O problema do Brasil é a falta de políticos, vamos criar mais cargos

Projetos prevêem criação de mais 6 estados. Se aprovados, país terá mais 144 deputados estaduais, 48 federais e 18 senadores. Os novos estados em estudo são: Carajás e Tapajós no Pará; Mato Grosso do Norte em Mato Grosso; Rio São Francisco na Bahia; Maranhão do Sul no Maranhão e Gurguéia no Piauí. Em comparação, os Estados Unidos têm 50 Estados, com representação fixa no Congresso de 100 senadores e 435 deputados. Se forem criadas mais unidades da federação, não haverá aumento do Parlamento, apenas a redistribuição das vagas.

Obviamente nenhum estado novo é no sul ou sudeste, que diminuiriam ainda mais sua participação nas decisões do país apesar de serem os maiores geradores de tutu.


:: Escrito por Cristiano Dias, dia 30 Jul 2007, 13:19, em Brasil-sil-sil.

12 Comentários

  1. Filipe

    É boa idéia. Pena que é no Brasil. Mais uma forma de criar mais cargos públicos e infelizmente dinheiro sumir. O nosso país precisa ser dividido e dar a cada estado autonomia nas suas leis.

    []s
    Filipe

    30 Jul 2007, 13:30, via Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.5 no Windows Windows XP
  2. Marcelo Cabral

    Cris,

    Realmente é um absurdo se pensar em aumentar ainda mais os custos internos, cada vez mais esses políticos que temos mostram que apenas olham para seus umbigos, ou melhor seus bolsos.

    Quanto ao seu comentário sobre à participação nas decisões do país, discordo totalmente da sua posição, se formos dar uma força proporcional ao quanto de riqueza é gerada, nunca os estados mais pobres terão voz, a participação tem que buscar o equilíbrio. Não sei qual a fórmula para isso, mas tenho certeza que não é dar o controle do congresso para sul e sudeste.

    Com esse mesmo raciocínio os EUA não assinam os tratados que não interessam a eles, sem se importarem com o resto pobre do mundo

    30 Jul 2007, 14:46, via Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.5 no Windows Windows XP
  3. Cristiano Dias

    Estados mais pobrem “merecem” mais representação? Assim, que incentivo ao progresso é dado aos políticos?

    30 Jul 2007, 14:52, via Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.5 no Ubuntu Linux Ubuntu Linux
  4. dawalibi

    Marcelo Cabral: quem representa os Estados não é a Câmara dos Deputados. Para isso já existe o Senado, que tem 3 senadores de cada Estado (independentemente do número de habitantes). Concordo que não é o caso de se compor a Câmara com base no critério econômico, mas tão somente pela proporcionalidade da população de cada Estado: um homem, um voto, peso igual. Quanto a esses novos Estados, a pergunta que fica no ar é: são eles viáveis financeiramente? Arrecadariam tributos suficientes para se manter? Ou nós (União) vamos ter que bancar esta farra?

    30 Jul 2007, 14:53, via Internet Explorer Internet Explorer 6.0 no Windows Windows XP
  5. Rafael Netto

    Eu acho que não se criariam mais deputados federais, pois como a representação é proporcional ao número de habitantes, os estados divididos (Pará, Mato Grosso, etc.) perderiam deputados.
    Mas que a proposta é absurda, isso é. Só serve pra dar mais poder a coronéis locais (Sarney, etc.)

    30 Jul 2007, 16:37, via Internet Explorer Internet Explorer 6.0 no Windows Windows XP
  6. Neto Cury

    Já sei, vamos perguntar ao paraquai se ele não quer vender alguns quilômetros pra fazermos mais uns estados…
    Ridículo isso, nossa polícia federal não consegue cuidar de nossas fronteiras e esse ridículos ficam pensando nesse tipo de coisa absurda.
    Abraço

    30 Jul 2007, 20:46, via Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.5 no Ubuntu Linux Ubuntu Linux
  7. Dack

    Eu acho ótimo. Como sou concurseiro profissional isso me anima por gerar mais vagas. Sim, eu sei, é um pensamento medíocre, mas cada um defende o seu.
    Abraço

    30 Jul 2007, 21:59, via Internet Explorer Internet Explorer 7.0 no Windows Windows XP
  8. Thiago

    Cristiano,

    Na verdade, essas propostas de novas divisões territoriais são respostas a jogos de força presentes nesses lugares. Um bom exemplo é a tal unidade federativa do norte do Mato Grosso. Lá, o que não é fazenda de soja, será. O governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, é o maior produtor individual de soja do planeta - e tem inúmeras fazendas na parte norte do estado. Se essa proposta de criação passa pelo Parlamento, o que vai acontecer é que seu poder na região ficará multiplicado sabe-se lá por que valor.

