brotou
Um tremendo matagal
Quando alguém lhe perguntava
Que mato é esse que eu nunca vi?
Ele só respondia
Não sei, não conheço isso nasceu ai
Mas foi pintando sujeira
O patrão estava sempre na jogada
Porque o cheiro era bom
E ali sempre estava uma rapaziada
Os homens desconfiaram
Ao ver todo dia uma aglomeração
E deram o bote perfeito
E levaram todos eles para averiguação e daí
Na hora do sapeca-ai-ai-ai o safado gritou
Não precisa me bater que eu dou de bandeja tudo pro senhor
Olha aí eu conheço aquele mato chefia
E também sei quem plantou
Quando os federais grampearam
E levaram o vizinho inocente
Na delegacia ele disse
Doutor não sou agricultor, desconheço a semente
IP: 200.148.76.182
Isso sempre me deixou puto, ninguém fala nada contra as drogas lícitas, principalmente o álcool e mais principalmente ainda (isso ficou ótimo
) contra a cachaça, que mata e destrói famílias.
Abraço
IP: 200.161.155.175
Neto,
pra que falar mal das drogas lícitas?
eu já disse aos maconheiros, vão encher a cara de pinga e fumar mallboro e parem de consumir a porcaria da maconha e coca(etc). Parece que o fato de o negócio ser ilícito atrai ainda mais gente: “Olha como eu sou revoltado com essa sociedade, eu fumo maconha e não tou nem aí que é proíbido.”
Aproveite que tem drogas liberadas, oras. Se quer se destruir não precisa de maconha, vai beber cachaça, oras.
IP: 200.179.65.3
“Se quer se destruir não precisa de maconha, vai beber cachaça, oras.”
Típico de quem não sabe do que está falando. O barato é outro, gambá. Maconha relaxa, cachaça encapeta.*
Hipóteses:
suponhamos que exista gente que fuma maconha sentadinho no conforto do seu lar, não por “ser revoltado com essa sociedade” (ridículo isso), mas porque gosta do efeito relaxante da erva e não é muito a fim de gerenciar ressacas. Essa pessoa é mais ou menos bandida, idiota, criminosa ou coitada do que o fulaninho que sai do trabalho, enche a cara de cachaça na birosca da esquina (porque tá revoltado com a sociedade e com o chefe filho da puta) e atropela um no caminho de casa, doidaço, mas tudo isso consumindo uma droga 100% lícita?
E se o cara aí do sofá pudesse comprar sua erva legalmente, pagando impostos, e ir curtir sua TV tranquilamente? Você acha que mudaria alguma coisa?
*não custa deixar as barbas de molho quando se trata com gente assim: não estou dizendo que algo é bom ou ruim, só que são coisas diferentes.
IP: 189.20.217.24
Não é porque uma obra é de ficção que ela não tem a ver com a realidade. A comparação com Tarantino foi infeliz, o filme é baseado em fatos reais e não tem nenhuma cena inverossímil.
Quanto às drogas, é a lei econômica mais básica. Droga é futilidade ou necessidade. Quando é necessidade é uma questão médica. Isso atinge uma minoria dos usuários. Os que financiam o tráfico são os que tomam droga de forma recreativa. A coisa não é tratada de forma simplista, não. A coisa é realmente simples. Os consumidores julgam que seu prazer fugaz é mais importante do que o resultado do que fazem. Um dos problemas é que muita gente pensa de forma condescendente com os consumidores de droga (parece ser o seu caso), o que acaba acarretando a falta de repressão da prática. A responsabilidade primária dos consumidores, não exime o governo da sua. Mas declarar oficialmente que a culpa é dos consumidores é importante no sentido de tornar essas práticas menos aceitas socialmente.
IP: 201.70.105.192
“Essa pessoa é mais ou menos bandida, idiota, criminosa ou coitada do que o fulaninho que sai do trabalho, enche a cara de cachaça na birosca da esquina (porque tá revoltado com a sociedade e com o chefe filho da puta) e atropela um no caminho de casa, doidaço, mas tudo isso consumindo uma droga 100% lícita?”
A diferença entre o cara que consome sua cachaça é que ele paga imposto, emprega uma porção de gente no processo, se ele vai atropelar alguém é porque cometeu outro erro: beber e dirigir.
Por acaso, fumar maconha e dirigir é seguro?
Então não faz sentido a comparação.
