O mundo preto-e-branco do consumo de drogas
Eu só consumo drogas lícitas: café e álcool, dependendo se quero acelerar ou freiar a cuca. Meu pulmão asmático não me permite fumar tabaco ou maconha e meu juízo me afasta de qualquer outra coisa mais pesada.
Mas a onda agora é o governo cantando que a culpa do tráfico de drogas é dos usuários. E o pessoal que vê Tropa de Elite (grupo do qual eu ainda não faço parte) sai de lá convencido disso. Deixa o titio CrisDias explicar uma coisa: Tropa de Elite não é um documentário, é uma obra de ficção, OK? Ninguém vai ver um filme do Tarantino e sai convencido que a Yakuza é exatamente daquele jeito e que as espadas Hattori Hanzo são as melhores do mundo e cortam cabeças que nem manteiga. Ficção. O filme, pelo que dizem, é muito muito bom mas é apenas uma história criada na mente de uma pessoa que, por sinal, está envolvida diretamente com um dos lados da história.
Se o mundo fosse preto-e-branco ele seria muito mais simples. Cada ser humano tem suas necessidades e suas limitações na sociedade (mas detalhar isso é especialidade do Bruno). É o direito de uma pessoa dizer que a fonte do poder do tráfico vem desse ou daquele lugar. O que não pode é o governo começar a tirar o seu da reta e dizer “ei, vocês são os consumidores, é problema seu”. É mais uma vez o governo se comportar como uma casta à parte que faz um favor ao povo de resolver seus problemas. É como dizer “se os torcedores não fossem tão cabeça-quente não teríamos brigas nos estádios” ou, para continuar nas comparações futebolísticas “se os atacantes não fossem tão bons não teríamos tantas faltas no futebol”.
O mundo é cinza e simplesmente proibir uma coisa por força de lei não a elimina da sociedade. O tráfico existe não simplesmente porque pessoas consomem drogas. Ele existe porque pessoas consomem drogas proibidas, a polícia não só é incapaz de impedir esse comércio como faz parte dele, etc. etc. etc. (insira sua tese de mestrado aqui) Afinal de contas não há guerra contra o tráfico de capuccino, Caninha da Roça ou Marlboro Lights, não é mesmo?
“Se quer se destruir não precisa de maconha, vai beber cachaça, oras.”
Típico de quem não sabe do que está falando. O barato é outro, gambá. Maconha relaxa, cachaça encapeta.*
Hipóteses:
suponhamos que exista gente que fuma maconha sentadinho no conforto do seu lar, não por “ser revoltado com essa sociedade” (ridículo isso), mas porque gosta do efeito relaxante da erva e não é muito a fim de gerenciar ressacas. Essa pessoa é mais ou menos bandida, idiota, criminosa ou coitada do que o fulaninho que sai do trabalho, enche a cara de cachaça na birosca da esquina (porque tá revoltado com a sociedade e com o chefe filho da puta) e atropela um no caminho de casa, doidaço, mas tudo isso consumindo uma droga 100% lícita?
E se o cara aí do sofá pudesse comprar sua erva legalmente, pagando impostos, e ir curtir sua TV tranquilamente? Você acha que mudaria alguma coisa?
*não custa deixar as barbas de molho quando se trata com gente assim: não estou dizendo que algo é bom ou ruim, só que são coisas diferentes.
Não é porque uma obra é de ficção que ela não tem a ver com a realidade. A comparação com Tarantino foi infeliz, o filme é baseado em fatos reais e não tem nenhuma cena inverossímil.
Quanto às drogas, é a lei econômica mais básica. Droga é futilidade ou necessidade. Quando é necessidade é uma questão médica. Isso atinge uma minoria dos usuários. Os que financiam o tráfico são os que tomam droga de forma recreativa. A coisa não é tratada de forma simplista, não. A coisa é realmente simples. Os consumidores julgam que seu prazer fugaz é mais importante do que o resultado do que fazem. Um dos problemas é que muita gente pensa de forma condescendente com os consumidores de droga (parece ser o seu caso), o que acaba acarretando a falta de repressão da prática. A responsabilidade primária dos consumidores, não exime o governo da sua. Mas declarar oficialmente que a culpa é dos consumidores é importante no sentido de tornar essas práticas menos aceitas socialmente.
“Essa pessoa é mais ou menos bandida, idiota, criminosa ou coitada do que o fulaninho que sai do trabalho, enche a cara de cachaça na birosca da esquina (porque tá revoltado com a sociedade e com o chefe filho da puta) e atropela um no caminho de casa, doidaço, mas tudo isso consumindo uma droga 100% lícita?”
