Filmes em casa, pelo correio?
Vi naquelas propagandas do Google um link para o NetMovies, que se vende como um “Netflix brasileiro” coisa que, se for verdade, é realmente ótimo.
A idéia é a de uma locadora de DVDs onde em vez de pagar por filme visto o associado paga um valor fixo por mês que dá direito a ficar com um certo número de discos por quanto tempo quiser. Se o cinéfilo for fominha pode devolver um filme para receber outro no mesmo dia. Se for como a maioria dos seres humanos vai ficar enrolando ao máximo. Toda a troca acontece pelo correio em envelopes pré-pagos.
Diz a lenda que a idéia de mandar filmes pelo correio surgiu quando o criador do Netflix, Reed Hastings, estava na faculdade. Na época seu projeto dos sonhos era um serviço que disponibilizaria filmes via Internet para todos os clientes. Mas ainda hoje a velocidade de transmissão de dados padrão dos usuários domésticos (mesmo nos EUA) só permite o envio de filmes “qualidade DVD” (por volta de 4GB de dados) num prazo de horas, além de implicar num custo de transmissão de dados altíssimo. Naqueles anos do século passado um filme demoraria semanas para ser baixado, com custos ainda maiores.
Foi quando o professor de Hastings, ainda segundo a lenda, deu o seguinte exercício a seus alunos: se você encher uma Kombi de fitas magnéticas de grande capacidade e dirigir de São Francisco para Los Angeles, deixando lá as fitas, qual a velocidade de transmissão de dados? Quantos megabits-por-segundo você atingiu?
Daí veio o estalo de que a maneira mais rápida e barata de transmitir grandes quantidades de dados era (e ainda é) o correio. Além disso, ao enviar os DVDs originais para a casa dos assinantes a Netflix não precisaria se preocupar em proteger os filmes contra cópia.
A Netflix é hoje mania nacional nos EUA e umas das pontocom de maior sucesso no mercado, em boa parte por não colocar todo o seu modelo de negócio em volta de bits percorrendo provedores de acesso. Além da comodidade do serviço o sucesso da Netflix é atribuido a três fatores: primeiro o sistema de “filas” do site da empresa, onde o cliente escolhe quais filmes gostaria de receber da Netflix. Quando o cliente devolve um filme os servidores da Netflix escolhem o primeiro filme disponível na fila. Gerenciar as filas é verdadeira obsessão entre os norte-americanos e a piadinha é a de que agora os casais não brigam mais pelo controle remoto, mas sim pelo controle da fila.
Em segundo lugar o sistema de recomendação, já popularizado em sites como a Amazon e Movielens. “Se você gostou deste filme também deve gostar desse.” O charme extra é como a Netflix usa o conceito de “rede de amigos” suas recomendações não só são influenciadas pelos seus amigos como você pode mandar também indicações diretamente para seus amigos.
E, finalmente, pelo enorme acervo de filmes, um pouco dentro da idéia de long tail. Na Netflix você consegue encontrar filmes que simplesmente não existem nas locadoras comuns porque a demanda por eles é baixa demais para justificar o espaço na prateleira. Existe uma legião de fãs de filmes de antes dos anos 50 que se dedica a cultuar estes filmes via Netflix. É esse quesito que mais me interessa ver se será cumprido pela NetMovies além, claro, da qualidade geral do serviço.
O proverbial mundo onde as pessoas não saem mais de casa parece, então, ganhar mais uma facilidade no Brasil: filmes no conforto do lar, pelo correio. Segundo o site da NetMovies o serviço ainda só está disponível no Grande Rio e Grande São Paulo, com promessa de expansão “em breve”.
Estou torcendo para que um dia isso funcione no país todo. Ou pelo menos nas maiores regiões metropolitanas.
Só que pode acontecer da tecnologia atropelar o modelo de negócios, lembrando que a banda larga de 600 kbps está virando padrão de mercado.
E eu aqui pensando que o “Pipoca e DVD” era original para danar…
Tenho algumas dúvidas quanto à implantação deste modelo no Brasil.
1 – Preconceito meu, assumo, mas será que temos um público nacional grande interessado no “acervo”? Pra galera, o que importa é ser lançamento. E, pra concorrer com Blockbuster e outras, não dá pé.
2 – Comparando com os EUA, é muito pequeno o acervo de filmes mais antigos lançados em DVD no Brasil. Quem realmente quer algo mais “fora de linha” provavelmente vai ter que recorrer à tv a cabo ou a internet, já que nem deve existir um DVD R4.
3 – Vai depender dos Correios? Eles até funcionam muito bem, mas não gozam de confiança. E não é tão fácil assim o acesso aqui: tem que ir na agência, enfrentar a fila etc.
[...] O Cris Dias falou essa semana do NetMovies, um dos vários clones brasileiros do Netflix (Clone 1, Clone 2, Clone 3) e como ele, de certa forma, revoluciona a forma com que nós nos relacionamos com as locadoras de filmes. Eu, o Fábio Seixas e o Ricardo também falamos disso. [...]
Gostei do que vi. Realmente uma idéia bem interessante! Estou esperando eles tornarem o serviço disponível para minha cidade.
O quê?! Eles entregam em casa mas eu preciso ir ao correio para devolver? Ainda não me agrada totalmente
[...] Cris dias explica: A idéia é a de uma locadora de DVDs onde em vez de pagar por filme visto o associado paga um valor fixo por mês que dá direito a ficar com um certo número de discos por quanto tempo quiser. Se o cinéfilo for fominha pode devolver um filme para receber outro no mesmo dia. Se for como a maioria dos seres humanos vai ficar enrolando ao máximo. [...]
[...] de marketing recebemos 60 dias grátis de Netmovies, a locadora de DVDs online+motoboy sobre a qual já comentei aqui em 2006 (e acho o maior barato, [...]
[...] exatamente o caso desta campanha da Netflix no Internet Superstars, programa semanal apresentado por Martin Sargent que foca no lado tosco da [...]