IP: 201.70.105.192
O objetivo da comparação com a cerveja, Zeca e demais, é óbvio: até agora o motivo mais contundente aqui apresentado para que as pessoas não usem maconha é de que é proibido. Mas o ponto central da discussão é justamente essa proibição. Maconha não é a coisa mais linda e saudável do mundo, mas aparentemente é mais vilanizado do que outras coisas igualmente nocivas como tabaco e álcool. O tráfico de droga envolve, claro, outras drogas mas muito do que é vendido é maconha. E a crítica forte é aos tais playboyzinhos da zona sul que defendem o seu direito de dar um tapa “em detrimento de todo o resto da sociedade”. Vivemos numa guerra porque alguém (certo ou não) decidiu que nossa sociedade deveria ser protegida dessa coisa maléfica chamada maconha que eu, sinceramente, nunca vi destruir a vida de ninguém. (ao contrário do álcool, no qual tenho casos na própria família) Se o motivo para o não consumo de maconha é o de que ela não paga impostos, ótimo. Deixem ela pagar impostos, gerar empregos formais, etc. (até porque o tráfico gera empregos, só que são do tipo que era melhor não existir)
Talvez tudo isso possa ser resumido assim: sou sempre contra leis do tipo “é para o seu próprio bem”. Acho que o nome disso é ser libertário, não sei. Eu acho que enquanto você só está causando dano a si próprio tem todo o direito de fazer o que bem quiser. Se você passar dos limites deve ser penalizado de acordo. O que não pode é uma divisão arbitrária do que pode ou não pode: isso você pode fumar, isso aqui não; nisso você pode apostar dinheiro, nisso aqui não; com essa pessoa você pode transar, com essa aqui não.
IP: 201.17.108.129
“Talvez tudo isso possa ser resumido assim: sou sempre contra leis do tipo “é para o seu próprio bem”.
Se esse é o motivo, você deve ser a favor da liberação do surfe ferroviário também.
A repressão à prática diminuiu os casos. Menos gente morreu, hoje em dia sequer é notícia. O Estado deveria ter deixado para lá? Que morram? Na escala de direitos, o direito à vida tem que ter uma hierarquia maior que o direito à liberdade.
IP: 201.70.105.192
“É importantíssimo criminalizar as drogas ditas ilícitas. Por que não criminalizar também o consumo de carne vermelha, açúcar, café e chocolate?” – Disse João Hipotético da Silva.
Assim, daqui uns 50 anos, ia estar cheio de gente criticando quem se refestela de comer chocolate e tomar café depois do churrasco ilícito, falando que o tráfico de cacau é o que financia o crime etc.
Gente… na boa. Dizer que é simples é fácil. É desejo de quem disse. Sendo simples cabe mais fácil no mundinho de zeros e uns, de pretos e brancos (tão corretamente apontado pelo CrisDias).
O Crime Organizado se ancora no que é ilícito, seja o que for, ainda que descriminalizemos as drogas os mesmos criminosos vão continuar criminosos e cometer outros crimes para viver.
Descriminalizando a droga NÃO se resolve a Criminalidade. Ela vai continuar existindo porque os criminosos não vão resolver ser advogados, políticos, designers ou analistas de sistemas só porque não tem mais erva ou pó pra vender.
É curioso… o Estado começa jogar a culpa da falta de policiamento eficiente e a incompetência da fiscalização para que leis sejam cumpridas no cidadão. Daí colocam usuários contra não usuários, colocam compradores de DVD de camelô contra compradores de DVD da fNac e todo mundo cai feito pato.
A responsabilidade da repressão ao tráfico é do Estado.
O consumo de drogas é ilegal. É fato. Mas é difícil alguém aqui alegar que não comete nenhuma contravenção. Seja ela no imposto de renda, na não contratação de funcionário, ao não assinar carteira de empregada, ao atravessar a rua fora da faixa, ao deixar a carteira de motorista vencer e continuar dirigindo…
Na minha experiência, o cara que usa cocaína tem um comportamento – após o uso – profundamente diferente do cara que usa maconha.
A própria criminalização da maconha, do plantio da planta etc pode ser colocada em cheque em dois lances. Maconha não causa dependência química e ponto. Dependência psicológica? Até punheta causa dependência psicológica. Dê-me um tempo!
A discussão é sim complexa. Dilemas morais estão envolvidos. O fato de haver – e Há – responsabilidade do usuário para com o fato de que o tráfico existe.
Como eu já disse antes, seria ótimo que o cachorro não lambesse o saco na frente das visitas, mas ele vai continuar fazendo isso, não importa o que se deseje.