A diferença entre o cara que consome sua cachaça é que ele paga imposto, emprega uma porção de gente no processo, se ele vai atropelar alguém é porque cometeu outro erro: beber e dirigir.
Por acaso, fumar maconha e dirigir é seguro?
Então não faz sentido a comparação.
O objetivo da comparação com a cerveja, Zeca e demais, é óbvio: até agora o motivo mais contundente aqui apresentado para que as pessoas não usem maconha é de que é proibido. Mas o ponto central da discussão é justamente essa proibição. Maconha não é a coisa mais linda e saudável do mundo, mas aparentemente é mais vilanizado do que outras coisas igualmente nocivas como tabaco e álcool. O tráfico de droga envolve, claro, outras drogas mas muito do que é vendido é maconha. E a crítica forte é aos tais playboyzinhos da zona sul que defendem o seu direito de dar um tapa “em detrimento de todo o resto da sociedade”. Vivemos numa guerra porque alguém (certo ou não) decidiu que nossa sociedade deveria ser protegida dessa coisa maléfica chamada maconha que eu, sinceramente, nunca vi destruir a vida de ninguém. (ao contrário do álcool, no qual tenho casos na própria família) Se o motivo para o não consumo de maconha é o de que ela não paga impostos, ótimo. Deixem ela pagar impostos, gerar empregos formais, etc. (até porque o tráfico gera empregos, só que são do tipo que era melhor não existir)
Talvez tudo isso possa ser resumido assim: sou sempre contra leis do tipo “é para o seu próprio bem”. Acho que o nome disso é ser libertário, não sei. Eu acho que enquanto você só está causando dano a si próprio tem todo o direito de fazer o que bem quiser. Se você passar dos limites deve ser penalizado de acordo. O que não pode é uma divisão arbitrária do que pode ou não pode: isso você pode fumar, isso aqui não; nisso você pode apostar dinheiro, nisso aqui não; com essa pessoa você pode transar, com essa aqui não.
“Talvez tudo isso possa ser resumido assim: sou sempre contra leis do tipo “é para o seu próprio bem”.
Se esse é o motivo, você deve ser a favor da liberação do surfe ferroviário também.
A repressão à prática diminuiu os casos. Menos gente morreu, hoje em dia sequer é notícia. O Estado deveria ter deixado para lá? Que morram? Na escala de direitos, o direito à vida tem que ter uma hierarquia maior que o direito à liberdade.
“É importantíssimo criminalizar as drogas ditas ilícitas. Por que não criminalizar também o consumo de carne vermelha, açúcar, café e chocolate?” – Disse João Hipotético da Silva.
Assim, daqui uns 50 anos, ia estar cheio de gente criticando quem se refestela de comer chocolate e tomar café depois do churrasco ilícito, falando que o tráfico de cacau é o que financia o crime etc.
Gente… na boa. Dizer que é simples é fácil. É desejo de quem disse. Sendo simples cabe mais fácil no mundinho de zeros e uns, de pretos e brancos (tão corretamente apontado pelo CrisDias).
O Crime Organizado se ancora no que é ilícito, seja o que for, ainda que descriminalizemos as drogas os mesmos criminosos vão continuar criminosos e cometer outros crimes para viver.
Descriminalizando a droga NÃO se resolve a Criminalidade. Ela vai continuar existindo porque os criminosos não vão resolver ser advogados, políticos, designers ou analistas de sistemas só porque não tem mais erva ou pó pra vender.
É curioso… o Estado começa jogar a culpa da falta de policiamento eficiente e a incompetência da fiscalização para que leis sejam cumpridas no cidadão. Daí colocam usuários contra não usuários, colocam compradores de DVD de camelô contra compradores de DVD da fNac e todo mundo cai feito pato.
A responsabilidade da repressão ao tráfico é do Estado.
O consumo de drogas é ilegal. É fato. Mas é difícil alguém aqui alegar que não comete nenhuma contravenção. Seja ela no imposto de renda, na não contratação de funcionário, ao não assinar carteira de empregada, ao atravessar a rua fora da faixa, ao deixar a carteira de motorista vencer e continuar dirigindo…
Na minha experiência, o cara que usa cocaína tem um comportamento – após o uso – profundamente diferente do cara que usa maconha.
A própria criminalização da maconha, do plantio da planta etc pode ser colocada em cheque em dois lances. Maconha não causa dependência química e ponto. Dependência psicológica? Até punheta causa dependência psicológica. Dê-me um tempo!
