Começam a aparecer na mídia reportagens dizendo que o SL é um grande prejuízo para as empresas que nele investiram. Nenhuma grande novidade, é claro, mas…
O raciocínio mediano óbvio a sair disso (e que provavelmente vai parar na imprensa especializada) é a de que negócios virtuais são uma furada, que o SL é a nova bolha, etc. etc. e que só empresas sólidas (no sentido literal) merecem crédito.
Mas alguma dessas empresas relamente achou que ia ser um estrondoso sucesso criar réplicas virtuais de seus negócios em um mundo virtual, onde entre outras coisas as pessoas podem voar e teleportar-se? De que adianta gastar um punhado de dinheiro para ser o primeiro banco/bar/mercearia/tinturaria do mundo virtual? Que valor isso agrega ao usuário? Alguém achou que as regras daqui funcionam diretamente acolá?
Para mim o que aconteceu mesmo é que, mais uma vez, um grupinho de gente esperta e bem relacionada aproveitou um hype e convenceu executivos e publicitários a gastar rios de dinheiro em suas brincadeiras. O conteúdo nunca foi desenhado com o objetivo do lucro a longo prazo do cliente, apenas gerar uma (cara) mídia espontânea. “Acme é a primeira fábrica de bigornas a montar uma fábrica no SL, clique e leia mais.” Esqueceram de perguntar se alguém queria bigornas no SL.
Depois dos comerciais, um uso inteligente do SecondLife.
Vídeo mostrando as vaias já no ensaio da abertura do Pan. Sei lá, não prova nada, só fede mesmo. Falam o nome do barbudo, o pessoal vaia, acha tudo engraçado, etc. Pode ser só falta de educação mesmo. [valeu Merigo!]
Dizem que parte das vaias veio porque o governo federal mandou Petrobrás e Caixa (patrocinadores oficiais) chamarem o evento de “O Pan do Brasil” em suas propagandas. Pode ser, mas quem anda martelando demais a “marca” é a Globo. Dizer que “o Pan é de todos nós” é como olhar pro neném do vizinho e dizer “como é linda nossa filha!”.
Não vem que não tem, o Pan é do Rio.
Enrolei um pouco para blogar sobre isso para deixar a idéia esfriar. Mas como sou chamado de Lulista é melhor botar a carapuça e escrever logo: maior que o barulho das vaias dadas ao presidente na abertura do Pan só mesmo o som de milhares de leitores da Veja gozando de prazer intenso com a cena. Até gente que não blogava há mais de ano resolveu aparecer.
Dizem que as vaias foram armação do César Maia. Pode até ser, porque quem já filosofou só um pouco sobre dinâmica de multidões sabe que você só precisa de meia dúzia de puxadores para puxar de vaias a ola a “eu sou brasileiro com muito orgulho com muito amor”. Mas acho que é meio intriga… Minha teoria é bem mais simples: qualquer presidente — de FHC a Marechal Deodoro — seria vaiado.
O que o pessoal ainda não entendeu é que num evento transmitido para meio mundo (subdesenvolvido) vaiar o presidente pega mal pacas. Mas o que importa é mostrar pra esse operariozinho o verdadeiro lugar dele, não é mesmo gentem? Aposto que esse pessoal resolve suas brigas familiares, como bem lembrou o amigo Zé, no meio do shopping.
Vamos acabar com a CPMF, a contribuição provisória que vai virar imposto permanente. E se é contribuição eu posso escolher não contribuir? [dica do Neto] «
Com mais de 20 milhões de usuários o Facebook é o que simplificadamente pode ser chamado de “Orkut dos EUA”. Junto com o MySpace o site divide a preferência do público americano (com um estudo dizendo que o Facebook é o site dos “ricos” e MySpace o dos “pobres”)
Em maio o site lançou uma API de desenvolvimento que permite a empresas externas escrever suas próprias aplicações para interagir com a “plataforma Facebook“. A Amazon, por exemplo, criou um widget para que você coloque suas resenhas de livros direto na sua página do Facebook.