Não há campanha que vá fazer TODOS os usuários de drogas (ilícitas ou lícitas) deixarem suas drogas de lado, e também não é fazendo eu ver propaganda contra a pirataria no meu DVD de R$ 44,00 que vão fazer nego parar de comprar DVD pirata.
O Estado faça sua parte. Quem achar que é importante que faça a sua.
E quem achar que a maconha não devia ser proibida e usa dessa bandeira para falar que não tem responsabilidade, ok! Faça-o. Se um dia descriminalizarem você vai ser chamado de mártir, revolucionário e o escambau.
Agora, gente, paremos de Moralismo!
O mundo, pra quem ainda não entendeu, é complexo. E não importa que se deseje que ele seja simples. O simples fato desta discussão ter durado até aqui prova que a galera do preto e branco tá errada e que a paleta de cores é enorme. Olhem em volta! Vejam quantas opiniões!
Quem é liberal aqui deixa o outro em paz!
Quem é reacionário dê um jeito de se cercar de gente que você mesmo considere idônea!
E quem tiver outro tom de cinza ou for de #000001 até #FFFFFE, por favor tente aceitar o fato de que você é só uma cor dentre dezesseis milhões e tantas.
A discussão acerca da Moral é uma coisa. Decretar o outro como errado é Moralismo, Intolerância e um retorno à uma época que a gente, antigamente, falava que tinha sido uma bosta!
Quem quiser dar o cú que dê, quem quiser fumar orégano que fume, quem quiser peidar enquanto almoça vai fundo! Só não dê o cú flatulento enquanto fuma almoçando na minha frente. Se você estiver quebrando alguma lei – e provavelmente vai estar quebrando várias – que o Estado se encarregue de exercer sua autoridade.
A equação é simples: Se fez sem incomodar o outro = OK. Se incomodou o outro e é Legal = ACORDO. Se incomodou o outro e é Ilegal = PENALTI.
E tem mais. Há sim leis erradas. E se elas existem tem de ser debatidas sim, mas desapaixonadamente e não só em comentário de blog.
Se você acha alguma coisa “um’bsurdo”, só lamento! As pessoas tem opiniões diferentes e ponto.
IP: 189.32.167.197
Surfe ferroviário não é um bom exemplo, arruma outro. Os surfistas não estão colocando em risco só a própria vida. Colocam em risco o bem-estar físico de quem está no vagão e também afetam o patromônio da ferrovia, que precisa no mínimo parar as linhas para retirada de mortos ou feridos e normalmente botar o trem no “estaleiro” para conserto. Mas, claro, vai ter algum exemplo “cinza”, afinal de contas não sou eu quem acha que o mundo é preto-e-branco.
IP: 201.17.100.153
O raciocínio atual é: “Fumante prejudica a própria saúde, com a saúde prejudicada ele usa os serviços de saúde do país, o que causa prejuízo ao Estado. Logo, me prejudica. Digamos então aos quatro ventos que quem fuma cigarro é feio e bobo e, depois que todo mundo acreditar, o fumante vai se sentir mal em qualquer canto. Então proibamos o cigarro onde der, o que vai ser extremamente inconveniente, empurrando os fumantes até o ponto em que terão de parar de fumar.”
Podemos fazer isso com comida também. “Comer muito doce engorda, com a saúde prejudicada pelo excesso de peso… yadda yadda yadda”.
Aí continuamos assim até chegar nas roupas pretas, nas armas de brinquedo, nos filmes com explosão, nos quadros com cores “violentas”, nos joystics em formato de pistola, nos cigarros de chocolate e por aí vai, nas capas da Playboy etc.
Para nossa segurança e para evitar que essas coisas do parágrafo acima existam, podemos também colocar câmeras em todo lugar – e derrubar de vez essa lei que diz que é preciso indicar que existe uma câmera no local. O negócio é pegar no flagra!
Depois que a gente notar que a força policial ia ter de ser gigantesca para poder vigiar todo mundo com câmera a gente coloca uns computadores maneiros capazes de detectar a infração por essas câmeras.
Atenção: quem gostou da idéia, favor se inscrever no Home Land Security imediatamente. Eles precisam de você!
A linha entre o Estado Policial e a noção de que as pessoas não devem ser livres (para se prejudicar caso assumam os riscos sem prejudicar terceiros) é uma linha muito tênue.
Não há crime organizado no Surf Ferroviário. E a Nike ainda não faz acessórios para os Surfistas de Ferrovia.
Direito à Vida não é o Dever de Não se Arriscar.
Do contrário vamos proibir o alpinismo, pular de asa-delta, dirigir, ir em boate, andar na rua e, que Zeus nos perdoe, o Futebol! Todas estas são práticas onde o praticante assume um risco.