A discussão é sim complexa. Dilemas morais estão envolvidos. O fato de haver – e Há – responsabilidade do usuário para com o fato de que o tráfico existe.
Como eu já disse antes, seria ótimo que o cachorro não lambesse o saco na frente das visitas, mas ele vai continuar fazendo isso, não importa o que se deseje.
Não há campanha que vá fazer TODOS os usuários de drogas (ilícitas ou lícitas) deixarem suas drogas de lado, e também não é fazendo eu ver propaganda contra a pirataria no meu DVD de R$ 44,00 que vão fazer nego parar de comprar DVD pirata.
O Estado faça sua parte. Quem achar que é importante que faça a sua.
E quem achar que a maconha não devia ser proibida e usa dessa bandeira para falar que não tem responsabilidade, ok! Faça-o. Se um dia descriminalizarem você vai ser chamado de mártir, revolucionário e o escambau.
Agora, gente, paremos de Moralismo!
O mundo, pra quem ainda não entendeu, é complexo. E não importa que se deseje que ele seja simples. O simples fato desta discussão ter durado até aqui prova que a galera do preto e branco tá errada e que a paleta de cores é enorme. Olhem em volta! Vejam quantas opiniões!
Quem é liberal aqui deixa o outro em paz!
Quem é reacionário dê um jeito de se cercar de gente que você mesmo considere idônea!
E quem tiver outro tom de cinza ou for de #000001 até #FFFFFE, por favor tente aceitar o fato de que você é só uma cor dentre dezesseis milhões e tantas.
A discussão acerca da Moral é uma coisa. Decretar o outro como errado é Moralismo, Intolerância e um retorno à uma época que a gente, antigamente, falava que tinha sido uma bosta!
Quem quiser dar o cú que dê, quem quiser fumar orégano que fume, quem quiser peidar enquanto almoça vai fundo! Só não dê o cú flatulento enquanto fuma almoçando na minha frente. Se você estiver quebrando alguma lei – e provavelmente vai estar quebrando várias – que o Estado se encarregue de exercer sua autoridade.
A equação é simples: Se fez sem incomodar o outro = OK. Se incomodou o outro e é Legal = ACORDO. Se incomodou o outro e é Ilegal = PENALTI.
E tem mais. Há sim leis erradas. E se elas existem tem de ser debatidas sim, mas desapaixonadamente e não só em comentário de blog.
Se você acha alguma coisa “um’bsurdo”, só lamento! As pessoas tem opiniões diferentes e ponto.
Surfe ferroviário não é um bom exemplo, arruma outro. Os surfistas não estão colocando em risco só a própria vida. Colocam em risco o bem-estar físico de quem está no vagão e também afetam o patromônio da ferrovia, que precisa no mínimo parar as linhas para retirada de mortos ou feridos e normalmente botar o trem no “estaleiro” para conserto. Mas, claro, vai ter algum exemplo “cinza”, afinal de contas não sou eu quem acha que o mundo é preto-e-branco.
O raciocínio atual é: “Fumante prejudica a própria saúde, com a saúde prejudicada ele usa os serviços de saúde do país, o que causa prejuízo ao Estado. Logo, me prejudica. Digamos então aos quatro ventos que quem fuma cigarro é feio e bobo e, depois que todo mundo acreditar, o fumante vai se sentir mal em qualquer canto. Então proibamos o cigarro onde der, o que vai ser extremamente inconveniente, empurrando os fumantes até o ponto em que terão de parar de fumar.”
Podemos fazer isso com comida também. “Comer muito doce engorda, com a saúde prejudicada pelo excesso de peso… yadda yadda yadda”.
Aí continuamos assim até chegar nas roupas pretas, nas armas de brinquedo, nos filmes com explosão, nos quadros com cores “violentas”, nos joystics em formato de pistola, nos cigarros de chocolate e por aí vai, nas capas da Playboy etc.
Para nossa segurança e para evitar que essas coisas do parágrafo acima existam, podemos também colocar câmeras em todo lugar – e derrubar de vez essa lei que diz que é preciso indicar que existe uma câmera no local. O negócio é pegar no flagra!
Depois que a gente notar que a força policial ia ter de ser gigantesca para poder vigiar todo mundo com câmera a gente coloca uns computadores maneiros capazes de detectar a infração por essas câmeras.
Atenção: quem gostou da idéia, favor se inscrever no Home Land Security imediatamente. Eles precisam de você!
A linha entre o Estado Policial e a noção de que as pessoas não devem ser livres (para se prejudicar caso assumam os riscos sem prejudicar terceiros) é uma linha muito tênue.
