Tá na mão

[Coloque aqui trocadilhos infames como "veio voando" e coisas assim, OK?]

3 Jul 2006, 9 comentários.
:: Consumismo

Ubuntu vem aí, lala lalalala



Instalado e configurado!

2 Jul 2006, 9 comentários.
:: Nêeerd!

Perdeu e mereceu

Vivemos em um mundo engraçado. Um mundo onde se acredita no destino, na estrela, em ser predestinado, iluminado, escolhido. Brasileiro, então, é especialista nisso. Acha que um ou outro quando nasceu, Deus olhou e disse “esse é o cara”. No mundo todo o mito é seguido, mas aqui parecemos ter uma adoração especial. Uns diriam que é porque acreditar em destino e estrela é uma ótima desculpa para quando uma coisa dá errado. “Eu não tenho sorte mesmo, o destino não quis.”

O Brasil (não o time brasileiro, o Brasil todo) foi humilhado hoje pela seleção da França porque sempre acreditou ser o time escolhido e predestinado para vencer o campeonato. Brincadeiras dos torcedores, antes do início do torneio, mandavam entregar o caneco logo para os canarinhos para que se economizasse tempo. Os jogadores, aparentemente, agiram assim o tempo todo.

Quem olhar o comportamento da nossa seleção nos cinco jogos disputados vai notar que o mais marcante não foi esse ou aquele jogador, ataque ou defesa. Foi o comportamento de que fazer um gol era questão de tempo. De que a vitória era a conclusão óbvia da história, como em um filme. Mas como já dizia aquele nosso poeta, a vida não é filme e você (ainda) não entendeu.

Cafu, na saída do estádio, confirmou esse sentimento ao repórter do SporTV. “É, nos achávamos que em alguma hora o Ronaldinho ia enfiar uma bola impossível e a gente ia chegar ao empate.” Mas a cena que definitivamente simboliza nossa derrota foi quando, lá pelos quarenta minutos do segundo tempo, Ronaldinho Gaúcho bate para fora uma falta quase em cima da linha da grande área. As câmeras pegaram o “melhor do mundo” olhando para a meta com olhos arregalados e uma expressão de “Mas não era isso que devia estar acontecendo! Era para ser gol!”

Ontem a Alemanha despachou para casa um dos maiores favoritos do torneio, nos pênaltis. O goleiro Lehmann não só defendeu dois pênaltis, ele pulou no lado certo em todas as cobranças. Um predestinado, um iluminado, um herói? Nada disso. A seleção alemã entregou para ele minutos antes do início das cobranças uma lista com as estatísticas de dois anos de cobrança de pênaltis por parte dos argentinos. Lehmann e sua equipe trabalharam e fizeram o dever de casa.

E a França? E o Zidane? Um astro, um escolhido de Deus para levar o povo francês à glória? Ou uma equipe que, sabendo de suas limitações técnicas e físicas, venceu onde realmente se vence um jogo, no campo tático. A França não deixou o Brasil entrar em campo, exerceu a já famosa superioridade no meio-de-campo e, ainda por cima, contou com a incrível falta de garra do time brasileiro. Afinal de contas, quem precisa de garra quando se tem estrela, cinco estrelas?

Não é dizer que o Brasil, no fim das contas, não tinha a tal estrela. Não é dizer que o destino assim não quis. É que, simplesmente, não existe destino, não existe estrela, não existe um script de filme pré-escrito com heróis escolhidos a dedo. O que existe é seriedade, trabalho duro, humildade e uma pitada de acaso.

1 Jul 2006, 21 comentários.
:: Esportes

Copa, oitavas

Brasil x GanaSemana agitadíssima. O único jogo das oitavas de final que realmente vi foi Brasil e Gana. Passaram de fase todos os primeiros colocados de seus grupos, exceto Ucrânia e França. A Suiça mostrou porque a Copa do mundo e seu sistema de mata-mata é bela. Não basta ser retranqueiro e não tomar gols, é preciso fazê-los. Saiu da Copa com a honra de ser o primeiro time da história a ser eliminado nas oitavas sem ter tomado nenhum gol e toda a competição. Já a Espanha, como bem disse o filósofo Mairus, comprovou ser a maior pipoqueira das Copas. O time é jovem e não soube ter sangue-frio diante da cansada porém experiente França.

Já o Brasil fez o que todo mundo esperava, não deu a menor chance para Gana. O papo rolando pelo mundo é o de que a arbitragem está desaradamente favorecendo o Brasil. Fora o gol impedido do Adriano não vi nada demais (e erros de impedimento aconteceram por toda a Copa). Mais deslavado foi o tropeção-que-virou-pênalti no jogo Itália x Austrália. Os ganenses reclamaram que o juiz dava muita falta. Eu acho que eles é que fazem muita falta.

Eu já tinha cantado lá no jogo Gana x Rep. Tcheca que o pessoal da África é ingênuo e ruim de pontaria. Continuaram assim contra nosso timaço. Fora aquela cabeçada que o Dida tirou com o pé não houve nenhum lance de perigo real e imediato ao nosso gol. Ronaldinho Gaúcho não fez uma grande participação mas o resto do time compensou. Não adianta, em Copa do Mundo não consigo ver 3 x 0 em oitavas de final como um mau resultado. Pra mim não tem essa de “o time mostrou fragilidade”, cada jogo é um jogo.

Agora (daqui 5 horas, pra ser mais exato) pegamos a França. Eu sou um traumatizado. Já vi o Brasil perder duas vezes para eles em Copas, e mais uma ou duas em olimpíadas. Que esse jogo quebre a escrita.

1 Jul 2006, 1 comentário.
:: Esportes

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