Se começar a proibir o que é perigoso para o indivíduo vai começar outra discussão. Acerca de criminalizar o cigarro, a cachaça, o pebolim, o sexo e as artes marciais.
Há substâncias e práticas que agridem de alguma forma o ser humano. Estas substâncias ou práticas ajudam o indivíduo a viver sua vida, apesar de diminuir seu tempo na terra ou de seu potencial de destruir os meniscos.
Todos assumimos riscos, seja ao tomar coca-cola light com aspartame ou ao atravessar fora da faixa.
E, vamos lá, como disse o Cristiano, o surf ferroviário não afeta só o surfista.
Surgindo um exemplo cinza, grená ou fuccia o Estado deve legislar tendo como princípio o que se sabe acerca do que leva a um Estado Policial. De vez em quando me dá a impressão que tem uma boa galera da minha geração que acha que viver um universo distópico como “1984″, “Admirável Mundo Novo” ou “Gattaca” é que é legal. Será que os valores estão tortos ao ponto de a Distopia ser a nova Utopia?
IP: 189.32.167.197
“Os surfistas não estão colocando em risco só a própria vida”.
Entre os envolvidos na comparação, ninguém está, não é verdade? É por isso que o argumento “não estou fazendo mal a ninguém” é natimorto. Na verdade, os surfistas causam muito menos problemas do que os usuários de droga. Mesmo assim, nunca vi ninguém defender a prática. Isso mostra que o grupo social a que as pessoas pertencem faz muita diferença na hora de defender a liberdade individual. Liberdade individual para mim, meus amigos, meu grupo social.
Não consigo ver as defesas da liberdade de um ato desnecessário e de conseqüências nefastas para a sociedade como algo diferente disso.
“Aí continuamos assim até chegar nas roupas pretas, nas armas de brinquedo, nos filmes com explosão, nos quadros com cores “violentas”, nos joystics em formato de pistola, nos cigarros de chocolate e por aí vai, nas capas da Playboy etc”.
Isso me lembra o “Se Deus não existe, tudo é permitido”. “Se não é uma coisa, então é obviamente o seu oposto” não me parece uma boa forma de pensar.
IP: 201.70.105.192
Em que parte um cara dando um “tapa na pantera” em casa é mais perigoso do que alguém andando em pé no teto de um trem?
IP: 201.17.100.153
Eu falei em danos, não em perigo.
Quando vai ser o post defendendo a liberdade dos surfistas de trem?
IP: 201.70.105.192
Em que parte um cara dando um “tapa na pantera” em casa é mais danoso do que alguém andando em pé no teto de um trem?
Não vale dizer que o dano é o tráfico de drogas, por motivos que espero já estarem mais do que claros por aqui.
IP: 201.17.100.153
Existe alguma coisa que você possa fazer em casa e na rua seja proibido, fora sexo ? Que projeto de lei seria esse?
Mostra que você reconhece que na rua, esse sujeito pode causar problemas. Se formos limitar as circunstâncias, então eu paro o trem e deixo o surfista no trem parado. É forçação de barra.
É claro que os danos incluíam o tráfico de drogas. Você me sugere que ignore a questão mais importante, para raciocinar num mundo hipotético e improvável. O que você não compreendeu é que é irrelevante para a questão da responsabilidade (era a questão inicial) se a violência diminuiria ou não com o fim da proibição à fumar maconha.* Hoje é proibido. “Faço o que é proibido porque o governo não libera” não é aceitável. Querem mudar? Utilizem os mecanismos democráticos. Quem pensa ao contrário disso está em muito má companhia. É um raciocínio que pode ser usado por qualquer um que transgrida a lei, de sonegadores aos grupos de extermínio.
*Não diminuiria a violência, há muitas outras drogas. As apreensões de cocaína são sempre muito volumosas. E o fato de ser proibido é um dos “encantos”, provavelmente alguns usuários migrariam para outras drogas, visto que não seria mais nenhuma transgressão. Até para proteção dessa corj, digo, dos usuários, é melhor que seja proibido. [digressão] O ideal é que fossem responsabilizados penalmente, mas nem socialmente são mais. A situação atual é uma chacota. Basta ver o que aconteceu com o Marcelo Anthony que fumou um, foi pego, mas não teve nenhuma conseqüência, conseguiu adotar uma criança (a quem vai transmitir todos os seus valores, inclusive o de que transgredir a lei e financiar o tráfico é justificável) e continua galã da Globo. [/digressão]
IP: 201.70.105.192
Bom, eu estou usando os tais meios democráticos. Eu não fumo maconha e nem pretendo fumar mesmo que legalizada, como já explicado láaaa na primeira frase desse texto. Estou aqui tentando debater o assunto. Só que eu e o Zeca estamos falando de coisas diferentes, pelo visto. Eu estou falando que a maconha devia ser descriminalizada porque, afinal de contas, no máximo é tão nociva quanto a cerveja e a pinga, que são legalizadas, além de achar que diminuiria a violência. Já o Zeca está mais interessado (é direito dele) em quem já fuma maconha porque ela, afinal de contas, é proibida.
