O Orkut é meio lento mas chegou lá. Agora você pode incluir seus feeds pessoais (ok… qualquer feed) no seu perfil. Fica meio escondido para seus amigos darem uma olhada mas já é um avanço.
É claro que isso continua sendo tão prático quanto ir no site de cada amigo ver se tem novidades, afinal de contas o site não tem um local único para eu ver todas as novidades dos meus amigo. (ou pelo menos eu não achei)
A tecnologia também não é novidade. O A9 fazia isso há pelo menos 2 anos (não faz mais?). Mas a implementação do Google Street View ficou muito mais amigável e transparente para o usuário, mesmo que algumas fotos ainda estejam bem toscas e a cobertura seja tão pequena que o produto fica mais na área da “curiosidade turística”. O que não nos impede de ficar horas passeando pela brincadeira, nem que seja pensando na trabalheira que deu tirar todas essas fotos 360 graus!
Um computador que é uma mesa que é um computador. Sensores por todo o canto e múltiplos pontos de toque que interagem até com objetos colocados sobre a superfície. A tecnologia — quem for mais ligado nessas coisas vai dizer — não é nem um pouco nova. Mas como tudo da Microsoft (para o bem e para o mal) a combinação entre hardware e software é o verdadeiro trunfo, lançando a primeira solução comercial na área.
Um aparelho desses ainda custa mais do que o meu carro, US$ 10,000. Por essas e outras a Microsoft está mirando no mercado de cassinos e restaurantes como os primeiros a adotar a idéia. Depois disso será a vez das nossas casas e, quem sabe quando, nossas paredes e, obviamente, nossos joguinhos.
Daquelas coisas legais que só temos acesso por causa da Internet…
Q: What was the best bit of the wedding, then?
A: It was either seeing old friends — Dave Gibbons, Kevin O’ Neill, Todd Klein, Chris Staros, Amber and Leah Moore, Oscar Zarate, Jose Villarrubia and on…. [só gente fraca]
Como bom nerd-cobra-criada eu me divirto vendo séries e filmes que usam e abusam da tecnologia. Em 24 horas, por exemplo, acho hilário como eles quebram a criptografia de mensagens cifradas em questões de minutos (dentro de um mesmo episódio), mas não podem localizar uma pessoa pelo celular, tudo em nome da história. Mas como as séries filmes não são sobre tecnologia, a coisa fica só na curiosidade. Mas como viciadamente acompanho séries como House me pego imaginando se médicos de verdade assistem séries médicas o episódio tentando resolver os quebra-cabeças clínicos, principalmente em House onde todo episódio é a-doença-incrível da semana.
– Lupus? Mas toda semana vocês acham que é Lupus! Ou então sarcoidose… Vamos lá, House, você consegue!
E será que os médicos ficam de cabelo em pé com os procedimentos médicos de House, E.R., Grey’s Anatomy, etc.? É claro que sim. Tudo está explicadinho no site Medical Reviews of House. Ou pelo menos eu acho que está, porque continuo não entendendo nada.
xkcd é uma tira de quadrinhos conhecida por suas piadas com altos graus de nerdosidade e seus desenhos toscos. Mas essa semana a história deu uma guinada existencial, com uma mensagem daquelas que parece que foi escrita para mim. Foi?
Serginho manda a dica do Gibizada que aponta para um desenho animado da sempre sensacional tirinha Calvin & Haroldo feito por um fã italiano, desenhista profissional.
o italiano Donato Di Carlo resolveu homenageá-los em um curta-metragem animado de dois minutos e 28 segundos produzido para a Escola de Cinema de Milão. Uma beleza que o autor das divertidíssimas tiras do moleque e seu tigre de pelúcia deve repudiar, já que ele nunca permitiu merchandising de sua criação. No desenho animado falado em italiano e com legendas em inglês, Di Carlo conseguiu capturar com maestria o traço e o espiríto dos personagens
Além de um desenho divertidíssimo essa pecinha também é um bom exercício de copyfight. Como toda lei, a lei de copyright não serve para quando tudo vai bem e dá certo, mas sim quando alguém discorda.