    Do mesmo modo, com ligeiras diferenças regionais, acontece nos outros estados que seriam repartidos. É uma “luta” por mais poder entre as elites regionais. Se uma unidade federativa nova for criada no oeste da Bahia, tanto melhor para aqueles que mandam por aquelas bandas.

    Certamente, criadas essas novas unidades, dinheiro da União precisará ser alocada na criação de infra-estruturas de sua competência - mais ou menos como aconteceu com o estado-caçula, o Tocantins. No entanto, penso que a questão vai mais além de simples “currais novos” para canalização de dinheiro público por dutos pouco confiáveis.

    Se não me engano, há, sim, propostas de novas UFs aqui no Sudeste. O Triângulo Mineiro e o Sul do estado de São Paulo são as vedetes, até onde minha memória me ajuda. (Posso procurar esses dados depois…)

    O jogo de forças que cria essas demandas é o mesmo jogo que cada vez mais leva o País para mais longe de um benéfico pacto federativo - uma vez que cada UF tenta, sempre que possível, “puxar a sardinha” para a sua brasa… Daí, infelizmente, as inúmeras propostas de fragmentação do território nacional.

    Espero ter contribuído.

    Abraço.

    31 Jul 2007, 01:59, via Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.6 no Windows Windows XP
  9. MaGioZal

    Pessoal, a questão fundamental é que os estados do sul e sudeste não são apenas os que geram mais tutu, mas também são aqueles que possuem a maior quantidade de população.

    A câmara dos deputados já tem um longo histórico de uma tremenda distorção que já existe hoje em dia contra os estados mais populosos, como São Paulo e Rio de Janeiro, que vem desde o “pacote de abril” do Ernesto Geisel em 1977, e que foi devidamente piorado na constituição de 1988, dando a cada estado um número mínimo de 8 deputados cada, independente da população. Isso faz com que um candidato no Amapá precise de muitas muitíssmo menos votos do que um candidato em São Paulo para o mesmo cargo de deputado federal em Brasília.

    Quando se diz que no Brasil o poder executivo federal é mais legítimo que o legislativo, não é apenas figura de expressão.

    Esses estados novos que estão propondo visam a apenas sugar mais recursos públicos (algo parecido com a febre da criação de novas cidades nos anos 90), diminuir ainda mais o poder ao qual a região sudeste-sul teria naturalmente mais direito e garantir currais eleitorais confiáveis para famílias coronelísticas, que aliás se deram razoavelmente mal nestas eleições mais recentes, com os Magalhães perdendo na Bahia e os Sarney perdendo no Maranhão. Ah, o Sarney é a favor da criação do Maranhão do Sul…

    Durma-se com um barulho desses, Brasil. Se não tomarnos cuidado, acabaremos vendo a criação do gerrymandering, tamanho gigante.

    1 Aug 2007, 07:47, via Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.6 no Mac OS Mac OS X
  10. Paulo Villela

    Cris,
    Quando li esta notícia, não sabia se ria ou chorava.
    Isso é uma piada.
    E eu pensando que nós pudessemos lutar para diminuir…
    Que país é esse?
    abs

    1 Aug 2007, 16:01, via Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.6 no Windows Windows XP
  11. Meu google reader nessa semana… | 30 & Alguns

    [...] do Imposto de Renda - As novidades Pesos e medidas II - Jus Indignatus por Ricardo Rayol O problema do Brasil é a falta de políticos, vamos criar mais cargos - CrisDiasweblog. Notícia: Quem pode valorar a vida? - André Neves - Melhoramento Constante [...]

    10 Aug 2007, 12:32, via WordPress WordPress 2.1.3
  12. Tem muitas vantagens em dividir.

    Pessoal, vcs não estão pensando nas vantagens que novos estados trazem, administrativamente e em crescimento, Tocantins era uma região muito mais pobre do que atualmente e era um fardo para goias, hoje cresceu muito e melhorou a administração de goias, ganharam os dois, so na geração de empregos que a divisão traria, cresceriamos o pib do pais inteiro, mesmo tendo a desvantagem de uma maquina publica maior, mas o resultado final seria mais empregos e mais dinheiro, para todos tanto para os novos estados quanto para os antigos.

    15 May 2008, 14:24, via Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.6 no Windows Windows XP

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