Não há crime organizado no Surf Ferroviário. E a Nike ainda não faz acessórios para os Surfistas de Ferrovia.
Direito à Vida não é o Dever de Não se Arriscar.
Do contrário vamos proibir o alpinismo, pular de asa-delta, dirigir, ir em boate, andar na rua e, que Zeus nos perdoe, o Futebol! Todas estas são práticas onde o praticante assume um risco.
Se começar a proibir o que é perigoso para o indivíduo vai começar outra discussão. Acerca de criminalizar o cigarro, a cachaça, o pebolim, o sexo e as artes marciais.
Há substâncias e práticas que agridem de alguma forma o ser humano. Estas substâncias ou práticas ajudam o indivíduo a viver sua vida, apesar de diminuir seu tempo na terra ou de seu potencial de destruir os meniscos.
Todos assumimos riscos, seja ao tomar coca-cola light com aspartame ou ao atravessar fora da faixa.
E, vamos lá, como disse o Cristiano, o surf ferroviário não afeta só o surfista.
Surgindo um exemplo cinza, grená ou fuccia o Estado deve legislar tendo como princípio o que se sabe acerca do que leva a um Estado Policial. De vez em quando me dá a impressão que tem uma boa galera da minha geração que acha que viver um universo distópico como “1984″, “Admirável Mundo Novo” ou “Gattaca” é que é legal. Será que os valores estão tortos ao ponto de a Distopia ser a nova Utopia?
“Os surfistas não estão colocando em risco só a própria vida”.
Entre os envolvidos na comparação, ninguém está, não é verdade? É por isso que o argumento “não estou fazendo mal a ninguém” é natimorto. Na verdade, os surfistas causam muito menos problemas do que os usuários de droga. Mesmo assim, nunca vi ninguém defender a prática. Isso mostra que o grupo social a que as pessoas pertencem faz muita diferença na hora de defender a liberdade individual. Liberdade individual para mim, meus amigos, meu grupo social.
Não consigo ver as defesas da liberdade de um ato desnecessário e de conseqüências nefastas para a sociedade como algo diferente disso.
“Aí continuamos assim até chegar nas roupas pretas, nas armas de brinquedo, nos filmes com explosão, nos quadros com cores “violentas”, nos joystics em formato de pistola, nos cigarros de chocolate e por aí vai, nas capas da Playboy etc”.
Isso me lembra o “Se Deus não existe, tudo é permitido”. “Se não é uma coisa, então é obviamente o seu oposto” não me parece uma boa forma de pensar.
Em que parte um cara dando um “tapa na pantera” em casa é mais perigoso do que alguém andando em pé no teto de um trem?
Eu falei em danos, não em perigo.
Quando vai ser o post defendendo a liberdade dos surfistas de trem?
Em que parte um cara dando um “tapa na pantera” em casa é mais danoso do que alguém andando em pé no teto de um trem?
Não vale dizer que o dano é o tráfico de drogas, por motivos que espero já estarem mais do que claros por aqui.
Existe alguma coisa que você possa fazer em casa e na rua seja proibido, fora sexo ? Que projeto de lei seria esse?
Mostra que você reconhece que na rua, esse sujeito pode causar problemas. Se formos limitar as circunstâncias, então eu paro o trem e deixo o surfista no trem parado. É forçação de barra.
É claro que os danos incluíam o tráfico de drogas. Você me sugere que ignore a questão mais importante, para raciocinar num mundo hipotético e improvável. O que você não compreendeu é que é irrelevante para a questão da responsabilidade (era a questão inicial) se a violência diminuiria ou não com o fim da proibição à fumar maconha.* Hoje é proibido. “Faço o que é proibido porque o governo não libera” não é aceitável. Querem mudar? Utilizem os mecanismos democráticos. Quem pensa ao contrário disso está em muito má companhia. É um raciocínio que pode ser usado por qualquer um que transgrida a lei, de sonegadores aos grupos de extermínio.
