Semana O Papa entre nós e as Pílulas de Frei Galvão
Começou a visita do Papa ao Brasil e eu, que adoro debater religião, pretendo escrever algumas besteiras por aqui.
Para aquecer, que tal a historinha das pílulas do Frei Galvão? Essas píolas são um barato. As freiras escreviam cada uma à mão, recortavam, distrubuíam… Lido e poético, realmente mágico. Pedaços de oração escritos por freiras, quem não quer?!?
Só que veio o anúncio da canonização a procura aumentou tanto que hoje as pílulas são rodadas em uma gráfica! Quem precisa fazer piada com os católicos quando eles dão essa ajuda?
Rapaz, isso é a globalização. A necessidade em massa faz com que seja feita a produção em massa. xD
As freiras terceirizaram a escrita das orações para a Índia também?
Frei Galvão é aquele que tinha escravos?
Sinceramente acho que não deve fazer muita diferença no efeito, viu…
Bem que eles poderiam disponibilizar o PDF com as orações, como o enviado para a gráfica…
Se eu fosse elas mandaria essas orações via email ou feed RSS. Muito mais prático, economico e a natureza agradece.
O duro é que, pela dominaç… errr, expressividade do catolicismo no mundo ocidental, tem gente que confunde “catolicismo” com “religião”, e passa a abominar todas as outras religiões cristãs ou não.
Não estou dizendo que você fez isso, mas que tem gente que vai ler este post e sair achando “religião tudo uma melda”, ah vai.
Não Primo, talvez eu não tenha sido claro. Eu abomino todas as religiões do mundo sim, só pego no pé de uma de cada vez.
A minha sogra estava dizendo que, pra pedir pro padre rezar uma missa, e na missa fazer uma homenagem a um ente querido já falecido, o preço tabelado é de R$ 3,00.
Porém em dia de finado, quando aumenta a demanda, este valor vai para R$ 10,00, um aumento de mais de 200%!
Se você é pobre e tem um ente querido que deseja homenagear, procure o budismo, o islamismo, o hinduísmo, o Hare-Krishna ou outra coisa. Na igreja católica nem pensar!
E depois o Santo Padre (eleito santo por homens não santos) reclama que os fiéis estão abandonando a Igreja Católica.
Em relação ao seu comentário, gostaria de dizer que a empresa onde trabalho possui impressoras de alto volume capazes de fazer rapidamente milhões pílulas de papel personalizadas.
Imagine você consumindo uma pílula milagrosa com seu nome, nome do seu time favorito, de sua namorada escritos nela, na sua fonte e cor favorita e ainda haver uma grande possibilidade de você obter a cura para a sua doença (de todas as milhões de pílulas já distribuídas, pelo menos 3 já fizeram efeito, não? O Frei foi canonizado!)!!!!
Vou propor isso amanhã para a área de vendas!
Ainda sobre o Papa, aproveito a oportunidade para divulgar a minha teoria que defende a idéia de quem sustenta o Vaticano e o Luxo do Santo Padre é o estacionamento da PUC-Rio.
O pior, Cristiano, é o servilismo das emissoras de TV, que reportam os dois casos de “cura” de Frei Galvão (uma mulher que não conseguia ter filhos e uma acometida de hepatite A) como “milagres”. Alguém poderia questionar se essas curas foram obtidas por tratamentos médicos eficazes, ou mesmo qual era o diagnóstico em ambos os casos. Mas quem vai querer fazer o papel de “chato” numa ocasião desta, uma verdadeira “festa da religiosidade”? Certas perguntas são incômodas, e podem irritar o grande rebanho de católicos do país. É melhor acreditar no milagre do que buscar explicações científicas, é melhor tratar o Papa como um santo homem do que oferecer como contraponto à visita a agenda conservadora e reacionária de Bento XVI. Enfim, é melhor se entregar a essa fé irracional, parar de questionar, aceitar os dogmas, engolir as explicações prontas. Assim poderemos ser “felizes”, e sufocar nossas dúvidas e questionamentos. Comentário muito grande, mas necessário. Quem me conhece sabe que costumo ser conciso. Mas precisava desabafar. Desculpem-me.
Sim dawalibi, é exatamente isso e mais: se a Globo tomasse essa abordagem que você fala, ela ia perder ou ganhar audiência? O que o polvo quer?
Sacanagem foi a Globo ter interrompido a Formula 1, com o Felipe Massa mandando bem, ganhando a corrida, para passar a missa chatérrima do Chico Bento xis vê i.