Eu sempre defendi a idéia de que empresas brasileiras de informática (e Internet em especial) não precisam ficar pensando só no mercado brasileiro (muitas vezes limitando-se a copiar modelos gringos) e essa plataforma é uma ótima maneira de explorar este mercado. Para o usuário do Facebook pouco importa onde a aplicação foi feita (desde que esteja em inglês correto, por favor!) e já existem até fundos de investimento especializados em bancar este tipo de aplicação.
Fica aqui a idéia para os candidatos a empreendedor internacional. E se fizerem sucesso por favor me contratem como conselheiro, hein?
Dia desses esbarrei com esse artigo legal da Wikipédia: estudos que mostrariam a tendência das pessoas em se acharem mais espertas do que a maioria dos ursos, incluindo aqueles que passaram anos especializando-se no assunto em questão. O Efeito Dunning-Kruger. “Na hora eu me viro bem, pode deixar”.
Os pesquisadores Justin Kruger e David Dunning propõe que dada uma habilidade que qualquer pessoa possa dominar mais ou menos:
1. Pessoas incompetentes tendem a superestimar suas habilidades;
2. Pessoas incompetentes não conseguem identificar habilidade de verdade em outras pessoas;
3. Pessoas incompetentes não conseguem reconhecer o quanto são inaptos; e
4. Se forem treinadas para melhorar suas habilidades elas conseguem se tocar da sua falta de habilidade anterior.
No outro extremo, pessoas devidamente qualificadas tendem a subestimar seus próprios poderes.
O trabalho de Kruger e Dunning no tema ganhou o IgNobel de 2000.
É engraçado ver que para o G1 (e provavelmente outros sites) hoje é “comemorado” 1 ano de cabeçada e não 1 ano de título da Itália. Mostra um pouco como foi sem graça a última copa. O que só aumenta a vergonha da seleção, que era a única esperança de alegria e bom futebol na competição.
Site altamente pertinente divulgado aqui no Rio semana passada. Melhor nem entrar muito nesse assunto… como a religião aparentemente dá às pessoas imunidade para descumprir as normas básicas de civilidade. Mas, afinal de contas, eles estão nos fazendo um favor e salvando nossas almas, não é mesmo?
Não deixe de visitar o fórum do Terra sobre o assunto. Ou talvez seja melhor não visitar para não perder o restinho de esperança na humanidade…
Os católicos agora poderão pedir que seus padres celebrem a missa nessa língua. O pontífice disse que sua intenção é se reconciliar com os ‘tradicionalistas’.
Católicos em todo o mundo terão a bênção do Papa para pedir que seus padres celebrem a missa em latim - e até que os batismos e casamentos ocorram segundo o antigo ritual latino.
Afinal de contas, Jesus falava latim.
Er… tipo assim… Levar porrada dos delinqüentes imbecis filhinhos-de-papai vai acabar virando a melhor coisa que aconteceu na vida da Sirley?
E outra: se algum deles fosse menor de idade estaríamos ouvindo todos os papos sobre diminuição da maioridade legal de novo?
Este momento “general de pijama” é um oferecimento…
Estimam por aí que meio milhão de iPhones foram vendidos desde o lançamento na última sexta-feira. Com o preço variando entre $500 e $600, dependendo do modelo, foram negociados até US$300 milhões nestes dias. A Apple fica com alguma coisa entre 20% a 50% deste número. A AT&T, operadora exclusiva do novo aparelho, também deve estar muito feliz já que segundo as pesquisas de “boca de urna” apenas 50% dos compradores de iPhone já eram clientes da empresa.
Esse lançamento do iPhone vai entrar para a história por motivos não necessariamente tecnológicos. A expectativa criada pela Apple e seus fanboys em volta do produto foi tão forte que o primeiro dia de vendas transformou-se num dos eventos de mídia mais importantes do ano, com cobertura ao vivo na porta de lojas, de grandes redes de TV a bloggers plugados em tempo real. Para aumentar ainda mais o impacto o produto, aparentemente, atendeu ao hype e vai ao que tudo indica realmente revolucionar o mercado de celulares inteligentes, para desespero da concorrência.