*Não diminuiria a violência, há muitas outras drogas. As apreensões de cocaína são sempre muito volumosas. E o fato de ser proibido é um dos “encantos”, provavelmente alguns usuários migrariam para outras drogas, visto que não seria mais nenhuma transgressão. Até para proteção dessa corj, digo, dos usuários, é melhor que seja proibido. [digressão] O ideal é que fossem responsabilizados penalmente, mas nem socialmente são mais. A situação atual é uma chacota. Basta ver o que aconteceu com o Marcelo Anthony que fumou um, foi pego, mas não teve nenhuma conseqüência, conseguiu adotar uma criança (a quem vai transmitir todos os seus valores, inclusive o de que transgredir a lei e financiar o tráfico é justificável) e continua galã da Globo. [/digressão]
Bom, eu estou usando os tais meios democráticos. Eu não fumo maconha e nem pretendo fumar mesmo que legalizada, como já explicado láaaa na primeira frase desse texto. Estou aqui tentando debater o assunto. Só que eu e o Zeca estamos falando de coisas diferentes, pelo visto. Eu estou falando que a maconha devia ser descriminalizada porque, afinal de contas, no máximo é tão nociva quanto a cerveja e a pinga, que são legalizadas, além de achar que diminuiria a violência. Já o Zeca está mais interessado (é direito dele) em quem já fuma maconha porque ela, afinal de contas, é proibida.
O que eu venho tentando dizer aqui desde o início mas não consigo me expressar é: em tudo na nossa sociedade (humana, não brasileira) lei é apenas mais um componente. Não somos robôs que obedecem o que nos é dito cegamente (ainda bem). Nem as “leis de Deus”, que supostamente têm punição eterna, as pessoas se ligam em respeitar. Na minha opinião é preciso levar isso em conta, levar a maneira como cada povo encara cada proibição e trabalhar a partir disso (legalizar é só uma opção) em vez de ficar gritando “Parem! Parem! É proibido!!!” Não vai levar a nada. Assim como esse papo aqui que, como sempre, é um dos famosos papos da internet onde absolutamente ninguém muda de opinião.
É uma questão mercadológica. Se existe uma demanda irá, necessariamente, existir uma oferta. Como diria Mises, as pessoas não bebem whiskey porque existem destilarias, mas destilarias existem porque pessoas bebem whiskey, ou seja, se existe uma oferta de drogas é porque existe um mercado consumidor ávido por estas porcarias.
Só existe uma maneira de liquidar o tráfico de drogas de forma definitiva: liberar a demanda E a oferta de drogas, uma vez que convencer adolescentes e pessoas de cabeça fraca que fumar maconhar, tomar ecstasy e cheirar cocaína faz mal a saúde é cousa praticamente impossível. Mas isso, é claro, não vai acontecer. Até lá, sim, os principais responsáveis pela existência do tráfico de drogas serão os consumidores.
Bem tem muita gente tratando usuarios de maconha, como monstros, bandidos, etc.
E como vcs tratam quem toma uma cervejinha???? depois ele toma um whiskey, depois mais um…
Afinal o q tem beber um pouquinho a mais. ne??? Depois ele fica completamente bebado chega em casa bate ne mulher filhos ou ate mata… E por que o alcool nâo é proibido???? Nao tem um grande interesse nos mega empresarios do alcool???? Existem criminosos, mentes doentias que usao o efeito da droga como desculpa para praticarem barbaridades.
Agora como no outro caso , chego depois de trabalhar o dia inteiro ganhar uma merreca, fumo meu baseado e me presto a responde pra um bando de pessoas q me chamao de vagabundo por isso.
Façao o seguinte… Vao trabalha o dia inteiro, cheguem em casa e durmao . e eu chego e fumo.
è uma pena que ninguém esteja vendo que o usuário de drogas precise de tratamento e não de discriminaçao.
O Juan pegou pesado ao usar o termo bandido
Talvez eu esteja num planeta diferente do vosso.Fumei baseado dos 13 aos 18 anos e terminei por minha iniciativa.A verdade é que não senti sintoma algum de abstinência.
Durante este período bebi meus copos e fiz mais asneira que durante esses 5 anos de fumos.
Aos 24 cheirei cocaína.Cheiro esporádimente faz 12 anos.Se me perguntarem a razão não saberei responder mas apenas citar que nunca o fiz para superar tristeza ou outros desaires.
Na minha opinião cada organismo reage de maneira diferente a qualquer tipo de droga/medicamento.Tem gente que necessita diariamente de alcool, outros de calmante, nicotina etc.Uma salada russa de drogas – legais ou ilegais tudo é droga.
Cada qual tem de conhecer o seu organismo e se fizer tudo com moderação poderá consumir o que bem entender…!
A nicotina mata, a poluição citadina mata, o alcool mata.Enfim.Tudo mata.
“Morrer saudável deve ser frustrante” – Continuarei a cheirar coca esporidacamente.Peço desculpa!E quanto ao tráfico.Só compra quem quer!Quanto ao crime?Foi porque começou a usar por sistema e ficou dependente.
Quanto ao governo?A droga e as armas é que movem a economia Mundial…Infelizmente e será sempre assim.