O que eu venho tentando dizer aqui desde o início mas não consigo me expressar é: em tudo na nossa sociedade (humana, não brasileira) lei é apenas mais um componente. Não somos robôs que obedecem o que nos é dito cegamente (ainda bem). Nem as “leis de Deus”, que supostamente têm punição eterna, as pessoas se ligam em respeitar. Na minha opinião é preciso levar isso em conta, levar a maneira como cada povo encara cada proibição e trabalhar a partir disso (legalizar é só uma opção) em vez de ficar gritando “Parem! Parem! É proibido!!!” Não vai levar a nada. Assim como esse papo aqui que, como sempre, é um dos famosos papos da internet onde absolutamente ninguém muda de opinião.
IP: 201.17.100.153
É uma questão mercadológica. Se existe uma demanda irá, necessariamente, existir uma oferta. Como diria Mises, as pessoas não bebem whiskey porque existem destilarias, mas destilarias existem porque pessoas bebem whiskey, ou seja, se existe uma oferta de drogas é porque existe um mercado consumidor ávido por estas porcarias.
Só existe uma maneira de liquidar o tráfico de drogas de forma definitiva: liberar a demanda E a oferta de drogas, uma vez que convencer adolescentes e pessoas de cabeça fraca que fumar maconhar, tomar ecstasy e cheirar cocaína faz mal a saúde é cousa praticamente impossível. Mas isso, é claro, não vai acontecer. Até lá, sim, os principais responsáveis pela existência do tráfico de drogas serão os consumidores.
IP: 189.30.51.232
Bem tem muita gente tratando usuarios de maconha, como monstros, bandidos, etc.
E como vcs tratam quem toma uma cervejinha???? depois ele toma um whiskey, depois mais um…
Afinal o q tem beber um pouquinho a mais. ne??? Depois ele fica completamente bebado chega em casa bate ne mulher filhos ou ate mata… E por que o alcool nâo é proibido???? Nao tem um grande interesse nos mega empresarios do alcool???? Existem criminosos, mentes doentias que usao o efeito da droga como desculpa para praticarem barbaridades.
Agora como no outro caso , chego depois de trabalhar o dia inteiro ganhar uma merreca, fumo meu baseado e me presto a responde pra um bando de pessoas q me chamao de vagabundo por isso.
Façao o seguinte… Vao trabalha o dia inteiro, cheguem em casa e durmao . e eu chego e fumo.
IP: 201.86.247.248
è uma pena que ninguém esteja vendo que o usuário de drogas precise de tratamento e não de discriminaçao.
O Juan pegou pesado ao usar o termo bandido
IP: 201.21.151.96
Talvez eu esteja num planeta diferente do vosso.Fumei baseado dos 13 aos 18 anos e terminei por minha iniciativa.A verdade é que não senti sintoma algum de abstinência.
Durante este período bebi meus copos e fiz mais asneira que durante esses 5 anos de fumos.
Aos 24 cheirei cocaína.Cheiro esporádimente faz 12 anos.Se me perguntarem a razão não saberei responder mas apenas citar que nunca o fiz para superar tristeza ou outros desaires.
Na minha opinião cada organismo reage de maneira diferente a qualquer tipo de droga/medicamento.Tem gente que necessita diariamente de alcool, outros de calmante, nicotina etc.Uma salada russa de drogas – legais ou ilegais tudo é droga.
Cada qual tem de conhecer o seu organismo e se fizer tudo com moderação poderá consumir o que bem entender…!
A nicotina mata, a poluição citadina mata, o alcool mata.Enfim.Tudo mata.
“Morrer saudável deve ser frustrante” – Continuarei a cheirar coca esporidacamente.Peço desculpa!E quanto ao tráfico.Só compra quem quer!Quanto ao crime?Foi porque começou a usar por sistema e ficou dependente.
Quanto ao governo?A droga e as armas é que movem a economia Mundial…Infelizmente e será sempre assim.
IP: 85.242.254.187