Bill Watterson nunca deixou seu personagem ser explorado por terceiros (e, dizem, vive uma vida meio estilo Salinger). Nunca tivemos desenho animado do Calvin, filme, lancheira, bolo de aniversário, videogame… Quando Watterson decidiu que era o fim, assim foi.
Mas será que uma obra do tamanho e sucesso de Calvin & Haroldo pode pertencer ao autor e aos fãs? Se Watterson não gostar do desenho, ele tem o direito de tirá-lo do ar?
O pior é que a resposta, nesse mundão da Internet sem portera, muda de país para país. Nos EUA o trabalho pode ser considerado como fair use, mas esse é um conceito exclusivamente americano, com suas leis de liberdade de expressão acima de tudo. O Brasil não tem nada parecido com essa idéia, assim como a maioria dos países do mundo. Será que isso é certo? Será que um autor tem direito de impedir que qualquer um meta a mão em suas peças? Será que a vontade de um fã é mais importante do que isso?
Ninguém, até agora, mandou o vídeo sair do ar. Mas a discussão e o exemplo são importantes para entendermos melhor toda essa idéia de copyright. Além de a chance de ver um vídeo divertidíssimo, é claro.
Um dos mitos dos novatos em empreendedorismo é o de que uma boa idéia é a parte mais importante do negócio. Eu, obviamente, discordo totalmente desta idéia, afinal de contas ganho meu dinheiro com uma das idéias mais antigas da Internet: hospedar sites.
Hoje encontrei aqui uma lista com 10 idéias malucas que funcionaram e deixaram alguém muito rico, provando de vez que se você executa bem uma idéia, por mais idiota que ela possa parecer, pode ser dar bem. A lista tem de tudo: monges recarregadores de cartuchos de impressora, óculos para cachorros e até forquilhas-da-sorte feitas de plástico além do favorito de todos nós, a Million Dollar Homepage.
De sobremesa leve este outro texto, sobre como os empreendedores com menos de 30 anos saem na frente dos mais velhos justamente por “não saberem nada”, ou seja, por não chegarem no empreendimento com idéias pré-concebidas sobre o que funciona ou não.
Via Slashdot: A BioWare, uma das empresas de jogos mais batutas do mundo, está procurando “criadores de mundos”. A empresa tem, junto com a Blizzard, uma das melhores proporções de jogos-bons-por-lançamento do mercado. Só que a Blizzard simplesmente parou de fazer jogos depois de lançar sua máquina de fazer dinheiro World of Warcraft.
Agora é a vez da BioWare lançar seu MMORPG (urru!) e, para tanto, precisa de alguém com mania de Deus que queira ajudar o pessoal a criar o mundo online. A empresa já fez um concurso parecido para contratar um escritor seguindo o mesmo princípio do atual: crie um módulo usando o toolkit do Neverwinter Nights 1, faça o pessoal de lá babar e arrume as malas para Austin, Texas.
Com esquemas de afiliados, revendas, etc. hoje fica bem fácil um escritório de design, por exemplo, abrir um pequeno serviço de hospedagem que atenda aos seus clientes. É o já famoso Long Tail e cabe a empresas como a minha correr atrás. Aliás tenho uma meia dúzia de clientes no Vilago que fazem essa jogada com seus clientes, nos mais variados modelos. Para mim o importante é manter sob meu controle o atendimento e o controle sobre os sites em si, para não deixar a qualidade do serviço como um todo cair. [valeu Marcelo!]
Eu sei que é feio, malvado, bobo. É horrível mesmo. Mas é que de vez em quando (pelo menos uma vez por mês) tenho que aturar algum candidato a cliente (ou vejo comentários em blogs ou no Orkut) dizendo algo do tipo “o Vilago é legal, mas o provedor concorrente é mais barato” ou “o provedor concorrente dá 20 quaquilhões de terabytes de espaço”. Seja lá quem for o concorrente, eu tenho um monte.
Daí que tento acessar o blog de alguém e o servidor está fora do ar. Desculpe Papai do Céu, mas eu abro um tremendo sorriso. Problemas acontecem nas melhores famílias, só não gosto quando fica parecendo que é só na minha.